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Cientista social, produtora, atriz, poetisa, musicista: dos palcos, das ruas e das lu(t)as.
@culturando.arte | @quintalboidamanta
@cancaodabarbarie
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Sou o que deixaram
Sou toda a sobra do que roubaram
Um povo escondido acima
Minha pele é de couro e aguenta qualquer clima.
Sou uma fábrica de fumo
Mão de obra camponesa para seu consumo
Frente fria no meio do verão
Amor nos tempos de cólera, meu irmão!

Sou o sol que nasce e o dia que morre
Com os melhores entardeceres
Sou o desenvolvimento em carne viva
Um discurso político sem saliva.
As caras mais bonitas dos meus conhecidos
Sou a fotografia de um desaparecido
O sangue dentro de tuas veias
Sou um pedaço de terra que vale a pena.

Uma cesta com feijões
Sou Maradona contra Inglaterra
Marcando dois gols campeões. 
Sou o que sustenta minha bandeira
A espinha dorsal do planeta é minha cordilheira.
Sou o que me ensinou meu pai:
“Quem não ama sua pátria, não ama a sua mãe”.
Sou a América Latina
Um povo sem pernas, mas que caminha! 

Não se pode comprar o vento
Não se pode comprar o sol
Não se pode comprar a chuva
Não se pode comprar o calor

Não se pode comprar as nuvens
Não se pode comprar as cores
Não se pode comprar minha alegria
Não se pode comprar minhas dores! 

Tenho os lagos, tenho os rios
Tenho meus dentes para quando sorrio
A neve que cobre minhas montanhas
Tenho o sol que me seca e a chuva que me banha.
Um deserto embriagado por peiotes
Um gole de pulque para cantar com os coiotes
Tenho tudo o que necessito 
Tenho meus pulmões respirando azul bonito. 

A altura que sufoca
Sou os molares de minha boca mascando coca
O outono com suas folhas derrubadas
Os versos escritos sob a noite estrelada.
Uma vinha repleta de uvas
Um canavial sob o sol de Cuba
Sou o mar do Caribe que vigia as casinhas
Fazendo rituais de água benta. 
O vento que penteia meu cabelo 
Sou todos os santos pendurados em meu peito
O suco da minha luta não é artificial
Porque o adubo da minha terra é natural.

Trabalho duro, mas com orgulho
Aqui se compartilha: o meu tudo, é seu tudo.
Este povo não se afoga com marulho
E se é derrubado, eu reconstruo.
Eu não pestanejo quando te miro
Para que você se lembre do meu sobrenome.
A operação Condor invadindo meu ninho
Perdôo, mas nunca esqueço! 

Vamos caminhando!
Aqui se respira luta:
Eu canto porque se escuta.

¡Que viva la América!

- Calle 13 ⭐️ by @clari.lis
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6 days ago
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A arte também é denúncia, memória e resistência. O palco da rua não serve apenas para o riso e a celebração, mas para ecoar as vozes que não podem ser silenciadas.

Neste registro fundamental, a atriz Clarice Rodrigues, do Grupo Carroça Teatral, traz à tona uma ferida aberta na história do nosso estado. As tragédias de Mariana e Brumadinho representam uma dor coletiva e uma pauta ambiental que o Instituto Alcântara defende e debate incansavelmente, especialmente em Itabira, uma cidade que convive diariamente com a realidade da mineração.

Com a força que apenas o teatro possui, Clarice nos entrega a seguinte reflexão:

“Minas não tem mar, mas fizeram dois mares de lama em Minas. Cadê minha casa que estava aqui? Cadê meu cachorro, meu cavalo? Cadê o meu pai, minha mãe, meus irmãos? A lama levou.

A lama levou a minha vida. Meus sonhos, meu porto seguro, o meu chão. Mas não foi a lama, não. Foi o homem que fez a lama, que jogou Mariana e Brumadinho no chão. Destruiu todo o Rio Doce, chegou no Paraopeba, chegou no São Francisco. Calou a voz dos pássaros, matou os peixes.

O que será de mim? Quem devolverá tudo o que levaram de mim? A avareza humana não tem jeito. Veja como o homem é cheio de defeitos: trocou a serra por dinheiro, transformando-a em barragem de rejeitos.”

O teatro nos obriga a não desviar o olhar. Que as palavras desta performance ressoem como um chamado urgente à consciência, à justiça e à valorização da vida e da nossa terra acima de qualquer lucro. O Instituto Alcântara segue firme no propósito de utilizar a cultura como o nosso maior instrumento de transformação e alerta social. taken in Itabira by @clari.lis
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21 days ago
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GRAVANDO UMA MÚSICA NUM QUARTO DE HOTEL by @clari.lis
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22 days ago
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taken in Januária MG - A Nossa Cidade by @clari.lis
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a month ago
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 by @clari.lis
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a month ago
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Vem ver como foi o espetáculo “Canção da Barbárie” sob o olhar magnífico de @mazzepassosphoto em Januária-MG! 

Nosso agradecimento ao @centrodeartesanatojanu por nos receber e ao apoio do @quintalboidamanta. Agradecemos também a toda a equipe do espetáculo e a acessibilidade impecável da @alfalibras. 

Que tenhamos outros encontros em breve, Januária! Gratidão! 🎭

- Circulação realizada através do Fundo Estadual de Cultura MG | Protocolo n• 2025.2509.0125. taken in Januária by @clari.lis
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a month ago
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Alô, Januária, estamos chegando! 🎭

No dia 10 de setembro, às 19h, o espetáculo “Canção da Barbárie” chega a Januária/MG para uma noite de teatro, memória e reflexão. 

🗓️ 10/09 | Às 19h
📍Centro de Artesanato – Rua Visconde de Ouro Preto, 92, Januária/MG

🎟️ Entrada GRATUITA!
• Classificação Indicativa: 14 anos.
• Acessibilidade em LIBRAS 

“Canção da Barbárie” é um espetáculo que atravessa histórias, silêncios e memórias para falar daquilo que, muitas vezes, tentamos esquecer — mas que insiste em ecoar.

E o melhor: todo mundo está convidado! Chama a família, os amigos, a vizinhança e vem viver essa experiência com a gente. 💛

Januária, esperamos vocês! 🌵🎭

Realização: Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais - Protocolo n• 2025.2509.0125. taken in Januária MG - A Nossa Cidade by @clari.lis
5
a month ago
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Que eu continue nessa caminhada bonita com o Canção e com a Chica, acompanhada dos meus meninos que amo muito! ✨

• Melhor atriz com Chica, a Princesa Errante. 
• Melhor texto com Canção da Barbárie. 

Vamos todos juntos porque arte não se faz sozinha. Despida de mim mesma, eu sou bem maior. Eu sou porque nós somos. 

Tenho muito MUITO orgulho de vocês, do que construímos juntos e dos nossos trabalhos. Que nossos trabalhos continuem reverberando tão lindamente por todos os cantos do mundo! taken in Teatro Fernando Torres by @clari.lis
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2 months ago
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CANÇÃO DA BARBÁRIE emocionou o 3° OH ABRE ALAS Festival Nacional de Teatro de Rua de Perdões em Minas Gerais com atuação sensível de Clarice Rodrigues, também autora do espetáculo dirigido por Luan Silva. A obra aborda a história do Hospital Colônia de Barbacena, onde houve o chamado "Holocausto brasileiro". A aplaudida artista de Sete Lagoas (MG) conversou com Miguel Arcanjo, no Festival realizado pela @mundo.cenico

@cancaodabarbarie

Siga @miguel.arcanjo 👼🏽
blogdoarcanjo.com 

📷 @juantellategui 

#cancaodabarbarie #teatro #Perdões #Minasgerais #festival taken in Perdões, Minas Gerais by @clari.lis
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2 months ago
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Acho que tenho vivido algumas coisas no automático. Não me culpo não, porque só quem é gauche na vida sabe que a correria [da estrada, do cotidiano e da vida] às vezes engole a gente. Dá um nó no peito sim… Afinal, o que a gente faz com o tempo que já foi? Alguém sabe?

Eu não quero jogar o cotidiano na lata de lixo das memórias. Então, diante de tantas angústias e do tempo que não volta, eu tenho feito comigo mesma um exercício tão gauche quanto eu: quando algo passa ligeiro, eu só vivo. Mas aí depois trato de fechar os olhos e revirar na cabeça os momentos fio-a-fio a fim de buscar as bonitezas da vida. 

Quero me lembrar dos últimos dias, das pessoas, do Vale, da vida que pulsa sem pedir licença. Quero me lembrar das gentilezas miúdas e grandes, do meu pai se emocionando a cada esquina, lembrando dos antigos amigos dele, chorando ao final do nosso espetáculo, cantando as músicas que ele nos ensinou e que cantamos desde pequenininha. Quero me lembrar da cerveja gelada da praça. Do café do camarim. Dos jogos bestas de estrada com os meninos. 

O que a gente faz com o tempo que já foi? A gente tenta eterniza-lo nas palavras… E vive, uai. Só vive. Não há palavras que deem conta da Vida. taken in Vale Do Jequitinhonha by @clari.lis
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2 months ago
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O teatro de Sete Lagoas segue ganhando novos caminhos.

No dia 01 de agosto, às 18h, no @mundo.cenico , o espetáculo Canção da Barbárie (@cancaodabarbarie), da atriz e dramaturga Clarice Rodrigues (@clari.lis), integra a programação do Oh Abre Alas – Festival de Teatro de Perdões.

Em cena, a obra revisita memórias do chamado "Holocausto Brasileiro", trazendo à tona reflexões profundas sobre direitos humanos, exclusão social, memória e resistência. Inspirado em documentos históricos e na obra da jornalista Daniela Arbex, o espetáculo convida o público a olhar para histórias que não podem ser esquecidas.

📍 A apresentação acontece no Mundo Cênico, em Perdões (MG).

Que a arte siga abrindo espaços para a reflexão, a escuta e o diálogo sobre temas que atravessam nossa história coletiva. ✨

Fotos: Clara Rocha

#quintalboidamanta #cançãodabarbarie #perdõesmg by @clari.lis
4
3 months ago
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Nós e o nosso cargo de sermos meio Dora Aventureira da família ⛰️🥾💫

#trilhas #adventure #meiodomato by @clari.lis
6
3 months ago
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