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Maxwell Matias é o @kief.m , fotógrafo cria da Zona Oeste do Rio de Janeiro, radicado em São Paulo. Ele traduz seu olhar em percepções do cotidiano que não se encerram em imagens. Seus cliques apresentam uma reflexão que puxam fundamentos e relações que as pessoas fazem naturalmente com suas vivências, seja o assunto fé ou pilotar sagazmente uma moto. 

Praticamente ele se desenvolve entre visuais e esculturas, nutrindo seu trabalho do que o toca e como ele retorna esse toque tensionando compreensões de beleza, valores pessoais e pertencimentos coletivos. Seu foco é no que há de sutil, nos detalhes que as vezes parecem escorrer por entre os nossos dedos e passam batidos, mas não para ele. E, por isso, confronta olhares higienizados e meramente superficiais que produzem caricaturas da vida, revelando outras camadas e suas contradições no que permeia o universo visual popular brasileiro.

O embate é inevitável, pois para adentrar a profundidade que ele carrega em suas imagens é necessário abandonar preconcepções que vêm de visões rasas e, muitas vezes, completamente distantes daquilo que é retratado em seu trabalho ao longo dos anos. by @carmo.mag
15
10 months ago
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A moda nacional 🇧🇷 já passou por muitos altos e baixos. Hoje, é totalmente plausível dizer que ela vive tempos de glória. Diretores Criativos brasileiros colaborando com gringos, ocupações e pop-ups em semanas de moda, entrando em listas importantes de reconhecimento ao redor do mundo, se destacando em premiações e por aí vai.

Sempre soubemos do tamanho da nossa potência, mas daí a ela ser reconhecida pela cadeia de mercado nacional e internacional, foi uma grande caminhada. Em tempos onde é necessário relembrarmos a importância de defendermos nossa Soberania Nacional, através do consumo podemos fazer nossa moda ir muito além... Afinal, hoje somos autossuficientes no que nossa moda entrega em termos de criatividade, qualidade, variedade de produtos, matérias-primas e outros.

Quais são as marcas que tem mais potencial de expansão? Aqui, trouxemos algumas que já estão um bom tempo na pista com posicionamento, narrativa e vivência real vindas de todos os cantos do Brasil. 🇧🇷🇧🇷🇧🇷 taken in Brasil by @carmo.mag
24
a year ago
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@prodkouth san é compositora, produtora musical e dona de um estilo próprio que transita entre o rock, rap, trap e o eletrônico bebendo de outras fontes culturais como animes, mangás, zines, filmes e tudo que tem um tom contracultural.

Recentemente participou da edição brasileira do @ontheradarradio no Brasil e apresentou sua lírica que ignora o que é hype para mostrar um outro mundo e uma outra proposta, mais coletiva, mais real e, principalmente, que questiona o status quo que opera os sistemas no mundo.

Artisticamente falando, ela traz um peso próprio que foca nas suas vivências e numa visão que diverge do que as massas buscam ou que as panelas ditam como legal e interessante. Muitas refs estéticas do vampirismo ao punk mas sem perder atitude paupável... Ela não apresenta historinha pra boy dormir, mas posicionamento que não para na sua persona criativa.

Breve vai sair trampos novos, enquanto isso, dá o play no seu álbum "MASK ON! Vol. 2"! by @carmo.mag
6
a year ago
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Thiago Cosme Morales é o @cliquenervoso , um carioca do centro do Rio que gira pelas áreas da cidade registrando tudo o que enxerga valor - ele tem um apreço forte por conhecer e curtir lugares fora do que a bolha do hype dita. Seu estilo é auto-didata, experimenta a cada clique e a cada filme. Ganhou o vulgo durante uma sessão com o rapper Dom Preto, de Maringá.

Um dos seus exercícios criativos favoritos é andar a pé ou de bike pelo Rio, São Paulo ou onde estiver, observar o que tem de interessante, o contraste entre luz e sombra, as cores que podem ficar extremamente vibrantes dependendo do filme que ele estiver usando e o figurino dos pedestres... Seu ímpeto expressivo está em registrar a beleza do cotidiano, histórias que vão muito além do clique, mas que ali, já revelam o espírito que ele propaga.

Colabora também com os coletivos @woooooooooooooooooorm  e @sujoground clicando os shows e eventos que eles realizam, levantando a bandeira do boombap e do real underground que pulsa nas ruas pelo mundo a fora. by @carmo.mag
13
a year ago
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"Eu quebrei um nazi e não me arrependo de nada. Era Punk!" 🧨🤘 by @carmo.mag
9
a year ago
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@linkdozap é um dos caras fora da curva do hype que mais tem gerado arte com lírica, visuais e propostas criativas num caminho contra-cultural ao que está dado como "cool" pelo mercado hoje. Entre diversas reflexões sobre a vida e um niilismo vezes otimista vezes fatalista, ele traduz anseios e visões que vão muito além de uma "modinha geracional".

Parar pra escutar seus sons é como sentar numa roda na praça, acender um cigarro e ficar olhando a vida passar pensando o que será de nós daqui uns anos... O que é propósito? Pra quê isso serve? O que vamos fazer com o nosso?

Não é Rap, não é Trap, esse tipo de definição não importa... O que importa mesmo é que é som feito com vontade e intenção. Aqui, ele compartilha um pouco disso pra além da música. by @carmo.mag
26
a year ago
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Rubem Valentim foi um dos maiores construtivistas e concretistas brasileiros na história da arte nacional. Em sua trajetória, ele apresentou obras que se tornaram verdadeiros marcos para a arte contemporânea desde gravuras, pinturas e esculturas.

Com um trabalho enraizado nas matrizes africanas presentes ao seu redor, aqui compartilha também qual o papel da cópia no desenvolvimento de uma identidade e pesquisa próprias.

A repetição como método para experimentar técnicas e compreender onde se quer chegar com uma obra foi de suma-importância para que, num dado momento de sua carreira, ele solidificasse de maneira clara o que era o seu trabalho.

Em tempos onde cópias são cada vez mais "comuns" e tratadas como fins em si mesmas, o artista apresenta uma perspectiva que não as demoniza, mas indica como uma ferramenta para dar contorno ao que virá a ser sua própria personalidade criativa. by @carmo.mag
3
a year ago
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@drinpeh é um fotógrafo de olhar sagaz e criativo. Nascido e criado em Nilópolis, Baixada Fluminense, sempre transita entre diversos lugares e regiões observando o que de interessante acontece no cotidiano, naquilo que nem sempre é valorizado ou percebido logo de cara. 

Partindo daí ele fotografa com a câmera e com o celular os detalhes, o que está entre, o silêncio que precede o esporro, o momento em que o Sol se encaixa na fresta de uma janela... De mundos imaginários e divertidos como os que cria com o duo @ouvindobistro aos registros de skate nos rolés que participa, seu olhar foca na poesia e na beleza que é possível enxergar em cada história que é contada com seus cliques. O exercício de registrar é pra não deixar a memória morrer mas também pra exaltar as vivências que não voltam mais.

Desde que começou a frequentar os Bailes Charme, e principalmente dançar, começou a reconhecer não só a importância, mas o charme que o Charme tem e como Madureira é o Templo dessa comunidade que exalta a negritude e a liberdade de se expressar com o corpo sem travas, intimista é uma boa palavra pra definir o que ele clicou com muito carinho e respeito.

Em tempos de fotógrafos invasivos, que se utilizam das pessoas pra destacarem somente a si e "seus trabalhos", aqui podemos ver o corre de quem primeiro chegou com pé no chão e interesse genuíno, vivenciou e conheceu as pessoas, se tornou parte do que acontece e assim, pôde fazer algo que é realmente tocante. by @carmo.mag
3
a year ago
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@jazzaoquadrado é uma das vozes mais versáteis dessa geração vinda da Baixada Fluminense. Com líricas que sempre apresentam novas referências, fica claro o tamanho da busca, estudo e seriedade que ele carrega diariamente nas suas produções - e isso não é sinônimo de ser chato, muito pelo contrário, ainda mais porque ele acredita não só no potencial dele, mas de todos que colam junto do @visaoofficial , a base de operações que conta com diversos outros talentos além de Jazz.

Recentemente tendo lançado um minidoc sobre a produção de seu primeiro EP "V.S.N.T.J." e do single duplo "Oceano/Novela", o artista passeia por novos elementos em sua música e mostra evolução em suas criações. É fato que Jazz é incansável em apresentar novidades pro seu público... Se você conhece, já sabe que coisa boa vem aí, caso contrário, é melhor ficar atento... O trem bala vai passar. by @carmo.mag
17
a year ago
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@_anamariagoncalves , integrante da Academia Brasileira de Letras, ficou conhecida pelo livro "Um Defeito de Cor" e compartilha de uma visão que promove novas percepções sobre o processo criativo e a suposta exigência de um artista ter sua obra girando em torno de uma mesma pauta ao longo do tempo.

Muitas vezes vemos criadores que falam somente de um mesmo assunto, diversificando formatos e camadas, mas repetindo uma discussão em sua trajetória - o que é plenamente aceitável, sem dúvida.

E isso se dá por diversos motivos... Algumas vezes pelo artista acreditar que exista uma fórmula própria a se seguir para se manter "relevante" ou percebido no cenário.

O que Ana Maria traz é provocador, pois pega uma contramão, de maneira a estimular criativos num mergulho em tudo o que eles tiverem interesse, não se levando tão à sério também, afinal, nem todas as escolhas que serão feitas no processo gerarão possibilidade de "sucesso". E, por isso, a falha se torna muito importante também - a aceitação dela é fundamental no amadurecimento da obra de um artista.

@manobrown ao trazer ao mundo da música o seu disco "Boogie Naipe" ou ao participar do disco "No Voo do Urubu" de Arthur Verocai, por exemplo, produz o mesmo pensamento posto em prática. 

A experimentação aqui é posta como elemento e ferramenta crucial do criar... As possibilidades são inúmeras e por quê não conhecer novas perspectivas ao se conectar com repertórios que não eram, até então, familiares para si ou para quem admira sua arte? Todo mundo sai ganhando e novas camadas são criadas. by @carmo.mag
0
a year ago
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Cada vez mais a homogeneização no mundo musical vem avançando... E o que o mercado celebra como avanço e conquista, não passa da conclusão de uma das etapas de controle sobre as narrativas criativas que rolam por aqui.

Isso é parte de um projeto que insere na mentalidade das pessoas que elas podem confiar nas plataformas e mídias... Que elas podem se acomodar, porque no fim, eles estão ali pra os "servir".

Enquanto isso, milhares de artistas tão incríveis quanto aqueles que recebem atenção do mercado vão sendo negados ou simplesmente tratados como algo "à parte".

As vindas pra São Paulo se tornam inevitáveis, mas a garantia de conquistar os holofotes soa como um sonho pra formar mais uma história de superação... Mudar esse paradigma é mais do que necessário, é fundamental!

Afinal, sabemos que não é por causa de uma Alexa ou de um microfone valvulado que um trabalho se torna algo foda e marcante! É a ideia, independente da estrutura... E veja bem, não devemos negar o nosso direito de termos acesso a todas as estruturas, mas a ideia, ela deve importar mais que todo o resto.

E isso, meus caros, artistas de todos os cantos do Brasil fazem muito bem ao cantar e contar suas histórias. Por isso, fica aqui não um convite, mas uma convocação a exaltarmos mais e mais aqueles que movimentam diariamente o universo criativo da música e do audiovisual...

Ref não falta, o que falta é disposição, intenção e vontade sincera de ir além. Crise estética é só pra quem tá acomodado. by @carmo.mag
16
a year ago
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Chico Science conta que em um dado momento, no início de sua carreira, foi comparado à Josué de Castro e ele questionou o por quê, já que não fazia ideia, até então, de quem era esse que foi um dos mais importantes intelectuais recifenses, contemporâneo de Paulo Freire.

Médico, nutrólogo, geógrafo, sociólogo, poeta... Josué de Castro, entre tantas contribuições, escreveu "Homens e Caranguejos", livro publicado em 1967 que revela o início da relação do escritor com sua principal pauta de discussão na vida: a fome.

“Não foi na Sorbonne nem em qualquer outra universidade sábia que travei conhecimento com o fenômeno da fome. O fenômeno se revelou espontaneamente a meus olhos nos mangues do Capibaribe, nos bairros miseráveis da cidade do Recife: Afogados, Pina, Santo Amaro, Ilha do Leite. Esta é que foi a minha Sorbonne: a lama dos mangues do Recife fervilhando de caranguejos e povoada de seres humanos”.

Anos depois, ele influenciaria uma das maiores mentes pensantes da música brasileira dos anos 90 a fundar o Movimento Manguebeat, a antena parabólica fincada na lama em contato com os sons de todo o planeta.

Música e política sempre andaram de mãos dadas, principalmente em momentos de tensão e extrema pressão social. Negar isso é contribuir para a manutenção de um sistema que quer manter as pessoas alheias a seriedade da realidade em que vivemos e tornar aqueles que fazem arte, meros comerciantes... Enquanto em sua origem e história, percebemos que não é bem assim. by @carmo.mag
6
a year ago
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