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 by @colhendolivros
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Novos por aqui ✨ by @colhendolivros
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Don't touch this is art. taken in Rio de Janeiro, Rio de Janeiro by @colhendolivros
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a month ago
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Intensa nos amores e laços.

Sou exacerbada na crença do amor. Romântica incurável! Não sei nem consigo ser outra. A sina dessas histórias repetitivas, introduzidas goela abaixo, não me deixa crer em outra coisa! Eu quero a pessoa ideal, flores, cheiro no pescoço, proteção... Cafona! Disso eu já sei.

Nada posso fazer se concordo plenamente com José Saramago quando ele diz: “Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia.” by @colhendolivros
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8 months ago
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Memórias de Minas 
 
Como é bom perceber o muito quando já achei que fosse pouco, ou nada.
Quando menina, me lembro de um telefone tocando, e do outro lado da linha um acontecimento fúnebre. O sono eterno chegara para meu avô.
Nos preparamos para voltar à cidade pequena, cheia de verde e fofocas sussurradas. Eu ainda não compreendia muito bem o acontecimento, mas me parecia uma oportunidade de passeio. Levei a mão ao bolso para detectar o batom, e passei refletindo no retrovisor do carro. Alguém me alertava: "Você vai em um velório, por quê se arruma?" Fiquei me questionando sobre e depois compreendi (ao menos tentei). Ao chegar na casa, descemos uma escada fria ao lado de uma parede de samambaias volumosas e verde claro. A sensação de passar o braço correndo por elas e puxar umas folhas era prazerosa. Me parecia com liberdade. As janelas que apontavam nesse corredor já nos dizia o silêncio que iríamos encontrar, e apesar de tentar espichar os pés e tentar uma revelação precoce do que acontecia lá dentro, foi em vão...
A porta azul, de madeira estreita e que se abria aos dois lados tinha o cheiro do interior. Um cheiro de algo molhado e primavera viva. Revigorante. O piso gélido se fazia nítido mesmo com os sapatos. O vento se manifestava de todos os lados, entrando pelas janelas grandiosas, também de madeira pintada de azul.
Há direita se via a ponta do caixão, e conforme íamos adentrando; ele por completo. Lá jazia meu avô. Estava como em um sono da tarde, porém com vestes arrumadas e apesar do caixão que se encontrava no meio de sua sala e os rotos tristes, não me parecia que deveríamos vela-ló.
Eu só conseguia pensar em todas as vezes que me dera moedas, que me mostrava os rabos de cascavel (que dizia ter caçado com as próprias mãos) e de como se planta milho e lava os porcos. (continua ⬇️) by @colhendolivros
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10 months ago
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Eu não sou meu trabalho. 

A única coisa que o povo pode fazer para se manter é se agarrar ao tempo promissor. Me agarro na arte de escutar, assistir, na arte escrita, na sentida, na profundidade de tudo que ela possa me encher. Só consigo assim.

Meu tempo maior é para o trabalho, mas eu não sou ele. Meu tempo maior é roubado por aqueles que os esbanjam com lentidão pretensiosa, viabiliza para os seus e pedem mais... mais. 

Eu não posso ser eu no meu tempo maior, mas eu sou grande no pouco que posso segurar entre meus dedos, sem deixar desaguar nem uma gota d'água que seja. Não aceito a convicção de que é assim e pronto. Eu sou muito! Não posso e nem consigo. 

Eu prendo ele em mim com arte. É pouco mas é meu. 
Eles podem me triturar no seu maquinário, o meu estilhaçamento ainda vai permanecer eu. 

~ Texto autoral ~ by @colhendolivros
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a year ago
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💡 by @colhendolivros
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5 years ago
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Viver por Arte 
 

Eu sou movida por arte. Não consigo viver sem. Você consegue?
Dizem que pobre não tem tempo pra essas coisas. Mas eu sou pobre. Pobre de dinheiro. Pobre sem poupança, sem casa, sem luxo. Mas minha alma não é pobre. 
Eu sempre viro Macabéa com azia no estômago vazio, por ter aguçado a boca com doce que lhe é proibido. Com rebuliço ardido bem na boca do estômago pelo cafezinho amargo e prazeroso. 
Meus olhos lacrimejam quando ouço Djavan, Milton... Meu corpo vibra mesmo sem entender nada de música. Será que eu não posso ter tempo pra isso?
Quando uma bailarina flutua eu me perco e me vejo em um mundo onde nada mais importa. E o moço que escreve poesia me desespera e me faz sucumbir com certas palavras afiadas.  
Eu vejo arte na folha da planta que fica na minha sala. Ela é uma renda fina, e descrevo ela várias e várias vezes em minha cabeça. Cheia de um entrelace genuíno e perfeito, que sem duvidas foi a responsável por inspirar mantos de reis e rainhas. Ela é arte também! 
Mas eu não vivo sem os contos, romances e palavras. Eu não vivo! 
Se não posso viver com tempo pra isso...
Vivo pra quê? 
 

~ Texto autoral ~ by @colhendolivros
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6 years ago
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taken in Museu Nacional de Belas Artes - MNBA by @colhendolivros
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7 years ago
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