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lembrei que quando era pequena, no carro com minha mãe, perguntei por que praticamente todas as músicas da rádio eram sobre amor.

depois de poucos segundos, ela encontrou o motivo: “é que grande parte da vida é o amor”.

ainda assim, tinha interiorizada a  impressão de que essa minha vida não seria sobre ele.

disse que seria sobre descobertas. chegou um amor e me confirmou.

falei que seria sobre aprendizado. partiu outro e tive certeza.

agora não havia dúvidas: “sobre transformação!”. sem que esperasse, um fez com que eu não fosse mais a mesma.

contestei, pela última vez, dizendo que só poderia ser sobre autoconhecimento. o deixei e entendi perfeitamente.

focada na ideia rasa de que o romântico completaria o que eu já sabia ser muito mais fundo, a vida era em grande parte sobre o amor porque era na troca com o outro que se assimilava todo o resto.

me dei conta que nos tantos anos que se passaram desde aquele trânsito com minha mãe, experienciei outros tantos tipos de amor. 

Eros, Philia, Storge, Ágape.

e continuava a buscar. sem entender que eu estava cercada dele, que eu era ele.

ele seria a descoberta, o aprendizado, a transformação e o conhecimento. e contemplaria por todos os lados, de todas as formas, se eu tivesse disposta a enxergar.

é que no fim, amor e chuva são pra quem não tem medo de se molhar. e a próxima música sempre toca, cabe a mim aumentar o som. taken in Deen Haag by @dudabechelli
20
2 months ago
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aprendizado: não dá pra plantar mamão e colher cenoura 👍🏼 taken in Het Nationale Park De Hoge Veluwe by @dudabechelli
6
2 months ago
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é preciso resgatar o tempo de paraísos inventados.

não conheci aquela cidade antes da guerra, mas também, com muita ingenuidade, achava que me conhecia antes da que vivi.

e eu que pouco entendia sobre engenharia e arquitetura, entrei no ano da torre vendo tudo desabar.

fui avisada, a carta do Arcano XVI inevitavelmente mostraria que o que não tem estrutura não permanece.

a estrutura quebrou.
mas o que se espera ao ver escombros?
quando é a hora certa de começar a reconstruir?

pós os bombardeios de 40, em uma competição de talentosos, arquitetos conseguem fazer de Roterdã ainda mais linda, um museu criativo a céu aberto.

pouco a pouco, crescendo de novo. 

entre fatos, superstições e lendas. entre poeira, pilares e arte. eu e ela. 

crescendo de novo.

porque no fim do dia, a gente enxerga o mundo pelo que existe dentro de nós.

seja no tarot ou no provérbio chinês, o melhor momento para plantar uma árvore foi há 20 anos; e o segundo melhor é agora.
a melhor hora de reconstruir sempre é agora.

e me perder é um prejuízo tremendo. porque eu sempre me encontro. by @dudabechelli
9
3 months ago
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mas pode gatinha? 🚫 by @dudabechelli
10
3 months ago
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demorei a escrever, mas contei a todos que conheci sobre aquele dia.

era uma cidade pequena, que insisti em visitar com uma bicicleta.

pelo caminho divaguei sobre o tempo que levaria para me acharem se me perdesse. sem medo, porque conscientemente era pra isso que estava lá.

senti todos os climas: senti calor, frio, me sequei e molhei. senti todas as emoções: felicidade, estresse, plenitude e angústia.

me senti tão grata.
me senti tão viva.
em uma realidade desconexa a minha, percebi que o desejo em aprender até virava ímpeto.

completamente encharcada, aceitei a chuva como se me limpasse, dado que a cada pedal me distanciava de quem já fui e chegava mais perto de quem sou hoje.

foi então que ao entrar em um moinho, precisei apresentar o ticket que já estava todo despedaçado. a senhora que ali trabalhava, ao me ver daquele estado, não hesitou em segurar minha mão. naquele país tão frio, perguntou se era isso que eu sentia.

assim como tardei a escrever, demorei a entender o motivo do seu toque ter me tocado tanto.

fazia dias que ninguém encostava em mim. 

sorri a ela, disse que sim, mas também que ia ficar bem. 

e sem saber, ela me entregou um presente: me fez perceber o quão amada e acolhida sou.

por sempre cercada de tanto afeto, reconheci ainda mais a sua importância quando não o tinha.

fez sol, e o arco irís apareceu. taken in Zaanse Schans by @dudabechelli
9
10 months ago
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Esse vídeo tá editado e guardado nos meus rascunhos há alguns anos. De tanta saudade da Duda, talvez hoje eu atravessasse o mar de bicicleta, sim. Mas nesse dia não by @dudabechelli
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10 months ago
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45km + todas as formas de céu 🚲🌈 taken in Netherlands by @dudabechelli
17
a year ago
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foi assim q me assumi pra minha família taken in Zaanse Schans by @dudabechelli
24
a year ago
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utrecht_holanda

dei risada lendo que não se faz um omelete sem quebrar os ovos.

diferente da minha mãe, meu talento nunca foi na cozinha.

alguns meses atrás precisava voltar pra São Paulo e recebi uma carona dela até o ponto. gentil e preocupada, me questionou mais de uma vez sobre uma resposta que eu já havia dado e acabei reagindo diferente do que gostaria.

muito antes disso eu já percebia como o retorno impulsivo, principalmente com aqueles que mais amo, me gerava culpa e frustração.

dentre outras coisas, vim questionando meus defeitos.

ouvi que era uma sorte muito grande reconhecer a tempo. de mudar, um pouco, crescendo, antes de partir.

naquela tarde não tive a chance de me desculpar, por isso antes de embarcar pedi perdão por todas as vezes que eu podia ter sido melhor.

talvez ela nem se lembre, mas a resposta dela me dá força todos os dias.

porque por mais simples que pareça, ouvir quem você mais admira dizendo “não, você é demais!”, faz qualquer outra coisa se tornar pequena.

depois daquilo, a opinião de ninguém mais me importou.

mesmo a melhor cozinheira do mundo, já quebrou alguns ovos. e eu, vou aprendendo a cozinhar. taken in Utrecht by @dudabechelli
8
a year ago
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amsterdam_holanda

“o que a vida quer da gente é coragem!”, foi o que disse um poeta brasileiro.

na minha crença existem leis morais, 
princípios que direcionam o progresso e mostram, mais transparente do que se aparenta, o trajeto para a dita felicidade.

e, pra mim, a partir do entendimento de que somos eternos, a verdade da relação entre causa e efeito tem indiscutivelmente dois caminhos: a paz ou o tormento.

o que se sabe é que uma coisa é certa: não existe ação sem consequência. e tudo é ação. 

era março, quando em uma primeira jornada sozinha, sob uma ponte, li escrito em outra língua: “coragem infinita”.

alguns meses depois, Guimarães Rosa não saia da minha cabeça.

somado a ele, o peso de ter clareza sobre a responsabilidade das minhas escolhas.

somado a ele, a liberdade de ter clareza sobre a responsabilidade das minhas escolhas.

e quem sou eu pra negar à vida um pedido como esse? taken in Amsterdam by @dudabechelli
8
a year ago
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foi na estrada, na casa, na rua, no hospital e no aeroporto. 

foi por tantos motivos diferentes.

foi por felicidade, medo, saudade, tristeza, realização, dor e paz.

chorei todas as vezes. quase como se não pudesse controlar.

um ano atrás, enquanto comprava uma pedra desejando transformação, me prometi que voltaria.

por uma série de ocasiões, consegui, estava lá, com duas das pessoas mais importantes da minha vida. após exatos 12 meses recriando e reaprendendo tudo o que antes tinha como concreto.

aqui me sinto tão perto de Deus -  disse a eles custando a falar, com o esforço necessário para que soubessem o tamanho da gratidão em tê-los comigo, mesmo que brevemente, naquele lugar.

é difícil ignorar a frustração quando a expectativa é atravessada pela realidade, que nem sempre vai ser confortável.

acontece que foi essa pedra, e tudo o que ela me trouxe em sua sequência, que me mostrou algo simples:
a vida é feita para ser vivida.

com um sorriso, cansado, mas feliz, lembro que me propus a vivê-la em sua totalidade.

no fim, essa é a beleza da experiência. sentir.

que eu siga aceitando o que ela tiver a me oferecer: felicidade, medo, saudade, tristeza, realização, dor e paz. e que a jornada nunca deixe de ser linda.

hoje retorno levando a mesma pedra comigo, pois tenho fortes indícios que a transformação ainda deve continuar.

lamento não poder ficar. mas volto logo! taken in Cavalcante - Chapada dos Veadeiros by @dudabechelli
14
a year ago
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na mesa do meu bar preferido, ele me explicou sua visão de mundo, que de muito tempo se assemelha a minha.

“é como somos, du!”, é o que ele me falaria. e não imagino sendo de outra forma.

somos curiosos, interessados e, como dito, inevitavelmente, questionadores.

mas pra aqueles que procuram respostas e não se contentam com explicações vazias ou falta de significado, as dores e angústias por certo vão existir.

se a ignorância é uma dádiva? hoje já não sei. prefiro assim. saber.

e então você me acalma com sua teoria do jogo de xadrez, explicando que é no momento em que o peão faz seu próximo movimento que novos caminhos sempre são abertos.

e são tantas as possibilidades.
e é tão fácil falar com você.

vamos assim, Vivendo a Vida com V maiúsculo.

pois existem certezas que espaço ou tempo algum podem interferir.

e quando lá chegarmos saberemos. by @dudabechelli
26
a year ago
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