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Não voto em bandido
Vire a direita ➡️ 🇧🇷2️⃣2️⃣
Aposentado
Salvei muitas vidas, agora vou salvar a minha
Goiás/GO 064
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 by @drpatricktoshiro
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5 days ago
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15 days ago
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3 months ago
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Assim que o técnico vê o menino Endrick #copadomundo  #copa2026 #seleçãobrasileira #memes #endrick by @drpatricktoshiro
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4 months ago
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8 months ago
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8 months ago
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Passei a vida inteira aprendendo a salvar pessoas, mas nunca aprendi a salvar um arroz.
Enquanto muitos sabiam a quantidade exata de água, o ponto certo do alho, o momento de abaixar o fogo, eu sabia reconhecer uma parada cardiorrespiratória a metros de distância. Minha cozinha sempre foi o hospital. Meus temperos eram adrenalina, sutura, bisturi e café frio de madrugada. Troquei aniversários por plantões, domingos por cirurgias de emergência, noites em claro por partos que anunciavam vidas novas enquanto a minha passava em silêncio.
Fui médico por vocação, quase por teimosia. Já segurei mãos trêmulas antes de uma anestesia, já ouvi o primeiro choro de um bebê como se fosse música sagrada, já saí de salas cirúrgicas com o corpo exausto e a alma em paz. Mas, em casa, eu dependia de cardápios prontos, entregadores e micro-ondas. Se alguém me perguntasse como fazer arroz, eu saberia explicar a fisiologia do grão, mas não o caminho até o prato.
O tempo passou como passa para todos. Veio a aposentadoria, veio o divórcio, veio um silêncio que não constava em nenhum protocolo médico. A casa grande ficou ecoando passos que já não existiam. E um dia, talvez por teimosia, talvez por necessidade, encarei a panela como quem encara um caso novo. Sem receita, sem YouTube, sem medir nada. Apenas intuição. A mesma que usei a vida inteira para decidir quando operar, quando esperar, quando agir rápido.
Coloquei o alho na panela e esperei o cheiro me dizer que era a hora. Joguei o arroz sem saber quantas xícaras eram. A água entrou no olho, no ouvido, no sentir. Sal? O suficiente para não faltar, mas sem exagero, como tudo que aprendi tarde demais. Tampei a panela e esperei, não o tempo do relógio, mas o tempo do coração.
Quando provei, ri sozinho. Não porque estava perfeito, mas porque estava vivo. Aquele arroz tinha gosto de autonomia, de recomeço, de liberdade tardia. Foi o melhor arroz da minha vida não pelo sabor, mas pelo que representava. Um homem que já tinha segurado vidas nas mãos aprendendo, finalmente, a cuidar da própria.
Ali entendi que envelhecer não é perder utilidade, é mudar de função. Que aposentadoria não é fim, é espaço. Que se reinventar não exige juventude. by @drpatricktoshiro
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9 months ago
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9 months ago
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10 months ago
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Na confeitaria da Dona Lídia, em Copacabana, tudo era feito com perfeição: brigadeiro no ponto, massa fofinha, cobertura brilhando. Mas foi num sábado qualquer que ela resolveu ousar.
Inspirada por uma aula de arte que tinha assistido na televisão, Dona Lídia criou um bolo diferente de tudo. Tinha camadas suaves, curvas delicadas e uma decoração em tons rosados. Quando ficou pronto, o silêncio tomou conta da cozinha.
— Gente… esse bolo tá parecendo uma vagina — disse o ajudante, arregalando o olho.
Dona Lídia colocou a mão na cintura e respondeu, tranquila: — E daí? A vida também nasce daí, ué.
O bolo foi pra vitrine. Alguns clientes riam sem graça, outros passavam direto, mas teve quem parasse pra observar com respeito. Uma professora de artes foi a primeira a comprar. — Isso aqui não é só um bolo — disse ela — é uma conversa.
E que conversa. Quem provava percebia que o recheio era acolhedor, doce na medida certa, sem exagero. Não era um bolo pra gula, era um bolo pra experiência. As pessoas saíam comentando, refletindo, algumas até emocionadas.
Com o tempo, o “bolo diferente” virou o mais pedido da confeitaria. Não pelo formato curioso, mas pela mensagem silenciosa: o corpo não é tabu, não é piada — é origem.
Dona Lídia nunca mudou a receita. Só dizia, rindo de canto: — Tem coisa que assusta só porque a gente não aprendeu a olhar direito.
E assim, entre uma fatia e outra, aquele bolo ensinou mais do que muito discurso por aí. by @drpatricktoshiro
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10 months ago
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a year ago
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Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. Conservarei imaculada minha vida e minha arte. by @drpatricktoshiro
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