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𝔾𝕣ã-𝕤𝕖𝕟𝕙𝕠𝕣𝕒 𝕕𝕠𝕤 𝕞𝕒𝕣𝕚𝕕𝕠𝕤 𝕝𝕚𝕥𝕖𝕣á𝕣𝕚𝕠𝕤
Leio de tudo: pop, clássicos, até bula
Meta de leitura: 2/o que der para ler no ano
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FINALMENTE UMA BOA NOTÍCIA NO MUNDO!!!!
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Eu estou tão feliz com a escolha desses dois atores, principalmente do Emílio. Como eu disse várias vezes, ainda que ele não fosse a opcao do meu coração, eu ficaria feliz com qualquer ator desde que ele entregasse um bom Xaden. E esse ator é belíssimo, então estou pra lá de satisfeita.
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Que venha a série de Quarta Asa!!
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#fourthwing #rebeccayarros #primevideo by @cremeecastigo
105
4 days ago
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Eu não esperava que "O cavaleiro e a mariposa" fosse me impressionar tanto. Já tinha lido "Uma janela sombria", da mesma autora, e gostado bastante, então sabia que Rachel Gillig era uma boa escritora. Ainda assim, não estava preparada para o quanto esse livro iria me conquistar.
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A princípio, a história parece reunir vários elementos que já conhecemos de outras fantasias: o homem misterioso, a protagonista descobrindo sua própria força, uma estrutura de poder opressora, um romance cheio de provocações, um mascote adorável que acaba te conquistando mais que os protagonistas. 
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Só que Gillig pega esses elementos familiares e os combina de uma maneira tão cuidadosa que o resultado ainda original.
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E acho que esse é um dos grandes méritos do livro: ele não precisa ser mirabolante ou fazer você se perder em uma quantidade absurda de informações para ser interessante. 
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A trama é relativamente simples de acompanhar, mas tem muitas camadas (a tal da cebola), e as intrigas são construídas de um jeito que conseguem surpreender mesmo quando previsíveis.
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O sistema é particularmente interessante porque a religião não é apenas uma parte da sociedade: ela controla o próprio poder político. E para uma sociedade baseada em conceitos medievais, fez muito sentido que a fé fosse o meio principal de controle. 
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E a autora consegue construir uma atmosfera extremamente gótica. Tanto aqui quanto em "Uma janela sombria" existe essa vibe fantasmagórica, sobrenatural. A Catedral, as divinadoras, os rituais e os próprios deuses/agouros contribuem para essa atmosfera sombria e estranha.
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Os agouros são um elemento que eu particularmente gostei bastante. São cinco figuras, cada uma associada a determinadas características da fé (pelo menos na minha interpretação). 
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O livro vai mostrando como determinadas virtudes ou necessidades humanas podem ser distorcidas quando alguém passa a utilizá-las para controlar os outros (ou como, quando usadas corretamente, são uma conexão entre as pessoas).
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[Continua nos comentários] by @cremeecastigo
35
a month ago
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Eu gosto muito de histórias com vários pontos de vista. Acredito fortemente que ver o universo de um livro através do olhar de vários pessoas diferentes deixa a historia muito mais complexa e, principalmente, não faz aquele universo girar ao redor de uma unica protagonista. 

Em Eterna, temos 4: Chrissie, que acabou de perder o pai e se tornou duquesa, algo nunca antes visto em seu reino; Anelice, uma serva com tendências fofoqueira; Eliza, uma princesa prometida a um príncipe de um reino rival, mas apaixonada pelo jardineiro; e Sarah, uma dama perfeita que gosta de atirar com arco e flecha. 

No princípio, acreditei fortemente que iria me apaixonar por Chrissie e detestar Sarah, porém qual foi minha surpresa quando aconteceu o contrário.

Sarah foi, de longe, a personagem que mais me conquistou. Ela foge das convenções sem precisar repetir o discurso da "não sou como as outras garotas". Continua elegante, inteligente, prática e muito mais preparada do que vários homens ao redor dela. 

Já Chrissie (que tistreza) caiu naquele arquétipo da protagonista perdida nas intrigas políticas, que vive precisando ser resgatada por um homem (que tistreza²).

Chrissie tem muito a crescer, pois, ainda que seu intragável tio, o rei, tenha tornado a vida dela muito dificil no palácio, com toda a sua condescendência e surtos paranoicos sem motivo, ele tinha razão em um ponto: ela não está pronta para ser duquesa. 

Assim como Eliza precisa amadurecer. Faltam alguns calos que só a vida pode proporcionar. Ainda que eu acredite muito no seu romance com o jardineiro, ela precisa ficar mais forte para lutar por esse amor. 

Agora, a verdadeira dona desse livro tem nome: Anelice. 

Que personagem maravilhosa! Enquanto todo mundo está sofrendo por política, casamento arranjado e responsabilidade, ela está escondida atrás das portas ouvindo conversas proibidas e colecionando fofocas da corte como quem coleciona Pokémon.

Toda vez que um capítulo dela começava eu já sabia que vinha entretenimento. E o mais interessante é que ela não parece estar ali apenas como alívio cômico. 

[Continua nos comentários] by @cremeecastigo
10
2 months ago
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Eu preciso começar essa resenha pedindo desculpas.
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Desculpas a todas as pessoas que me recomendaram "Uma janela sombria" nos últimos meses e eu simplesmente continuei adiando essa leitura sabe-se lá por quê.
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Que história absurda de boa.
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Fazia tempo que uma fantasia não me prendia tanto pelo universo. E boa parte disso vem do sistema de magia, que foi um dos melhores que encontrei ultimamente. Ele é simples de entender, extremamente lógico e cheio de regras claras.
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Parece algo pequeno, mas isso muda completamente a tensão da narrativa, porque não existe aquela sensação de que os personagens podem simplesmente inventar uma solução conveniente para escapar dos problemas. A magia aqui cobra um preço. Sempre. E justamente por isso ela é assustadora.
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Aliás, uma das coisas que mais gostei foi o fato de que a magia não é vista como algo bonito ou desejável. Ela não é glamourosa. Não tem aquela sensação brilhante e encantadora. Aqui, a magia é quase um motivo de vergonha, medo e repulsa. 
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E isso combinado com a ambientação medieval decadente, úmida, sombria e sufocante criou uma atmosfera PERFEITA. Tudo parece contaminado por uma tensão constante. 
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Não sei explicar exatamente, mas ler esse livro me deu a sensação dos contos de fadas originais — aqueles que eram meio perturbadores, meio melancólicos e claramente não foram feitos para crianças.
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E embora eu tenha gostado dos personagens, preciso admitir: o universo roubou completamente a cena por boa parte da leitura. Demorei um pouco para me apegar ao elenco principal, porque parecia que todos estavam sendo arrastados pelos acontecimentos, sem realmente controlar nada. Mas, em um mundo tão forte e tão bem construído, competir por atenção era difícil.
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Com uma exceção. Alguém que quase carregou esse livro nas costas: o Pesadelo.
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Meu Deus do céu, o Pesadelo.
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[Continua nos comentários] by @cremeecastigo
27
5 months ago
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Às vezes, um livro ressoa tanto na gente que precisamos de algo além do papel.
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É por isso que admiro tanto quem trabalho com artesanato, trazendo ao mundo real algo que antes morava só na nossa imaginação.
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Não é apenas um "boneco". Não é apenas um livro.
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Cada detalhe feito à mão carrega carinho, tempo e um pouco de magia (algo que só quem ama histórias sabe identificar).
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Por isso, muito obrigada a @crisartb, minhas parceiras e amigas, por trazerem mais uma vez com muito carinho mais um presente para minha estante.
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Cupom para você também ter o seu personagem favorito: CREME5 by @cremeecastigo
15
5 months ago
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Eu tenho um fraco por protagonistas com conexão com o sol (quem entendeu, entendeu). Lyanna Solis não poderia ser diferente. 
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Ela nasceu com a magia do sol e virou guerreira implacável, mas vive sufocada por expectativas que ela mal sabe controlar – assim como com sua magia. 
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Isso já seria o suficiente para eu me conectar, mas o que me fisgou de verdade foi como ela interage com quem ama (os amigos, a irmã mais nova) e principalmente com Aster Rysarion, com quem, aparentemente, ela teve algum contato na adolescência antes de descobrir que ele era príncipe do reino inimigo e um Servo da Sombra.
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(Alô, Shadow Daddy!)
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Sim, eu sei que reclamo de protagonistas com menos de 21 anos, mas não pude evitar. Lyanna tem camadas, dúvidas, medo e coragem. E o arco clássico de “encontrar seu lugar no mundo” aqui é feito com tanta honestidade que eu simplesmente não consegui largar.
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A forma como ela descobre segredos guardados, entende quem ela realmente é e percebe que talvez não mereça uma vida monótona, mas sim uma paixão avassaladora despertou minha empolgação.
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Agora, sobre o Aster (vulgo, a paixão avassaladora). Ele não é outro “vilão por ser vilão que depois vira mocinho”, porque ele, assim como Lyanna, tem motivos genuínos para se proteger e evitar o reino inimigo. Em bom português: eles não são o “você é meu inimigo porque sim”. 
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Eles têm razões muito válidas para serem inimigos. E por isso crescem juntos, aprendem juntos, e a dinâmica deles, feita de paciência, farpas, desejo e compreensão, é simplesmente deliciosa.
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Confesso que as constantes ameaças à vida que um fazia para o outro acabaram perdendo um pouco de impacto, porque eles não se decidiam se queriam mesmo se matar ou sentiam pena por precisar fazê-los (e nas poucas vezes que as ameaças evoluíam para alguns golpes, eles logo se transformavam em pedidos de desculpas)...
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Mas quando o casal não estava lidando com isso, a química e a conexão deles compensavam tudo.
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[Continua nos comentários] by @cremeecastigo
15
6 months ago
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LIVRO DE COLORIR DE QUARTA ASA
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Vocês votaram, entre 4 opções, qual seria a primeira ilustração a ser colorida no livro de colorir de Quarta Asa.
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E depois de uma disputa acirradissima, mais emocionante do que a copa, tivemos o vencedor: o primeiro 💋 entre Violet e Xaden.
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Usei os lápis de cor ultramacios da Faber-Castell. E ainda que pintar com lápis exija um pouquinho de paciência o resultado fica incrível!
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Obrigada à @planetaminotauro por trazer este livro para cá! 
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Já escolhi qual vai ser a próxima ilustra! Aguardem! by @cremeecastigo
50
8 months ago
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Sempre fui apaixonada por dragões. Naturalmente, cresci consumindo tudo que envolvesse essas criaturas: Eragon, O Senhor dos Anéis, Quarta Asa… 
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Por isso, quando O Despertar da Lua Caída surgiu, com uma edição grandiosa e um hype ainda maior, era óbvio que eu ia me jogar.
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Comecei a ler o livro duas vezes.
E, por algum motivo, a história simplesmente não estava me cativando.
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Eu reconhecia a complexidade do universo, a originalidade das ideias, o cuidado na construção daquele mundo… mas algo na escrita não fluía para mim. Eu não conseguia guardar os detalhes, não conseguia me orientar dentro da história, não conseguia sentir aquele universo. 
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A linguagem, em especial, me pegou bastante. Como a protagonista nasceu e vive naquele mundo, não fazia muito sentido ela “traduzir” elementos que seriam absolutamente comuns pra ela — coisas como noite, parentes, vestimentas. E ainda que isso faça total sentido, eu simplesmente não consegui entender do que ela estava falando... inclusive do básico.
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Em vários momentos, me perguntei se o problema não era simplesmente eu. Será que eu tinha emburrecido? Porque universos densos, linguagem própria e conceitos originais nunca tinham me causado tanta estranheza assim.
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Cheguei a tentar o glossário.
Erro. Um spoiler colossal me aguardava ali. 
O jeito foi seguir na força do ódio, cerrando os dentes e lendo mesmo quando minha cabeça parecia um grande deserto, com uma bola de feno rolando ao fundo.
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E então… vieram os refrescos.
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Em algum ponto, não sei dizer exatamente quando, a história começou a fazer sentido. Comecei a formular teorias, a antecipar acontecimentos, a criar expectativas. Os personagens começaram a ganhar personalidade. 
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Aos poucos, fui sendo recompensada com uma história realmente incrível. Não porque ela ficou mais fácil (não ficou, em muitos momentos eu simplesmente não conseguia visualizar nada do que estava acontecendo), mas porque aprendi a compartimentalizar. Escolhi no que me apegar, o que levar comigo, o que realmente importava.
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E isso, felizmente, não prejudicou a leitura.

[Resenha continua nos comentários] by @cremeecastigo
58
9 months ago
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O segredo que nos separou me deixou simplesmente OBCECADA por uma semana inteira. Eu contei esse livro pra umas cinco pessoas diferentes e, sinceramente? Cada uma delas deveria me agradecer, porque essa história é deliciosa.
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Ele não é aquele romance explosivo, cheio de faísca, gente se pegando na parede e colocando adagas no pescoço. Aqui, a graça está justamente no contrário: é um romance que funciona na sutileza, na troca de olhares, nas mãos dadas embaixo de um cobertor assistindo um filme de terror. Naquele sorriso que você tenta esconder, mas falha miseravelmente e vira uma adulta dando risadinhas de adolescente.
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Acompanhar a Ísis foi uma experiência tão gostosa que parecia que eu estava lendo a história de uma amiga. A trajetória dela, cheia de vergonha, crescimento, tropeços, superação e humildade, foi escrita com tanto carinho que eu me peguei torcendo por ela em voz alta. 
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E o Rafael… Só posso dizer que me vi diversas vezes me perguntando por que um homem desses era fictício. Cris, se eu for presa por me apaixonar por um menor de idade na parte do passado, você paga minha fiança, combinado?
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Também preciso elogiar a estrutura da narrativa: começar pelo futuro, voltar para o passado e então retornar ao futuro foi um golpe de mestre. Isso criou um suspense tão inteligente, tão magnético, que você lê querendo entender como um romance tão doce, tão promissor, tão cheio de brilho… desabou daquele jeito.
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E quando a revelação finalmente chegou, quase virei estampa de camisa. Eu tinha uma teoria super concreta na minha cabeça, e mesmo assim a autora conseguiu virar tudo de cabeça pra baixo e entregar algo muito mais doloroso do que eu imaginava. 
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Eu sentia o aperto, o desespero, aquele momento de “não tem saída, não tem como isso acabar bem”, e ao mesmo tempo entendia exatamente de onde cada um estava vindo. Isso é talento. Sendo o primeiro livro da autora, me deixou ainda mais empolgada para acompanhar todo o trabalho dela daqui pra frente.
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O segredo que nos separou é leve, é inteligente, é apaixonante sem precisar exagerar, e prova que romance nacional independente entrega TUDO. Eu amei cada detalhe. E recomendo de olhos fechados! by @cremeecastigo
20
10 months ago
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Aqui está um livro que eu não esperava entrar para as melhores leituras que fiz este ano.
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Despertar da chama eterna não é nada original: tem clichê, tem trope batido, tem a protagonista que faz exatamente o que você gritaria para ela NÃO fazer.
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Mas a leitura simplesmente flui e, em algum momento, você não consegue largar.
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Diem Bellator é aquela curandeira de coração grande (às vezes grande demais), que vive o dilema moral eterno de “devo salvar quem me feriu?”, mesmo quando os descendentes (parte minúscula da população, extremamente privilegiada e com poderes mágicos) estão literalmente esmagando o povo mortal (os oprimidos que vivem na miséria). 
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Ela cai muito no arquétipo da “mulher enfermeira”, aquela que cura os outros para que eles realizem os feitos heroicos, e isso me irrita um pouquinho, confesso. Mas, ao mesmo tempo, eu entendi o papel dela ali. A ingenuidade dela é parte do conflito, não uma falha de construção.
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Só espero que, com a série, ela vá criando alguns calos e pontas afiadas, necessárias para sobreviver neste mundo.
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E aí entra o ponto alto do livro para mim: a política e a mitologia.
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Foi maravilhoso acompanhar um universo tão bem trabalhado, cheio de desigualdade social, tensões, rebeliões, choque de realidades e, principalmente, uma visão claríssima do que é opressão.
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Sou apaixonada por política bem trabalhada em livros, e aqui ele não me decepcionou.
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Os descendentes não são “mal compreendidos”. Eles são, sim, preconceituosos, arrogantes e completamente ignorantes sobre o sofrimento dos mortais. A irmã do Luther é o melhor exemplo disso: toda gentil e fofa, mas vire-e-mexe solta umas frases discriminatórias.
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Já o Luther, clássico shadow daddy, é outro exemplo de descendente cego em sua torre de marfim. Meu Deus do céu, como é que o príncipe herdeiro não sabia que metade da própria capital vivia na miséria? Ingenuidade? Privilégio? Ou os dois?
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Espero que, assim como Diem, ele cresça como personagem nos próximos livros. Ele tem grande potencial para ser um marido, agora é trabalhar em cima disso.
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[Continua nos comentários] by @cremeecastigo
20
a year ago
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Eu conheci Rebecca Yarros como autora de romantasia (Quarta Asa), mas o que muita gente não sabe é que ela é veterana nos romances contemporâneos, principalmente os que envolvem o universo militar.
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E talvez seja justamente por dominar tão bem esse cenário que ela consegue fazer o que faz em A última carta: pegar a alma do leitor e estraçalhar sem piedade. 
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Não vou mentir: este é, provavelmente, o livro mais triste que já li na vida. E olha que eu não sou de chorar lendo. Mas com esse, eu fiquei simplesmente desestruturada. Chorei de soluçar, e até precisei parar de ler porque não estava enxergando mais as páginas.
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Rebecca Yarros basicamente reuniu os Quatro Cavaleiros do Apocalipse num único livro: guerra, cachorros, crianças e câncer. Se alguém consegue sair ileso disso, por favor, me ensine.
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Mas o mais cruel é que, no meio de toda essa dor, ainda existe um romance lindo, cheio de conexão e amor. Tem cenas leves, engraçadas, até sensuais… e é justamente por isso que o impacto emocional é tão forte: porque ela te faz sorrir antes de destruir tudo de novo (e você sabe quando um novo furacão está chegando).
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Por um instante, A última carta me lembrou Um homem de sorte: uma mãe solo, tentando tocar a vida no interior, cuidando da propriedade da família, até que um soldado misterioso surge e reabre feridas antigas, nascidas do trauma da perda do irmão dela, com quem ela era muito conectada. 
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Só que aqui, o enredo vai muito além do clichê. Há uma profundidade absurda nas dores, nos silêncios e nas escolhas. Yarros entende de trauma, de amor e, principalmente, de perda — e escreve sobre tudo isso com uma sensibilidade absurda.
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Terminei o livro apaixonada… e completamente arrasada. É aquele tipo de história que você ama com todas as forças, mas que não tem coragem de reler tão cedo.
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Ou seja, cinco estrelas e um coração (partido). A última carta me destruiu, e eu agradeço por isso. by @cremeecastigo
44
a year ago
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Fazia tempo que um universo de fantasia não me prendia tanto quanto Um Destino Tatuado em Sangue, da Danielle Jensen. 
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Imagine uma versão adulta e viking de Percy Jackson — é exatamente isso que Skaland entrega. Aqui, crianças recebem uma gota de poder divino e ganham dons conforme o deus que as abençoou. E no centro disso tudo está Freya, filha secreta de Hlin, a deusa da proteção.
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Desde criança, Freya vive escondendo quem é — até que o marido ab***o a denuncia e ela é “comprada” por um jarl que quer usá-la como arma em sua ambição de conquistar o mundo. A partir daí, tudo muda. Freya atira um machado de fogo na cabeça do marido tóx***o (sim, a cena é tão boa quanto parece) e passa a ser vigiada por Bjorn, o filho do jarl, um guerreiro que deveria ser seu inimigo… mas acaba sendo muito mais.
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A dinâmica entre eles é explosiva. Bjorn é o tipo de personagem gentil, confiável e totalmente dedicado, que apoia a protagonista sem tentar controlá-la. E (spoiler) embora o plot dele não seja uma surpresa, confesso: me pegou em cheio. A autora soube usar um clichê e causar um impacto enorme.
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Freya, por outro lado, é uma personagem complexa — forte, guerreira, mas presa a laços familiares pavorosos que ela insiste em proteger. Isso me irritou em alguns momentos (chega de mocinhas que só priorizam os sentimentos dos parentes tóx***o), mas ver uma heroína entrando em batalha de verdade, sangrando e lutando pelo que acredita, fez toda a diferença na hora de me conectar a ela.
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O mundo que Daniele criou é um ponto positivo à parte: mitologia nórdica bem pesquisada, deuses pouco conhecidos que são bastante explorados, criaturas novas e um ritmo de leitura dinâmico. A química entre Freya e Bjorn é palpável desde o primeiro encontro, o romance e a fantasia são bem equilibrados, e a narrativa flui como uma boa saga deve fluir — com ação, emoção e sensualidade.
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No fim, Um Destino Tatuado em Sangue é uma romantasia cheia de paixão, mitologia e batalhas, do jeito que a gente gosta. Se você ama histórias que misturam guerra, deuses, profecias e romance, essa aqui vai tatuar seu coração também. by @cremeecastigo
34
a year ago
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