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Aula do dia: arte autodidata, arte popular, arte naïf? 

Independente da denominação, a arte brasileira tem uma relação muito forte com artistas que desenvolveram suas próprias linguagens fora das escolas e dos circuitos acadêmicos tradicionais de arte. O acesso a uma formação artística formal e, principalmente, a grandes escolas e faculdades de arte nunca foi um privilégio disponível para a maior parte da população. Ainda assim, inúmeros artistas construíram linguagens extremamente sofisticadas, originais e importantes para a nossa cultura a partir de suas próprias experiências, territórios e formas de observar o mundo.

Leia a entrevista de Tatiana Levy, ex-socioeducadora do Museu Internacional de Arte Naïf e a doutora e mestra em Artes Visuais Renata Felinto no link da nossa bio e no site do Instituto @clarobrasil 💡 

Conheça 8 atividades para ensinar arte naïf - Propostas conectam a história da arte às vivências dos estudantes e podem ser aplicadas em toda a educação básica. 
 

[FR] Leçon du jour : art autodidacte, art populaire, art naïf ?

Quelle que soit la dénomination employée, l’art brésilien entretient un lien très fort avec des artistes qui ont développé leurs propres langages artistiques en dehors des écoles et des circuits académiques traditionnels. L’accès à une formation artistique formelle et, surtout, aux grandes écoles et institutions d’enseignement supérieur en art n’a jamais été un privilège accessible à la majorité de la population.

Malgré cela, d’innombrables artistes ont développé des langages artistiques extrêmement sophistiqués, originaux et essentiels à notre culture, à partir de leurs propres expériences, de leurs territoires et de leurs manières d’observer le monde.

{José Rodrigues de Miranda, 1980 - Sem Título, 50x70cm, Oléo S/Eucatex} 

#artepopular #brasil #artenaif #autodidata by @collectionfinkelstein
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3 days ago
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Porquoi pas? Porque não... abrir um museu? 
 
Lucien Finkelstein era um homem de lenços no pescoço e fitinhas do Bonfim no pulso. Gostava de torrar no sol, jogar vôlei de praia e estar rodeado de gente. Colecionava de tudo: leões de todos os tipos (era seu signo), livros e, claro, arte. 
 
Nasceu em Paris em 1931, e veio pro Brasil em 1948, após a 2a Guerra Mundial. Chegou no Rio com 16 anos e recomeçou a vida. 
 
Estabeleceu-se como joalheiro por conta própria, sem sócios nem capital, mas com autoconfiança e determinação. Criou joias exclusivas em parceria com dois renomados pintores brasileiros, Aldemir Martins e Emiliano Di Cavalcanti, e com o mestre equatoriano Oswaldo Guayasamín. 
 
Queria retribuir ao país e ao povo que o receberam de braços abertos, e encontrou na arte um caminho. A partir de 1985 criou a Fundação Lucien Finkelstein e 10 anos depois, inaugurou o Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil, reunindo sua coleção. 
 
Lucien Finkelstein faleceu em 2008, no Rio de Janeiro. 
 
 
[FR] Lucien Finkelstein était un homme qui portait des foulards autour du cou et des rubans du Senhor do Bonfim au poignet. Il aimait se dorer au soleil, jouer au beach-volley et être entouré de monde. Il collectionnait toutes sortes de choses : des lions de toutes sortes (c’était son signe astrologique), des livres et, bien sûr, des œuvres d’art. 
 
Né à Paris en 1931, il arriva au Brésil en 1948, après la 2e Guerre mondiale. Il avait 16 ans lorsqu’il s’installa à Rio pour y commencer une nouvelle vie. 
 
Il s’établit comme joaillier indépendant, sans associé ni capital, mais avec confiance en lui et détermination. Il créa des bijoux uniques en collaboration avec deux peintres brésiliens renommés, Aldemir Martins et Emiliano Di Cavalcanti, ainsi qu’avec le maître équatorien Oswaldo Guayasamín. 
 
Il souhaitait rendre au pays et au peuple qui l’avaient accueilli à bras ouverts une partie de ce qu’ils lui avaient offert, et c’est dans l’art qu’il trouva sa voie. En 1985, il créa la Fondation Lucien Finkelstein et, dix ans plus tard, inaugura le Musée international d’art naïf du Brésil, réunissant sa collection. 
 
Lucien Finkelstein s’est éteint en 2008, à Rio de Janeiro. by @collectionfinkelstein
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5 days ago
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É com grande prazer que a Collection Finkelstein inicia uma nova fase. 

Reunindo o acervo do antigo Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil e a coleção privada de Lucien Finkelstein, a coleção celebra a riqueza e a diversidade da arte autodidata, moderna, naïf e popular. 

Com forte presença de artistas brasileiros, o acervo revela uma produção artística profundamente ligada à identidade cultural do país. Marcada pela liberdade criativa de artistas que desenvolveram linguagens próprias, para além das convenções artísticas tradicionais.

Após o fechamento do museu em 2016, iniciamos um novo capítulo dedicado à preservação, à valorização e à reaproximação desse patrimônio artístico com o público. Sejam bem-vindos.

 
 
[FR] C’est avec grand plaisir que la Collection Finkelstein entame un nouveau chapitre de son histoire.

Réunissant les œuvres de l’ancien Musée international d’art naïf du Brésil et la collection privée de Lucien Finkelstein, elle célèbre la richesse et la diversité de l’art autodidacte, moderne, naïf et populaire.

Faisant une large place aux artistes brésiliens, la collection témoigne d’une création artistique profondément ancrée dans l’identité culturelle du pays. Marquée par la liberté créative d’artistes qui ont développé des langages artistiques singuliers, au-delà des conventions artistiques traditionnelles.

Après la fermeture du musée en 2016, nous ouvrons aujourd’hui un nouveau chapitre consacré à la préservation, à la valorisation et à la redécouverte de ce patrimoine artistique par le public. Bienvenue.

Ivonaldo Veloso de Melo (1943–2016)

José Rodrigues de Miranda (1907–1985)

Lia Mittarakis (1934–1998)

Kleber Figueira (1932–1997)

Chico da Silva (c. 1910–1985)

Telmo Carvalho

Júlio Martins da Silva (1893–1978)

Aparecida Azedo (1929–2006)

Heitor dos Prazeres (1898–1966)

Maria Elizabeth 

Gerson Alves de Souza (1926–2008)

Di Cavalcanti (1897–1976)

Odoteres Ricardo de Ozias (1940–2011)

Helena Coelho (1949–)

Ermelinda de Almeida (1947–)

E mais de 700 outros artistas que, juntos, compõem um acervo de mais de 5.000 obras. Formando a maior coleção de arte autodidata da América Latina.

[FR] Et plus de 700 autres artistes qui, by @collectionfinkelstein
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7 days ago
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