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👩‍⚕️Dra Roberta Resende CRMmg 56424 formada pela UFJF 🎓 Residência em Clínica Médica (RQE 26509) e Endocrinologia (RQE 26508)
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Mês de Abril - Mês da Atividade Física 

1. A prática de exercícios, de intensidade moderada, durante meia hora por dia é suficiente para que a pessoa deixe de ser sedentário. Estes 30 minutos podem ser contínuos ou divididos em três períodos de 10 minutos cada.

2. O mais importante é que você pratique alguma atividade que se adapte ao seu estilo de vida e que seja do seu agrado. Caso contrário, são muitas as chances de interrupções.

3. Pequenas modificações no dia a dia – como subir escadas, saltar do ônibus um ponto antes, passear com cachorro, varrer, cuidar do jardim, lavar o carro, etc. – podem ajudar a movimentar mais e servir como um estímulo para o início de uma atividade física diária.

4. Os efeitos benéficos da atividade física são observados em pessoas que se exercitam com regularidade. 

5. De acordo com o United States Departament of Health and Human Services, é importante que os adultos pratiquem duas horas de atividades anaeróbicas (musculação localizada), por semana, além dos 30 minutos de caminhada intensa por dia. Nos casos de pessoas com diabetes, hipertensão, obesidade e pessoas com problemas no metabolismo ósseo, por exemplo, é preciso ter um cuidado especial na escolha dos exercícios a praticar. Nestes casos, é imprescindível o acompanhamento de um profissional.

8. As atividades físicas melhoram a sensação de bem-estar, diminuem a ansiedade e a probabilidade de depressão, por liberarem a ansiedade e a probabilidade de depressão, por liberarem a serotonina (hormônio conhecido como “molécula da felicidade”).

9. Dentre os benefícios da prática de exercícios estão: a diminuição do apetite, a melhora do humor, a perda de gordura (emagrecimento), o enrijecimento dos músculos, a melhora da imunidade e o retardo do envelhecimento.

Fonte: Sbem by @endocrinomg
13
3 years ago
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O dignóstico de hipogonadismo masculino apenas deve ser feito na presença de sinais e sintomas característicos da doença associados a níveis inequívocos e consistentemente baixos de testosterona total e/ou livre.

Desta forma, a presença de níveis discretamente baixos de testosterona total em pacientes assintomáticos ou apenas com sintomas inespecíficos não estabelece o diagnóstico e, assim, não indica a terapia de reposição com testosterona.

Vale ressaltar também que, durante a avaliação clínica, devemos procurar por sinais e sintomas mais específicos da doença, como desenvolvimento puberal atrasado ou incompleto, diminuição do tamanho dos testículos, perda de pelos corporais, redução de ereções espontâneas durante a noite, ginecomastia e infertilidade.

Na presença das alterações clínicas citadas acima, o diagnóstico de hipogonadismo se torna mais provável. No entanto, precisamos ter cuidado com sinais e sintomas inespecíficos e bastante comuns na população geral, como astenia, fraqueza muscular, humor deprimido, sonolência, ganho de peso e obesidade abdominal. Embora estes possam ser consequentes à deficiência androgênica, sua presença isolada associada a níveis discretamente reduzidos de testosterona total não é suficiente para fechar o diagnóstico.

Para complicar ainda mais o diagnóstico, é preciso também estar atento ao ensaio utilizado para a dosagem da testosterona total, já que dificilmente os laboratórios usam o método considerado ideal: a cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massa (LC-MS). Além disso, essa dosagem está sujeita a uma série de situações clínicas que podem falsear seu resultado para mais ou para menos por interferirem nos valores séricos da globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG).

Situações que aumentam a SHBG elevarão os níveis de testosterona total, já que este exame mensura não apenas a fração livre mas também o hormônio ligado à SHBG e à albumina. Da mesma forma, condições que reduzem a SHBG levarão a níveis falsamente baixos de testosterona total. Na presença de qualquer uma destas situações, recomenda-se, portanto, que a testosterona livre seja dosada! by @endocrinomg
2
3 years ago
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É importante verificar a especialidade de seu médico 😉

@medicina_cfm 
@crmmg by @endocrinomg
2
3 years ago
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O Anti-TPO está presente em 5-20% da população geral e está quase universalmente presente na tireoidite de Hashimoto (80-99%). Já na doença de Graves a prevalência é menor (30-45%).

A dosagem de Anti-TPO pode ser útil nas seguintes situações:

- Determinação da etiologia do hipotireoidismo clínico manifesto (TSH elevado e T4l baixo)

- Avaliação do hipotireoidismo subclínico (alteração apenas do TSH no qual esse estará elevado)

- Avaliação do tratamento em gestantes com TSH > 2,5 mUI/L

- Avaliação de abortamentos de repetição com ou sem infertilidade 

- Avaliação de doença de Graves (principal causa de hipertireoidismo) com Trab negativo para estabelecer a etiologia autoimune 

NÃO É RECOMENDADA SUA REPETIÇÃO PARA MONITORIZAÇÃO DURANTE O TRATAMENTO! ERRO MUITO COMUM E QUE CAUSA MUITA ANGÚSTIA AO PACIENTE!

#tireóide #endocrinologia by @endocrinomg
1
3 years ago
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Suplementos contendo biotina, comuns em preparações para cabelos e unhas, podem interferir na dosagem do hormônio tireoidiano 😮

Em 2016, o periódico New England Journal of Medicine publicou uma carta relatando que o tratamento com a biotina em seis crianças levou a resultados laboratoriais que mimetizavam os de hipertireoidismo por doença de Graves: elevadas concentrações de T4 livre e T3 total, baixos níveis de TSH e altos níveis de anticorpo antirreceptor de TSH (TRAb). O quadro clínico e ultrassonografia não eram compatíveis com doença de Graves e a descontinuação do tratamento com biotina levou à normalização dos exames.

A biotina não afeta os níveis de hormônio da tireoide, mas os suplementos devem ser interrompidos por pelo menos uma semana antes de medir a função da tireoide, para que o status da tireoide seja refletido com precisão!

Sempre relate ao seu médico, além dos medicamentos, TODOS os suplementos que também utilize! 

#tireóide #sbem #endocrinologiabh #endocrinologia
#biotina by @endocrinomg
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3 years ago
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A avaliação criteriosa dos riscos e benefícios da TH é indispensável para a sua indicação e contra indicação. Essa avaliação deve ser individualizado e periodicamente atualizada!

Em mulheres com menos de 60 anos, menos de 10 anos de hipoestrogenismo, sem contraindicações e com baixo risco de doença cardiovascular e CA de mama, endométrio e ovário, os benefícios da TH geralmente superam os riscos!

#menopausa #climatério #sbem #endocrinologiafeminina by @endocrinomg
4
3 years ago
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Muito se fala, hoje, dos chamados Hormônios Bioidênticos, substâncias hormonais que possuem exatamente a mesma estrutura química e molecular encontrada nos hormônios produzidos no corpo humano. A nomenclatura, no entanto, está sendo utilizada, indevidamente, apenas para os hormônios manipulados, como se fossem novas opções de tratamento quando, na verdade, há muito tempo hormônios bioidênticos são produzidos em indústrias farmacêuticas e estão disponíveis nas farmácias 

Para o Dr. Ricardo Meirelles, o uso do termo vem sendo feito com objetivos evidentemente comerciais, como uma forma de marketing. "Na realidade, quando um endocrinologista prescreve tiroxina (hormônio tiroidiano), estradiol e progesterona natural (hormônios ovarianos), testosterona (hormônio masculino), hormônio do crescimento e outros, está receitando hormônios bioidênticos, no sentido de que são hormônios cuja fórmula molecular é igual à dos produzidos pelo corpo humano", afirma.

De acordo com a Dra. Ruth Clapauch, o uso dos bioidênticos pode ser apropriado, porém devem ser utilizados com cautela. "Eles são importantes para controlar os níveis hormonais no organismo, repondo o que falta no nosso corpo, mas somente um endocrinologista estará apto para receitá-los de maneira correta, na dose ideal, evitando complicações futuras", afirma. Para ela, médicos devem estar atentos e dar preferência na prescrição médica a produtos produzidos com tecnologia de ponta e não artesanalmente, onde possa estar garantido o grau de pureza, dosagem, estabilidade, absorção, eficácia e segurança. "Fórmulas manipuladas podem apresentar diferenças em relação a substâncias testadas pela indústria farmacêutica, que passaram por estudos em laboratório, em animais e em pessoas antes que fossem aprovadas  para comercialização", afirma.

FONTE: SBEM by @endocrinomg
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3 years ago
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A menopausa natural ocorre, em média, aos 50 anos, variando de 45-55 anos.

Quando a última menstruação ocorre antes dos 40 anos chama-se de Insuficiência Ovariana Primária ou Precoce (IOP). Não é aconselhável chamar de menopausa precoce pois pode ainda haver períodos de função ovariana preservada! 

Menopausa Cedo: Entre 40-45 anos
Menopausa Tardia: Após os 55 anos (ocorre em 2% das mulheres)

A idade da menopausa tem relação com a idade da menopausa dos familiares, hábitos de vida e consequente a algumas patologias e cirurgias pélvicas.

#menopausa #climatério #endocrinologiafeminina #sbem by @endocrinomg
6
3 years ago
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Os esteroides androgênicos anabolizantes (EAA) são hormônios esteroides que atuam nos receptores androgênicos e possuem tanto atividade anabólica, quanto androgênica. Atualmente, os EAA estão sendo utilizados de forma abusiva e indiscriminada para melhora da performance esportiva e estética. Os resultados de uma meta-análise de 2014 estimaram a taxa de prevalência global ao longo da vida para homens e mulheres em 6,4% e 1,6%, respectivamente.

Até recentemente, a maioria das evidências sobre o efeito do abuso de esteroides androgênicos anabolizantes na saúde era baseada na opinião de especialistas, estudos de caso, análises retrospectivas e estudos transversais. Nos últimos anos, uma iniciativa de coorte relativamente grande e prospectiva, o estudo HAARLEM (health risks of anabolic androgenic steroid use by male amateur athletes), forneceu dados do mundo real sobre o abuso de andrógenos, analisando prospectivamente um grupo relativamente grande de homens praticantes de musculação antes, durante e depois de um ciclo. Em dezembro de 2022, foi publicada uma revisão que buscou resumir e discutir as descobertas mais importantes do estudo HAARLEM.

Os dados do estudo HAARLEM foram publicados em cinco publicações diferentes. A primeiro descrevia as características demográficas dos 100 indivíduos incluídos no estudo e as especificidades dos ciclos androgênicos realizados pelos atletas. As demais publicações resumiram a análise da saúde durante um período de acompanhamento de um ano, no qual foi realizado pelo menos um ciclo androgênico.  

Veja detalhes: 

@endocrinopapers_oficial

Smit DL, Bond P, de Ronde W. Health effects of androgen abuse: a review of the HAARLEM study. Curr Opin Endocrinol Diabetes Obes. 2022 Dec 1;29(6):560-565. by @endocrinomg
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4 years ago
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Quando o aumento da Ferritina é devido a Alteração Metabólica? 

1. Níveis circulantes de ferritina >300 ng/ml em homens e >200 ng/ml em mulheres

MAIS

2. Evidência de esteatose hepática: por biópsia hepática, imagem (incluindo ressonância magnética, ultrassonografia, TC), elastografia transitória ou biomarcadores não invasivos ou escores

OU diabetes mellitus tipo 2 e/ou obesidade

OU duas ou mais características de alteração metabólica associadas à resistência à insulina:

Sobrepeso ou aumento da circunferência abdominal;

Hipertrigliceridemia (>150 mg/dl);

Baixo colesterol HDL (<45 mg/dl em homens e <55 mg/dl em mulheres);

Hiperglicemia em jejum (>100 mg/dl);

Hipertensão arterial (>130/85 mmHg ou uso de anti-hipertensivos);

Evidência de hiperinsulinemia em jejum ou resistência à insulina (HOMA-IR >2,7).

Desde que se exclua :
Hemocromatose, geneticamente confirmada, ou evidência de aumento dos estoques corporais de ferro com saturação de transferrina persistentemente aumentada (>50%) ou outros distúrbios genéticos que afetam o metabolismo do ferro; alta ingestão de álcool ; anemia; transfusão de concentrado de hemácias; terapia de infusão de ferro recente (dentro de 5 anos);doença renal terminal/ diálise.

Devido à evidência de que em pacientes com MHF estável, os níveis séricos de ferritina podem estar associados ao acúmulo de ferro tecidual, pode ser considerada a estimativa não invasiva da concentração de ferro no fígado por ressonância magnética em pacientes com altos níveis séricos de ferritina ( > 550, mas principalmente > 1000 ng/ml).

Quanto ao manejo, o consenso recomenda que seja focado na mudança do estilo de vida  e controle de  fatores de risco cardiometabólicos (padrão alimentar, ingestão de álcool, ingestão de sal,  sedentarismo). O controle farmacológico dos fatores de risco cardiovasculares também deve ser otimizado.

Fonte: endocrinopapers.com.br sobre recente consenso publicado na Nature Reviews by @endocrinomg
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4 years ago
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A Abeso e  SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia)  lançaram em conjunto um documento oficial que propõe uma nova maneira de classificar a obesidade baseada na trajetória do peso. 

Até hoje, a maior parte das pessoas ainda acredita que o objetivo do tratamento da obesidade seja normalizar, por assim dizer, o índice de massa corporal (IMC), como se só assim, tornando-se magro,  fosse possível obter benefícios clínicos e ter um organismo mais saudável.

No entanto, uma perda de peso que pode parecer muitas vezes até modesta — geralmente acima de 5% — já está relacionada a vantagens para a saúde, independentemente do valor do IMC ao final do tratamento que levou a esse emagrecimento.

De uma maneira extremamente simples, a nova proposta parte do peso máximo que uma pessoa alcançou na vida — mas, atenção, não vale aquele peso da gravidez, nem o do período de lactação!  Depois, anota-se o quanto de peso ela já perdeu no passado e calcula-se a porcentagem que essa perda representaria daquele valor mais alto.

Para quem tem um IMC entre 30 e 39, 9 kg/m2, perdas que representem de 5% a 10% do valor mais alto alcançado na vida indicam uma obesidade reduzida. Já perdas acima de 10% apontam para uma obesidade controlada, com uma redução de risco importante para a saúde.

Se, no entanto, o indivíduo tem um IMC igual ou maior do que 40kg/m2,  os valores mudam um pouco. Então, para a obesidade ser considerada reduzida, a perda deve representar mais 10%  do peso mais alto e deve ultrapassar 15% para a gente falar em obesidade controlada.

A Abeso e todos os autores do documento não têm a pretensão de que a nova proposta substitua as classificações anteriores, mas que sirva de ferramenta adjuvante ou completar para avaliação dos pacientes. E,  talvez tão importante quanto isso, para disseminar o conceito de que, na hora de avaliar a obesidade, é fundamental perguntar o peso máximo do indivíduo ao longo da vida para entender a sua história e oferecer o melhor tratamento.

Fonte: Abeso by @endocrinomg
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4 years ago
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👉A lipohipertrofia é um efeito colateral bastante comum em pacientes submetidos à terapia insulínica de longo prazo, sendo caracterizada por lesões fibrosas e pobremente vascularizadas, localizando-se no tecido adiposo subcutâneo. 
👉Estudos em diferentes países mostram uma prevalência de 28 a 64% em pacientes com DM1 ou DM2, sendo geralmente mais comum no DM1. 
👉Embora a etiologia exata da lipohipertrofia ainda seja pouco esclarecida, podemos dizer que fatores predisponentes incluem duração do tratamento insulínico, frequência de reuso da agulha e, especialmente, a prática de injeções repetidas na mesma área do corpo e relacionada à injeção incorreta e à falta de técnicas de rotação do local da injeção. Existe uma tendência natural do paciente preferir aplicar a insulina diretamente na lesão lipohipertrofia, tendo em vista que, segundo a maioria dos pacientes, a dor da injeção ficaria reduzida.
👉Há redução na absorção e nos efeitos hipoglicemiantes de insulina quando aplicada diretamente nas lesões de lipohipertrofia, o que provoca um aumento maior ou igual a 26% nos níveis de glicemia.  Essas condições promovem uma deteriorização profunda no controle glicêmico pós-prandial.
👉Não adianta o médico dispor das melhores insulinas se o paciente não seguir rigorosamente as técnicas recomendadas para a autoaplicação de insulina.

Fonte: diabetes.org.br by @endocrinomg
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4 years ago
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