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🧠 RM Psiquiatra - Albert Einstein
🎓 Md USP | PhD USP
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📍 Atendimentos online e presencial na @clinicafakiani | Rua Groenlândia, 1426, SP
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Pessoal, tenho a alegria de compartilhar que foi publicado na Plos One Mental Health um artigo com parte dos dados do meu doutorado sobre Saúde Mental de Estudantes de Medicina LGBTQIA+. Esse trabalho representa o resultado de muito esforço e persistência, superando enormes desafios para sua publicação.

É uma conquista que significa muito para mim e, sobretudo, para a comunidade LGBTQIA+ nas faculdades de medicina, que agora conta com dados concretos para promover discussões mais aprofundadas sobre suas especificidades e vulnerabilidades.

Espero que este estudo inspire e abra caminhos para pesquisas ainda maiores e melhores no futuro.

Link: doi:10.1371/journal.pmen.0000108

#mentalhealth #medicalstudents #lgbtqia+ #minoritystress #phd #science #article #depression #anxiety #homophobia by @drfelipescalisa
76
2 years ago
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Ampliando ainda mais o nosso cuidado 360.

Temos a alegria de anunciar que o Dr. Felipe Scalisa, médico psiquiatra formado pela USP, agora integra o corpo clínico da Clínica Fakiani!

Com a chegada do Dr. Felipe, fortalecemos o nosso compromisso de oferecer um atendimento completo, humano e integrado aos nossos pacientes — cuidando não apenas da estética, mas também da saúde emocional.

Agenda aberta!
Agende sua consulta pelo 📲 link da bio ou pelo WhatsApp (11) 97357-0200.

Seja muito bem-vindo, Dr. Felipe Scalisa!

#ClínicaFakiani #SaúdeMental #Psicologia #Psiquiatria #Cuidado360 #BemEstar #SaúdeIntegral #BelezaQueVemDeDentro #DrFelipeScalisa taken in Clínica Eduardo Fakiani Cirurgia Plástica by @drfelipescalisa
82
a year ago
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Você emagrece, mas nunca acha suficiente? As canetas emagrecedoras têm benefícios importantes quando bem indicadas e vêm sendo investigadas na psiquiatria. Mas medicamentos que reduzem o apetite também podem facilitar ou agravar a restrição alimentar em pessoas vulneráveis. Minha reflexão é sobre esse encontro: uma ferramenta capaz de diminuir a fome diante de um medo de engordar que permanece intacto.

Anorexia nervosa não é simplesmente estar magro ou sentir pouca fome. Envolve restrição alimentar que leva a peso significativamente baixo, medo intenso de engordar ou comportamentos que impedem sua recuperação, além de alterações na percepção corporal, influência excessiva do peso sobre o valor pessoal ou dificuldade de reconhecer a gravidade do quadro. A pessoa pode continuar emagrecendo e acreditar que precisa perder mais. Relatos de recaída associados à tirzepatida são sinais de alerta, não prova de que o medicamento, por si só, cause anorexia.

Quando a magreza excessiva é apresentada como sinônimo de saúde, o sofrimento pode passar despercebido ou até receber elogios. Não se trata de diagnosticar pela aparência, mas de observar a trajetória do peso, a rigidez alimentar e o medo de engordar. Quadros restritivos graves também podem ocorrer sem baixo peso e exigem avaliação médica, nutricional e de saúde mental. Emagrecer deve servir à saúde. Quando vira uma exigência sem limite, precisamos investigar o que a balança não mostra.#psiquiatria #saudemental #mounjaro #anorexia #emagrecimento

E você, já conheceu alguém que exagerou nas canetas emagrecedoras e perdeu a crítica do próprio peso? taken in Clínica Eduardo Fakiani Cirurgia Plástica by @drfelipescalisa
10
4 days ago
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Quando o futuro apaga o presente. A ansiedade não é, em si, uma doença: ela tem uma função adaptativa importante, relacionada à nossa capacidade de antecipar riscos e nos preparar. Imaginar a escassez nos ajuda a guardar alimentos para o inverno; prever uma tempestade nos leva a reforçar o abrigo. Essa capacidade de projetar possibilidades também acompanha nossos desejos: aquilo que importa para nós pode ser perdido, frustrado ou ameaçado. Antecipar nos permite cuidar do que queremos preservar.

Mas, na ansiedade antecipatória, essa relação com o tempo pode se transformar. O futuro deixa de ser vivido como um campo aberto de possibilidades e passa a ocupar o presente como uma ameaça persistente. Estamos numa conversa, mas ensaiando a reunião de amanhã; numa viagem, mas preocupados com o retorno; deitados, mas tentando resolver acontecimentos que ainda não existem. Pela perspectiva fenomenológica, importa compreender como essa experiência modifica o corpo, o tempo e nossa relação com o mundo. Quando a antecipação se torna excessiva, difícil de regular e produz sofrimento ou limitações, merece avaliação clínica.

O presente pode oferecer um lugar de resposta, sem precisar se tornar mais uma obrigação de “viver o agora”. Existe algo que posso fazer neste momento ou estou tentando obter uma certeza impossível sobre o futuro? Essa distinção ajuda a reconhecer tanto nossa capacidade de agir quanto os limites do nosso controle. Não elimina os problemas nem substitui o tratamento quando necessário, mas permite recuperar espaço para o que realmente está acontecendo. Cuidar da ansiedade é também recuperar a liberdade de planejar o amanhã sem perder continuamente a experiência de hoje.#psiquiatria #saudemental #ansiedade #fenomenologia #presença taken in Clínica Eduardo Fakiani Cirurgia Plástica by @drfelipescalisa
18
10 days ago
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O que acontece quando ser visto parece exigir uma performance cada vez mais intensa? Tenho pensado no histrionismo como uma chave para refletir sobre as redes sociais, sem transformar essa reflexão em diagnóstico dos seus usuários. Na clínica, o transtorno de personalidade histriônica envolve um padrão persistente de busca de atenção e expressividade emocional excessiva, com prejuízos que precisam ser compreendidos numa avaliação. Gostar de aparecer, ser expressivo ou compartilhar sofrimento não basta para caracterizá-lo. Minha questão é outra: quais formas de expressão estamos aprendendo a cultivar quando a atenção se torna uma medida de reconhecimento e valor?

Um estudo de Brady e colaboradores mostrou que receber respostas positivas por manifestações de indignação nas redes pode aumentar a probabilidade de repeti-las. O achado não demonstra que as redes produzam transtornos de personalidade, mas ajuda a pensar como a recompensa social molda comportamentos. Minha leitura é que, quando a ponderação passa despercebida e o exagero recebe aplausos, podemos aprender a intensificar nossa apresentação: mais drama, mais certezas, mais exposição. Aos poucos, a pergunta “o que estou sentindo?” pode ceder espaço a outra: “como preciso mostrar isso para que alguém se importe?”. A performance pode se tornar uma condição percebida para ser ouvido.

Essa crítica exige cuidado: relatar uma violência ou tornar público um sofrimento não significa encenar, e uma expressão intensa não torna a dor menos verdadeira. O que me preocupa é um ambiente no qual até o sofrimento parece precisar disputar audiência. Reconhecimento depende de escuta e vínculo; visibilidade, por si só, não os garante. Talvez uma postura mais livre diante das redes comece pela possibilidade de expressar algo sem precisar ampliá-lo, de sustentar uma experiência sem convertê-la imediatamente em espetáculo. E de encontrar relações nas quais nossa presença tenha valor mesmo quando não estamos oferecendo uma performance taken in Clínica Eduardo Fakiani Cirurgia Plástica by @drfelipescalisa
11
12 days ago
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Esses dias, estive pensando sobre o tempo.
O tempo que vai.
O tempo que vem.
Mas também o tempo que temos.
O tempo que passou.
O tempo que não volta.

As escolhas que fazemos são escolhas de tempo.
Gerenciar o tempo.
Economizar tempo.
Acelerar o tempo.
Pausar o tempo.

Quanto tempo tenho?
Há tempo?
Existe tempo?

Muita coisa já passou.
Mas aqui estamos.
Escolhemos estar aqui.
E é o aqui e o agora que, no fim, importam.

Porém, o agora já passou.
Um instante que não volta.
Que escolha faço para viver o próximo?

#psiquiatria #saudemental #medicina #tempo #consultório taken in Clínica Eduardo Fakiani Cirurgia Plástica by @drfelipescalisa
15
14 days ago
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Nesse contexto de eleições, pensei em como os princípios fundamentais da psiquiatria poderiam contribuir para fundamentarmos uma boa política. Quem conhece minha trajetória pessoal, filosófica e acadêmica deve imaginar minhas predileções políticas. Não preciso sequer nomeá-las: acredito que minha história e meus posicionamentos falam por si mesmos. Mas quero propor uma postura ética que precisa permanecer mesmo diante das nossas convicções mais firmes: a capacidade de sustentar uma posição sem transformar quem discorda em alguém cuja humanidade podemos desconsiderar.

A clínica nos ensina a distinguir convicção de certeza absoluta, a revisar interpretações e a reconhecer os limites do que sabemos. A flexibilidade cognitiva permite reconsiderar uma ideia diante de novas informações; a mentalização nos ajuda a compreender que o outro tem sentimentos, intenções e uma história que não se resumem àquilo que imaginamos sobre ele. Tolerar a incerteza também é fundamental: nem todo conflito admite uma resposta simples, e nenhuma perspectiva individual esgota a realidade. Aproximo essas capacidades da vida democrática como uma reflexão, não como um diagnóstico de adversários. Discordância não é delírio, e compreender alguém não exige concordar com suas posições.

Em Levinas, essa exigência ganha uma dimensão mais radical: o outro excede as categorias pelas quais tento compreendê-lo. Sua alteridade não é uma diferença provisória que desaparecerá quando ele finalmente pensar como eu. O “rosto” nomeia esse encontro com alguém que não posso reduzir a objeto, rótulo ou extensão dos meus interesses, e cuja vulnerabilidade me convoca à responsabilidade antes de qualquer acordo. Minha leitura política dessa ética é que a dignidade do outro não pode depender da sua adesão às minhas ideias. Isso não implica tolerar violência ou abandonar a crítica: exige combater posições e práticas injustas sem fazer da desumanização um método. Uma boa política é preservar a possibilidade de convivência entre pessoas que continuarão diferentes. #psiquiatria #ética #democracia #levinas #saudemental taken in Clínica Eduardo Fakiani Cirurgia Plástica by @drfelipescalisa
23
16 days ago
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Registros de um diazin de Kart by @drfelipescalisa
11
17 days ago
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Um pouco do que vivi por uma pequena parte do maravilhoso Cerrado brasileiro. 

Toda vez que viajo por aqui, volto a me encantar com a beleza do Brasil: paisagens imensas, muita natureza, história e aventuras pelo caminho. E, na companhia da melhor das amizades, tudo fica ainda mais especial.

Dias para guardar na memória e voltar com as energias renovadas. taken in Pirenópolis, Goiás, Brazil by @drfelipescalisa
107
25 days ago
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Falar que “a maconha é medicinal” mistura discussões diferentes. Existem canabinoides com aplicações médicas reais, como o CBD em algumas formas graves de epilepsia, mas isso não significa que cannabis seja um tratamento estabelecido para os transtornos psiquiátricos. Para ansiedade, alguns pequenos estudos encontraram efeitos do CBD em doses específicas — muitas vezes de centenas de miligramas —, enquanto para insônia os resultados ainda são heterogêneos. Até hoje, canabinoides ocupam um papel bastante limitado na psiquiatria e não demonstraram substituir os tratamentos convencionais, como psicoterapias estruturadas e, quando indicados, antidepressivos.

Também é fundamental diferenciar CBD de THC. O THC é o principal componente intoxicante da cannabis e está relacionado a prejuízos cognitivos, ansiedade, paranoia e risco de psicose, especialmente em pessoas vulneráveis. Um grande estudo europeu encontrou associação de aproximadamente 3 vezes mais chance de transtorno psicótico com uso diário, chegando a quase 5 vezes com uso diário de cannabis de alta potência. Na adolescência, a preocupação é ainda maior: um estudo recente encontrou associação de aproximadamente 11 vezes maior risco de diagnóstico posterior de transtorno psicótico entre adolescentes usuários. Isso não significa que a cannabis necessariamente cause psicose ou que todo usuário desenvolverá esquizofrenia — são associações epidemiológicas influenciadas por frequência, potência, idade de início e vulnerabilidade individual.

E reconhecer esses riscos não determina qual política de drogas uma sociedade deve adotar. É possível defender descriminalização ou legalização por argumentos de liberdade individual, redução de danos ou segurança pública sem precisar afirmar que cannabis seja inofensiva. Da mesma forma, reconhecer seus possíveis usos medicinais não exige ignorar seus riscos. Liberdade de escolha não depende de acreditar que uma escolha não tenha consequências; depende justamente de ter acesso à melhor informação possível sobre elas. #canabis #psiquiatria #saudemental #ciência #política taken in Clínica Eduardo Fakiani Cirurgia Plástica by @drfelipescalisa
22
2 months ago
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Transtorno de personalidade borderline e transtorno afetivo bipolar podem se parecer na superfície: ambos podem envolver impulsividade, irritabilidade, oscilações de humor e períodos de grande sofrimento. Mas a arquitetura dessa instabilidade é diferente. No transtorno bipolar, o elemento central é o episódio de humor: uma mudança mais global do funcionamento, envolvendo energia, sono, velocidade do pensamento, atividade, impulsividade e percepção de si. E nem sempre isso aparece como a clássica alternância entre euforia e depressão: o espectro bipolar inclui hipomania e estados mistos, nos quais sintomas depressivos e de ativação podem coexistir.

No borderline, a instabilidade costuma estar mais relacionada à regulação emocional e às relações interpessoais. Rejeição, frustração, separação ou medo de abandono podem desencadear afetos muito intensos, acompanhados de impulsividade e dificuldades para modular aquilo que se sente. Por isso, diferenciar os dois não é simplesmente perguntar se “o humor muda em horas ou em semanas”. É preciso entender longitudinalmente o que organiza essas mudanças, como a pessoa funciona entre elas e qual a relação com sono, energia, vínculos, gatilhos e história de vida. E, naturalmente, os dois diagnósticos também podem coexistir.

Essa distinção importa porque muda o tratamento. No transtorno bipolar, estabilizadores do humor e outros medicamentos específicos ocupam um papel central, associados a medidas como regularidade do sono, rotina e redução do uso de substâncias. No borderline, medicamentos podem ajudar sintomas e comorbidades, mas o tratamento estruturante é a psicoterapia, com abordagens como a terapia comportamental dialética (DBT). E, ao contrário do antigo estigma de que borderline seria uma condição “intratável”, estudos longitudinais mostram um prognóstico muito melhor do que se acreditava, com altas taxas de remissão ao longo do tempo. Diagnosticar bem não é apenas dar o nome certo ao sofrimento: é compreender seu mecanismo para oferecer o tratamento certo. #psiquiatria #bipolar #boderline #neurociência #fenomenologia taken in Clínica Eduardo Fakiani Cirurgia Plástica by @drfelipescalisa
15
2 months ago
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Homem pela Metade e Homem com H apresentam quase dois polos da masculinidade. Em Ruben, a masculinidade precisa ser constantemente provada: pela força, pelo controle, pelo lugar de provedor, pela sexualidade. Por trás dessa afirmação quase compulsiva, porém, existe uma masculinidade profundamente ferida — pelo abuso, pela relação com o pai, pela infertilidade e pela sensação de ter sido privado daquilo que o faria “inteiramente homem”. Nail ocupa o polo oposto: não consegue sustentar nem a mentira, nem a verdade; vive à sombra do irmão, estruturado pelo medo. Um ocupa espaço demais; o outro, espaço de menos.

Ney Matogrosso, em Homem com H, oferece um contraste extraordinário. Ao romper ostensivamente com os estereótipos masculinos — na sexualidade, no corpo, na performance feminina e animalesca — ele paradoxalmente recupera algo muito antigo da ideia de hombridade: bravura. Em plena ditadura, sua masculinidade não depende de convencer o outro de que ele é suficientemente homem. Ela aparece na coragem de sustentar publicamente aquilo que ele é. Talvez a verdadeira hombridade tenha menos a ver com parecer homem e mais com conseguir bancar a própria existência.

Isso também importa para a saúde mental. Agressividade, impulsividade, dificuldade de regulação emocional, abuso de substâncias e recusa em pedir ajuda podem ser atravessados pelas expectativas sociais depositadas sobre os homens — e não devem ser automaticamente confundidos com transtornos psiquiátricos. Às vezes, quanto mais alguém precisa afirmar força, controle e autossuficiência, mais intolerável se torna reconhecer a própria vulnerabilidade. Cuidar da saúde mental não diminui a masculinidade de ninguém. Talvez exista mais coragem em reconhecer o que se sente, assumir responsabilidade pelo que se faz e sustentar quem se é do que em passar a vida tentando provar que se é homem.#psiquiatria #saudemental #masculinidade #halfman #homemcomh taken in Clínica Eduardo Fakiani Cirurgia Plástica by @drfelipescalisa
25
2 months ago
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