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Você sabe o que quer dizer? Mas na hora trava ou se explica demais?Treino sua comunicação para mudar esse padrão.
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Não fiz esse post para me apresentar completamente. Nem para explicar tudo. É mais um jeito de dizer: isso aqui também sou eu.

Algumas coisas são do meu trabalho, outras são pessoais. Tem contradição, tem silêncio, tem café, tem risada. Tem o que aprendi com as pessoas e o que ainda estou aprendendo comigo.

Se você se reconhece em alguma parte, fica. Esse espaço é mais para conversar com quem chega perto.

Muito prazer, Cely!🤍 by @celyfraga
18
9 months ago
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Tem gente que faz um pedido às 10h02 e às 10h04 já está cobrando uma posição como se você estivesse atrasada há três dias.😨

“E aí, conseguiu ver?”
“Preciso resolver isso hoje.”
“É só me dizer sim ou não.”

Às 10h06, você já está reorganizando sua agenda para resolver uma urgência que nem era sua.

Lá no Ceará, a gente tem uma resposta maravilhosa para esse povo que vive com o pé no acelerador.

“Se avexe não, criatura!” 😂

E tem mais sabedoria nessa expressão do que parece.

A pessoa nem sempre precisa convencer você a aceitar alguma coisa. Às vezes, basta demonstrar impaciência até que você concorde, só para encerrar a cobrança.

O detalhe é que, quando você muda suas prioridades toda vez que alguém demonstra pressa, essa pessoa pode aprender que pressionar funciona com você.

E aqui vai uma distinção que vale guardar. A urgência de uma demanda precisa ser avaliada. A impaciência de quem pede não é, por si só, um critério de prioridade, porque uma coisa é respeitar o tempo dos outros, outra é permitir que a impaciência deles organize o seu.⏳

Se você conhece alguém que manda “???” dois minutos depois da mensagem, encaminha esse vídeo.

Mas se avexe não. Pode mandar depois. 😂

#ComunicaçãoComportamental #Cearensês #ComunicaçãoAssertiva by @celyfraga
2
3 days ago
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Poucas coisas são tão comemoradas quanto as primeiras palavras de uma criança. Os adultos incentivam, repetem, acham graça das perguntas e se encantam com cada descoberta.

Até que ela começa a questionar o que eles dizem.🫪 Aí o entusiasmo nem sempre é o mesmo.

❌“Quando um adulto fala, criança fica quieta.”

❌“Você não tem idade para dar opinião.”

❌“Não discuta comigo.”

Quem nunca ouviu alguma dessas?

Durante muito tempo, frases assim foram tratadas como lições de boa educação. Afinal, era preciso ensinar respeito aos mais velhos.

Mas desde quando respeitar alguém exige concordar com tudo o que essa pessoa diz?

Existe uma diferença importante entre estabelecer limites e desconsiderar uma opinião só porque ela vem de alguém mais novo.

Os adultos têm responsabilidades, precisam tomar decisões e, muitas vezes, dizer não. Isso faz parte da educação. O que merece atenção é a maneira como reagem quando são contrariados.

Imagine uma situação comum. Uma menina questiona uma decisão tomada em casa. O adulto pode ouvir o argumento, considerar o que ela pensa e, ainda assim, manter sua decisão.

Ou pode encerrar a conversa com um “porque eu estou mandando”.

Nos dois casos, a decisão pode ser a mesma. O que muda é o que ela aprende sobre o direito de expressar uma opinião.

Essa é uma distinção que merece atenção. Quando toda discordância é recebida como afronta, existe o risco de aprender que preservar uma relação depende de esconder o que se pensa.

Mais tarde, isso pode aparecer na dificuldade de questionar um professor, contrariar um chefe ou expressar uma opinião diante de alguém cuja aprovação importa.

Claro que uma frase isolada não determina como alguém vai se comunicar na vida adulta. Mas a repetição dessas experiências participa da maneira como aprendemos a nos posicionar.

Neste Dia das Crianças, vale pensar também no espaço que oferecemos para que os pequenos desenvolvam a própria voz.

Uma criança não precisa concordar com um adulto para aprender a respeitá-lo.😉

Qual frase você ouviu na infância e hoje pensa duas vezes antes de repetir? by @celyfraga
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7 days ago
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Tem gente que usa a sinceridade como salvo-conduto para dizer qualquer coisa. E, quando alguém se incomoda, ainda responde com orgulho que prefere ser verdadeira a ser falsa.😳

O curioso é que essa pessoa costuma avaliar a própria comunicação pela intenção, mas espera que os outros ignorem o impacto.

Aqui existe uma distinção importante. Sinceridade é uma qualidade da informação, respeito é uma qualidade da relação. Uma coisa não garante a outra.

Você pode dizer algo verdadeiro e escolher um momento inadequado, um tom agressivo ou uma forma desnecessariamente constrangedora. O conteúdo continua verdadeiro, mas isso não torna sua comunicação admirável.

Aliás, dizer tudo o que pensa, sem considerar quem está ouvindo, exige bem menos habilidade do que muita gente imagina.🤔

A verdadeira competência comunicacional aparece quando você consegue ser franca sem transformar a conversa numa demonstração de superioridade.

Conhece alguém que ainda confunde falta de filtro com personalidade forte?

👉🏻Compartilhe este post. Tem gente que precisa conhecer essa diferença antes de sair distribuindo mais uma dose de “sinceridade”. by @celyfraga
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9 days ago
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Você já percebeu como algumas conversas conseguem inverter completamente os papéis?🙃

Você procura alguém para falar sobre algo que te incomodou. A pessoa reage mal, fica ofendida, começa a justificar o que fez ou transforma a sua reclamação numa acusação contra ela.

Quando você percebe, já está explicando que não queria magoar ninguém, que entende o lado dela e que não precisava ter virado aquela confusão.

E o motivo que levou você a iniciar a conversa? Ficou sem resposta.

O mais curioso é que essa inversão nem sempre acontece porque alguém está manipulando deliberadamente a situação. Às vezes, basta uma pessoa reagir com desconforto e a outra assumir imediatamente a responsabilidade de resolver esse desconforto.

⚠️A conversa muda de direção quando você passa a cuidar da reação do outro e abandona o assunto que precisava ser tratado.

Preste atenção nisso. Da próxima vez que uma conversa difícil terminar, observe se vocês realmente discutiram o problema ou se passaram o tempo inteiro administrando o incômodo que ele provocou.

E se você conhece alguém que sempre sai dessas conversas sem entender como acabou pedindo desculpas, manda esse post. Vocês provavelmente terão bastante assunto para conversar.😉 by @celyfraga
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10 days ago
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Tem gente que sabe receber crítica melhor do que elogio.

Quando vem a crítica, escuta, pondera, responde. Mas basta alguém reconhecer uma competência para começar uma negociação estranhíssima com a pessoa que elogiou.

“Foi nada demais.”
“Qualquer pessoa faria.”
“Também tive muita ajuda.”
“Você precisava ter visto o tanto de coisa que deu errado.”

Às vezes fazemos isso por educação, para não parecer arrogantes ou porque aprendemos que aceitar um elogio sem contestá-lo é quase se achar demais.

Só que existe uma diferença entre reconhecer a participação de outras pessoas e retirar de si o mérito por aquilo que fez bem.

Isso também é comunicação. A maneira como você reage ao reconhecimento ensina o outro sobre como você percebe a própria contribuição, o próprio trabalho e a própria competência.

Receber um elogio não exige um discurso sobre as suas qualidades. Em muitos casos, um simples “obrigada” já dá conta do recado.

Eu sei. Para quem tem pós-graduação em Antioratória, parece pouco. 😌 by @celyfraga
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12 days ago
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Tem uma forma muito sofisticada de perder espaço profissional. Esperar até ter certeza de que sua fala🗣️merece ocupá-lo.

Você tem uma ideia numa reunião, mas antes de colocá-la na mesa faz uma pequena auditoria mental.

Será que faz sentido? É o momento certo? Preciso organizar melhor. Alguém já deve ter pensado nisso. Vou ouvir mais um pouco antes de falar.

Enquanto você melhora uma ideia que já estava boa o suficiente para entrar na conversa, alguém simplesmente abre a boca e diz. Você reconhece imediatamente a qualidade da fala porque era exatamente o que estava pensando.

Só que existe uma diferença importante entre ter uma boa contribuição e ser percebida como alguém que contribui.

No ambiente profissional, ninguém tem acesso à versão brilhante da sua fala que ficou na sua cabeça. As pessoas trabalham com aquilo que efetivamente entrou na conversa.

Esse é um dos custos menos óbvios de pensar demais antes de se posicionar. Você não precisa parecer incompetente para perder espaço. Basta deixar poucas evidências da sua competência.

Por isso, “eu estava pensando exatamente isso” nem sempre é uma coincidência engraçada. Às vezes é o recibo de uma 💡ideia que chegou atrasada à conversa.

Envie para aquela pessoa brilhante que costuma ter a mesma ideia que todo mundo. Só que 20 minutos antes e em silêncio. by @celyfraga
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17 days ago
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Duas pessoas podem fazer o mesmo trabalho, enfrentar situações muito parecidas e viver experiências completamente diferentes.

Foi a partir dessa provocação que conduzi parte do workshop Mais que uma Ligação, realizado com a equipe da Associação RioAbrace.

Quando alguém interrompe, recusa, responde de forma ríspida ou simplesmente não reage como esperávamos, existe o fato. E existe a interpretação que fazemos daquele fato.

É aí que muita coisa muda, porque essa interpretação interfere no que sentimos, na forma como respondemos e até na qualidade da conversa seguinte.

Por isso, falar de comunicação também exige falar de significado, propósito, inteligência emocional e da capacidade de não transformar toda reação do outro em algo pessoal.

Ao longo do workshop, fomos trazendo essas ideias para situações muito concretas da rotina da equipe: as recusas, os diálogos difíceis, as metas e a necessidade de continuar se comunicando bem mesmo depois de uma interação que não saiu como esperado.

A comunicação acontece entre duas pessoas. Mas uma parte importante dela começa antes, na forma como cada uma interpreta o que está acontecendo.😉 by @celyfraga
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18 days ago
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Tem uma coisa curiosa nesse manual, nenhuma das cinco instruções exige que você seja, de fato, uma pessoa insegura.

Você pode conhecer muito bem o seu trabalho, ter experiência, saber o que pensa e até estar bastante segura daquilo que quer dizer. Ainda assim, na hora de se comunicar, pede desculpas antes de discordar, coloca um “né?” depois de uma afirmação, ri depois de estabelecer um limite ou continua explicando uma ideia que já tinha sido perfeitamente compreendida.

E é aí que mora uma diferença importante, uma coisa é a competência que você tem. Outra é a competência que o seu comportamento permite que o outro perceba.

Muitos desses recursos entram na nossa comunicação com uma função bastante compreensível. Queremos diminuir a possibilidade de desagradar, parecer arrogantes, provocar um conflito ou lidar com o julgamento de alguém. O problema é que, enquanto tentamos diminuir esse risco, podemos acabar diminuindo também a força daquilo que estamos dizendo.

Por isso me interessa pouco ensinar alguém a simplesmente “parecer mais confiante”. Prefiro observar o que essa pessoa faz quando precisa discordar, colocar um limite, defender uma ideia, responder sob pressão ou permanecer numa posição mesmo percebendo que o outro não gostou.

É justamente nesses momentos que a comunicação deixa de ser apenas uma questão de saber falar bem e passa a revelar padrões de comportamento. E essa, para mim, é uma boa notícia. Se existe um padrão, existe algo concreto para observar e treinar.

O Manual da Antioratória nasceu dessa provocação🤔: às vezes ninguém está diminuindo a sua competência. Você mesma aprendeu alguns recursos muito eficientes para fazer isso na comunicação.

Agora quero saber quantas instruções desse manual você já executava com excelência sem nunca ter feito o curso. 😏 by @celyfraga
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20 days ago
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Esse vídeo é um recorte de uma mentoria. E gosto dele justamente porque mostra uma coisa que aparece muito quando trabalhamos comunicação. Às vezes, a pessoa está tão ocupada tentando se defender do que entendeu que quase não consegue responder ao que realmente foi perguntado.😣

Tem perguntas que chegam e, antes mesmo de você entender o que está sendo colocado, você já escuta outra coisa: “estão questionando a minha competência.”

A partir daí, você não responde só à pergunta. Responde também à acusação que interpretou, ao julgamento que antecipou e à necessidade de provar que não fez nada errado.

É assim que uma pergunta ganha um peso que nem sempre estava nela. Você se explica antes de saber se precisava se explicar, apresenta justificativas que ninguém pediu😳 e, às vezes, assume uma responsabilidade que nem foi colocada na conversa.

Por isso, diante de uma pergunta que incomoda, vale separar duas coisas. 

1️⃣o que a pessoa efetivamente perguntou;
2️⃣ e o que você entendeu que aquela pergunta dizia sobre você.

A partir daí, você decide se precisa explicar, assumir o que cabe, discordar da premissa ou simplesmente responder.
Nem toda pergunta difícil precisa de defesa. Algumas precisam primeiro ser entendidas.😉 by @celyfraga
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21 days ago
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Tem gente que ofende duas vezes. Na primeira, faz o comentário. Na segunda, usa “foi só uma brincadeira” para transformar o seu incômodo no verdadeiro problema da conversa.

De repente, você precisa provar que não é sensível demais, que entende uma piada e que sabe levar as coisas na esportiva. Enquanto isso, o comentário que provocou tudo quase desaparece.

Nem sempre esse movimento é calculado. Ainda assim, o efeito pode ser o mesmo. A responsabilidade sai de quem falou e passa para quem reagiu.☹️

Muita gente ri nessa hora. Não porque achou engraçado, mas porque precisa de alguns segundos para entender o que sentiu e não quer piorar o clima.

Você não precisa decidir imediatamente se a pessoa teve ou não a intenção de ofender. Pode começar por uma informação muito mais acessível.

Aquilo incomodou você.❌ Isso já é suficiente para dizer como não aceita ser tratada.

Envie este post para aquela pessoa que ri na hora, muda de assunto e só depois percebe que a brincadeira ficou doendo. by @celyfraga
6
23 days ago
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Você sabe conversar. Sabe explicar o que pensa. Tem assunto, experiência, opinião, até que alguma coisa muda.

É uma pessoa que te intimida 😨, uma pergunta que você não esperava, alguém discorda com muita convicção ou você percebe que está sendo avaliada.

E aquela comunicação que funciona tão bem em outras situações muda junto.

Você começa a escolher demais as palavras, se explica além do necessário, responde rápido para não parecer insegura ou fica quieta e pensa na resposta perfeita horas depois. Nessas horas, é fácil concluir que falta segurança, desenvoltura ou habilidade para se comunicar.

Só que tem uma pergunta mais interessante. Se você consegue fazer isso tão bem em outras situações, por que justamente ali fica tão difícil?

Nem sempre você precisa aprender algo que ainda não sabe. Às vezes, precisa descobrir o que está fazendo você perder o acesso ao que já sabe.

O primeiro passo é parar de olhar só para o que você fez e começar a observar o que mudou naquela situação.

Com quem você estava falando? O que estava em jogo? O que você começou a temer que aquela pessoa pensasse sobre você?

Se a sua comunicação muda dependendo do contexto, não adianta trabalhar apenas a fala. Você precisa entender o que está interferindo nela.

É aí que você começa a recuperar escolha onde antes só havia reação.😉 by @celyfraga
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24 days ago
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