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A cor é rosa. 

Azul, lilás, amarelo. 

Te quero indo, colorindo, amando, vivendo. 

Ver você de perto é descobrir um mundo, uma galáxia nos olhos, um universo de boca e palavras. 

Te ouço rindo e tudo é sol, dia claro, tempo de pipa e vento na cara.

A brisa que adensa, anuvia e acinzenta é só um vão que logo vai e tudo volta a ter suas cores de novo. 

Ano Novo.

28 vidas é espaço curto pra caber você inteira. 

Uma fração do todo potente que é você. 

Te tenho abraço, amor e colo. 

Na terra do meu peito te tenho plantada, frondosa, crescente. 

Parabenizo o existir do seu tempo-espço. 

Te enxergo imã, te vejo laço, te falo tanto e te ouço passo, chegando de manso. Passos de ficar, de ir com a vida rumo ao encontro de tudo que quer e merece. 

Hoje é dia de te acompanhar com fitas.

Feliz você, vida. by @diegonevesbanda
5
a day ago
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Eu quero falar. Não quero falar sobre qualquer coisa. Não quero falar sobre vencer um pleito, sobre perder um pleito, nem quero falar sobre pleito. 

Quero falar sobre ardência, sobre fogo queimando o peito. 

Quando as coisas apertam, eu escrevo. Música, texto, prosa, crônica. Me sento e escrevo. 

Eu queimo.

Escrevi, uma vez, sobre a palavra que me é mais próxima, mais amiga, a mais acolhedora que conheço:

Não. 

Sim, a minha palavra mais próxima, mais amiga e acolhedora pra mim é Não. 

E por que dizer isso? Na lista das coisas que quis ou fiz, com uma certeza inabalável, a palavra que mais me veio ao encontro foi Não.

Não viajei nas férias nenhuma vez na vida. Não conheço as cidades e lugares que desejo, não alcancei o sucesso da forma que imaginava quando novo. Não tive uma infância fácil, não tive uma adolescência tranquila, não tenho uma vida adulta sossegada. 

Diante da realidade não tive acessos fáceis, saídas tranquilas. 

Mas eu não ando sozinho. Não. Não fui privado de viver o amor em suas formas. Romântico, fraterno, materno, real, presente. Não me furtei a esperança, a experiência, a espera, a ciência de quem sou, do meu mundo e dos mundos que o fazem. 

Não quero pregar fé, esperança e certeza. Não quero pregar nada. Mas não quero me afogar no Rio Desespero, nem ser engolido no Mar do Medo. Se a cadela está no cio, não me falte a coragem e a destreza do saber castrar. 

E ainda que nos sobre só cantar sobre escombros, saiba que não faltará ombros e nem voz aqui. 

Quero seguir na certeza que a sombra é a prova da luz. 

Brilha a nossa estrela. by @diegonevesbanda
1
13 days ago
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Eu venho de um lugar - e não falo de um espaço geográfico - onde tudo que me arrebata da dureza da realidade me interessa. 

Me interessa mais ainda quando a realidade é invadida pelo mundo de dentro de gente que se derrama pra fora em forma, letra, verso, cor.

Aos 39 anos, depois de lutar contra monstros e demônios de uma vida, entendi que divergência e sanidade não sejam assim tão opostos. Transtornos assim são chamados porque transtornam, tornam nossa vida dissonante em relação ao mundo de fora. 

Justo por isso eu sigo me inventando. Me inventei letrista, compositor, músico. Me inventei mineiro. Me inventei artista. Hoje retorno à Universidade e começo a me inventar professor. 

Faz 12 anos e eu estava no CCBB Rio, dentro dessas salas, no mar de pontinhos e espelhos. Me atravessou descobrir que a artista vivia em uma clínica por auto internação. Aquele mundo de padrões eram o transtorno dela sendo derramado no mundo, mas ao modo dela. 

Yayoi Kusama invadiu meu universo e o constelou de pontinhos e espelhos.

Triste, apesar de esperado, saber que ela hoje se mudou pra memória do mundo.

Anos atrás deixei Yayoi transbordar em alguns versos - versos que nem viram a luz de uma gravação, mas verão, eu acho. Agora eu os deixo aqui como quem diz: obrigado por ter me dado a visão de que meu mundo em desalinho é o que preciso pra andar alinhado, respeitando meu prumo divergente.

Obriado, Yayoi.

- Inhotim

Dentro da cabeça um Louvre
Inhotim de projeção
Eu pintando quadros pra decorar paredes
Expondo tudo apenas, apenas como quero ver

Uma obsessão, Kusama
Em tudo projetar padrão
Quase sempre quando a gente
diz que ama é menos sobre o outro
E mais sobre os pontos vermelhos
Sobre o infinito espelho de mim

Mil reproduções d'O Beijo
Luz de doze girassóis
Tinta rubra de desejo
Taças, vinhos e lençóis
Saturno devorando o filho
Flor azul do manacá
É tudo sobre com e forma
É tudo sobre enxergar
Além do que se vê
Pra além de mim e você by @diegonevesbanda
3
2 months ago
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Comma. 

Vida é palavra. Palavra é universo. Tudo cabe na palavra. Toda fala, bem como todo silêncio, toda ausência, mas também tudo que é presente, todo o tempo e sua falta, nada escapa. Tudo é palavra. 

Você é minha palavra favorita. 

Se há você nas frases, sempre há também verbo. Quase sempre a oração carrega uma conjugação de algum verbo afetuoso: amo, respeito, adoro, admiro, beijo, abraço, quero. 

Enquanto o existir se faz, o fôlego é um ativo caro, raro. 

Comma. 

Pra respirar melhor, os gregos encurtavam textos retirando palavras aqui ou ali. Chamavam de komma, que foi acolhido pelo inglês e adotado como comma - nossa latina vírgula. 

Você é meu comma. Minha vírgula. Meu respiro. 

Se as palavras se apressam em notícias tempestuosas e rompantes, vejo você vivendo e respiro. Quando você cria, pinta, maquia, filma, edita… quando você faz, eu respiro. 

Sorriso e conselho, ideia e desejo. Tudo é palavra. E das palavras que sei, você é a que mais amo e falo. E se tudo é tão palavra que me falta o ar, você vem como comma. 

Vírgula. 

Ora ou outra a palavra molha. Chove e trovoa sem que se tenha aviso prévio. Nessa alternância eu quero ser sua palavra, seu comma, seu chão. 

Te amo, com certeza de palavra e respiro. Inteira, completa e intransitiva. 

Se 4 anos de você aqui foram tanto, que os tempos verbais e os demais me emprestem o suficiente pra somar umas 4 vidas pra conjugar contigo. 

Viva essa conjunção de sentenças e orações das quais somos sujeitos, predicados, períodos e autores!

Das palavras que amo, você é a que eu amo mais. by @diegonevesbanda
5
2 months ago
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Imagino que ao ler “Tritão” sua memória mergulha na infância e pesca de lá uma sereia de cabelos vermelhos e um senhor metade peixe, segurando um tridente e sentado num trono. Se você foi uma criança evangélica nos anos 90, essa memória vem com pitadas de subliminaridade e pânico satânico - o que, particularmente, a torna ainda mais cômica. Mas não quero falar nada sobre o pai de Ariel.

Longe, muito longe daqui, existe um gigante de cor azul. Inquieto, peculiar e misterioso, que possui uma lua chamada Tritão. 

Netuno carrega o nome do equivalente romano ao deus grego Poseidon, pai de Tritão, porém aqui não há relação paternal, mas uma proximidade enigmática. Eles quebram a normalidade numa espécie de Irmãos Gallagher da astronomia. Ambos, com seus respectivos e distintos graus, se provocam, rolando rebeldemente inclinados, em sentidos opostos e em desalinho com a norma universal. Netuno, por tamanha força gravitacional, fez de si mesmo Ash Caption e capturou Tritão, fazendo da lua seu pokémon. 

Pode ser que essa captura explique tamanha contrariedade entre os dois. Dois entes em desacordo seguindo o fluxo do existir como os cabe. 

Eu e você. Netuno e Tritão. Tudo é um ente. Mas não somos iguais. 

A rebeldia e o desalinho dos astros seguem o atribuído. Nós não. Nós descobrimos nossos desalinhos, atribuímos sentido ou não em seguir o que queremos ou deixamos de querer. Por vezes somos Tritão, por outras Netuno. Ora engolidos pela gravidade da vida, ora engolindo o mundo em tempestades internas difíceis de explicar. 

Tudo que sabemos de Netuno é baseado em uma imagem tirada por uma sonda espacial há quase 40 anos atrás. Mas nada seria assim se a Voyager 2 tivesse passado por ali dias antes ou depois. No momento em que a sonda passou, Netuno recebeu uma rara carga de tempestade solar que alterou toda a percepção do planeta. 

Você já sentiu que se tivesse sido percebido em um dia diferente, as coisas seriam lidas de outra forma? Mas não cabe comprar uma culpa. Nossas Voyager 2 não tiveram sorte ao cruzarem nosso caminho, mas isso não faz de nós quem somos. 

Somos todo o mistério que não cabe no frame da captura de um dia ruim.

Somos quem podemos ser. by @diegonevesbanda
0
2 months ago
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Rarefeito. 

Logradouro íngreme que abriga muita coisa para além de endereços. O imaginário brasileiro mora nos vai e vens dessa via. 

Pela rua da ladeira Sá Marina vem descendo para dançar. Pela ladeira vem o Brasil descendo. Ladeiras são caminhos, roteiros de vida cravados nos morros de Minas. São música, história e encontro no coração da Bahia.

Existe uma poesia que serve de casa para as ladeiras. Ela me faz recusar a ideia de que viver seja uma ladeira onde subimos até o fim da juventude e daí então tudo é só ladeira abaixo. Levando em consideração o dito popular, descer não é o mais difícil, uma vez que todo santo ajuda. 

Os anos se acumulam, a numeração sobe, tudo segue em frente e pra cima. Passo a passo os pés da vida vão comendo as subidas como quem explora os Andes. Quanto mais alto, mais rarefeito - não só o ar, mas o existir. 

Na altura as coisas perdem densidade. Não seria diferente com a gente. 

Vamos subindo e sentindo a força, a vontade, os dias, os cabelos, as horas, as chances, as portas, o viço, a vitalidade, o sono… tudo ficando menos denso. 

Rarefeito. 

Mas há beleza, há um efeito raro causado pelo continuar subindo.

Para além do cansaço, subir traz um cansaço que confia. 

No processo, nas escolhas, nos caminhos até então, em si, no mundo e até mesmo na subida. O cansaço do subir é um cansaço que confia no seguir fazendo valer a finitude como um imperativo para vida no agora. 

Eu posso não ter vivido o passado que põe nomes de pessoas em ladeiras, mas se toda memória é inventada, que o cansaço da subida me faça parar, experimentar a “lomavista” e construir hoje as memórias vívidas e válidas para o depois. 

Quando o topo for lugar, for pouso e casa, que todos os metros que foram comida para a fome dos pés de ir em frente-tropeçar-e-seguir, tenham meu rosto no rastro. Que o cansar seja o que me faz recalcular toda rota que for necessária e que eu siga subindo, ainda que hoje eu saiba que há menos a subir do que já houve antes.

Subindo ladeiras rarefeitas, que sejam raros os feitos que adiante eu assinar. by @diegonevesbanda
1
3 months ago
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Matemática. 

Cálculos, equações, frações, estatística e compassos. Não há espaço onde não caiba a matemática. 

Dividindo vida, somando vontades, multiplicando quereres, subtraindo falta, diminuindo dores. É matematicamente preciso o quanto eu amo você. 

Dos anos que acumulo, que já beiram a soma de 4 décadas, outro dia me dei conta que 10% desse tempo em que existo, existo com você. 

Se Maria tem 6 maçãs, compra mais 3 e come 2, saber quantas maçãs restaram é um típico problema matemático. Mas aqui, entre mim e você,  a matemática apresenta problemas mais complexos como: se 10% de 40 é 4, como explico que 100% de mim é igualmente nosso?

Sou inteiro eu sendo fração sua. 

Pares nascidos de um amor ímpar. 

Viver com você é matemática: todo e infinito. 

Amo você, @nanavs. by @diegonevesbanda
6
4 months ago
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Amar a trama mais que o desenlace. 

Daqui pra frente, sendo sincero, eu não sei nada. Dei passos muito parecidos algumas vezes, mas o que viria depois de cada milímetro andado, eu não sabia - assim como agora. 

O ponto futuro é um vislumbre. Daqui até o lá desejado, tudo é caminho que nasce depois de pisar. 

Sonhei futuros enquanto vivia num agora muito confuso e desesperançoso, isso faz um pouco mais de 1 ano. Sem emprego, dinheiro, saúde mental, vontade. Pode não ter sido dos mais bonitos, mas se o caminho só existe quando eu passei, passei por todas a vias que eu deveria passar. A sinuosidade e a obtusidade dos ângulos de cada curva que precisei contornar me carregaram até este agora. Eu sonhei futuros em voz alta, de dentro do quarto, tendo meus instrumentos e microfone como companheiros de reclamações. 

Cada verso trazia todo azedume e ironia que aquele tempo me cobrava. E foi assim, delirando amanhãs, lapidando passagens com palavra e acorde que cheguei nas pessoas que abraçaram essa estrada e vieram comigo - e seguem vindo. 

Eu sei, quase ninguém viu esse processo. Mas vão ouvir. É sobre isso, afinal, ser A Banda do Clube Silêncio: fazer, viver, passar, mesmo que só vejam o produto disso e não necessariamente quem vive - ou viveu - o que foi matéria-prima para o que é visto.

Por fim, não pense que isso se trata de apenas mais uma banda - é isso, também - mas é uma resposta jocosa ao protagonismo enxertado na consciência desse novo mundo, onde tudo é vendável, rentável, viral e todos são especialistas de qualquer coisa. 

Assim como as docerias vão morrendo para nascerem as "brigaderias gourmet”, nasce a repartição arte-criativa focada no aprovisionamento harmono-rítmico e lírico-melódico radicada em Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. 

Começamos hoje a trama nova, e eu me importo menos com o desenlace, porque o caminho já é resultado e resposta. A trama já é um desenlace.

Não há banda.

A banda é: @pe.labrador @mmmmmmmayk @bbmerhy @marte.artx 

Direção Criativa e Maquiagem: @nanavs

Fotografia: @redheadsea / @estudioaura_ by @diegonevesbanda
11
5 months ago
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E de repente, @badbunnypr baixou no @omaquinaria pelo pagode da Derê, na voz de @diegonevesbanda taken in Maquinaria by @diegonevesbanda
2
8 months ago
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Playlists.
Setlists.
Tracklists.

Listas. 

Me perco com listas. 

Evito listas. 

Listar é um exercício complicado. É das coisas que fazem minha cabeça sentar à beira, e molhar o pé, no riacho do incapacitante. 

Tentando não deixar a memória escorregar e se afogar no fundo dessas águas, não me resta opção: recorro às anotações - que ironicamente são uma espécie, ainda que bagunçada, de lista. Anoto o que comprar no mercado, as tarefas do dia, as sequências com as quais o meu trabalho me obriga a lidar. A essa altura, acredito, já tenha ficado perceptível que as anotações também são labirintos. Riscos, letras, desenhos, rabiscos. Canetas, lápis, lapiseiras e dedos partilham o mesmo ponto de intersecção: a ponta. Pontas que me apontam direções enquanto tecem apontamentos. 

Aponto. Anoto. Tomo nota. Noto. 

Repare: notar é tomar conhecimento, observar, sinalizar e, entre tantos outros sentidos, anotar. 

Uma vez que noto, também, de certa forma, listo. 

Fujo das resoluções de Ano Novo. Sei das coisas que planejo, que quero, desejo, sonho e busco conseguir.  Assim como sei da lista enorme que o tempo guarda sobre os imponderaveis da vida. Nenhuma nota, anotação ou lista enclausura em si o imponderável. 

Sabe o que acho mais incrível dessa coisa de listar? Apesar de tudo, eu listo. 

Não como mencionei antes, mas como a língua irmã tão proxima da nossa costuma empregar a palavra. 

Listo, do espanhol - entre tantas aplicações -: pronto 

Tomando emprestado o termo hispânico, e o dobrando segundo as inflexões que o português nos dá, chego no lugar onde listar é aprontar. Eu quero estar pronto pra vida que o ano que chega me traz. 

Todo amor, possibilidade, certeza,  mudança e até mesmo o imponderável que me couber. 

Quero tudo isso listado. Preparado. Aprontado. Apontado. Anotado. Notado.

Pronto. 

Estoy listo. by @diegonevesbanda
7
9 months ago
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Te vejo, passo a passo, indo rumo ao lugar que quer. Dias de passo pequeno, outro de passadas largas e ainda outros de não-passo. Mas, indo. Imperativo. 

Eu, daqui, vejo de perto você sendo quem é - e amando cada minuto dividido, vivido, ido com você. Das coisas que fazemos sem tomar altura, como respirar, contar os dias é a que mais ocupa o terreno da minha surpresa. Foi a semana, seguiram semanas, foi o mês e assim anos.

Amo me dar conta de contar os dias e saber que hoje é dia de festa pra você, minha festa e carnaval. Meu feriado favorito. 

Parabéns pra você, meu sorriso e abraço, minha dança e meu riso, meu amor e orgulho. 

Das cores, sombras, contornos e pincéis que são o seu o mundo, sua vontade arredia e firme é a base. Te amo. Conte, sem tomar altura, cada um dos dias a frente. Conta comigo. 

Hoje eu conto com sua companhia pra festejar você.

Feliz aniversário, vida. by @diegonevesbanda
7
a year ago
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Existe uma coisa sobre o amor que ninguém te conta. 

Essa é uma introdução perfeita pro início de uma comédia romântica indie dos anos 2000. Desculpa decepcionar, mas eu não sei nada de secreto, misterioso ou oculto sobre o amor. 
Mas eu posso te contar como as coisas aconteceram comigo e aí você tira as suas próprias
conclusões sobre o assunto, ok?

Há 3 anos eu experimentava pela primeira vez muitas coisas. Experimentei um encontro sem grandes pretensões, apenas pra desfrutar da companhia de alguém que eu jamais conheceria se não tivesse me desligado das convenções as quais era tão apegado. 

E dali eu experimentei o primeiro beijo com ela, o primeiro dia depois da primeira vez, a primeira sensação de que seria tão bom ver a mesma pessoa outra vez. Eu não quis fazer valer nada do que tinha como certeza. Eu, pela primeira vez, só quis. Quis querer. Eu a quis.

Vieram os natais, carnavais - aos quais nunca fui afeito, até que ela veio trazendo um carnaval pro meu peito -, novos anos, feriados. Veio uma vida toda nova, veio a novidade toda que a presença dela foi capaz de trazer. 

A primeira vez dividindo, somando, multiplicando uma casa. 

Quantas primeiras vezes o amor ainda guarda pra nós?

Com você, @nanavs, vou descobrir. 

Te amo, ainda como a primeira vez.

E isso é tudo que sei sobre o amor. by @diegonevesbanda
12
a year ago
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