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Eu assisto. Você decide. 🎬
Críticas de filmes sem spoiler.
Nem todo filme merece suas 2h.
Eu te aviso quais valem.
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Saí da sessão de Digger rindo, mas de um jeito meio amarelo, aquele riso de desespero. O novo filme de Tom Cruise como um magnata do petróleo tem cara de filme que o Oscar ama premiar.

O roteiro faz uma crítica muito pertinente aos grandes empresários e lunáticos que têm comandado esse mundo. A sátira é muito real e muito triste, e nem dá para acreditar o quanto parece com o que a gente vive hoje. O humor ácido é um dos meus preferidos, é rápido e vem quando você menos espera.

O elenco joga a favor. Tom Cruise está irreconhecível, a maquiagem está muito boa e dá para notar o quanto ele se empenhou, tinha tempos que eu não o via tão bem. John Goodman, como o presidente dos Estados Unidos, é caricato e engraçado de um jeito estranho.

Alejandro G. Iñárritu, de Birdman e O Regresso, entrega um filme bonito de se ver, mesmo não sendo uma beleza comum, com efeitos e intervenções muito a cara dele e um som criativo, dos pingos d’água incessantes em plena cena tensa às sons fora de contexto que aparecem o filme inteiro.

O ponto fraco é a montagem, que em algum momento fica confusa e deixa o filme meio repetitivo, sem motivo para isso.

Você ri de desespero porque a piada é a realidade.

Digger é divertido, com um humor super ácido e uma crítica pesada ao que estamos fazendo com o planeta. Vale muito ver: ácido, divertido e difícil de ignorar.

#DiggerFilme #TomCruise #Iñárritu #CríticaDeCinema #Cinema taken in Belo Horizonte, Brazil by @critibra
8
8 days ago
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Coração Valente quase me deixou de pé atrás depois do trauma de Marley e Eu. Mas o que Odin faz nesse filme vai além de qualquer interpretação de doguinho que eu já vi.

Esse filme é todo do cachorro.

É contemplativo, não é ação. A fotografia da natureza é lindíssima, dessas que pedem tela de cinema. O roteiro é simples, sem grandes reviravoltas, mais sobre lições de vida do que sobre trama. Lembra Wild deReese Witherspoon, lembra algo de O Regresso, de Leonardo DiCaprio.

Brad Pitt atua no silêncio, mas aqui ele abre espaço pro Uber, o cachorro que interpreta Odin, brilhar. A expressividade dele é surreal, fala pelo olhar e até pelo latido. Merecia indicação ao Oscar (rs).

O que pega são os efeitos visuais dos animais selvagens, meio baratos perto da fotografia caprichada. Mas confesso que vidrado no cachorro, quase nem notei.

O verdadeiro protagonista tem quatro patas.

Coração Valente é um filme que aposta tudo na experiência visual e num cachorro que rouba a cena. A fotografia de natureza impressiona, o roteiro é simples e sem reviravolta, mas quem carrega a história é o Odin. Vale mais pelo que se sente do que pelo que se entende, e é exatamente por isso que funciona.

#CoraçãoValenteFilme #CritiBra #CríticaDeCinema #BradPitt #Cinema taken in Belo Horizonte, Brazil by @critibra
7
11 days ago
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Não sei se vocês sabem, mas eu vivo uma dualidade gigantesca com Resident Evil. Nos videogames é uma das melhores franquias de todos os tempos, amo jogar desde muito novo, mas no cinema nunca vi nada que fosse expressivo ou legal saindo dela. Foi só quando descobri que Zach Cregger, diretor de Noites Brutais e Hora do Mal, estava por trás desse filme que fiquei animado de verdade pra ver o resultado.

Cregger parece ser fã dos jogos, tem referência espalhada em cena o tempo todo, o que é ótimo pra quem já jogou bastante. Ele é criativo demais na hora de criar tensão e colocar os personagens em situações agonizantes, e o uso da sombra aqui é quase um personagem à parte, sempre em volta, nunca uma cena totalmente iluminada, o que só aumenta o clima.

Só que tem contraponto. O diretor sempre trouxe comédia pros filmes dele, e aqui acho que ele abusou do gênero, o que não combina com a atmosfera tensa de sobrevivência que a franquia sempre pediu. O roteiro também tem furos, te joga junto com o protagonista sem explicar nada (funciona bem como recurso), mas algumas ações só acontecem porque a história precisa seguir.

Sobre elenco, o filme é praticamente todo do Austin Abrams (protagonista, está em quase toda cena). Gosto dele quando não está nas partes mais cômicas, porque aí fica caricato demais, mas na atuação em si ele convence.

Um respiro positivo que a franquia precisava no cinema.

Resident Evil pra quem gosta dos jogos é disparado o melhor filme já feito da franquia, mais consistente e com terror de verdade em cena, entre jumpscare bem construído e body horror pesado.

#ResidentEvil #ZachCregger #CritiBra #CríticaDeCinema #Terror by @critibra
5
18 days ago
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Antártida é o tipo de filme que eu entro sem esperar quase nada e saio confuso sobre o que senti. Um filme nacional que se passa inteiro na terra gelada, e o mais impressionante é que ela foi toda recriada em estúdio, coisa que eu só descobri porque vi reportagem antes de assistir. Curiosidade à parte, a autora se inspirou num incêndio real que aconteceu numa base brasileira na Antártida pra escrever essa história.

A produção e os efeitos são, sem dúvida, o grande acerto aqui. Textura de neve, vento, tudo muito real e crível, imersivo de verdade.

Só que o roteiro é onde a coisa esfria. Existe uma trama mais pesada rolando ali, que prefiro não entregar aqui pra não estragar pra quem for assistir, e ela se perde no meio de tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, a ponto de eu esquecer dela em determinados momentos.

Andréia Beltrão, Lázaro Ramos e Leandra Leal tentam segurar a emoção com o que têm em mãos, mas o material não ajuda. Tem cena que chega a ser constrangedora, não pela atuação, pelo texto.
Impressiona pelos olhos, mas esfria onde deveria esquentar.

Antártida vale pela produção, mas decepciona na história que tinha tudo pra ser mais forte do que foi.

#antartidafilme #critibra #criticadecinema #cinemanacional #cinemabrasileiro taken in Belo Horizonte, Brazil by @critibra
11
24 days ago
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Não é novidade pra ninguém aqui que tenho hiperfoco em 2ª Guerra Mundial, e sempre que aparece um filme que promete mostrar um ângulo novo desse período, eu vou atrás. Foi assim com Pressão, que conta um lado do Dia D que eu nem sabia que existia.

O filme não foca no desembarque, foca nos dias antes dele, na decisão que precisava ser tomada e que ninguém queria assumir. O roteiro, preciso ser honesto, não é extraordinário. Ele conta o que aconteceu sem grandes reviravoltas, praticamente segue a trama real. Ainda assim funciona, porque é uma parte da história que eu nunca tinha parado pra pensar antes.

O que mais me chamou atenção foi o figurino, os efeitos e o estudo histórico, muito bem cuidados mesmo sendo uma produção menor. Os efeitos são honestos, nada malfeito, e mesmo com a comparação quase inevitável com Resgate do Soldado Ryan, o filme não fica devendo.

Andrew Scott como Capitão James Stagg e Brendan Fraser como General Eisenhower têm uma dinâmica que funciona em cena, apesar da pobreza dos diálogos. E confesso que acho muito interessante essa virada do Fraser pro drama, aqui ele entrega o suficiente pra eu acreditar nele.

O roteiro é simples, mas a produção compensa bem essa falta.

Pressão é um filme certeiro pra quem curte 2ª Guerra Mundial, honesto na produção e discreto no roteiro. Vale a sessão principalmente pra quem tem esse mesmo interesse, é o tipo de filme que deixa vontade de pesquisar depois o que é real e o que é dramatização, mas fora desse interesse específico talvez não prenda tanto.

#PressaooFilme #CineGuerra #SegundaGuerraMundial #DiaD #CriticaDeFilme taken in Belo Horizonte, Brazil by @critibra
7
a month ago
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Coyote vs. Acme foi um filme que eu fui assistir sem esperar quase nada, mais curioso pra ver como aquela novela toda com a Warner ia terminar do que animado com a história em si. Devo dizer que me enganei bonito.

A premissa já é engraçada de cara: o Coyote, cansado de décadas apanhando dos produtos da Acme, resolve processar a empresa, e contrata Kevin (Will Forte, de Nebraska), um advogado de porta de cadeia, pra encarar o implacável advogado da Acme, vivido por John Cena.

O que me pegou de verdade foi ver como a lógica de desenho animado, aquele negócio de personagem sendo esmagado e voltando inteiro na cena seguinte, funciona muito bem dentro de um drama de tribunal. O arquivo que o Coyote guarda de tudo que já deu errado com ele virou, pra mim, um dos achados mais engraçados do roteiro.

Tecnicamente também é bem resolvido. A mistura de animação 2D com live-action lembra Uma Cilada para Roger Rabbit, só que com recursos de hoje em dia pra integrar melhor o traçado do Coyote com os cenários reais.

Só que nem tudo funciona. Ouso dizer que o roteiro incha um pouco quando tenta abrir espaço pra uma trama de conspiração sobre a origem da própria Acme, e isso acaba tirando o foco do que interessa, que é o embate entre o Coyote e a empresa.

Divertido, esperto e cheio de carinho pela própria história.

Coyote vs. Acme é o tipo de filme pra assistir em família, funciona pra quem já viu todos os curtas clássicos do Coyote e também pra quem nunca viu nenhum, e sai do cinema com o sorriso no rosto, torcendo pelo coitado do coiote.

#CoyoteVsAcme #Cinema #CritiBra #CriticaDeCinema #LooneyTunes taken in Belo Horizonte, Brazil by @critibra
5
a month ago
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Assustei quando vi que Sobrenatural: Agora entre Nós já é o sexto filme da franquia, e confesso que não lembro com detalhes de tudo que já rolou nessa história.

Aqui o roteiro deixa a família Lambert de lado, já que o arco deles tinha fechado, e apresenta a família de Gemma, o que dá uma camada nova para franquia. Só que pra não desagradar quem acompanha desde sempre, o filme também resgata Elise e faz referências aos filmes anteriores.

O diretor continua sabendo criar cenas angustiantes, usando aqui uma profissão que já é terror pra muita gente, e funciona muito bem. Os efeitos são bons, principalmente a passagem pro outro lado, com um jogo de câmera bonito. Tem uma cena simples que te deixa na ponta da cadeira, pena que o trailer já entrega ela antes da hora. A maquiagem é estranha, esquisita, e isso é elogio.

As atuações não são espetaculares, mas Amelia Eve entrega bem como Gemma, e Lin Shaye como Elise segue sendo o grande nome da franquia pra mim.

Bons sustos, angustiante e curioso pro que vem depois.

Sobrenatural: Agora entre Nós não é obra eterna, mas garante sustos e entretenimento, vale o ingresso e a pipoca.

#SobrenaturalAgoraEntreNós #CritiBra #FilmesDeTerror #Terror2026 #Sobrenatural taken in Belo Horizonte, Brazil by @critibra
4
a month ago
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Se alguém me contasse que eu ia ver a Anne Hathaway e o Ewan McGregor fugindo de dinossauro em pleno cinema, eu ia jurar que estavam de brincadeira comigo, mas a Warner Bros levou isso a sério e fez O Fim da Rua.

Preciso já dizer que achei bem corajoso o que a direção faz aqui, ela não poupa nada nem ninguém, e isso é raro num filme de estúdio grande desse tamanho. Vale um aviso pros pais, a princípio parece um filme pra família toda, mas no meio do caminho fica claro que os mais novos talvez fiquem melhor de fora, é mais pesado do que a embalagem sugere.

O roteiro tem furos, isso é verdade, tem umas ações que você precisa fechar o olho pra história continuar andando, mas também tem momentos de muita ousadia que eu realmente gostei, e isso pesa bastante a favor.

A Anne Hathaway segura o filme muito bem nesse papel de ação, é bem interessante ver ela nesse tipo de personagem, longe do que a gente costuma ver dela. O Ewan McGregor rende menos, mesmo já tendo passado por gênero parecido em A Ilha, mas nada que atrapalhe o conjunto.

E os efeitos são muito bons, pra quem gosta do tema é um prato cheio, com o adicional de que, depois de tudo que a ciência descobriu desde Jurassic Park, aqui eles atualizam a representação dos dinossauros pra esse conhecimento mais recente. Um detalhe pequeno que eu, particularmente, curti bastante.

Ousado, divertido e surpreendentemente atual.

O Fim da Rua é um bom filme de aventura com dinossauro, com uma pegada mais adulta e corajosa do que eu esperava, e que atualiza em algum grau o espírito do Jurassic Park original, onde os bichos são só bichos, querendo se alimentar, sem nenhuma genética modificada no meio.

#OFimDaRuaFilme #CritiBra #CríticaDeCinema #AnneHathaway #EwanMcGregor taken in Belo Horizonte, Brazil by @critibra
13
2 months ago
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Não é sempre que eu trago filme de streaming aqui, mas quando trago é porque valeu a pena, e A Última Casa tem um gostinho extra de torcida, porque Wagner Moura carrega o filme inteiro nas costas.
Devo dizer que tenho um carinho enorme por filme de desastre, sobrevivência, mistério climático, e esse aqui entra direitinho nessa categoria, com uma criatividade na forma como a história se desenrola que me prendeu logo de cara. Vale o aviso: tem uma alusão bem clara à pandemia, ao confinamento, então quem ainda carrega gatilho daquele período pode sentir o peso.

Wagner Moura convence do início ao fim, nunca tinha visto ele nesse tipo de papel, ficção científica, fim dos tempos, e funciona muito bem. Só que em certo momento o roteiro exagera tanto nas habilidades do personagem dele que o cara vira praticamente o MacGyver da história, resolvendo tudo com uma facilidade que tira um pouco da verossimilhança que o filme tinha construído.

Riley Chung, a atriz mirim do elenco, é a surpresa boa. Tem presença, tem carisma, sustenta cena com atores mais experientes sem parecer deslocada. Vale ficar de olho nos próximos trabalhos dela.
Os efeitos especiais também merecem elogio, com cara de produção grande mesmo vindo de streaming, o que não é fácil de entregar.

O filme me lembrou Sinais em vários momentos, e também tem um pouco da sensação de O Eternauta, mas encontra uma forma criativa de tratar um apocalipse que eu confesso nunca ter visto exatamente assim.

Tenso, criativo e emocionante.

No fim das contas, A Última Casa, é um filme que cumpre muito bem o papel de prender numa tarde de streaming, com atuações fortes e uma história bem dosada, tirando aquele momento em que o roteiro exagera na competência do protagonista. Vale a sessão.

#AÚltimaCasa #WagnerMoura #Netflix #CríticaDeCinema #CritiBra taken in Belo Horizonte, Brazil by @critibra
7
2 months ago
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Já tem um tempo que eu ando enchendo o saco por aqui dizendo que filme de herói não me surpreende mais, que é sempre a mesma receita da Marvel, e sinceramente eu fui pro cinema assistir Homem-Aranha: Um Novo Dia mais por obrigação do que por vontade. Devo dizer que saí de lá com uma esperança que eu nem lembrava mais que tinha.

A história aqui é bem pensada, tem camada, tem desenvolvimento de verdade do Peter Parker, e isso aparece logo nos primeiros minutos. Fiquei até pensando se a Disney não andou segurando os filmes medianos de propósito só pra dar brilho pros que realmente vendem, tipo esse aqui.

Tom Holland (nosso Peter Parker desde 2017) finalmente me convenceu de novo. Ele entende o carisma, a fofura, a bondade do personagem, e você acredita nele em cena de um jeito que eu achava que não sentia mais. E Zendaya, meu deus, como ela é boa. Rouba a cena de novo, e o talento dela pro drama neste filme especificamente é hipnotizante.

O elenco todo funciona, os crossovers fazem sentido dentro da trama, e o vilão é tão bem construído que dá uma dinâmica ótima pro filme inteiro, sem spoiler aqui, mas quando ele se revela o cinema inteiro soltou aquele “meu deus, não acredito” junto comigo.

Agora o contraponto: mesmo com tudo isso funcionando, o filme não escapa de ser, no fundo, mais um capítulo dentro de uma máquina de franquia que sabe exatamente o que está fazendo pra te manter fiel. Não é uma falha grave, mas é bom lembrar que empolgação também é estratégia.

Leve, maduro e cheio de alma.

Homem-Aranha: Um Novo Dia é sobre amadurecer, sobre seguir em frente, e me fez lembrar da época de ouro da Marvel nos cinemas, aquela fase que eu já tinha desistido de esperar que voltasse. Vale o ingresso, vale a pipoca. Ah, e vai a dica pra quem for assistir: tem cena pós-créditos.

#HomemAranhaUmNovoDia #Marvel #TomHolland #Zendaya #CritiBra taken in Belo Horizonte, Brazil by @critibra
9
2 months ago
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Fui assistir O Convite sem saber quase nada sobre o filme, nem trailer eu tinha visto, só fui parar lá porque a crítica andou elogiando muito e resolvi confiar.

Que grata surpresa.

São só quatro atores em cena boa parte do tempo, mas o talento individual de cada um faz o filme funcionar de um jeito que produção nenhuma sozinha ia conseguir. Olivia Wilde (também diretora da obra) tá muito bem como Angela, com um peso dramático que ainda assim deixa espaço pra comédia. Edward Norton solto em tela de um jeito que eu nunca tinha visto, e Seth Rogen, mesmo sendo talvez o que menos saiu da zona de conforto dos quatro, segura bem a cena ao lado de Olivia.

Mas o filme é da Penélope Cruz. Difícil olhar pra outro personagem quando está em cena, ela é grande na presença e nas falas, sem cair no exagero, que ao meu ver é o mais difícil de acertar numa comédia assim.

A história parece simples no começo e vai ganhando camada em cima de camada, o que deixa tudo mais tenso do que eu esperava. Se tem um porém, é que a largada é bem contida, demora um pouco pra você entender que o filme vai além do que promete de cara, então quem espera a virada logo nos primeiros minutos pode achar que tá vendo algo mais raso do que realmente é.

A direção de Olivia é tão natural que às vezes esqueço que aquilo é encenado, e a trilha trabalha por baixo dos panos, daquele jeito que a gente nem percebe mas sente em cena.

Tem um ar de O Drama aqui, no humor, no deboche, no constrangimento que a gente vive junto com os personagens, e ainda sobra espaço pra uma mensagem forte no final.

Divertido, bem atuado, surpreendente.

Vale o ingresso, principalmente se você curte comédia dramática com elenco pequeno carregando tudo.

#OConvite #CritiBra #Cinema #PenélopeCruz #OliviaWilde by @critibra
8
2 months ago
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Eu entrei na sala já sabendo que ia ver um Nolan em cima da Odisseia, e confesso que fui com a expectativa nas alturas, talvez até alta demais.

E olha, tecnicamente o filme entrega muito. Cada cena parece pensada pra tela grande, e minha sugestão aqui é direta: vá de IMAX se puder, porque dá pra perceber que o filme foi gravado especialmente pra esse formato. O som então é praticamente um espetáculo à parte, chega a competir com a imagem em alguns momentos.

O elenco é recheado de gente boa, mas quem realmente fica é Matt Damon e Anne Hathaway, os dois seguram partes bem pesadas do filme. E se você curte mitologia grega, é um deleite, dá pra sentir o cuidado com o material de origem.

O filme é longo, isso é verdade, mas a duração não incomoda tanto porque é tudo muito bonito de se ver.

Só que aqui vai o contraponto: eu saí admirando o filme, não emocionado com ele. É contemplativo, técnico, bem construído, mas não me pegou pelo peito.

Contemplativo, técnico, distante.

No fim é um filme que vale o ingresso pelo espetáculo, mas talvez não pelo choro na saída do cinema.

#aodisseiafilme #ChristopherNolan #CritiBra #CríticaDeFilme #Cinema by @critibra
4
3 months ago
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