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Professora, Doula e Psicóloga CRP 11/4478. Suporte e cuidado na poesia e no caus; Atendo adultos e casais em Fortaleza/CE e online onde você estiver.
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@cirandadedoulas 
@ben_huroliveira 

#psicologia
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#psicoteradecasal 
#psicoterapiafortaleza 
#doula 
#educadoraperinatal 
#doulafortaleza 
#coletivodedoulas 
#estudosdegenero 
#feminismos by @carolina.trinta
35
a year ago
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O sofrimento psíquico não pode ser compreendido fora das condições de vida, das desigualdades sociais e das relações de poder que atravessam a existência humana.

Cuidar da dor sem olhar para o mundo que a produz é correr o risco de individualizar sofrimentos que também são sociais.

Nem a Psicologia nem a Educação são neutras. A pretensa neutralidade, ao não questionar as estruturas de poder, as desigualdades e as normas sociais que moldam o sofrimento, pode contribuir para manter o status quo e silenciar vozes historicamente marginalizadas.

A Psicologia assim como a educação é política porque o sujeito é social, e ambas são possibilidades de emancipação, consciência crítica e transformação da realidade.

Não basta cuidar das pessoas ou educar pessoas para que suportem ou compreendam o mundo como ele é. É preciso também construir possibilidades para transformá-lo.

#educação #psicologiacritica #paulofreire #nãoexisteneutralidade #maislivrosmenosarmas 
@psiqgabrielborges

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido; Pedagogia da autonomia.
MARTÍN-BARÓ, Ignacio. Acción e ideología: psicología social desde Centroamérica.
LANE, Silvia T. M.; CODO, Wanderley (orgs.). Psicologia social: o homem em movimento.
MONTERO, Maritza. Introducción a la psicología comunitaria: desarrollo, conceptos y procesos. 2004. by @carolina.trinta
6
11 hours ago
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Segurança, presença e respeito em cada detalhe. Mais um parto pélvico planejado assistido com amor e emoção por esta equipe. ❤️‍🔥 

Bárbara Sampaio - Obstetra 
Carolina Trinta - Doula 
Juliana Mesquita - Obstetriz 
Letícia Soares - Obstetra 
Luciana Patrício - Obstetra 
Mariana Freitas - Enfermeira Obstetra taken in Fortaleza - Ceará - Brasil by @carolina.trinta
11
22 days ago
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Sou Psicóloga faz é tempo! Desde de 2005. E não gosto de produzir conteúdo. 
Não sou "influencer", não me interessa ser. 

Psicoterapia não propõe soluções prontas, não serve para acabar com sintomas, não transforma ninguém em uma "melhor versão de si" e não promete felicidade.
Psicoterapia serve ainda menos para "adaptar" alguém  a "engrenagem", para  que se possa "render mais".

Não é sobre atender uma lógica do sistema ou uma lógica moral. 
É mais sobre habitar a própria humanidade.

Talvez eu possa "desinfluenciar"? Afinal, há mais mistérios do quê certezas!

Sim, gosto desse fazer e acredito.
Os contatos estão na bio! by @carolina.trinta
27
a year ago
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Sobre o meu jeito de fazer Psicologia;

Atendimentos On Line
& Presenciais 
Av. Desembargador Moreira, 1300, Aldeota, Torre Norte, sala 1312. 
Fortaleza CE

#psicologiaclinica
#psicoterapiafortaleza 
#psicoterapiaonline by @carolina.trinta
10
a year ago
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O puerpério é uma fase de intensas transformações físicas, emocionais e relacionais. Logo após o parto/nascimento, muitas mulheres vivenciam o ‘baby blues’, um termo em inglês que significa um estado transitório marcado por choro fácil, oscilação de humor, ansiedade e maior sensibilidade. Esse estado de humor, que acomete a maioria das mulheres no pós parto em algum grau, costuma durar poucas semanas e está relacionado às mudanças hormonais e à adaptação ao novo papel, lutos e acomodações psíquicas.

Entretanto, quando os sintomas se intensificam ou se prolongam, é preciso atenção. A depressão pós-parto vai além de um entristecimento transitório e uma acomodação; manifesta-se por tristeza persistente, desesperança, dificuldade de vinculação com o bebê, alterações no sono e na alimentação, além de sentimentos de culpa e/ou inadequação. Trata-se de um estado que requer mais cuidado e frequentemente suporte de naturezas diversas.

A psicologia perinatal, abordagem psicológica que estuda as mudanças  e especificidades desse ciclo na vida da mulher e da família, contribui com um olhar que transcende o olhar biomédico, ampliando para uma escuta psicossocial.  Uma escuta que comtempla o contexto histórico das vivências maternas onde frequentemente as mulheres se vêem atravessando o puerpério de forma solitária, sem o suporte comunitário que outrora tiveram ou ainda tem em  outras sociedades. Soma-se a isso um contexto social que, ao mesmo tempo culpabiliza e exige um ‘ideal materno’ inatingível e em contrapartida oferece pouco amparo concreto. Essa contradição aumenta a sobrecarga psíquica e dificulta o reconhecimento de que maternar é uma experiência coletiva que não deveria ser concebida como um lugar exclusivo do gênero feminino.

Falar sobre saúde mental das mulheres no puerpério é falar de responsabilidade social: a construção de redes de apoio, de políticas públicas efetivas e de um olhar menos idealizado, mais abrangente e inclusivo sobre a delicadeza e coletivização do cuidado de todos os envolvidos.

#psicologiaperinatal 
#psicologiaclinica taken in BS Design by @carolina.trinta
0
a year ago
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Envelhecer é um processo biológico, mas também psíquico e existencial. Do ponto de vista psicológico, o envelhecimento nos coloca diante de uma tarefa complexa: lidar com as perdas, a renúncia a certas possibilidades e a proximidade da morte.

Mas é também a chance de ressignificar a vida, de cultivar a sabedoria que nasce da experiência e de encontrar sentido mesmo naquilo que se desfaz. 
Erik Erikson, por exemplo, compreende a velhice como a etapa em que o sujeito se depara com a integração do eu — a possibilidade de olhar para trás com aceitação, em vez de desespero.

Envelhecer é também um fenômeno social um lugar construído culturalmente, atravessado por preconceitos e estigmas. Encontrar beleza no envelhecer é, portanto, também um gesto de resistência, de recusar a lógica que associa valor apenas à juventude e à produtividade.

Na literatura, encontramos ecos que nos ajudam a dar forma a esse percurso. Drummond escreveu: “Envelhecer é passar do possível ao real, é reduzir-se, é esvaziar-se, é entregar-se. Mas também é libertar-se.” A poesia nos recorda que envelhecer é paradoxal: envolve finitude, mas também abertura para a vida em sua inteireza.

Assim, envelhecer pode ser compreendido como um exercício de delicadeza consigo mesmo: a arte de reencontrar a vida dentro do corpo que muda, e descobrir que o autoconhecimento é, em si, uma forma de permanecer vivo até o fim.

#psicoterapia 
#psicologiaclinica
#psicoterapiaonline
#psicoterapiafortaleza
🏳️‍⚧️🏳️‍🌈 taken in BSDesign by @carolina.trinta
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a year ago
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Quando um relacionamento parece chegar ao fim, estamos diante de um dos acontecimentos mais desafiadores da vida afetiva. Não se trata apenas de deixar de amar ou de perder o interesse, mas de reconhecer que, em alguns momentos, o vínculo já não cumpre a função de nutrir, apoiar e possibilitar crescimento mútuo. 
É importante se perguntar: qual o custo de permanecer ou de seguir? Muitas pessoas sustentam relações às custas de seu próprio bem-estar, acreditando que o amor se prova pela capacidade de resistir à dor. Contudo, um relacionamento saudável exige empenho, mas não deve gerar esgotamento, perda de identidade ou adoecimento emocional.
Nossa cultura muitas vezes romantiza o sacrifício no amor. Por trás dessa ideia, pode habitar o medo de não ser amada(o) ou a crença de que há mérito moral em “fazer durar” a qualquer preço. 
Esse ideal aprisiona casais em vínculos que já não oferecem espaço para a vida florescer. Reconhecer a necessidade de mudança, no entanto, não significa banalizar os vínculos. Pelo contrário: relações precisam ser cuidadas, cultivadas e compreendidas como dinâmicas, atravessadas pelas transformações individuais e pelas mudanças de contexto.
É fundamental lembrar que uma crise não significa necessariamente o fim. Conflitos podem ser convites para revisitar acordos, reposicionar papéis e fortalecer a intimidade. Mas há situações em que a crise revela o esgotamento do ciclo da relação, e insistir pode significar negar o que já se tornou evidente.
Nesse percurso, a presença de um terapeuta de casal pode ser decisiva. O espaço terapêutico oferece escuta qualificada, mediação de diálogos difíceis e apoio para que cada parceira/o compreenda suas próprias necessidades, reconheça as do outro e possa avaliar, com clareza, se há caminhos de reconstrução ou se é hora de encerrar a relação.
Separar-se não precisa ser um ato destrutivo. É possível manter o respeito, reconhecer a história construída e, quando há filhos, investir em diálogo e bons acordos parentais. 
Reconhecer quando é hora de permanecer e quando é hora de partir é um exercício de cuidado consigo e com o outro.
#terapiadecasal 
#coterapeuta
#familiasdiversas 🏳️‍🌈 by @carolina.trinta
4
a year ago
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Das coisas que me são imprescindíveis e sagradas.

Das coisas que fazem com que eu experimente e regule saúde/doença, esperança/tragédia, dor/alegria.

Grata a dança e tudo que ela me ensina sobre limite e descanso;
Fracasso e impermanência;
Sobre dar errado e cair; Sobre falta de controle e experimentar a pequenez como parte de fluxos maiores.

Grata por essa imersão de contato-improvisação
@ludimilla.cancado
@ben_huroliveira 
@polyanamor.eira 
@psibarbarabezerra 
@leo.albu 
@genivaldomacario 
@raimundoseverojunior 
@clarissa.dantas 
@peixotor.jacqueline
E outros corpos únicos que conheci e me sinto grata pelo encontro, cuidado e brincadeira. taken in Clinica De Psicologia Espaço Grão by @carolina.trinta
9
a year ago
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Importa muito os sentidos que nos move e importa mais ainda quem está ao nosso lado. 

São quase duas décadas em uma prática ininterrupta pelos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e suas famílias; na assitência, na pesquisa e na docência.

Caminhei e aprendi ao lado de muitas mulheres que honro e que não estiveram aqui no registro.

Mas esse retrato é como abraço quente de longas caminhadas e de histórias que se reencontram e se reiventam. A coragem de cada uma dessas mulheres me anima a continuar nesses tortuosos caminhos. 
Sim, resistimos e celebramos!

@liduinarochasousa
@ju_obstetriz
@doulafloraterra
@carolbentes_doula @semirames.avila 
@maedocorpo 
@ciranda
@bemviver.ams by @carolina.trinta
9
a year ago
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Mestre Nêgo Bispo, pensador quilombola, nos alertava  que precisamos criar outras narrativas, contracoloniais; 
Ele dizia que:
“Pobre é o sujeito escravo do capital; que não pode passar um dia sem trabalhar. Eu sou é vagabundo; gosto é de vadiar"

Vadiar, para mestre Nêgo bispo, significa a 
soberania sobre o tempo.
Descansar, parar, vagar, contemplar, vadiar —
é devolver o corpo à sua dignidade.

Na clínica, escutamos histórias marcadas pela exaustão da produtividade da lógica colonial  capitalista.

Pessoas que se culpam por descansar.
Que produzem até adoecer.
Que perderam a alegria no presente.
Que vivem sob a lógica invisível da produtividade,  sentida no corpo como esgotamento e fracasso.
Cuidar da saúde mental é também reaprender a vadiar.
É abrir espaço para o ócio
É descolonizar o tempo.

#escala6x1édesumano 
#descansarédireito 
#politicaspúblicas 
#psicologiainterseccional 
#psicologiadecolonial 
#psicologiafortaleza by @carolina.trinta
4
a year ago
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Não há antídoto contra a vida.
Clarice Lispector disse que "viver ultrapassa qualquer entendimento"; e talvez por isso tanta gente tente compreender demais, racionalizar tudo, como se a lucidez fosse um colete salva-vidas capaz de proteger da vertigem. Mas a vida escorre — pelas brechas, pelos olhos, pelas ausências. É matéria indomável. Uma correnteza que não se deixa conter.

Já Lygia Fagundes Telles escreveu que “a vida é uma ameaça constante” Mas também pode ser promessa, nascimento e possibilidade. O mesmo sopro que leva, também sopra novo fôlego. E é nesse paradoxo que seguimos — feridos e vivos. Inteiros e faltando.

Em silêncio e diante do absurdo podemos nos escolher e caminhar, apesar. Apesar da dor, da perda, da dúvida. Apesar de não haver garantias.

Não há antídoto contra a vida — e a clínica sabe disso. Porque não se trata de curar a vida como se ela fosse um erro, uma patologia, uma desordem a ser ajustada. Trata-se de habitá-la. De escutá-la em sua tessitura mais delicada: onde mora o medo, o desejo e a contradição. 

#psicologiaclinica
#psicologiafortaleza
#psicoterapiaadulto
#psicoterapiadecasal
#clínicadecolonial by @carolina.trinta
6
a year ago
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