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Memória, cuidado e educação em direitos humanos.
Para que não se repita. Para que se cuide.
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No Brasil, muitas vidas são interrompidas e suas histórias, apenas, se transformam em silêncio.

O Centro de Memória das Vítimas de Violência do Estado e o CAIS Mães por Direitos existem para romper esse ciclo.

Para preservar a memória e enfrentar o apagamento. Para acolher mães e familiares atingidos pela violência de Estado, com cuidado e orientação. Para produzir conhecimento e fortalecer a educação em direitos humanos. Para sustentar uma política pública de verdade, reparação, prevenção e não-repetição.

Temos um compromisso simples e inegociável: nenhuma vida é apagável e nenhuma família deve enfrentar isso sozinha.

#CMVV taken in Santos, Sao Paulo, Brazil by @cmvv.memoria
8
7 months ago
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O Centro de Memória às Vítimas de Violência do Estado nasce da luta de mães e familiares que transformaram dor em ação coletiva.

Em um país onde a violência de Estado raramente é reparada, preservar a memória é um passo fundamental para a justiça.

Ao longo das próximas semanas, vamos apresentar o CMVV, sua história e o que está sendo construído.

#CMVV taken in Santos, Sao Paulo, Brazil by @cmvv.memoria
16
8 months ago
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21 de AGOSTO, essa SEXTA-FEIRA! As 19hrs, te encontramos na Abertura do Festival Santista de Teatro Edição 68, com tema “Guerra Cultural” - Espetáculo GUERRILHA, abrindo com Mães de Maio. 

No CMVV - Centro de Memória às Vítimas de Violência do Estado, Rua Frei Gaspar (centro de Santos). Em frente a bolsa do café. 

Cortejamos com TEATRO de RUA até a Praça dos Andradas! 

VIVA O FESTA!
VIVA A CULTURA POPULAR!!
CHAMA O POVO PRA RUA!!🙌🏽🥁

*Ficha técnica*
Elenco: Igô Guaiaó, Nevily Alves, Beccs Cruz, Alessandro Abreu, Carla Riesco, Antonio Azevedo, Leticia Moura, Samuel Oliveira, Heitor Tavares | Revide. 
Produção/Contraregra: Yoku Santos, Henrique Nascimento, Abel Monteiro, Isabel Guimarães, Isabelli, Giovanna Valdeger.
Figurinista: Gabi Melo
Pirofagia: Carla Riesco
Direção Musical: Beccs Cruz
Direção Geral: Nevily Alves e Igô Guaiaó
Identidade Visual e Desing: Yoku
Dramaturgia: Guerrilha Cultural Revolucionária

Apoio Festa68 - Festival Santista de Teatro, Vila do Teatro, Movimento Mães de Maio e Ocupação Palestina Livre Menino Ryan Vive do Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas (MLB). taken in Centro De Santos by @cmvv.memoria
17
2 months ago
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21 DE AGOSTO, próxima Sexta-Feira, as 19hrs, gratuito: 

Espetáculo da Guerrilha Cultural Revolucionária na abertura do FESTA68 - Festival Santista de Teatro (Festival de teatro mais antigo em atividade no Brasil, fundado por PAGU).

📍 Inicio do trajeto no CMVV — Centro de Memória às Vítimas de Violência do Estado - Mães de Maio (Rua Frei Gaspar 22, em frente à bolsa do café), no Centro de Santos, encerrando na Praça dos Andradas. 

Sinopse:
As ruas do centro de Santos serão tomadas por um bando de guerrilheiros culturais. Chegando para contar histórias, espalhar manifestos poéticos e musicais. Informando e denunciando as realidades presentes em nosso território, levando a cidade a refletir sobre a memória, resistência e as lutas da Baixada Santista.
A Guerrilha Cultural nasce do sangue nos olhos de artistas da Ocupação Palestina Livre Menino Ryan Vive que, através da cultura, lutam por justiça, memória e liberdade.
Esse coletivo ocupa ruas, praças e espaços públicos, transformando a arte em ferramenta de resistência e transformação social.

VENHA CORTEJAR e CANTAROLAR NOSSOS DIREITOS!! OCUPEMOS A CIDADE!! 

*Ficha técnica*
Elenco: Igô Guaiaó, Nevily Alves, Beccs Cruz, Alessandro Abreu, Carla Riesco, Antonio Azevedo, Leticia Moura, Samuel Oliveira, Heitor Tavares | Revide. 
Produção/Contraregra: Yoku Santos, Henrique Nascimento, Abel Monteiro, Isabel Guimarães, Isabelli, Giovanna Valdeger.
Figurinista: Gabi Melo
Pirofagia: Carla Riesco
Direção Musical: Beccs Cruz
Direção Geral: Nevily Alves e Igô Guaiaó
Identidade Visual e Desing: Yoku
Dramaturgia: Guerrilha Cultural Revolucionária

Apoio Festa68 - Festival Santista de Teatro, Vila do Teatro, Movimento Mães de Maio e Ocupação Palestina Livre Menino Ryan Vive do Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas (MLB). taken in Santos - SP by @cmvv.memoria
4
2 months ago
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O QUE ACONTECE QUANDO QUEM DEVERIA PROTEGER PASSA A ACREDITAR QUE ESTÁ ACIMA DA LEI?

As imagens divulgadas pela Rede Globo revelam algo extremamente preocupante: a banalização da violência e do abuso de poder contra quem vive nas periferias.

Quando adolescentes são submetidos à tortura, casas são invadidas sem ordem judicial e quando a força substitui o direito, o que está em jogo é o próprio conceito de democracia. Como alguém pode dizer que isso é um estado democrático de direito? É impossível assistir a essas cenas sem se perguntar quantas histórias nunca chegaram às câmeras ou quantas famílias carregam marcas semelhantes sem qualquer registro, sem provas, sem justiça.

O CMVV existe para preservar memórias que tentaram apagar e para lembrar que nenhuma autoridade está acima da lei e que nenhuma violência praticada pelo Estado pode ser tratada como rotina.

Não podemos normalizar o abuso e permitir que crimes, como esse, desapareçam no esquecimento. Memória também é responsabilização!

#CMVV taken in São Paulo by @cmvv.memoria
6
3 months ago
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O CMVV nasce para preservar as histórias que, durante décadas, foram silenciadas, invisibilizadas ou reduzidas a versões que não contemplam a experiência das vítimas e de seus familiares.

O Centro é um espaço de acolhimento, produção de memória e fortalecimento da democracia. Acreditamos que conhecer a história é reconhecer responsabilidades, enfrentar o apagamento e construir caminhos para a justiça.

A memória pode até não mudar o passado, mas, com certeza, transforma o presente e constrói um futuro digno.

#CMVV by @cmvv.memoria
8
3 months ago
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O estado de São Paulo registrou, em 2025, o maior número de mortes decorrentes de intervenção policial desde o início da série histórica. O dado mais alarmante é que esse aumento aconteceu, justamente, em um período em que indicadores importantes da criminalidade diminuíram.

As maiores vítimas continuam sendo as mesmas de sempre: jovens, negros, homens e moradores das periferias. Isso não pode ser tratado como coincidência.

Quando a juventude negra segue morrendo em proporção muito maior do que o restante da população, estamos diante de um problema estrutural. Por trás de cada número existe uma cadeira vazia, uma mãe que espera um filho que não voltará, uma família que conviverá para sempre com a ausência.

Não podemos permitir que essas mortes sejam reduzidas a estatísticas. Cada vida interrompida merece ser lembrada, cada família merece respostas, cada caso precisa ser investigado. A impunidade não pode ser uma política estatal. Nenhuma democracia se fortalece quando uma parte da população vive sob o medo permanente de não ver, nunca mais, os seus familiares.

O Estado não pode continuar tirando os nossos de nós.

#CMVV by @cmvv.memoria
2
4 months ago
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🚨 ALERTA: as imagens são terríveis porém reforçam, mais uma vez, que as câmeras contaram uma história diferente da versão oficial.

Igor Eduardo Hyppolito Rodrigues, de 45 anos, foi morto durante uma ocorrência policial em São Paulo. As próprias gravações e imagens de segurança contradizem a versão inicialmente apresentada dos policiais que atenderam a ocorrência. Igor foi atingido com sete tiros enquanto tentava se render.

Esse é o controle emocional daqueles que deveriam nos proteger? E, se com as câmeras, esses policiais não tiveram nenhum pudor em abrir fogo, o que teria acontecido sem elas? 

Este caso expõe uma discussão urgente: segurança pública não pode ser sinônimo de despreparo, impulsividade ou uso desproporcional da força. Uma pessoa em aparente sofrimento psíquico, em uma situação de crise, exige preparo técnico, protocolos adequados e capacidade de desescalonamento, não uma resposta imediata baseada na eliminação do problema.

É revoltante perceber que, mais uma vez, a verdade precisou ser reconstruída pelas imagens.

A democracia fica fragilizada quando existe mais de uma verdade, a dos policiais e a que as imagens contam.

Nenhuma morte causada pela violência do Estado, seja por ação, omissão ou despreparo, pode ser tratada como rotina.

Imagens: G1

#CMVV taken in São Paulo, Brazil by @cmvv.memoria
6
4 months ago
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➡️ PARA REFLETIR

Todos os dias, jovens periféricos são parados, revistados, constrangidos e, muitas vezes, tratados como culpados antes de qualquer prova. Basta uma suspeita, mesmo que infundada, e pronto: toda violência é justificada.

Hoje, uma operação do Ministério Público mostrou algo que merece reflexão: após meses de investigação, produção de provas, cruzamento de informações e trabalho de inteligência, surgiram indícios de infiltração do crime organizado em estruturas que deveriam combatê-lo.

Muitos são julgados pelo CEP onde vivem, mas o combate real ao crime exige investigação séria, produção de provas e responsabilização de quem efetivamente participa de organizações criminosas.

Segurança Pública não pode ser baseada em suposições ou achismos.

O enfrentamento ao crime organizado passa por inteligência, transparência e compromisso com a verdade, inclusive quando ela aponta para dentro das próprias instituições.

É assim que se fortalece a democracia e, de fato, se protege a população. É assim que se evita que inocentes paguem com a própria vida por acusações nunca comprovadas.

#CMVV by @cmvv.memoria
0
4 months ago
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🚨 MÃES CONTINUAM CHORANDO PELOS FILHOS VITIMADOS PELO ESTADO: ATÉ QUANDO TAMANHA BRUTALIDADE?

Marcelo da Cruz Silva e Edvan Felipe de Assis saíram bem cedo para trabalhar. Eram pedreiros e levavam uma régua de medição para uma obra.

Não voltaram para casa.

Segundo depoimento dos próprios policiais envolvidos, a ferramenta que carregavam foi confundida com um fuzil. O resultado: dois trabalhadores que não estão mais entre nós.

Quantas mães ainda terão que enterrar seus filhos por causa de barbaridades, como esta? Quantos filhos vão sair para trabalhar e não vão voltar nunca mais? 

Nenhuma explicação é capaz de reparar uma cadeira vazia à mesa, um quarto que não será ocupado novamente, uma família que passará o resto da vida convivendo com a ausência. Por trás de cada caso, há uma história interrompida, uma ferida que permanece aberta.

Existimos e existiremos para preservar a memória, enfrentar o apagamento e afirmar que nenhuma morte causada pela violência do Estado pode ser tratada como normal.

Urge a responsabilização. Urge a justiça.

Imagens: TV Globo

#CMVV by @cmvv.memoria
3
4 months ago
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Há 20 anos, os Crimes de Maio deixaram um rastro de mortes, silêncio e impunidade que o Brasil ainda não enfrentou de verdade. Enquanto a narrativa oficial falava apenas dos ataques do PCC, centenas de jovens negros eram assassinados nas periferias de São Paulo.

Muitas dessas histórias seguem sem resposta até hoje.

O podcast “Crimes de Maio: o massacre que o Brasil ignora” ajuda a reconstruir essa memória e entender por que falar sobre os Crimes de Maio é falar sobre o presente.

O CMVV nasce desse mesmo compromisso: enfrentar o apagamento, preservar histórias e afirmar que nenhuma vida pode ser reduzida a estatística.

“Crimes de Maio: o massacre que o Brasil ignora” é produzido pela Ponte Jornalismo em parceria com o Brasil de Fato.

🎧 Ouça, compartilhe e ajude a manter viva esta memória.

#CMVV by @cmvv.memoria
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5 months ago
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Quantas mães viram seus filhos pela última vez sem, sequer, saber que seria a última vez? Quantas histórias foram interrompidas pela violência do Estado? Quantas seguem encobertas por versões oficiais, silêncio e impunidade?

Edson Rogério Silva dos Santos era gari. Voltava do trabalho, quando teve a sua vida ceifada. Como ele, tantos outros jovens tiveram seus nomes reduzidos a estatísticas, enquanto famílias inteiras foram deixadas com a dor, a ausência e a falta de respostas.

As vítimas da violência estatal existem. Têm nome, rosto, história e pessoas que seguem lutando por elas.

Nós não vamos cobrar apenas respostas. Vamos cobrar memória, verdade e, acima de tudo, justiça.

#CMVV by @cmvv.memoria
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5 months ago
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