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Escrevo, ensino, aprendo. Dramaturgo e Agitador Cultural. Autor de 'O Manifesto de Maria Madalena' (Breve).
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3 days ago
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11 days ago
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@mateusolanooficial @ofigurante_espetaculo #mateussolano #ofigurante #teatro #teatrobrasileiro by @eufontesnetto
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17 days ago
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@madonna @madonnahq #madonna ##confessions2 #vma #mtv #garotadomomento by @eufontesnetto
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19 days ago
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Há um mês, eu estava na primeira fila do Teatro Atheneu para assistir a uma peça que mudaria, em definitivo, o meu olhar sobre a arte, a vida, as relações e sobre aquilo que chamo de hermenêutica da sobrevivência. Tom na Fazenda, de Michel Marc Bouchard, traduzida por Armando Babaioff e dirigida por Rodrigo Portella, é uma sinfonia visceral em que luto, desejo e tragédia se encontram no centro da cena, como uma espécie de Santíssima Trindade da catarse.

A jornada de Tom, o viúvo que chega à fazenda para o funeral do namorado, nos conduz por um território em que atração e repulsa, medo e afeto, violência e desejo se confundem. Armando Babaioff e Iano Salomão entregam, para além do texto, uma performance corporal orgânica, escatológica e belissimamente erótica. Nunca havia visto atuações tão arrebatadoras e, ao mesmo tempo, tão verossímeis. A mágica de Tom na Fazenda está justamente no fator humano em ação: naquilo que desejamos mesmo quando desejá-lo nos assusta.

É um delírio ao vivo, uma experiência que dilacera nossas velhas percepções sobre o teatro e sobre nós mesmos. Denise Del Vecchio acrescenta uma sensibilidade potente à trama, enquanto Camila Nhary encontra frestas de humor no interior da altíssima voltagem da tensão. O espetáculo revela, com uma força quase brutal, o quão abissal pode ser o apetite da atração e quantas máscaras somos capazes de vestir para sobreviver.

Meu aplauso aos atores, atrizes, direção e produção por nos oferecerem essa experiência rara. Tom na Fazenda segue em turnê pelo Brasil e atravessará o Atlântico: Nova York, de 8 a 10 de outubro, no NYU Skirball; Londres, de 13 a 17 de outubro, no Barbican Theatre. Há espetáculos que terminam quando o pano cai. Outros continuam, silenciosamente, reorganizando alguma coisa dentro de nós. Tom na Fazenda pertence à segunda espécie.

@tomnafazenda @babaioff @ianosalomao @drigoportella @dedelvecchio @camilanhary #tomnafazenda #teatrobrasileiro #culturabrasileira #armandobabaioff #ianosalomão by @eufontesnetto
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a month ago
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O Céu da Língua, monólogo escrito por Gregório Duvivier e Luciana Paes, dirigido por Luciana e conduzido por Gregório em cena, é uma jornada deliciosa pela extraordinária criatividade de um artista apaixonado pelas palavras. Camões, João Cabral, Shakespeare, Florbela Espanca, Vinicius, Gil, Caetano, Bandeira, o Velho Testamento e tantos outros aparecem para iluminar uma tese tão divertida quanto inquietante: a língua portuguesa é um território muito mais inusitado do que imaginamos.

Pela perspectiva da transgressão, Gregório interroga vocábulos, sentidos, expressões e sentenças com humor, ironia, deboche e uma inteligência que transforma o cotidiano em matéria poética. A linguagem produzida e recebida passa diante de nós como um jogo, e, pouco a pouco, percebemos que também somos seus emissários. A plateia não apenas assiste à língua sendo desmontada: descobre-se dentro dela.

E há momentos em que a picardia encontra a filosofia. Aprendi, por exemplo, que “o caralho é o pau platônico, o pau no campo das ideias”. É impossível não rir. Mas é justamente aí que reside a beleza do espetáculo: por trás da gargalhada existe uma reflexão sobre como as palavras moldam aquilo que pensamos, sentimos e nomeamos.

Sucesso de público e crítica, O Céu da Língua segue em turnê pelo Brasil e pelo exterior, levando consigo essa celebração irreverente da nossa língua. E talvez essa seja a sua maior beleza: lembrar que as palavras não estão mortas nos dicionários. Elas respiram, provocam, inventam mundos e, quando encontram um palco, podem até nos devolver o encantamento de escutar aquilo que julgávamos conhecer.

@gduvivier @lucianapaesviva @ceudalingua #océudalíngua #gregorioduvivier #lucianapaes #teatro #linguaportuguesa by @eufontesnetto
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a month ago
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Há textos que não se deixam apenas assistir: exigem que sejamos atravessados por eles. A Alma Imoral, de Nilton Bonder, encontra em Clarice Niskier uma intérprete de rara grandeza. Com um carisma quase hipnótico, Clarice percorre as profundezas do pensamento de Bonder e consegue o que parece difícil: revelar a complexidade sem torná-la árida, transformar a filosofia em presença, pensamento em experiência.

Sua atuação acontece diante de nós e, muitas vezes, diretamente para nós. Clarice olha nos olhos de sua audiência, rompe a quarta parede e estabelece uma intimidade que faz do espectador não apenas testemunha, mas participante. Há algo de profundamente humano nesse gesto: somos olhados enquanto somos convidados a olhar para aquilo que, dentro de nós, preferimos manter oculto.

O livro de Bonder é um mergulho nas águas abissais da sabedoria judaica, onde tradição e transgressão, moral e desejo, obediência e liberdade deixam de ser opostos simples. É uma obra que nos obriga a desconfiar das certezas que herdamos e a reconhecer que, às vezes, preservar a vida exige justamente a coragem de desobedecer. Sua leitura é indispensável.

A Alma Imoral, que passou pelo Teatro Atheneu em 28 de agosto, segue em cartaz até 29 de outubro, no UOL. E talvez seja essa a grande provocação que permanece quando o silêncio retorna: “a desobediência é a pós-graduação do ser humano.”

@clariceniskier @aalmaimoralteatro @teatrouol #clariceniskier #aalmaimoral #niltonbonder #teatro by @eufontesnetto
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2 months ago
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Há algo especialmente fascinante em Carmen: antes de ser música, ela foi literatura. Em 1845, Prosper Mérimée publicou a novela Carmen, contando a história dessa mulher indomável, de Don José e da paixão que os conduz ao abismo. 

Trinta anos depois, Georges Bizet transformaria essa narrativa em uma das óperas mais conhecidas do mundo. A ópera não é uma simples reprodução da novela, mas uma nova construção da mesma personagem, agora atravessada pelo canto, pela música e pelo teatro.

É justamente por isso que Carmen permanece tão viva. Ela é uma personagem trágica e visceral, impossível de reduzir à condição de vítima ou de simples sedutora. Carmen ama, deseja, escolhe e, acima de tudo, reivindica a própria liberdade. Sua tragédia nasce justamente do choque entre essa liberdade e o desejo de posse de quem a ama. Há algo profundamente humano e doloroso nessa mulher que prefere morrer a pertencer.

No próximo 29 de agosto, às 19h, essa história ganhará o palco do Teatro Tobias Barreto, dentro da programação do Festival Ópera Nordeste. Uma oportunidade de encontrar Carmen não apenas como personagem, mas como aquela força inquietante que atravessou quase dois séculos sem perder sua capacidade de nos provocar. 

Os ingressos estão à venda pelo Sympla. 

@festival_opera_nordeste_ #carmen #bizet #prospermerimee #opera #literatura by @eufontesnetto
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2 months ago
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O Túmulo dos Vagalumes (Hotaru no Haka), clássico de 1988 do Studio Ghibli dirigido por Isao Takahata, está de volta às telas da Rede Cinemark. 

A animação retrata a tocante jornada dos irmãos Seita e Setsuko na luta pela sobrevivência durante os terríveis meses finais da Segunda Guerra Mundial, no Japão.

Com uma delicadeza rara, o filme conduz a tragédia entre a ludicidade e uma sensibilidade profunda, celebrando a admirável resiliência do povo nipônico — uma cultura pela qual nutro imenso respeito e que nos mostra o quanto está à nossa frente em memória e humanidade.

É uma oportunidade dolorosa de testemunhar o preço altíssimo que a inocência das crianças paga por guerras travadas por velhos de pau mole. 

Arte visceral e necessária.

Em cartaz em Aracaju, às 19h: legendado no Shopping Riomar e dublado no Shopping Jardins.

@cinemarkoficial @ghibliusa @ghibliarchives #tumulodosvagalumes #hotarunohaka #ghibli #ghiblistudio by @eufontesnetto
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2 months ago
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See u soon 🙌⭐️

#summer2026 taken in Praia Do Viral by @eufontesnetto
6
7 months ago
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Drama, estética, tradição, opulência, iconoclastia, herança, sobrenatural, emocional, ressurreição da carne, vida eterna. Amém. 

❤️‍🔥

• Museu Sacro Franciscano

• Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência

• Convento de Santo Antônio

• Paróquia Nossa Senhora da Paz

@arqrio #riodejaneiro taken in Rio De Janeiro, Brazil by @eufontesnetto
9
a year ago
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Rio: Amante impossível. Daqueles que te ferem e, ainda assim, te fazem voltar. Tem o suor salgado do mar misturado ao doce bálsamo da liberdade. Te olha com olhos de promessa e caos, e você se apaixona — não porque quer, mas porque não há outra escolha. 

@larifsg 

❤️‍🔥 taken in Rio De Janeiro, Brazil by @eufontesnetto
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a year ago
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