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Artesã de palavras/Poetisa
Mãe-leoa 👫🏽
Mulher-Severina💪🏾
Autora de "Heitor Leitor e Leonora Leitora" e "Era uma vez Alegria"
#Biolíssima
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Esse cheiro suado
Assanhado
Louco
Terno
Efervescente

Cheiro de ouro
De palha
De couro
De navalha
Cheiro quente

Esse cheiro de mato
Queimado
De café torrado
De sangue coagulado
De peixe estragado

Cheiro de perfume
Cheiro bandido
De frango abatido
De dia perdido
De cão fedido

Cheiro de alma penada
De cobra criada
De pele pelada
De cachaça aguada
De água gelada

Esse cheiro
Embriagado
Animado
Atentado

Cheiro de pao assado
de Amasso apressado
De cangote suado
de Coxa na mão
cheiro De sexo perfeito
De lençol desfeito
de língua e beijo

Cheiro de relva
Cheiro de selva
Cheiro de névoa

Cheiro cheio de cheiro
Cheiro de rua
De chuva
De brejo
De pinguela
De gruta

Cheiro contente
Demente
Deprimente
Indecente
Delinquente
Deficiente
De repente

Cheiro de gente

Fabíola Sampaio - 2013

#escritoras
#escritorasbrasileiras
#escritorascapixabas #escritorasnegras 
#literatura
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#Poetisascapixabas
#VilaVelha
#Felivv

@coletivodiversidade
@coletivoterezadebenguela
@editorajordem
@academiadeletrasdevilavelha
@academiafemininadeletrases by @escritosdefabiola
2
3 years ago
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Meu corpo, meu mundo, meu território perfeito
Mapa que traduz minha disforme geografia
Contorcida e redesenhada em retratos e fotografias.
Meu corpo é reedição de mil anos,
Ancestralidade e descendência. 
É luz!
Um universo particular
Rio que atravessa o meu mar
Tesouro que reluz.

Meu corpo são minhas dores e euforias
Minhas histórias, descobertas e alegrias.
Testemunha sensorial das minhas andanças
Das rodas dançadas nos tempos de criança
Marcas e esperanças cultivadas, à fina flor.
Meu corpo é casa dos sonhos e devaneios
Secreto jardim e esconderijo do amor

Meu corpo é templo sagrado
Por dentro, um espírito livre e obstinado.
Por fora, paraíso, fé e perdão.
Meu corpo é transcendente:
É astro, é sol, é estrela cadente.
É metade matéria e metade sobrenatural
É magia, é bruxaria, é feitiço,
É o elo perfeito entre bendito e carnal.

Meu corpo é guardião de memórias
Das marcas, tatuagens e cicatrizes.
Protetor das lembranças eternizadas
Desde minhas sementes até minhas raízes
Meu corpo conta minhas histórias
Escaramuça todas as minhas estações
Rememora minhas desgraças e vitórias
Revive todas as incríveis primaveras e verões
Meu corpo é sol poente, é vento em sinfonia.
Meu corpo é silêncio e grito ensurdecedor
Traduz em seus movimentos de agonia
As loucuras e os gemidos de amor

Meu corpo é o meu cabelo, a minha boca, o meu nariz...
Meu corpo é a minha liberdade e minha redenção:
É cultura, é força, é perpetuação!
É todo contornado pela cobertura de pele negra,
que abraça, com delicadeza, os meus excessos corporais
e as curvas desalinhadas e robustas dos meus quadris,
Exalando um cheiro de fragrâncias florais!

Meu corpo não tem as medidas
Transcritas em nenhum manual
Meu corpo tem a forma da minha natureza
É minha identidade, minha transformação, minha digital.
Meu corpo tem as métricas perfeitas da procriação
Corpo que chorou a cada contração
No dia em que pariu e que descobria
Sua metamorfose e o milagre da vida
Momento do bicho, da mulher, da cria.

Continua nos comentários... by @escritosdefabiola
1
2 years ago
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Todas as noites, 
ele põe as mãos em meus quadris...
Meu corpo se contorce
Geme e estremece!
Suas mãos deslizam
Apertam e descansam 
Alisam o contorno farto 
Que há em mim
Em alguns dias
Eu adormeço, 
sentindo seu toque
Sua proteção
Em outros dias
Eu enlouqueço, 
me entrego ao seu desejo
Dominada pela paixão 

(...)

Fabíola Vasconcellos Patta Sampaio by @escritosdefabiola
2
4 years ago
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#cronicadedomingo 

Atravessei a rua e me sentei num botequim. Pedi uma garrafa de água com gás. Por ali, ninguém conhecido e eu agradecendo a Deus por não precisar sorrir, falar ou interagir com quem quer que fosse. Era um botequim bem do tipo bagaceira, num ponto de ônibus. Precisei ficar por ali, enquanto aguardava um socorro mecânico. O carro havia morrido afogado numa gigantesca poça d'água, quando estava a caminho de casa. Entre uma golada e outra da água geladinha, pensamentos egoístas invadiam a minha mente e uma vontade de me destituir de mim mesma crescia, à medida que o copo esvaziava. Foi quando vi que uma cena inusitada acontecia, do lado de lá do balcão: um casal de idosos dançava ao som de uma cançãozinha sertaneja, com os seus rostos coladinhos. O cansaço do dia e a decepção com a Blazer se dissiparam enquanto eu mergulhava na cena e fazia as minhas conjecturas. Seria um casal que já atravessou uma vida inteira juntos? Seria um romance nascido naquele momento de suas vidas? Seriam amantes escondidos vivendo uma aventura romântica? As indagações fluíam com a mesma suavidade da água que bebia. Eles sorriam e cantavam, enquanto dançavam e se beijavam. Demonstravam alegria no olhar, desenvoltura nos quadris e ritmo no bailar. Bebiam cerveja e não davam "ligança" para os olhares curiosos. Pensei que a vida já lhes devia dado todas as lições que eu ainda nem aprendi. Pensei também, que naquela altura da vida, nada mais importava do que simplesmente dançar e sorrir; tomar uma cerveja e cantar uma canção. Ela tinha as unhas pintadas de vermelho. Ele usava um cinto com um cavalo na fivela. Ambos tinham cabelos brancos. O dele curto e penteado, o dela preso por uma trança, finalizada por uma pregadeira em formato de flor. Vi tanta beleza naquela cena. Gostaria de ter as respostas para as perguntas que elaborei. Depois, pensei que não era da minha conta. Nem da minha e nem da de ninguém! Vi, neles, algumas esperanças, de um tempo em que se está fadado ao silêncio, ao estático e ao fim. Aquela dança cheia de alegria reescrevia duas histórias e reinventava um jeito diferente de envelhecer. 

Continua nos comentários... by @escritosdefabiola
1
6 days ago
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#cronicadedomingo

Durante muito tempo, eu quis controlar tudo. Queria saber o que viria amanhã, depois de amanhã e, se fosse possível, até o que aconteceria no mês que vem. Fazia planos, organizava gavetas, antecipava conversas, imaginava desfechos. Tinha a ilusão (tão feminina, tão humana) de que, se eu me esforçasse o suficiente, a vida obedeceria aos meus planos.

Eu acreditava plenamente que era aquela mulher que tinha tudo sob controle. A mulher que acordava sabendo exatamente o que fazer, que dava conta da casa, do trabalho, dos afetos, dos filhos, dos boletos, dos imprevistos e ainda conseguia sorrir no final do dia.

Até que a vida, essa senhora debochada, resolveu me ensinar que não existe controle absoluto. Vi dias em que o café esfriou, em que o plano perfeito desandou. Vivi o infeliz dia em que alguém importante me decepcionou,  em que uma notícia atravessou o peito e uma porta se fechou sem pedir licença... e o futuro parecia não ter combinado nada com aquilo que havíamos planejado.

Então, chegou a hora de respirar, chorar o quanto foi preciso e reorganizar os pedaços largados pelo chão. Precisei passar um batom e me olhar com o coração cheio de coragem para o espelho e, mesmo sem saber exatamente como, prender o cabelo lá no alto, com um coque firme e seguro, calçar um belo salto alto e me perfumar com aquele cheiro marcante de mulher.

Essa foi uma das maiores lições que aprendi: a gente não precisa ter tudo sob controle. Precisa apenas aprender o que fazer quando perde o controle, afinal a vida não espera que tudo fique sob controle para que a gente continue vivendo. O que ela ensina é que é preciso continuar, mesmo com medo, mesmo sem respostas e mesmo com algumas perguntas morando dentro da gente.

A vida e suas descobertas: há uma força silenciosa em simplesmente levantar, ajeitar a roupa e dizer: “Eu não sei o que vem agora, mas eu sei que vou.” E, talvez, seja justamente aí que comece a liberdade.

Fabiola Sampaio by @escritosdefabiola
1
14 days ago
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Há palavras que chegam bonitas,
vestidas de promessa,
cheias de futuro
e de certezas que parecem eternas.

Mas palavras são vento.
Podem aquecer, encantar,
acalmar uma tempestade
ou simplesmente desaparecer
na primeira mudança de direção.

As atitudes, não.
As atitudes têm peso.

Deixam marcas.
Revelam escolhas.
Dizem, muitas vezes em silêncio,
aquilo que a boca não consegue,
ou não quer dizer.

Por isso, talvez amadurecer seja também
aprender a escutar com os olhos.
Não aquilo que alguém promete,
mas aquilo que alguém sustenta.

Não o “eu te amo” repetido,
mas o cuidado nos dias difíceis.

Não o “eu nunca faria isso”,
mas a escolha feita quando ninguém está olhando.

Não o pedido de perdão,
mas a mudança que vem depois dele.

Porque quem quer permanecer,
permanece em atitudes.
Quem quer cuidar,
cuida nos detalhes.
Quem quer reconstruir,
coloca tijolo por tijolo
onde um dia deixou ruínas.

Há uma liberdade imensa
em parar de procurar nas palavras
a confirmação que as atitudes já deram.

Às vezes, a resposta que tanto buscamos
não está no que alguém disse ontem,
mas no modo como essa pessoa
nos trata hoje.

Não se apegue ao discurso.
Observe a presença.
Não se agarre à promessa.
Observe a coerência.

Não procure explicações 
onde as atitudes
já falaram.

Palavras podem contar histórias.
Atitudes revelam verdades.

A maturidade, talvez, seja justamente isso:
não precisar mais perguntar
“mas o que ele quis dizer?”

Basta olhar.

E, diante do que se vê,
ter a coragem de acreditar
não no que gostaríamos que fosse,
mas naquilo que as atitudes
nos mostram que realmente é.

Fabiola Sampaio.
Out/2026 by @escritosdefabiola
2
16 days ago
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Meu Corpo... by @escritosdefabiola
5
16 days ago
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EU SOU

Sou a mulher, a mãe, a esposa, a amiga, 
a irmã, a filha, a amante, a poetisa.
Sou a solidão, a paixão, a sedução.
Sou a busca, o encontro, a reconstrução.
Sou sol, em dias nublados
Sou estrela, num céu solitário
Sou a diva do meu palco 
Encenando uma história-severina
Uma verdade, uma mentira
Sou a palhaça da minha fantasia
Sou riso solto e largado 
Sou lágrima contida e beijo sagrado.
Sou um espelho que refez o brilho
Uma canção sem estribilho 
Sou versos de uma poesia livre
Sem compromisso com a métrica ou com a rima
Sou assim, imperfeita!
Toda feita da porção mágica do amor 
Sou aquela que rompeu o solo árido da dor 
Sou raiz, mas também sou flor.
Sou gata, sou leoa, sou felina
Sou grunhidos e pegadas femininas
Sou um encontro e um recomeço
Um salto, um tropeço
Sou meio século de vida
Num dia, sou chegada.
No outro, despedida. 

Fabiola Sampaio - 2021 by @escritosdefabiola
0
20 days ago
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A Primavera em todos os anos

Abençoada seja a primavera deste tempo
Abençoada e bela, 
como deve ser toda a primavera!
Com sua natural beleza 
Seu afeto e amor, sem esforço. 

Que seja a primavera que nos dê vida
Que desperte canções ao vento 
Que nos faça um convite 
Para dançar ao luar. 

Que a natureza, 
em sua eterna maravilha, 
Nos surpreenda, 
(Re)florescendo e recomeçando...

Que seja uma primavera 
delicada, acolhedora e mansa, 
Um tempo em que 
nossos olhos vejam bondade 

Em que reconheçamos 
Os presentes que a vida nos dá 
E os encantos guardados 
no erotismo da alma. 

Que seja a primavera 
dos momentos felizes 
Distante da loucura 
carregada de expectativas
Embalados das boas surpresas 
E dos agradáveis improvisos 
Que amarrotam a roupa 
passadinha dos roteiros da gente. 

Que seja uma primavera 
Abundantemente chuvosa 
Que encharque os solos áridos 
e desaqueça a Terra,
Esfriando o fogo, 
Salvando a fauna 
e protegendo a flora.

Que diálogos nasçam do coração 
E formem duetos.

Que o aroma e o sabor das palavras 
estejam à mesa postas 
entre orquídeas, lírios e rosas...

Setembro, 2024
Reeditado em 2026 by @escritosdefabiola
1
a month ago
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PELAS RUAS

Pelas ruas
busco rampas,
evito degraus,
contorno obstáculos.
Queria a vida
assim...
feita asfalto novo,
uma reta longa,
poucas curvas,
alguns sinais
e nenhum buraco
no caminho.

Mas a vida não é rua
que se escolhe no mapa.
Ela é travessia.
Tem subida,
tem descida,
tem esquina inesperada,
tem caminho interditado
e, às vezes,
um desvio
que nos leva a lugares
Inacreditáveis e distantes...

Pelas ruas,
nem toda curva
é perda de direção.

Nem todo obstáculo
é impedimento.

E algumas das paisagens
mais bonitas
só aparecem
depois que 
Mudamos o caminho.

Então sigo...
Sem pressa,
mas sem parar.

Setembro, 2026 by @escritosdefabiola
1
a month ago
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Depois do Museu do Amanhã 

Numa das caixinhas de lembranças de minha infância, há a voz de um gênio (mago ou bruxo), muito poderoso, que dizia, repetidamente: "o tempo tá passando", "o tempo tá passando". Essa voz, de certa forma, sempre ressou, vez por outra, em minha vida. Já teve, inclusive, vários tons e rostos. 

Nos últimos tempos, a voz tem sido eco continuo e tem uma nova face: Aparece-me como se fosse proferida por uma senhora idosa, de voz doce e suave, todavia, firme e forte, naquele tom de conselho de vó. Em minha lembrança infantil, havia um relógio em pêndulo que balançava, para lá e para cá, embalado por uma trilha sonora de terror que, conjugada ao tic-toc dos segundos, dava àquela cena, um ritmo de pressa e provocavam sentimentos que me faziam sorrir. 

Já nas cenas desses meus atuais dias, a voz da velha vem junto aos barulhos da vida, sons de chuva, ruídos de carro, miados da gata, gritos de meninos na sala de aula, músicas no fones, notícias de corpos estendidos, manchetes de feminicídios, contas a pagar, mensagens no celular, relatórios e demandas de trabalho, remédios para suportar as queixas de corpo cansado e com falta de tempo para se cuidar. Sinto-me meio perdida, atordoada, com pressa e com a sensação de "malabarista de mim", tentando equilibrar meus pratos no ar, sentindo que não estou dando conta, mas mantendo todos eles intactos, em órbita, a todo custo, em movimentos frenéticos, tão exausta, porém, plena, resiliente, maquiada, sorridente, forte e com salto alto! 

Às vezes, no entanto, eu ouço a voz da velha nos meus momentos de silêncio... nessas horas sinto um apertinho no coração e penso em como controlar o pêndulo e desligar o som do tic-tac.

Pensamentos acerca do que tenho feito enquanto "o tempo está passando" chegam a torturar e aquela melodia da lembrança da voz de infância dizendo esta frase, tem outro sentido, quando se reproduz na voz da velha vó, mesmo sendo a voz da vó doce, suave e conselheira. 

(CONTINUA NOS COMENTÁRIOS...) by @escritosdefabiola
3
a month ago
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#LivecomSandroLuizModesto
@sandrolmodesto

Perfume de palavras

Hoje, a poesia abre as portas
para receber Sandro Luiz Modesto
E, quem sabe, 
transformar palavras em caminhos,
silêncios em voz,
memórias em sementes
e resistência em perfume.
Seja bem-vindo, Sandro,
poeta das muitas identidades,
homem que carrega nas mãos
a criança sonhadora de Alfredo Chaves
e, no coração,
as raízes que nenhuma distância
foi capaz de arrancar.
Admiro a sua poesia
porque ela não apenas diz:
ela provoca,
inquieta,
denuncia,
acolhe
e faz pensar.

Em seus versos,
a natureza ganha voz,
a ancestralidade respira,
os povos que resistem
encontram espaço,
e as dores do mundo
não são escondidas:
são transformadas em palavra.
Sua poesia tem cheiro de terra,
de mata, de flor,
de liberdade conquistada,
de memória que insiste em permanecer.
E talvez seja isso que mais admiro
em sua escrita:
a coragem de perfumar a resistência,
de fazer da poesia
não apenas um lugar de beleza,
mas também um território de luta,
afeto e transformação.

Hoje, Sandro,
é uma alegria ouvir sua voz,
conhecer um pouco mais
do homem por trás dos versos
e celebrar o poeta
que escolheu fazer da palavra
um modo de existir. by @escritosdefabiola
25
2 months ago
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