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Acho que essa é uma das versões favoritas que eu tenho de “Nas pedras do 12”. Uma balada romântica gostosa, história leve. Lembro de mostrar pra uma galera da música, alguns manos que estavam sempre comigo. 

Tempo bom. Eu tinha pessoas por perto mas não sabia lidar com tudo isso depois de criar consciência de certas coisas e me afastar de tudo. Saber lidar com a consciência das energias que vibram no meu corpo, me relacionar comigo e com meu corpo sem abusos e desrespeito, mas consciente e uma vez consciente de quem sou, compreendo as consequências disso. Estar só e não me aproximar muito de quem segue o fluxo da vida sem nem saber o quer de si, faz pela estabilidade e talvez nessa parte e precise soar igual aos outros. 

É mais por uma questão de sobrevivência do que o meu próprio querer e dessa forma eu vou adoecendo, me deixando de lado e ciente que uma hora eu parto dessa vida e tudo que eu criei pode ganhar valor e ser usufruído por quem não criou essa consciência mas pode ter mérito financeiro e viver de arte, como eu gostaria de viver. 

Talvez, todo meu esforço e adoecimento não foram suficientes pra isso! by @gabemusical
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2 months ago
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Fico pensando em toda uma trajetória que foi vivida e por conta da falta de grana, não conseguir estar muito tempo em um mercado informal de trampo e sobrevivendo com medo de faltar, as auto sabotagens, o bornout e vários traumas a flor da pele é isso tudo conhecendo novas pessoas e sem saber lidar com todos esses sentimentos e sensações que me fizeram ficar afastado de tudo e com muita saudade de estar ao lado de pessoas que me faziam bem por sua companhia e por suas ideias voltadas para o bem estar e o fazer arte.

Hoje eu compreendo tudo, mas ainda tenho dificuldade em trocar ideias. É super difícil fazer amigos com 36 pra 37 anos e é assustadora a minha maneira de me empenhar em algo pra que eu possa ter a condição de morar, dormir e ter um tempo de abstração, viver no meu universo exclusivo, produzindo ideias e ideais pra continuar sendo eu em algumas boas versões sem deixar a autenticidade e a leveza, diante de várias porradas que a vida dá.

A vida é muito louca e ao mesmo tempo surpreendente e eu vou caminhando, me arrastando, mas hoje, entendendo que eu preciso de coragem e disciplina pra me comunicar com as pessoas. Seja através da música ou dos textos.

Tá difícil aparecer sem câmera, mas a gente uma hora da um jeito de botar a cara por aqui 🙃 taken in Rio de Janeiro - RJ by @gabemusical
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2 months ago
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Por aqui dias muito loucos!
Um sentimento depressivo muito doido. Muitas dores no corpo por conta de todo esforço no trabalho pra me tornar um profissional na área de pintura. Minha mente e meu corpo com a falta de todos os exercícios que eu fazia antes, estão me cobrando muito. Tô a uns dias sem ir ao trabalho e sem conseguir levantar pra ir ao médico e pegar as horas ou dias que não vou trabalhar por conta das dores.

Ainda assim, tenho buscado escrever pra manter a mente em exercício, pensando sobre a vida e buscando dentro de mim mesmo a ajuda necessária pra ver o dia lá fora e me alimentar pra continuar seguindo a vida. Pode ser que eu seja mandado embora do trabalho e não consiga um outro emprego com uma remuneração confortável e que continue me dando a condição de existir.

Enfim, mais um artesanato compartilhado com uma pitada de realidade sem romance e cheia de acordes de tensão e relaxamento, como tem sido a minha vida, como tem estado meu corpo e minha mente.

Beijos a vocês que se importam com esses relatos de realidade nada instgramavel, mas que me permite existir dentro da minha realidade nessas redes, podendo mostrar que a minha arte é reflexo do meu universo dentro dos múltiplos universos criados por mentes humanos na vida real. Uns interessantes, outros reflexivos, festeiros e glamurosos e que de certa forma, longe desses momentos compartilhados a minha realidade musicada conversa com todos esses universos, até porque ser feliz é um estado e tudo passa e as redes sociais nos fazem lembrar desses momentos que todos curtem ver e compartilhar.

É bom que eu fale do que quase ninguém vê, mas é presente o tempo todo 🙏🏾🧏🏾‍♂️🎧🍃 taken in Cidade dos Loucos! by @gabemusical
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2 months ago
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 by @gabemusical
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3 months ago
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Tem umas paradas sobre a minha vida que eu só fui entender a partir dos meus 28 anos de idade e percebi o quanto a minha família precisava me controlar pra não me perder. Triste isso!

Com 32 anos nessa foto aí, foi quando eu comecei a reconhecer a minha beleza. Eu sempre fui o macaco, o feio, o não certo das garotas bonitas e hoje reconhecendo ser bonito, ainda assim não uso esse poder pra pegar geral, até porque é uma dificuldade me comunicar com as mulheres que eu acho lindas e sou afim, sorte que a composição me ajuda a transformar essa deficiência em poesia musicada e nem sempre eu tenho a chance de me declarar e as vezes dá certo, mas não é sempre!

Eu sei que tem gente que detesta olhar pra minha cara, tem gente que não curte a minha existência, tem gente que não suporta saber que eu sei dos meus erros, vacilos, mancadas e assuntos do passado que eram um tabú e hoje pra mim, não são mais. E eu passei por coisas que ainda hoje vão me julgar, buscar me definir, usar pra me envergonhar mas eu sei o porque de ter passado por esses momentos doidos e foram eles que me construíram, aliais, a compreensão do contexto da minha vida me fez ser quem eu sou hoje.

Eu sei que essa beleza vai sumir. Pode ser na velhice, poder pelas mão de uma pessoa que precisa me agredir pra se sentir melhor da raiva que tem de mim por eu ter vacilado por um gatilho que ela me acionou na intenção de me ferir e me envergonhar, enfim, pode ser de diversas formas, mas ainda assim, eu vou precisar ser eu, até que eu não esteja mais presente no mundos dos vivos.

Minha vida não é um fardo, minha vida é meu laboratório e eu sei que vou experimentar muitas sensações  criadas por pessoas que precisam usar o sagrado como muleta pra suas atitudes irresponsáveis pra atender seus interesses pessoais, religiosos e financeiros, porque tiveram essa mentalidade plantada na mente deles pra que em em qualquer perda ou vergonha, se culpem e se humilhem em silêncio, sem nem compreender quem são. Triste isso!

Mas enfim, espero que a vida me surpreenda de uma forma leve, que coisas boas aconteçam embora hajam várias emboscadas na tentativa de hackear me bem estar ou a by @gabemusical
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3 months ago
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Encontrei essas fotos antigas e visitei alguns momentos nostálgicos e muito gostosos de lembrar. Ah, fiquei um tempo sem postar por aqui porque a tela do celular foi de ralo numa aventura alucinante que acabou numa conversa com velhos camaradas de Anchieta, onde morei uns anos.

Enfim. Essas fotos antigas me trouxeram um ar de lembranças românticas e junto a elas algumas bem traumáticas e que eu vou aprendendo a lidar. Esses dias no trabalho compartilhei um dos abusos que sofri por também ter cometido um abuso e acredito que ambos foram cometidos pelo desejo. Um pelo desejo do tesão sem o dolo do abuso e o outro pela desejo da vingança e da raiva alimentada por terceiros e que apesar de ser um absurdo, acontece sempre, mas a gente só levanta uma pauta dessas quando há o (vou repetir essa palavra novamente e eu não aprendi ela ontem 😊) dolo de combater algo por um interesse de terceiros e histórias mal contadas e distorcidas pra causar mais raiva e outros sentimentos que alimentem o apagamento da história de vida, carreira, reputação e dignidade de outras pessoas, pra que a religião venha atuar com a gentrificação, limpeza de imagem e mais um outro nome que se dá a essa ação de fazer com que a humilhação do outro sirva de combustível pra uma alienação religiosa e isso já aconteceu em 1.500, mas  a gente sempre acaba esquecendo dessas coisas porque o importante não é lembrar do passado que modifica o presente, mas sim, viver o agora que vai selecionar que irá pertencer ao futuro, porque já está bem explícito que nem todo mundo pode aparecer demais, se não a proliferação de certas consciências pode implicar numa revolta e sem o controle dessas pessoas fica bem difícil enriquecer.

Bom. Como sempre deixo mais um artesanato interior em forma de fotografia, texto e ao som do mestre Moacir Santos e suas “coisas”, coisa que tem me feito refletir sobre a coisa que eu tenho sido em caráter social sendo e sabendo do ser não coisa que eu sou 😌

Beijo e tamo junto❤️ by @gabemusical
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4 months ago
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Mergulhando nas minhas crenças e na mitologia yorubá e através de um desafio criativo feito por @atilabee pra compor algo que falasse do orixá Ogum, nasceu essa adura em forma música.

E que ogum nos bem guie em nossas batalhas da vida, que são muitas. Mas damos conta das demandas e das ações alheia que nós tiram do centro da nossa boa conduta de nós mesmos pra nós colocar em um lugar de apuros e trazer resolução através da briga e não dá luta como quer ogum. Assim eu entendo. Axé!

Ptakori Ogunhe!

A foto de capa é duma exposição de 2023 da artista Ayra Aziza, da qual não lembro o @ 🥺 by @gabemusical
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4 months ago
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Eu tenho que continuar a me esforçar pra viver. É foda trabalhar e não receber, é foda a falta de sinceridade e comunicação das pessoas e tudo sempre ligado a maldições.

Se usa droga dizem que você está se drogando e as vezes você está usando. A diferença do veneno pro remédio é a dose e a responsa com a sua saúde e confesso que algumas coisas relacionadas à saúde eu falho. Não, não sou um drogado e nem viciado, mas em certas ocasiões uso drogas pra socializar.

Triste isso. Quando me exercito e fico sozinho, acho muito massa. Quando tomo minha cerveja em casa sozinho e me divirto, também é massa. Mas sinto falto de estar próximo a pessoas comunicativas e que gostam de conversar sobre as alquimias da vida.

Pior que isso é ter que lidar com novas pessoas e saber que tanto elas quanto eu precisamos de tempo pra se conhecer e que algumas vezes é eu vou precisar me dar limites que elas não vão entender. 

É muita covardia trabalhar e não receber. Pior ainda é ter medo de reclamar e perder o emprego e começar um ciclo de adoecimento e permissões horríveis. Vejo que as coisas vão se repetindo, meus sentimentos e a leitura de mundo na minha perspectiva vai sempre ser diferente e o que me salva é saber quem eu sou e ter a total certeza que ninguém me conhece.

Eu sou só mais um rapaz comum que compões músicas que fazem sentido em um mundo onde esvaziar sentido pra ser dominante é comum e eu não vou aceitar isso, nunca. 

Resta sempre ouvir meu amigo imaginário e buscar amigos reais que tenham suas crenças e tenha também a maturidade de conversar sobre elas no sentido de trocar e somar com a evolução da mentalidade do outro. 

Axé Ewe 🍃 by @gabemusical
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4 months ago
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Eu tenho me observado pra me auto-corrigir de alguns comportamentos que não fazem sentido mais, uma limpeza que eu tenho feito, sabe? É bom fazer uma faxina interna pra que novas coisa boas ganhem espaço pra se acomodar. Algumas lembranças eu quero guardar comigo, como um artigo vintage da minha vivência que decora minha casa, que sou eu. É muito bom ter minhas vivências como artesanato dentro de mim e sem falar que eu aprendi muito com essas memórias. Eu gosto de rever o passado pra transformar meu presente.

Esse som veio um dia desses como exército e confecção de mais um artesanato de dentro da casa eu. 

Vou ficar um tempo sem botar a cara pra postar meus novos artesanatos mas vou compartilhar uns antigos que tenho por aqui. Roubaram minha câmera e meu flash pra eu não fazer mais vídeos e mais uma vez derrubar meu engajamento e aí já sabe, né? Foi macumba 😂

Fora isso, tô bem de saúde, sobrevivendo e lidando com o livro aberto que minha vida se tornou. Pessoas previsíveis me sacando e me colocando em um lugar comum onde eu já hábito a anos sendo um estranho ou seja, não adianta merda nenhuma eles saberem de mim o que eu já sei, até porque a minha vida não me assusta muito pelo contrário, só me fortalece. 

Se cuidem também!
Beijo 😍 taken in Foda-Se by @gabemusical
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4 months ago
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Eu fiquei apaixonado por esse som. No vídeo eu estava no camping Tinguá, tentando sobreviver, buscando freela atrás de freela pra comer além de fazer algumas tarefas dirias pra garantir minha permanência no camping porque não tinha lugar pra morar.

Numa noite, rolando o feed do insta me apareceu um vídeo antigo da música “Vamos ficar na terra” de @lucassanttana eu comecei a refletir sobre o cenário que se desenhava na minha vida, sobre a lógica de consumo do ser humano e de não conseguir plantar pra comer mesmo tendo terra fértil no quintal.

O algoritmo me trouxe esse presente e na mesma hora que eu ouvi, já quis aprender a tocar e cantar e esse é o resultado. Videozin simples e com a ajuda ilustre dos bem-te-vis cantando essa bela canção de amor a terra com uma leve crítica ao consumo desnecessário e em excesso que o ser humano faz. taken in Tinguá, Nova Iguaçu - RJ by @gabemusical
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5 months ago
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Escrevi esse som um dia desses, me observando e percebendo que eu não vou corresponder a expectativa de ser politicamente correto aos olhos dos outros, que sem maldade ou pretenção eu vou errar e só eu vou poder me acolher e me perdoar diante dos meus erros enquanto quem assiste ou sabe desses erros só vai julgar.

Eu não nasci pra ser exemplo bom ou ruim, eu nasci pra me tornar a melhor versão de mim, de viver intenso, de ser visceral nos meus sentimento e construir a cada dia a minha autenticidade.

Eu tenho a certeza de que eu não sou o que as pessoas constroem na cabeça delas ao me ver, eu sou o ser que analisa o meu próprio pensamento e busca a partir de si mesmo motivos pra viver e aproveitas os bons momentos, pra que nós ruins eu saiba me acolher e me perdoar, além de entender as minhas frustrações.

Eu sou só uma pessoa!
Correndo o risco de morrer por ser fora do padrão que precisam pra controlar. Eu não sou selvagem, sou autônomo na maneira de lidar com os meus sentimentos e viver dia após dia. taken in Fazendo Escolhas by @gabemusical
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5 months ago
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Outro dia eu estava analisando uma verso lindo em uma música do Djavan que faz sentido em alguns contextos da minha realidade, ele diz: “Mas é doce morrer nesse mar, de lembrar e nunca esquecer. Se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria é isso pra mim é viver.” 

E depois disso eu comecei analisar alguns cenários da minha vida e morri num mar doce de lembranças boas. Histórias gostosas com a minha mãe, umas lembranças de amigos que já não vejo-a tempos, lembranças do meu filho e de algumas paixões e amores vividos que não irão se repetir.

Se eu tivesse mais alma pra dar a esses momentos, eu com certeza daria.

Mas hoje vivendo uma realidade onde eu sou monitorado, onde todo movimento de minha vontade é anulado e onde tudo que eu digo de bom ou ruim é usado contra mim, fica meio difícil me doar mais pra quase tudo. 

Quando o assunto é música e quando estou com meu violão na mão, me teletransporto pra esse mar de boas lembranças onde dá vontade de morar e não sair de lá nunca. Deitar no colo da minha mãe, visitar alguns amigos e rever minhas paixões e amores antigos, sem bloquei proposital de sinal Wi-Fi ou 4g. Mas nem sempre essa conexão flui, principalmente quando há interrupções intencionais pra que eu fique preso numa realidade onde e não posso ser eu ou me expressar.

Infelizmente não sei quanto tempo vai durar essa realidade, nem sei se um dia vou conseguir viver longe desse contexto e de algumas pessoas que se aproveitam dessa realidade pra tomar algo de mim, mas o fato é que eu tô indo em busca de algo melhor  e tenho certeza que quando eu puder parar de morrer eu vou poder sonhar, porque só quando eu morrer que eu vou parar de sonhar.

Até as próximas mortes dos ciclos da vida, mas até as próximas notícias de sonhos realizados ❤️ taken in Sobrevivendo by @gabemusical
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5 months ago
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