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Sabe uma coisa que a gente precisa conversar mais? Nem toda briga precisa virar fim de namoro.

Lembrei de uma cena de Friends em que a Monica fala pro Chandler exatamente isso: discutir não é desistir do outro, é amadurecer. E faz todo sentido.

O problema de um relacionamento nunca é o conflito em si, mas a forma como a gente passa por ele. 

Quando tem respeito, diálogo sincero e maturidade, uma discordância não destrói nada — pelo contrário, ajuda a fortalecer.

Isso não tem nada a ver com aguentar falta de respeito ou ignorar “red flags” (sinais vermelhos).

É sobre entender que, onde existe amor de verdade, existe também a vontade de olhar pra dentro, admitir as próprias falhas e mudar junto.

No fim das contas, casal forte não é o que nunca briga. É o que escolhe continuar ali, entendendo e crescendo com o outro, principalmente nos dias mais difíceis. 

Com carinho, 
Eloise. by @eloiseslesinsky
51
3 months ago
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Escolher é perder alguma coisa. Ninguém me avisou isso com clareza.

Cada porta que a gente atravessa deixa outras fechadas lá atrás. E por muito tempo eu imaginei que a estrada que não peguei era reta, bonita e sem trânsito. 

Eu a enxergava como um caminho que levava direto ao sucesso, sem cansaço e sem dúvida. 

Mas ela também tinha pedra. Só que eu nunca precisei carregar essas.

A gente compara a vida real, com boleto, sono atrasado e dia ruim, com uma versão imaginada que nunca enfrentou nada. 

Isso não é justo com você. 

Nem com a mulher que decidiu lá atrás com as ferramentas que tinha naquele dia. 

Ela fez o que dava, com a maturidade e o medo que cabiam no momento. Cobrar a consciência de hoje por uma decisão de ontem é uma injustiça com o tempo.

Teve também o luto. 

Escolher uma carreira, uma cidade ou um jeito de viver significa se despedir das outras vidas que poderiam ter existido. 

Dói, e tudo bem que doa. 

Mas olhando com calma, muita coisa que eu achava que queria nasceu da pressão de fora, do olhar dos outros, de uma imagem que eu montei pra agradar. 

Boa parte daquelas estradas já não pertence a mim. Pertence a uma versão que não existe mais.

Hoje eu olho menos pelo retrovisor. Aquelas estradas viraram paisagem. Eu sei que estão lá, e já não moram aqui.

Maturidade é parar de lamentar o que eu não fui e assumir o que me tornei. Com cicatriz, com desvio e com subida íngreme. 

É isso que dá textura à minha história, e nenhuma vida perfeita e imaginária teria isso pra oferecer.

Então, se hoje você está carregando o peso de uma escolha antiga, tente se perguntar o que a sua estrada atual está pedindo de você. 

É ali que o sentido está sendo construído, passo a passo.

E fica uma coisa pra levar: você ainda tem muito chão pela frente. 

Nenhuma porta fechada tirou de você a chance de começar de novo, de mudar de rumo ou de simplesmente andar com mais leveza. 

O horizonte continua à sua frente. 

E ele é seu.
Qual estrada ainda pesa no seu passo? by @eloiseslesinsky
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3 days ago
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Foram dias lindos, com muito dengo pra Marianita. Obrigada por tanto amor com a nossa pituca ❤️ by @eloiseslesinsky
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6 days ago
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Eis quem mais curtiu essa viagem: nossa pituquinha 🥹❤️ taken in New York City by @eloiseslesinsky
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9 days ago
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Day 3, NYC 🍎 by @eloiseslesinsky
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9 days ago
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A vida é realmente uma caixinha de surpresas. Faço muita coisa que antigamente, jurava que não faria.

Passei a dar valor e admirar coisas que antes nem chamavam minha atenção. 

Olho com outros olhos hoje, mesmo sabendo que ainda tenho muito a aprender e que, em vários momentos, vou acabar enxergando as coisas do jeito errado. 

É que a beleza de estar vivo está justamente aí. 

O tempo vai passando e percebo que bonito mesmo não é ter razão em tudo, mas ter a coragem de mudar de ideia. 

A coragem de aceitar o que Deus quer e o quão pequena sou. 

É pedir desculpas para nós mesmos por termos sido tão duros no passado, e abraçar quem nos tornamos hoje. 

O tempo vai queimando aquelas nossas certezas de pedra e, no lugar delas, deixa uma paz que nem sabíamos que precisávamos. 

No fim das contas, viver é isso: ir ajeitando o olhar aos poucos, tropeçando nas próprias falhas, mas sem perder a delicadeza de se emocionar com o caminho. 

Com carinho, 
Eloise. taken in New York City by @eloiseslesinsky
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10 days ago
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A alegria de quem nunca imaginou estar aqui ❤️ taken in New York City by @eloiseslesinsky
6
12 days ago
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New York memories - day 02 ❤️ taken in New York City by @eloiseslesinsky
1
13 days ago
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New York memories ❤️ by @eloiseslesinsky
4
15 days ago
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Confesso que tem momentos que eu gostaria de guardar em uma caixinha, para poder revive-los outra vez. 

É uma forma bem materialista de pensar, mas não posso mentir a mim mesma: tem momentos, que eu gostaria de guardar.

Acontece, que isso não existe. A verdade é uma só: esses momentos não voltam.

E isso fica muito evidente quando se tem um bebê. Algumas coisas se repetem no dia-a-dia, mas muitos momentos eram únicos e talvez eu não tivesse me dado conta. 

Os dias passam e quando percebo que estou vivendo no automático, paro e relembro: isso passa! 

Temos muito tempo para algumas coisas (ou não), mas tenho pouco, pouquíssimo tempo para viver isso que estou vivendo. 

A vida passa tão depressa, cabe a nós escolher ao que damos atenção.

Com carinho, 
Eloise. by @eloiseslesinsky
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a month ago
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Existe uma linha tênue entre viver a comunhão conjugal e transformar o cônjuge em terapeuta particular. Você busca acolhimento, tenta lidar com suas dores e, sem perceber, muda o papel do casamento.

O marido deixa de ser companheiro de santificação no dia a dia para analisar as feridas da sua alma. Isso raramente cura. Na maioria das vezes, desgasta a intimidade e a graça do matrimônio aos poucos.

A vida espiritual pede coragem para olhar a própria miséria diante de Deus. Santo Agostinho escreveu: “Tu nos fizeste para Ti, Senhor, e o nosso coração permanece inquieto enquanto não repousar em Ti.”

Quando você coloca nos ombros do esposo a tarefa de organizar todo o seu caos emocional, confunde a vocação do casamento com uma função que ele não pode cumprir.

O matrimônio não é consulta clínica; é um Sacramento de doação mútua. Seu marido é um homem real, com a própria cruz, limites e caminho de santificação. Exigir que ele atue como terapeuta cria um peso injusto.

O casamento vive da reciprocidade entre dois iguais. Quando você transforma o parceiro no depositário de todas as suas dores, o amor adoece. São Tomás de Aquino ensina que o amor é querer o bem do outro. O matrimônio vive de afeto real, doação diária, perdão mútuo e fé compartilhada.

São João Paulo II lembra que o cônjuge deve ser amado, nunca usado como instrumento para aliviar carências emocionais. Terceirizar ao marido a tarefa de resgatar sua paz interior é pedir a um ser humano falível o que só Deus e seu próprio trabalho pessoal podem dar. Fulton Sheen dizia que no casamento são necessários três: ele, ela e Deus.

Tratar seu marido como marido honra a vocação conjugal. A psicoterapia cuida da psique. A confissão, a oração e a direção espiritual cuidam da alma. Quando você liberta seu esposo do fardo de ser seu salvador, abre espaço para o que importa: viver o amor, a cumplicidade e a parceria no caminho da santidade.

Com carinho,
Eloise. by @eloiseslesinsky
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a month ago
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[Um momento que eu queria congelar] 
Sinceridade dói antes de libertar.

A maioria das pessoas nunca perguntou a si mesma o que quer de verdade. Passa a vida respondendo ao que os outros esperam, ao que parece seguro, ao que exige menos explicação. 

E chama isso de escolha.

Vocação não é dom raro reservado a poucos. É clareza. 

É saber, sem rodeios, o que você quer construir com o seu tempo. Essa clareza só aparece quando você para de esconder de si mesmo o que teme perder.

Querer algo de verdade tem preço. Não é só o benefício que você imagina no fim, é a consequência que aparece no meio do caminho. 

Você quer o negócio próprio, mas aceita as noites sem saber quanto vai entrar no fim do mês? Quer mudar de carreira, mas topa voltar a ser iniciante? Quer um relacionamento sério, mas abre mão de decidir tudo sozinho?

A maioria para no primeiro obstáculo porque nunca quis a coisa inteira. Queria só a parte boa. Quando a parte difícil chega, vira prova de que não era pra ser, de que não é bem o seu caminho. Não é o seu caminho porque você nunca chegou a entrar nele.

Pense em quantas vezes você disse que queria algo e desistiu no primeiro sinal de esforço real. 

Não faltou talento. Faltou disposição para pagar o preço daquilo que você dizia querer.

Sinceridade consigo mesmo é olhar para o que você diz querer e perguntar se aceitaria tudo o que vem junto. 

Se a resposta for não, talvez você não queira aquilo. Queria a ideia dele.

Não há problema em admitir isso. O problema é continuar fingindo, ano após ano, que busca algo que nunca esteve disposto a pagar.

Com amor, 
Eloise. by @eloiseslesinsky
3
2 months ago
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