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• psicóloga e psicanalista morando na frança 🇫🇷
• atendimento e supervisão on-line
• criadora do @fronteirasdapsicanalise
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Por onde começar a estudar Lacan? O seminário um é uma porta de entrada muito interessante para quem está tentando se aproximar mais da teoria lacaniana.

Considerando que o primeiro contato com a obra do psicanalista francês nem sempre é fácil, ler e estudar em grupo é uma ótima forma de poder iniciar ou se aprofundar no ensino do Lacan.

Vamos juntos ?

Link para inscrição na bio. Vagas limitadas.

#jacqueslacan #psicanalise #psicanalista #lacan #psicanaliselacaniana 

. taken in Lille, France by @claramascarinpsi
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3 months ago
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Me reapresentando por aqui:

Olá, sou psicóloga formada pela UNESP e psicanalista. Desde 2015, estudo psicanálise, com uma trajetória marcada por escuta clínica, supervisão e pesquisa contínua.

Durante a graduação, atuei no NTAPS e no Centro de Psicologia Aplicada, com foco no atendimento a adultos. Participei de projetos de extensão, cursos e grupos de estudo em Psicanálise e Psicopatologia, incluindo cursos no Instituto de Estudos Psicanalíticos de Bauru. Em 2021, mudei-me para São Paulo, onde integrei a Rede Clínica do Laboratório Jacques Lacan da USP.

No ano de 2023, imigrei para França e criei o projeto @fronteirasdapsicanalise , dedicado à formação em psicanálise e imigração, além de promover vínculos entre psicanalistas imigrantes.

Hoje, atendo adultos de forma online, com experiência clínica no atendimento de imigrantes. Ofereço supervisão clínica individual e coordeno grupos de estudo e discussão de casos, mantendo uma prática constante de formação na teoria lacaniana. 🤍📚 

foto por @luis.martins.sobreiro 

#psicanalistaclínica #psicanaliseclinica #psicanálise #psicanalise #psicanaliselacaniana #psicoterapia #psicologia #psicologas #jacqueslacan #terapiaonline📲💻📞☎️ #brasileiraspelomundo #imigraçao #imigração #imigrantes #mulherespelomundo taken in Lille, France by @claramascarinpsi
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a year ago
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Grupo acontecendo desde agosto de 2025 e com vagas para ouvintes atualmente. by @claramascarinpsi
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a year ago
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“Ele [o paciente] só precisa se dar ao trabalho de olhar, e esse maldito idiota, estúpido – todos os termos agressivos e hostis que nos vêm à mente –, ele não faz. E a tentação que temos de forçá-lo, de obrigá-lo…” Assim Didier Anzieu, um dos interlocutores de Lacan no primeiro seminário, descreve os pensamentos que vêm à mente do analista quando o paciente resiste ao tratamento.

Não é incomum ouvir relatos de analistas que se irritam quando o paciente parece desinteressado/resistente à análise. Não dá para evitar sentir o que se sente, mas existe uma questão importante nesses momentos: por que o analista sente o que sente? Por que, diante de um paciente que parece desinteressado, ele se irrita?

Temos um paciente que fala e se comporta de uma maneira X (falar pouco, ignorar perguntas, esquecer de pagar as sessões etc.), e esse X é percebido pelo psicanalista como desinteresse, o que o deixa irritado. Podemos pensar essa situação por pelo menos duas vias:

1. Refletir sobre os ideais do analista: por que ele percebe e interpreta X como desinteresse? Existe um ideal de paciente interessado? Um ideal de discurso analítico que, quando não é atingido, também impossibilita o psicanalista de ser o psicanalista ideal?
2. Pensar sobre o X: por que a forma que o paciente tem de se relacionar com o outro envolve se comportar e falar dessa maneira?

Lacan adverte, desde a primeira lição de seu primeiro seminário, que uma análise não é uma relação dual, que existe sempre um terceiro. Esse terceiro é a estrutura: a relação entre analista e paciente repete a estrutura de outras relações nas quais o paciente está inserido. Nesse sentido, o sentimento do analista em relação ao paciente pode ser um alerta para pensar se a dinâmica que se repete na análise também se repete fora dali.

Considerar a existência de um terceiro não exime o psicanalista de ter sentimentos pelo paciente. Porém, incluir esse terceiro ajuda a lembrar que o que o paciente dirige ao psicanalista numa sessão não é só sobre o psicanalista. Da mesma forma, o que o psicanalista sente pelo paciente não é só sobre o paciente. taken in Lille, France by @claramascarinpsi
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a month ago
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Psicanalistas não explicam nada sobre a análise? Já ouviu esse clichê por aí?

#psicólogaeuropa #psicanalistafrança #brasileirosnafrança #imigrantesbrasileiros #psicoterapiaimigrante taken in Lille, France by @claramascarinpsi
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6 months ago
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O sujeito deseja se casar”, “o paciente precisa bancar seu desejo e se demitir”, “o desejo dele é sair da relação, mas ele não consegue.” Do que estamos falando nessas frases? De desejo, ou daquilo que o analisando diz querer?

Na psicanálise, é comum que o conceito de desejo seja utilizado para designar qualquer coisa que o paciente afirma querer. No entanto, desejo e querer não são a mesma coisa. O querer refere-se a algo que pode ser nomeado — um objeto, uma escolha. O desejo, por sua vez, é marcado pela falta: seu objeto não pode ser nomeado, pois o desejo é sempre inconsciente.

Além disso, se o desejo se estrutura no campo do Outro — como nos ensina Lacan a partir de Kojève —, ele nunca é inteiramente nosso. Nesse sentido, não se trata de encontrar um desejo verdadeiro ou autêntico, tampouco de pressionar ou incentivar o analisando a seguir o que diz querer (o famoso “bancar o desejo”). Esse tipo de pressão, na verdade, pode produzir ainda mais culpa e angústia, justamente porque o paciente não consegue seguir o que diz querer.

Apontar para o desejo não é indicar um caminho ou uma resposta, mas sim para a própria divisão do sujeito.

#psicanálise #psicanaliselacaniana #psicanalise #psicanaliseclinica #terapiaonline📲💻📞☎️ #psicanalistanafrança #brasileiraspelomundo by @claramascarinpsi
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2 years ago
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uma semana de férias e a coincidência de estar na Espanha na final da copa do mundo 😍 taken in Madrid,Spain by @claramascarinpsi
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3 months ago
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Um paciente que fala pouco, outro que falta, outro paciente que parece desinteressado diante das questões do analista. Cada um desses comportamentos dos pacientes é tomado como um índice para se tentar dizer se uma análise está acontecendo ou não. E, se a conclusão for de que não há análise, o responsável é o analista.

Mas como é possível que o único responsável por uma análise acontecer seja o analista?

Nós, enquanto analistas, somos responsáveis por habilitar o texto, por ler a cadeia significante, por manejar a transferência, por construir o caso. Mas, às vezes, mesmo com tudo isso, não há análise (ou não há aquilo que se imagina que seria uma análise).

Colocar o analista como único responsável para que uma análise aconteça é ignorar tanto os fatores materiais que possibilitam uma análise (dinheiro, local privado etc.) quanto a vontade e a disposição do paciente para fazer uma análise. É ignorar, ainda, o fato de que, muitas vezes, não há nada a ser lido naquele discurso.*

Essa responsabilização nos leva a ter pressa, a impor interpretações, a manejar a transferência muito cedo, tudo para que a análise aconteça. Leva-nos a forçar uma análise quando ainda não é tempo de análise. E, às vezes, o “tempo de análise” levará meses, anos ou talvez nunca chegue.

Talvez a força de uma análise esteja em dar tempo e espaço, esteja na paciência, esteja em se permitir passar várias sessões sem conseguir fazer uma intervenção mais analítica. Talvez a força da análise esteja na sutileza de permitir que ela não aconteça.

*“Parece que Lacan propõe justamente isto: a leitura [da cadeia significante] que está em jogo. Não apenas o que será lido, mas, somado a isso, a ideia de que, em dados momentos, não há, na cadeia, nada de legível.” SALUM, 2024, p. 65. taken in Lille, France by @claramascarinpsi
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4 months ago
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abril e maio: livros, artes e comidinhas 🪴 taken in Lille, France by @claramascarinpsi
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5 months ago
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Sobre o clichê “bancar o desejo”: se você nunca escutou do seu analista ainda vai escutar de algum psicanalista por aí.

Esse clichê foi enviado por várias pessoas. Se você quer ver outros clichês da psicanálise serem abordados por aqui, deixe um comentário 😉.

#psicanálise #psicanaliseclinica #terapiaonline #psicanalista #paicanaliselacaniana #brasileiraspelomundo #jacqueslacan #psicanaliselacaniana #psicanalise #supervisãoclinica taken in Lille, France by @claramascarinpsi
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a year ago
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Como você lida na clínica quando as perguntas não são feitas por você mas pra você? by @claramascarinpsi
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9 months ago
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Muitas vezes, se entende que uma análise lacaniana é sobre antagonizar o paciente. Antagonizar significa « fazer oposição a », isto é, entra-se em um movimento de se opor a tudo o que o paciente diz.

Exemplo: 

O paciente diz: “Eu acho que o outro não faz as coisas do jeito certo.”
O analista responde: “Do jeito certo ou do seu jeito?”

O paciente diz: “Eu sinto que sou rejeitado.”
O analista pergunta: “Você é rejeitado ou você quer ser rejeitado?

As operações do analista não devem ser orientadas no sentido de confrontação do paciente, mas sim da dialetização.

Resumidamente, dialetizar significa que o analisante chega com uma tese (por exemplo: “sou ignorado em todas as minhas relações”), o analista apresenta uma antítese (como: “em todas?”) e, a partir disso, constrói-se uma síntese (“talvez não em todas, mas nesta sim, e isso me incomoda porque…”). Dessa forma, o discurso se abre e passam a ser questionadas as lógicas significantes que estruturam o sintoma.

Para ser psicanalista lacaniano, não é necessário discutir com o paciente, ser grosseiro ou se opor a tudo o que ele diz. A função do analista não é antagonizar o paciente mas sim dialetizar o discurso.

#psicanaliseclínica #psicanálise #psicanaliselacaniana #psicanalista #terapiaonline #psicanalise taken in Lille, France by @claramascarinpsi
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2 years ago
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