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🗣 Politizar o sofrimento, despatologizar a vida
🎓 Mestra em Educação - UFMG
Psicologia Histórico-Cultural | CRP 04/46426
💬 Psicoterapia online 👇
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📌 Curso on-line: Despatologizar a Educação: como romper com a lógica do diagnóstico na escola✏️ Inscrições abertas: vagas comuns e vagas afirmativas (pessoas não brancas, pessoas trans e pessoas de baixa renda.)Link da inscrição na bio!🗓️ Datas do curso: 20, 25 e 27 de junhoHorários: 09:00h às 11:00h (Dias 20 e 27) 19:30h às 21:30h (Dia 25) - Horário de Brasília💳 Valor do ingresso comum: R$150 + taxa (vagas limitadas)Pagamento: pix e cartão de crédito (com opção de parcelamento)✏️ Gravações das aulas disponíveis por um mês.✏️ Haverá emissão de certificado de curso livre.👥 Público: Qualquer pessoa interessada no debate sobre patologização da educação e o exame crítico da noção de “aluno problema”. Não é necessária nenhuma formação acadêmica prévia no assunto. by @despatologiza
19
8 days ago
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Politizar o sofrimento, despatologizar a vida!Sofremos. Sofrer é uma manifestação comum a todos nós, dada a nossa condição de seres humanos.Mas será que esse sofrimento é igual, não importa quem somos? A resposta é não.O sofrimento não é homogêneo, dada a nossa materialidade desigual.Nos distinguimos em função do gênero, da raça, da orientação sexual, da classe social, da sociedade em que estamos inserimos.Logo, sofrer é histórico, é cultural. Sofrer é inerentemente um ato político.#psicologia #psicoterapia #psicoterapiaonline #psicologiasocial #sofrimento #sofrimentomental #despatologiza by @despatologiza
240
2 years ago
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A despatologização da vida nega a existência de marcadores biológicos dos transtornos mentais? Vamos começar por um dos livros base usado nas graduações em psicologia no Brasil: "Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais", do psiquiatra e pesquisador Paulo Dalgalarrondo (UNICAMP).Ele explica, na página 15: “o termo ‘doença’ foi criticado para a área de psiquiatria e psicologia clínica, pois implicaria sempre ou quase sempre alterações patológicas no corpo (no caso, o cérebro). Como em muitas das condições psicopatológicas não se evidenciam alterações anatômicas, fisiológicas ou histológicas no cérebro, convencionou-se usar o termo ‘transtorno’”.Leia a discussão completa nos cards do post. Referências bibliográficas: DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2019. 440 p Carvalho AF, Solmi M, Sanches M, Machado MO, Stubbs B, Ajnakina O, Sherman C, Sun YR, Liu CS, Brunoni AR, Pigato G, Fernandes BS, Bortolato B, Husain MI, Dragioti E, Firth J, Cosco TD, Maes M, Berk M, Lanctôt KL, Vieta E, Pizzagalli DA, Smith L, Fusar-Poli P, Kurdyak PA, Fornaro M, Rehm J, Herrmann N. Evidence-based umbrella review of 162 peripheral biomarkers for major mental disorders. Transl Psychiatry. 2020 May 18;10(1):152. doi: 10.1038/s41398-020-0835-5. PMID: 32424116; PMCID: PMC7235270...#despatologização #patologização #medicalização #DSM #psiquiatria by @despatologiza
272
5 months ago
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📌 Curso on-line: Despatologizar a Educação: como romper com a lógica do diagnóstico na escola✏️ Inscrições abertas: vagas comuns e vagas afirmativas (pessoas não brancas, pessoas trans e pessoas de baixa renda.)Link da inscrição na bio!🗓️ Datas do curso: 20, 25 e 27 de junhoHorários: 09:00h às 11:00h (Dias 20 e 27) 19:30h às 21:30h (Dia 25) - Horário de Brasília💳 Valor do ingresso comum: R$150 + taxa (vagas limitadas)Pagamento: pix e cartão de crédito (com opção de parcelamento)✏️ Gravações das aulas disponíveis por um mês.✏️ Haverá emissão de certificado de curso livre.👥 Público: Qualquer pessoa interessada no debate sobre patologização da educação e o exame crítico da noção de “aluno problema”. Não é necessária nenhuma formação acadêmica prévia no assunto. by @despatologiza
256
16 hours ago
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“Minha perspectiva é o fracasso. Porque se nesse sistema eu não fracassar, é porque eu aderi a ele”. Um ensinamento do Padre Júlio Lancelotti que me colocou bastante para refletir e que gostaria de compartilhar com vocês. by @despatologiza
126
5 days ago
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A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou hoje (2/6) o PDL 3/2025. O projeto, de autoria da deputada Chris Tonietto (PL-RJ) e relatado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), susta a Resolução 258/2024 do Conanda - norma que estabelece diretrizes de atendimento a crianças e adolescentes vítimas de vi0lênci4 sexu4l incluindo o acesso ao ab0rt0 legal já garantido pelo Código Penal desde 1940 nos casos de estu.pr0.Que país é esse que, em 2024, registrou o maior número de estu.pr0s da história desde o início da coleta de dados - 87.545 vítimas - e cuja resposta institucional não é proteger as meninas, mas dificultar o acesso delas ao cuidado em saúde? Entre 2013 e 2023, mais de 232 mil meninas de até 14 anos pariram no Brasil. Só em 2023, foram 13.934. Toda relação sexu4l com criança menor de 14 anos é, por lei, estu.pr0 de vulnerável. E mais de 68% dos responsáveis por essa violência contra crianças até 9 anos são familiares.A Resolução do Conanda existe justamente para enfrentar esse cenário. Ela organiza o fluxo de atendimento entre saúde, assistência social, segurança pública e Justiça, garantindo escuta especializada, acolhimento e acesso a direitos. Sustá-la significa expor crianças vítimas de violência sexual à revitimização institucional, à negligência e ao silêncio. Não por acaso, o Ministério das Mulheres, o Ministério da Justiça e o Ministério dos Direitos Humanos publicaram notas técnicas apontando a inconstitucionalidade do projeto.Chamar isso de “defesa da vida” é uma inversão obscena. O que está em jogo não é a vida, é o controle sobre os corpos das meninas. É a manutenção de uma estrutura patriarcal que prefere obrigar uma criança de 10 anos a gestar o filho de seu estupr4.d0r a confrontar a violênci4 se.x4l como questão pública. É a velha lógica: proteger a família abstrata em nome da qual se sacrificam, sistematicamente, as crianças reais.O texto agora segue para o plenário do Senado. Se aprovado, é promulgado imediatamente, sem precisar da sanção presidencial. A luta não termina aqui.#CriançaNãoÉMãe #PDL3NÃO by @despatologiza
808
7 days ago
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Todos os olhos no Senado, porque a luta dos trabalhadores está longe de ter fim. Agora, o pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro, e seus aliados apresentaram a PEC 12/2026 que tem como finalidade criar uma alternativa à PEC do fim da escala 6x1 aprovada pela Câmara - só que numa direção radicalmente oposta. Em vez de garantir mais descanso ao trabalhador, a proposta institui um regime “flexível” de jornada, em que o salário e benefícios como FGTS, férias e 13º passam a ser calculados de forma proporcional às horas efetivamente trabalhadas.Na prática, abre brecha para a chamada “escala 7x0”: o trabalhador pode ser contratado para trabalhar todos os dias da semana, sem direito ao descanso semanal remunerado garantido pela CLT. A PEC já está na Comissão de Constituição e Justiça e pode ser votada nesta semana. Não é hora de silenciar. É hora de pressionar. Cards via: @rickazzevedo by @despatologiza
556
9 days ago
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A psicologia que pratico e tenho como referência é aquela descrita nos princípios fundamentais do nosso código de ética: uma psicologia comprometida com a defesa dos direitos humanos.Essa psicologia entende que saúde mental não se constrói apenas em consultórios. Ela se faz com trabalho digno, moradia, alimentação, lazer e tempo para descansar. Ela não se esconde atrás de uma falsa neutralidade que serve mais a interesses comerciais do que às necessidades reais das pessoas.Uma prática profissional norteada pela defesa dos direitos humanos não pode ignorar a luta por direitos trabalhistas. Não pode ficar em cima do muro diante da escala 6x1, da precarização do trabalho e do adoecimento psíquico que dela decorre.Ao se comprometer com a emancipação humana, a psicologia luta por justiça social. E age sobre as estruturas porque sabe que transformar o coletivo é a forma mais profunda e efetiva de cuidar do individual.Psicologia contra a escala 6x1. Saúde mental é garantir dignidade humana. by @despatologiza
53
14 days ago
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Não te falta tempo porque você é desorganizado. Te falta tempo porque você gasta mais de oito horas diárias trabalhando na escala 6x1, além do tempo gasto com deslocamento e com as tarefas domésticas que não param quando você chega em casa.Segundo a Organização Mundial da Saúde, a população brasileira é a mais ansiosa do mundo e a mais depressiva da América Latina. Os números de afastamento do trabalho por sofrimento mental crescem progressivamente ano após ano, conforme dados do Ministério do Trabalho.Não dá para deslocar a relação entre trabalho e produção de adoecimento psíquico em nossa sociedade. Boa parte do dia dos trabalhadores brasileiros é consumida por condições laborais precárias que não deixam espaço para descanso, lazer ou cuidado.Esta semana será votada uma das principais medidas que pode beneficiar os trabalhadores: o fim da escala 6x1. Essa carga de trabalho adoece porque usurpa o direito ao descanso, à convivência, à possibilidade de simplesmente parar. Trabalhar seis dias para folgar um significa, na prática, viver para produzir.Nas últimas semanas, a direita e o Centrão articularam uma emenda que adiaria o fim da escala 6x1 para daqui a dez anos, permitindo jornadas de até 52 horas semanais e reduzindo direitos como o FGTS. Com a pressão popular, essa proposta não avançou.O relator da PEC apresentou um texto no qual a escala 6x1 acaba ainda neste ano. A jornada semanal será reduzida para 42 horas sessenta dias após a promulgação, e para 40 horas após um ano, sem redução salarial.Saúde mental se constrói com justiça social. Com tempo para descansar, com políticas públicas de moradia, alimentação, lazer e cuidado. Os índices de ansiedade, depressão e burnout que transformamos em diagnósticos psiquiátricos são, em boa medida, a expressão de uma vida reduzida à produção.Esta semana, nossos olhos estão voltados para a Câmara dos Deputados. O projeto pode ser votado já na quarta-feira. A luta pelo fim da escala 6x1 não é apenas uma pauta trabalhista. É uma pauta de saúde mental. É uma pauta de despatologização da vida..#fimdaescala6x1 by @despatologiza
27
15 days ago
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Tenho visto se fortalecer o discurso de que se a psicologia é uma ciência, ela não pode se misturar com política. Para as pessoas, sobretudo profissionais da psicologia com essa linha argumentativa, tanto a práxis, quanto a prática científica do psicólogo deve ser neutra.Oras, mas será que a ideia de uma suposta neutralidade não representa em si um posicionamento político?Cabe ressaltar que a psicologia não surgiu em um vácuo. Ela é fruto de um contexto histórico, cultural e político específico, marcado por valores ocidentais e capitalistas. Desde suas origens, a psicologia refletiu e reforçou normas sociais, como a medicalização da homossexualidade (que já foi considerada um transtorno mental) ou a patologização de comportamentos que desafiam as expectativas sociais.A ciência psicológica também não é destituída de neutralidade. A escolha de quais temas são pesquisados, como os estudos são financiados e quais resultados são divulgados reflete interesses políticos e econômicos. Um grande exemplo é a associação entre indústria farmacêutica e a construção das categorias nosológicas do DSM (Whitaker, 2017).Desde a escolha das teorias que guiam o trabalho até a forma como o psicólogo interpreta as queixas do paciente, há sempre um viés político e social em jogo. Ignorar isso é negar a responsabilidade ética da psicologia de promover justiça social e bem-estar coletivo.Quando um psicólogo afirma que sua prática é "neutra", está implicitamente defendendo a manutenção do status quo. Afinal, a neutralidade não questiona as estruturas de poder, as desigualdades sociais ou as normas culturais que moldam o sofrimento humano.Será que a neutralidade não é, então, uma forma de se alinhar aos interesses dominantes, silenciando vozes marginalizadas e perpetuando injustiças?Referências:WHITAKER, Robert. Anatomia de uma epidemia: pílulas mágicas, drogas psiquiátricas e o aumento assombroso da doença mental. Tradução de Maria Leonor Loureiro. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2017. by @despatologiza
149
16 days ago
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Os deputados que mal trabalham na semana, ganhando mais de R$ 40.000 por mês, são os que acabaram de assinar uma proposta para que você trabalhe na escala 6x1, com jornada de até 52 horas semanais, até 2036.A proposta, apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e apoiada por 176 parlamentares - entre eles Nikolas Ferreira (PL-MG), Ricardo Salles (Novo-SP), Bia Kicis (PL-DF) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) -, não apenas adia por uma década a redução da jornada da escala 6x1, como também condiciona essa mudança a metas de produtividade definidas por um órgão oficial. Na prática, a promessa de redução pode nunca se concretizar.Os parlamentares que assinam essa emenda são os mesmos que defendem o “empreendedorismo”, pregam o “Estado mínimo” e dizem que pobreza é falta de esforço. No entanto, quando se trata de aliviar a vida de quem realmente produz, a solução encontrada é reduzir o FGTS pela metade, isentar empresas de INSS para novas contratações e transformar a jornada de trabalho num campo de negociação aberto à exploração.O trabalhador que já acorda antes do sol, pega ônibus lotado, enfrenta horas de deslocamento e sustenta a economia do país com seu suor é convidado a trabalhar mais, receber menos direitos e esperar uma década para ver se sua vida melhora. Enquanto isso, o salário do deputado segue intocado, suas férias seguem garantidas e sua jornada de trabalho, na prática, se resume a algumas sessões semanais.O fim da escala 6x1 não pode ser uma promessa adiada por dez anos. Não pode ser condicionada a metas de produtividade que só beneficiam o empregador. E não pode ser desfigurada por uma emenda que, sob o discurso de “compensação”, aprofunda a exploração de quem já trabalha demais e ganha de menos.Se há alguém que precisa trabalhar menos e receber melhor, esse alguém é o trabalhador brasileiro. É o parlamentar que, de dentro do plenário, assina contra a vida de quem o colocou lá. Segundo card do @icl.noticias by @despatologiza
807
21 days ago
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O que chamamos de “saudável” em saúde mental quase sempre esconde um julgamento moral: saudável é o que não incomoda, o que se adapta, o que aceita sem reagir. Saudável, nesse contexto, tem muito mais a ver com obediência do que com funcionamento fisiológico.Por isso, é preciso insistir: às vezes, a resposta emocional mais saudável não é a calma, é a rebeldia.A normatização da passividade nos ensina que a melhor forma de reagir diante de situações abusivas é com diálogo, serenidade e respeito. Sair disso seria indicativo de “falta de controle” - algo que rapidamente se transforma em suspeita de transtorno. A rebeldia, nessa lógica, é patologizada.Situações abusivas não se restringem a relacionamentos amorosos. Acontecem no trabalho, na família, nas amizades, em qualquer espaço social. Rebelar-se contra elas deveria ser uma resposta legítima. Em vez disso, quem se rebela é tratado como desajustado.Mulheres são vítimas privilegiadas desse discurso: quando se recusam a aceitar desaforos caladas, são taxadas de histéricas ou desequilibradas. Pessoas negras que questionam desrespeitos são lidas como agressivas. Crianças que se opõem a ordens arbitrárias são diagnosticadas com transtorno desafiador.Rebeldia não se confunde com violência gratuita; ela é, antes, um gesto de recusa - aquele momento em que se diz “não” quando o mundo espera um “sim” submisso, a recusa a se curvar diante do que se reconhece como inaceitável. Sem rebeldia, não há transformação. Sem rebeldia, a injustiça permanece porque ninguém ousou interrompê-la.Patologizar a revolta é a estratégia mais eficiente de manutenção do status quo. Se quem se rebela está doente, seu protesto perde legitimidade e a estrutura segue intacta.Se revoltar, às vezes, é preciso. A rebeldia é necessária. E não é sintoma de nada, a não ser de lucidez. by @despatologiza
57
22 days ago
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