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Pedal Hidrográfico 113 Jurubatuba acima noturno

Concentração 19:55 e saída às 20:00 do Parque do Povo. Tempo estimado: 2h30.

A rota tem 17.9km e 29 metros de subida com uma energia de movimento estimada em 254 quilojaules. Ok!

Rota: https://amora.pedalhidrografi.co/route/pqpovo-jurubatuba

Histórias não faltam para o rio Pinheiros, outrora Jurubatuba. Suas várzeas - antes sítio de 132 meandros pantanosos - hospeda hoje um vasto complexo de infraestrutura desenvolvedora do progresso - dos cabos de tensão que oscilam elétrons das Sete Quedas do Guaíra entrelaçados com o carvão queimado nas margens do Mar Paulista. 

Inverte-se e capturam águas para a Usina da Traição. Impõe-se uma neo-colina de 40 metros de altura, 1 quilômetro de comprimento e 400 metros de largura num volume-peso total de 16 milhões de toneladas compactadas. Décadas de resultados atestados na paisagem e outros séculos de esquecimentos para o qual resta a imaginação.

Neste passeio, em colaboração com os lamacentos speedeiros do Gravel Coffee, seguiremos pelo que a coluna Ciclocosmo da Folha de São Paulo denominou de “uma trilha em São Paulo para escapar de São Paulo”, neste caso, afunilando-se nas entranhas deste órgão ciborgue vital a fim de fugir de seus olhares. Cartaz com mapa hidrográfico colorido do rio Pinheiros/Jurubatuba e rota traçada: Pedal Hidrográfico 111, sex 25 set 2026, 20h, Parque do Povo. (gerado por Claude Opus 5) taken in Parque do Povo (São Paulo) by @dandanlessa
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6 days ago
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Desde as últimas postagens (2023), pode parecer que a Ecótono parou, mas na verdade, estávamos (e estamos) fazendo coisas fora daqui. 

Uma delas é a Ecótono micro-editora. 
Nós gostamos de livros. Livros são uma maneira de materializar ideias e projetos. Livros fluem, chegam em lugares distantes com pouco esforço. Muitas vezes traçam seu próprio destino.

Pensando em formas de colocar no mundo nossas pesquisas, de maneira autônoma e independente de grandes instituições, decidimos fazer publicações de baixa tiragem, com a tecnologia que temos em mãos.

Em 2025, participamos da feira de fotolivros do Festival Zum, através da Banca GE, e da Feira Miolos, em parceria com a Impressora Hidrográfica.
Desde então, estamos colocando nossa produção no papel, um pouco por vez, detalhe a detalhe.

A próxima publicação será resultado do grupo de pesquisa Investigação Crítica da Paisagem, que acontece dos dias 22 a 25 de setembro de 2026.
Visite nosso site para mais informações, lá você encontra nosso catálogo e também pode se inscrever no laboratório (link na bio). by @dandanlessa
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11 days ago
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Ilhas de Pedra do Jamari

um pequeno testemunho entre o arquipelago de 9.594 morros-pedra nos amplos sopés dos Pacaás Novos que arqueam entre Buritis e Jaru, e se extendem até Ariquemes

registrado com @pedpaula num retorno ao lar que restava sem visitar desde a pandemia

contém um experimento digital e interativo em https://www.ecotono.xyz/ilhasdepedra/

“Ilhas de pedra irrompem em meio às fazendas e matas. Pedras tão antigas quanto a crosta da Terra. Que nasceram tão quentes quanto o maior calor do mundo. Deslocam a percepção. Conversam sobre o que foi e o que virá. Linguagem que fala com brutalidade e também com delicadeza. Abrigam espinhos e flores, raios e torres. Refúgios de histórias.” (@pedpaula) taken in Ariquemes Rondônia by @dandanlessa
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a month ago
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Bom dia todos! Gostaria de compartilhar este projeto de código e usufruto livre que pode ser executado no próprio navegador. Um sonhador de planos cicloviários para qualquer recorte do mundo sob a premissa de minimizar energia.

Post em: https://pedalhidro.substack.com/simujaules/

"Como seria o mapa do território e das ruas se elas refletissem o desejo de se pedalar até outras pessoas e lugares pelo trajeto menos cansativo possível? O que seria se escolhêssemos os caminhos para estar mais próximos sob a perspectiva da energia?

Eis o propósito animador do Simujaules, um aplicativo web que utiliza visualizações e simulações, a partir de um modelo de energia discretizado1 inédito, que permite devaneios quantitativos e acurados de realidades atuais e possíveis.

Simujaules simula caminhos energeticamente ideais para quaisquer destinos possíveis - dentro dum orçamento estabelecido pelo usuário - a partir de um (ou de muitos) ponto de origem.

Energia importa pois é a invariante absoluta a qual ciclistas estão sujeitos. A Terra é rugosa e esférica ao invés de plana. Ciclistas pedalam na superfície desta bolota vívida."

O Simujaules foi desenvolvido sob o contexto do Grupo de Neogeografia do Pedal Hidrográfico! É um projeto de código livre hospedado em https://github.com/pedalhidro/simujaules e licenciado sob AGPL 3.0.

Artigo com autoria de Danilo Lessa Bernardineli, edição / colaboração de Paula Machado Pedrosa e revisão de Ana Júlia Piva Cano. Agradecemos Guto Carvalho pelo olhar e comentários. Agradecemos Pedro Pazello e José Arcuri Martins pela doação de dados, e todo o coletivo do Pedal Hidrográfico pela validação empírica e contínuo estímulo desta proposta. by @dandanlessa
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a month ago
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Pedal Hidrográfico 107 Médio Tietê acima

Concentração 19:55 e saída às 20:00 do Bar Wilson, ao lado do Metrô Tatuapé. Tempo estimado: 3h00.

A rota tem 26.6km e 62 metros de subida com uma energia de movimento estimada em 331 quilojaules. Endorfinado!

Rota: https://amora.pedalhidrografi.co/route/ciclovento3

As amplas e pantanosas várzeas de altitude do Tietê marcam a originalidade do sítio urbano de São Paulo. Não há nenhuma outra ocorrência de metrópole no mundo que detém feições similares ao se fazer o recorte na altitude e na população, já diagnosticava Caio Prado na década de 40 e ainda verídico na contemporaneidade. 

Consecutivamente apropriada pelo voraz organismo urbano, primeiro travadora do progresso para fornecedora de argila e areia aos empreendimentos e no estágio atual meio por onde circulam-se motoristas a altíssimas velocidades, iremos seguir rio Tietê acima por estradas que revelam esta importante e principal articuladora da cidade.

Partindo das colinas do Tatuapé, mergulhamos em Aricanduva com vistas de passar pelo estreito da Penha-Tiquatira, ponto no qual o vale afunila. Apertados e passados na foz do Guapira, daremos um jeito de passar para a margem direita do Tietê, onde iniciamos o segmento lúdico da estrada parque, o qual se estende até a foz do Itaquera.

Voltamos para a margem esquerda do Tietê com vistas a pegar o trem na CPTM Itaim, com o translado feito pela Jardim Helena / Pantanal. taken in Tatuapé (São Paulo Metro) by @dandanlessa
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a month ago
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Verá-se órgãos, glândulas e veias do planalto brasileiro centro-meridional no AVISTAR26!

Feita colaborativamente pelo Grupo de Neogeografia do Pedal Hidrográfico pro prêmio de Fotografia Ciência & Arte CNPq 2026, será sua primeira aparição pública

Eis a Posição Topográfica Multiescala para a Bacia do Paraná e entorno, composição de pântanos, planaltos, litorais, chapadões e depressões, no recorte mais denso populacionalmente do continente

Estruturas do relevo em múltiplas escalas são visíveis: vales, divisores, intrusões, escarpas e dolinas. Evidenciam-se padrões geomorfológicos em diferentes escalas e suas relações. A Bacia do Paraná se mostra como um grande derramamento ou desmoronamento do erodido Planalto Brasileiro. As intrusões, repletas de terras raras, de Araxá, Cristalina e Poços de Caldas que se apresentam como pintas terrestres. O alinhamento do Arco de Ponta Grossa, o qual forma um respiro de planura em suas seções de arenito antes de uma abiruta queda para os cársticos e cavernosos vales dos afluentes do rio Ribeira. O Pantanal. A Serra do Amolar. O Espinhaço. A Serra Geral Baiana. O Planalto Central. A Serra de Santa Bárbara. Uma teia de detalhes multiescala, revelando processos geológicos em sua magnitude temporal e material

Cores primárias denotam em cada escala – micro (3 km), meso (30 km) e macro (300 km) – o desvio altimétrico absoluto de cada ponto em relação aos padrões vizinhos, revelando geoformas ao se somar: micro (azul), meso (verde), macro (vermelho), micro-meso (ciano), micro-macro (roxo) e meso-macro (amarelo)

A soma da consciência geomorfológica junto à informação de esforço ao movimentar-se pela cidade cria em cada pessoa algo qualitativamente diferente de qualquer um dos dois isoladamente

A participante não vê geomorfologia, ela sente – com seu corpo sendo instrumento de medida. A subida, que aparece como transição de cor no mapa e como pico no esforço físico, se torna uma experiência muscular concreta ao pedalar. A informação científica migra do conceito para o corpo numa sinestesia, que é diferencial da divulgação científica proposta: não a contemplação da Terra, mas a sua habitação

https://doi.org/10.5281/zenodo.18700916 taken in Jardim Botanico de São Paulo by @dandanlessa
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4 months ago
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Pedal Hidrográfico 90
Subir Gamelinha e Contornar Rincão pela Crista da Penha
Concentração 19:55 e saída às 20:00 do metrô Penha (terminal de ônibus). Tempo estimado: 3h00.

A rota tem 25.3km e 239 metros de subida com uma energia de movimento estimada em 388 quilojaules. Endorfinado!

Rota: https://ridewithgps.com/routes/54984116

🗺️ @gabriel_tunes27
📝 @adrn_alef
🎨 @dandanlessa

Em sua vasta extensão, a Zona Leste da megalópole paulista revela, revela e esconde formações geológicas e hidrográficas das mais diversas feições. Na região da Penha, O Córrego da Gamelinha, cuja nascente fica próxima ao Parque do Carmo, nos leva em seu contrafluxo para a longa Crista da Penha. Trata-se de um percurso que termina por contornar as águas do Rincão, em um trajeto circular que pode remeter tanto ao eterno fluxo renovador das águas quanto com o desejo de pegar o metrô antes que ele feche. taken in Penha - Zona Leste by @dandanlessa
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5 months ago
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Pedal Hidrográfico 87 Várzea do Tietê e as origens do Futebol

Terça 14 abril 2026. Concentração 19:55 e saída às 20:00 da Palestra Itália (Portão A). Tempo estimado: 3h00.

A rota tem 23km e 136 metros de subida (três curtas) com uma energia de movimento estimada em 336 quilojaules. Endorfinadinho!

Rota: https://ridewithgps.com/routes/54581247
🗺️ @adrn_alef
📝 @adrn_alef

Paixão nacional, o futebol espalhou-se pelo Brasil como um dos mais notórios símbolos de uma volátil identidade nacional. Na cidade de São Paulo, a aparição e difusão do esporte esteve intimamente ligada com o uso dos terrenos das várzea dos rios: amplos espaços, secundarizados pelo desenvolvimento urbano da virada entre os séculos XIX e XX, mas que se mostraram de suma importância para a formação da identidade popular da cidade.

Nesta semana, o Pedal Hidrográfico vai percorrer alguns dos pontos mais importantes deste cruzamento entre o Tietê e o futebol. Começando pelo terreno do antigo estádio do Parque Antártica, atual Allianz Parque, epicentro de identidade do Palmeiras, antigo Palestra Itália. Tais mudanças de nomes não são meras coincidências, pois revelam tensionamentos entre distintas concepções sobre o futebol, a vida e o mundo. 

Em sequência, encontraremos clubes que, apesar de serem menos conhecidos, marcaram a história do desenvolvimento de São Paulo e da várzea do Tietê: o Nacional Atlético Clube e o Anhanguera e o União dos Operários. Entre eles, as frestas da cidade nos presenteiam com o marco inicial do mais popular time de São Paulo e do país, bem como com o estádio da Portuguesa, um de seus clubes mais tradicionais.

As curvas do Tietê nos levam para as origens operárias da expansão da cidade, tendo uma de suas possíveis fozes (reconhecemos que ela não é definitiva) em um largo terreno na várzea do Tietê, que abriga o mais antigo estádio do Sport Club Corinthians Paulista. chamado e rota pro pedal hidrográfico 87 taken in Nubank Parque by @dandanlessa
15
6 months ago
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taken in Cemitério Dom Bosco Perus by @dandanlessa
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6 months ago
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Pedal Hidrográfico 85
A Voçoroca e o Pântano

Concentração 19:55 e saída às 20:00 na CPTM Antonio Gianetti. Tempo estimado: 3h00.

A rota pode ir pelo Esporão de Poá (372 quilojaules) ou pelo rio Guaió (372 quilojaules), vamos ver na hora. Endorfinado!

Terá bonde saindo do Vale do Anhangabaú às 18:15 que envolverá 489 quilojaules, que é quase um pedal frito.

Esporão: https://ridewithgps.com/routes/54356024
Rio Guaió: https://ridewithgps.com/routes/54369922
Bonde: https://ridewithgps.com/routes/54356448

Como fazer para empacotar a metrópole numa caixa topográfica? Em sentido horário, inicia-se pelos granitos da Serra da Cantareira, percorrendo-se pelos calcários do Planalto de Taipas e os gêmeos Pico do Jaraguá e Morro Doce para então escorrer o Tietê para a depressão interiorana. Morro Grande de Cotia se apresenta ao oeste. Ao nordeste, a abiruta captura das cabeceiras pelo Rio Paraíba.

O que se apresenta nos limites do hemisfério sul, de leste a oeste? A resposta poderia vir ao caminhar indefinidamente o Caaguaçu, testemunha das grandes várzeas de altitude que fazem a originalidade deste sítio urbano. De lá, prolonga-se no Maciço da Bonilha ao Sul, para então este se transformar na Serra das Guaianazes, grande articuladora do leste da cidade.

Neste pedal, partimos oportunamente de onde nasce esta oriental serra, n’onde as colinas que formam o Desmorrodouro de Itaquá passam a expressar sua xistosa montanhosidade. Por lá, apresenta-se a única e grande Voçoroca do Itaquera-Mirim com profundidades de até vinte metros e comprimento de duzentos metros, num polígono - única deste sítio urbano - onde estes peculiares cânions se reproduzem.

A bifurcação se apresenta: deveríamos seguir ao alto pelo esporão que se bifurca da Serra das Guaianazes? Ou ao baixo mergulhando no riacho de nome desconhecido? Inevitavelmente, nos encontraremos no alto dum pântano no meio da noite: no Pantanal de Itaquá, expressão máxima da singularidade geomorfológica deste sítio urbano, onde banhados e colinas preenchem o horizonte e o vertical, num mosaico de eras contemporâneas e geológicas. taken in Estacao De Trem Antonio Gianetti Neto by @dandanlessa
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6 months ago
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Venham prestigiar neste sabado 07 março os 43 anos de tombamento da Serra do Japi conosco! @nathalia.ahhh e eu compartilharemos aprendizados e vivência duma estação experimental rural onde técnicas de manejo de fogo de forma integrada com a paisagem são aplicadas. Temas tais quais geoformas, ciência cidadã e mapeamento colaborativo serão contemplados.

A fala será 09:00 no CREAM Serra do Japi (Av. Atíllio Gobbo 4600, Jundiaí) - cerca de 40 minutos pedalados da CPTM Jundiaí ou até menos (8.6km e 142m de subida rendendo lá pelos 150 quilojaules, classificado como “de boa”). Se quiser vir junto iremos sair da CPTM Lapa 06:30 (em ponto)! Se tu for separado, diz o seu Google que dá pra pegar ônibus municipal da estação de trem e chegar até lá em cerca de 40 a 50 minutos.

Mais info, olhar insta do @guteinz https://www.instagram.com/p/DVTNyvljv2Z/ Chamado 07 março sabado pro CREAm Serra do Japi taken in Santa Clara - Serra Do Japi by @dandanlessa
5
7 months ago
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Pedal Hidrográfico 81
Planalto de Taipas e os Cânions da Brasilândia
Concentração 19:55 e saída às 20:00 no Largo da Freguesia do Ó e chegada na CPTM Vila Aurora. Tempo estimado: 2h30.

A rota tem 15.5km e 215 metros de subida (uma longa, uma média e demais são sobe e desce curtos) com uma energia de movimento estimada em 280 quilojaules. Um OK com pitadas de endorfina. Ou um endorfinado bem OK.
 
Rota: https://ridewithgps.com/routes/53947457

@dandanlessa @giulianacucciolito 

Partimos da colina histórica de Vila da Freguesia de Ó e tomamos o rumo da estreita e sinuosa crista para os sertões que se colocam no horizonte: um sopé xistoso onde há a dominância esmagadora de vertentes convexas, drenagem dendríticas e pequenas planícies alveolares, já dizia Aziz em 1952.

O Planalto de Taipas! De solo meta carbonático e que cujo patamar se coloca acima dos Caaguaçus e demais colinas dos campos de Piratininga. Seria lá uma dissolução da Cantareira onde cavernas e dolinas nos aguardam nos fundos de vale? Ou seria algo de particularidade própria, conforme suas declividades e morros arredondados denunciam?

Adentramos ao Planalto pela sua desgastada face ao sudeste, por onde as pedreiras extraíram há muito suas veias calcárias. Por lá, na confluência do Riacho Carumbé com o da Onça, o teto do Planalto desabou e deu origem a algumas das maiores declividades da cidade: os Cânions da Brasilândia. Subimos pelo mais bolotudo morro da região a fim de acessar o ponto de sela da Onça com o Rio Ajoá: principal curso que drena este Planalto. Seguimos por ele até sermos impedidos por outra pedreira, esta que está ativa e em sua fome calcária ousou desviar e isolar o Rio Ajoá e sua cachoeira com queda de 20 metros. 

Mudamos o curso a fim de acessar o Rio Perus enquanto este está acima do planalto. Vamos de encontro ao salto que estas águas fazem para se encontrar com as planícies do Juqueri que se colocam abaixo e a distância. Contemplamos a vida nas bordas desta transição geológica, e pegamos o trem de volta. taken in Freguesia do Ó by @dandanlessa
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7 months ago
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