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Babalawo Ifádùnmininù
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Pós Carnaval e nas proximidades de completar 13  anos de culto a Lêmba, me vêm lembranças de Pai. Num carnaval de décadas atrás, depois de dar comida a Nzila e fazer o Sakamene, fomos na Feira das Yabas. Quem era de tomar uma gelada tomou, sambinha e íamos de volta pra roça deixa Pai. No caminho, cruzamos com alguém que não parecia em situação de rua, mas tava chapadão de tudo que tinha direito e todo ruim. Quando eu ia pegar uns trocados, tinha apertado a mão do Candango, Pai me puxa e com a voz grave e rouca lança,: "Ogã, te limpo todo, trabalho danado com vocês pra você se sujar e pegar os problemas dos outros na primeira esquina?" E de-lhe esporro pra pedagogizar essa filantropia torta. Só que umas semanas antes, o Seu Zé de um filho dele(irmão nosso) já tinha me dado essa fita : "Meu parcêro, não pula na bala dos outros que num é família ou teu fechamento. Cada um carrega o que plantou pra não esquecer o plantio..." Somou a chamada de Taata com a lembrança do meu cumpadi e é ensinamento que nunca deixa de ser moderno, mesmo sendo velho.  De tempos em tempos, esse axioma brilha para lembrar que nem tudo que está sujo é por falta de ter como se limpar. by @hojikala
3
7 months ago
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Kele-kele dia Dingo-Dingo !
 Vocês são literalmente, faísca dos processos contínuos.
Não num Devir cronológico com comapartimentalização do passado/presente/futuro.
Mas como o processo cíclico que impede a estagnação, como observou Nganga Fukiau.
As represas (Duma) que somos e que nos tornamos é indestrutível.N'kama mia Ntangu
Ser é Compromisso. NTU
Estar e por vezes não estar, é do mundo das possibilidades. Dunga.
NTU a Nkôsi, que uniu.
NTU a Bakulu que propósitos.
NTU a Mayâla Kindoki, que é inalterável, irreversível e constitui o DNA da camada mais física, até a que metafísica não consegue se debruçar.
Ser é Compromisso!

#Afrocentricidade#FilosofiaAfricana#FilosofiaBantu#Ntu #FilosofiaNtu#PensamentoAfricano #AfricanPhilosophy #AfricanConcept#AfricanCosmology#Afreeka #Africa#FundamentoDoKongo #KongoPrinciples #KongoCosmology#CongoleseOntology#OntologiaBantu by @hojikala
2
8 months ago
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Habari gani? Imani! 

Imani é o princípio que sustenta a arquitetura invisível da vida e, ao mesmo tempo, a força que nos mantém de pé quando tudo tenta nos dobrar.
Não é fé frágil nem abstração espiritual.
É fé forjada na travessia, no conhecimento e na disciplina ancestral.
Em Kmt, como ensina Dr. Asa Imhotep, não existe espiritualidade sem estrutura.
Os antigos compreendiam a vida como um sistema que só se mantém quando há Ma’at — ordem, retidão e equilíbrio entre pensamento, palavra e ação.
Quando essa ordem se rompe, a vida adoece; quando é preservada, o povo resiste e prospera.
Imani, nesse fundamento, é confiança ativa na lei cósmica e compromisso com a organização da existência, mesmo sob pressão.
Os 7 princípios do Kwanzaa ecoam essa sabedoria kmt:
nenhum princípio vive isolado, assim como nenhum órgão sustenta o corpo sozinho.
Imani é o princípio que os convoca, que impede a dispersão e transforma valores em prática cotidiana.
No pensamento Bantu-Kôngo, Dr. Bunseki Fu-Kiau nos ensina que a vida não é linha reta, mas ciclo.
O Dikenga nos lembra que cair, morrer simbolicamente e atravessar rupturas fazem parte do caminho.
O que não pode acontecer é o rompimento da memória coletiva.
Um povo só desaparece quando perde seus sistemas de transmissão:
a língua, os ritos, o território, a ética comunitária e a relação com os ancestrais.
Imani, nesse contexto, é resiliência espiritual organizada.
Não é acreditar sem base, é sustentar o circuito vivo entre os ancestrais, os vivos e os que ainda virão.
É continuar transmitindo mesmo feridos,
organizar o que foi quebrado,
disciplinar o que foi desviado
e reerguer o que tentaram apagar.
Kmt nos ensinou a ordenar a vida para sobreviver.
O Kôngo nos ensinou a retornar para continuar.
Entre ordem e ciclo, disciplina e movimento, Imani se revela como tecnologia ancestral de permanência.
Crer, para nós, não é negar a dor nem esperar passivamente.
É atravessar sem perder a forma.
É viver de modo que os ancestrais reconheçam nosso caminho
e que as futuras gerações encontrem chão firme para pisar.

Assim vamos trabalhar os princípios trazidos no Kwanzaa dentro destes 365 dias de 2026! 

Feliz ano novo família! by @hojikala
0
9 months ago
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Habari Gani? Kuumba! 

Kuumba é espiritualidade em movimento.
Não é criar a partir do ego,
é criar a partir da escuta dos Ancestrais.

Mestre Malidoma Somé nos lembra:
“A comunidade é o remédio.”
Quando o espírito se afasta do território, do povo e do propósito, a vida adoece.

Criar, então, é responder às chamadas da alma com ritual, pertencimento e memória.
Mestre Fu-Kiau nos ensina que a comunidade é um sistema vivo, regido por leis espirituais.
“A pessoa só é pessoa através da comunidade.”
Tudo que ameaça o coletivo ameaça a própria vida.

Kuumba, aqui, é ciência ancestral: organizar a vida para que ela continue.
Entre Somé e Fu-Kiau aprendemos:
•Criar é obedecer às leis do espírito 
• Criar é proteger o território sagrado
• Criar é manter vivos os espaços onde os Ancestrais caminham
Somé nos chama a ritualizar a vida.

Fu-Kiau nos chama a organizar a vida.
Juntos, nos ensinam que Kuumba é ritual + estrutura + responsabilidade coletiva.
Cuidar dos terreiros, templos, quintais, casas de axé e espaços de memória
é Kuumba em sua forma mais profunda:
criar caminhos para que o espírito continue habitando entre nós.

Kuumba é intergeracional.
As crianças são sementes.
Os jovens, galhos em expansão.
Os adultos, o tronco que sustenta.
Os velhos e velhas, as raízes que guardam a memória.
Como um baobá, a comunidade só cresce porque suas raízes são profundas.
Sem raiz não há tronco.
Sem espírito não há fruto.
Criar hoje é um ato espiritual e político.
É dizer aos Ancestrais:
“estamos fazendo a nossa parte.”

Os Ancestrais são memórias, elas nos mantém vivos! 

Ntinu ye mayela! 
(A memória é a sua inteligência)

Como você tem usado sua criatividade para manter o espírito da comunidade vivo?

#Kuumba #EspiritualidadeAfrikana #MalidomaSomé #FuKiau #Ancestralidade by @hojikala
10
9 months ago
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Habari Gani? Nia!
Nia — Propósito — não é ideia abstrata.
É posição política.
Ou temos propósito coletivo, ou continuaremos sendo conduzidos pelo projeto de outros.
No 5º Princípio do Kwanzaa, aprendemos que fortalecer a mente e alinhar-se aos Ancestrais é um ato de resistência. Não existe propósito sem memória histórica.
Um povo sem memória é um povo disponível para a dominação.
Como afirmou Dr. Cheikh Anta Diop:
“Um povo que não conhece sua história está condenado a viver sob a tutela de outros povos.”
E mais:
“A recuperação da consciência histórica é a condição primeira de toda libertação africana.”
Portanto, a pergunta não é retórica, é estratégica:
• Qual é o projeto político da Comunidade Preta no Brasil?
• O que estamos organizando para proteger Crianças Pretas do genocídio físico e simbólico?
• Que estruturas estamos construindo para jovens Pretos e Pretas, além da sobrevivência?
• Como estamos reorganizando as famílias Pretas, destruídas por séculos de engenharia colonial?
• Qual é o papel dos homens Pretos para além da força de trabalho e do encarceramento?
• Qual é o projeto de cuidado, centralidade e proteção das mulheres Pretas?
• O que estamos construindo juntos, enquanto povo, e não apenas como indivíduos?
Em O Papel de Ísis, Dra. Frances Cress Welsing é objetiva e implacável: “Se você não compreende o sistema de racismo e supremacia branca, o sistema irá confundir sua mente, controlar seu comportamento e garantir a sua própria sobrevivência às suas custas.”
O racismo não é apenas preconceito.
É sistema político, econômico e psicológico de guerra permanente contra nosso povo.
Ele mata corpos, adoece mentes, fragmenta famílias e sabota qualquer tentativa de futuro coletivo. Como falar de propósito se nossas subjetividades seguem colonizadas?
Nia exige estrutura.
E estrutura se constrói com:
 Umoja — Unidade política
 Kujichagulia — Autodeterminação real, não simbólica
 Ujima — Responsabilidade coletiva organizada
 Ujamaa — Economia Preta para sustentar a luta
Sem esses pilares, não há libertação, apenas adaptação ao cativeiro moderno.
Nia é escolha histórica. Ou organizamos nosso propósito como povo,
ou vamos ser combustível do projeto colonial. by @hojikala
18
9 months ago
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Habari Gani? Ujamaa

Ujamaa e Ujima: organização econômica e coletiva como caminho de libertação!

No 4º dia de Kwanzaa celebramos Ujamaa.
Ujamaa não é moda.
Não é slogan.
É família estendida, comunidade organizada e economia com propósito.
Ujamaa nos lembra que ninguém cresce sozinho
e que prosperidade individual sem base comunitária
é ilusão criada pelo colonialismo.

Julius Nyerere compreendeu isso cedo.
Ele ensinou que independência real só existe com autossuficiência,
com produção própria,
com trabalho coletivo,
com ruptura consciente do neocolonialismo.
Ujamaa foi prática concreta:
terra organizada coletivamente,
trabalho compartilhado,
educação como direito,
justiça social como fundamento,
povo no centro do desenvolvimento.

E o que isso nos ensina enquanto Negros e Negras no Brasil?

Ujamaa precisa habitar nossa mente antes de habitar nossas mãos.
Não existe economia coletiva
com mentalidade individualista,
competitiva e desorganizada.

Ifá nos ensina que toda organização começa no Ori.

Ori alinhado gera decisão correta.

Decisão correta gera estrutura.

Estrutura gera prosperidade com ética.
Ifá não separa espiritualidade de economia.
Dinheiro também é responsabilidade espiritual.

Ujamaa, guiado por nossos Ancestrais, nos chama a agir:

– fortalecer negócios pretos com consciência
– circular riqueza entre famílias e territórios
– criar cooperativas, redes e fundos comunitários
– planejar o futuro das crianças coletivamente
Aqui entra Ujima.
Trabalho coletivo.
Responsabilidade compartilhada.
Ninguém se salva sozinho.
Competição excessiva nos fragmenta.
Dependência nos controla.
Desorganização nos enfraquece.
Ujamaa e Ujima nos convocam
a formar um bloco político, econômico e espiritual,
ancorado na ancestralidade
e comprometido com o futuro.

Neste 4º dia de Kwanzaa, a pergunta é simples e profunda:
como estamos organizando nossa comunidade para existir daqui a décadas?
Sem Ujamaa, não há prosperidade coletiva.
Sem Ujima, não há continuidade.
Sem Ori alinhado, não há libertação.

Harambee.
É tempo de construir juntos. by @hojikala
10
9 months ago
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Habari Gani? Ujima 

Ontem foi um dos princípios mais essenciais para formar Ujima trabalho coletivo e responsabilidade, não podemos esquecer do Kujichagulia, a autodefinição elemento indispensável em nossas vidas. Kujichagulia não é apenas autodefinição.
É autodeterminação radical.

É o direito de romper com tudo o que nos foi imposto para nos afastar de quem somos.
Autodefinir-se exige autodestruição consciente.
Não da vida,
mas das estruturas internas colonizadas.
Em Ifá, Oyeku Meji é a escuridão primordial.
O silêncio onde tudo precisa morrer para nascer de verdade.

Nada novo nasce sem que algo antigo morra.
A pergunta de Oyeku é direta:
o que em você já morreu, mas você insiste em carregar?
Para construir famílias e comunidades saudáveis,
precisamos destruir dentro de nós: 

• a mentalidade de sobrevivência permanente
• a educação colonial internalizada
• a culpa herdada por existir
• a violência emocional normalizada
• a dependência do reconhecimento do opressor

Dr. Frantz Fanon nos lembra:
o colonialismo vive na mente, no corpo e nas relações.
A libertação começa no confronto interno.
Mas Ifá ensina: ninguém se liberta sozinho.
Ujima é trabalho coletivo e responsabilidade ancestral.

Minha cura sustenta a família.
A família organiza a comunidade.
O Quilombismo, como ensinou Abdias do Nascimento, é autodefinição, base comunitária e compromisso coletivo com a vida.

Quilombo não é passado.
É tecnologia viva de libertação.
Quando a morte simbólica acontece,
a família deixa de repetir traumas
e se torna território de cura.
A autoridade vira cuidado.
A comunidade vira organismo vivo.
Oyeku Meji nos ensina a morrer.

Kujichagulia nos ensina a escolher quem nasce depois.

Ujima nos lembra que esse nascimento é coletivo.
A pergunta final não é se estamos prontos para construir, mas se temos coragem de
deixar morrer o que nos impede de ser livres.

#Kujichagulia
#OyekuMeji
#Ifá
#Ujima
#Quilombismo by @hojikala
11
9 months ago
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Habari Gani? Umoja.
Umoja, na visão Afrikana, não é apenas a ideia de união entre pessoas.
É um princípio espiritual de organização da vida.
Ifá nos ensina que a unidade verdadeira não começa fora, mas dentro, e se expande em círculos que sustentam a existência: Ori, família, comunidade, ancestralidade e responsabilidade ética.
Umoja começa no Ori.
Ifá afirma que ninguém consegue viver em unidade com os outros se estiver em conflito consigo mesmo.
Quando pensamento, emoção, palavra e ação caminham em direções opostas, nasce a desordem.
Cuidar do Ori é alinhar destino e consciência.
Onde o Ori está firme, a unidade se estabelece de forma natural.
Ifá também nos ensina que a vida não é feita de uniformidade, mas de complementaridade.
Masculino e feminino, luz e sombra, razão e emoção não são forças em guerra, mas energias que precisam aprender a dialogar.
Umoja não é apagar diferenças, é organizá-las.
Quando cada força conhece seu lugar, o desequilíbrio dá lugar à harmonia.
Umoja se manifesta na família e na comunidade.
Ifá ensina que ninguém cumpre seu destino sozinho.
O sucesso individual que rompe laços, abandona responsabilidades ou ignora o coletivo é visto como fracasso espiritual.
Umoja vive quando os adultos cuidam das crianças, quando os vínculos são protegidos e quando o bem-estar coletivo orienta as escolhas pessoais.
Umoja também é ancestralidade.
Passado, presente e futuro caminham juntos, sustentados pelos Ancestrais.
Honrar os mais velhos, lembrar histórias, rituais e valores não é apego ao passado, é garantia de continuidade.
Quando a ancestralidade é esquecida, a comunidade perde referência e repete ciclos de dor.
Para Ifá, Umoja não é discurso, é conduta diária.
Viver Umoja exige caráter (Ìwà Pẹ̀lẹ́), palavra verdadeira, respeito aos acordos e cuidado com o outro.
Cada atitude que preserva a vida fortalece a unidade.
Cada ato de egoísmo, mentira ou negligência a enfraquece.
Ensinamento final de Ifá:
Quando o Ori está alinhado, a família se fortalece.
Quando a família se fortalece, a comunidade floresce.
Quando a comunidade floresce, os Ancestrais caminham conosco.
Onde há Umoja, Ifá se manifesta como caminho, proteção e direção.

#Umoja #Ifá #ori by @hojikala
29
9 months ago
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Nossa saúde, nossos saberes, nossas tecnologias!

Cada projeto que desenhamos nasce com um propósito: que a gente se fortaleça.
Que nossa ancestralidade siga viva em nós e nos nossos feitos.
Não criamos nada novo, apenas resgatamos o que foi deixado e ensinado por quem veio antes.

Neste encontro, falamos sobre saúde em sua integralidade: corpo, mente e espiritualidade.
As ervas que sempre curaram nossos corpos, os rezos, as comidas, os festejos e as celebrações que nos trouxeram até aqui. 🌿

O Babalawo @hojikala e a psicóloga @mathizypinheiro conduziram esse momento de forma potente, fortalecendo ainda mais nossos caminhos.

Mathizy nos conduziu a olhar para dentro e compartilhar o nosso sentir.
Que bonito é poder dividir cada parte de nós em comunidade — porque somos constituídos de cada parte desse território: das águas, da natureza, do alimento e das memórias que nos sustentam.

Durante o encontro, o Babalawo Leppe nos impactou em cada ação e fala, dentre tantas uma:
“Quem nos somos, o que fizeram de nós e o que nós queremos ser?”
Essa reflexão segue reverberando, porque a ancestralidade é viva e vibra em cada gesto, em cada cura e em cada encontro. ✨

Agradecemos à nossa comunidade, aos nossos mais velhos, às nossas crianças e às comunidades quilombolas @crqtocasantacruz @quilombodataboa @quilombodofortunato .
Tudo faz mais sentido quando estamos juntos. 💛

Atividade proposta no PRÊMIO ELISABETE ANDERLE DE ESTÍMULO À CULTURA - EDIÇÃO 2024 DE ACORDO COM O EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO Nº 78/2024 by @hojikala
11
a year ago
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Cuidado é tecnologia ancestral 🌿✨

No próximo domingo, nossa comunidade se reúne para mais um momento de troca, escuta e fortalecimento.
Falaremos sobre saúde mental, entendendo que ela é também sobre cuidado, bem-estar e continuidade.

Utilizamos nossas tecnologias ancestrais, saberes tradicionais e a psicologia como ferramentas para curar, proteger e fortalecer o coletivo.

Porque quando cuidamos da mente e do corpo, também cuidamos da nossa ancestralidade e da nossa caminhada. 

No segundo momento do dia vamos ter uma conversa voltada para o desenvolvimento da comunidade a partir da nossa memória, nosso território e saberes. Geração de renda e etnoturismo devem caminhar juntos dentro de uma comunidade quilombola. 

Este encontro faz parte do projeto Voz dos Kilombos: A potência da oralidade como fortalecimentos e troca de conhecimento contemplado no PRÊMIO ELISABETE ANDERLE DE ESTÍMULO À CULTURA - EDIÇÃO 2024 DE ACORDO COM O EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO Nº 78/2024

Evento interno* by @hojikala
16
a year ago
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Hoje é um dia muito especial, dia em que meu Babalawo @hojikala completa mais uma volta ao sol ✨
E eu amo a nossa história e o que estamos construindo. 😍
Que meu Ori honre o seu Ori babá, que Ifá continue prosperando em sua vida, que babá mi Ogun e Iya mi Oxun abençoe o sr , sua família e toda nossa Egbé .
Sou grata a babá mi Ogun por fazer nosso caminhos se cruzarem para que eu caminhe sobre suas orientações tão valiosas e agregadoras em minha vida.

Com amor e carinho, de sua filha, seu potinho de ouro ✨
Feliz Vida! Te amo, babá 💛 taken in Onde Mora O Amor by @hojikala
4
a year ago
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Essa data é uma data comercial, eu sei, mas você me chamou a semana inteira em sonhos e o mínimo que eu podia fazer era retribuir seus ensinamentos com esse almoço que fiz pra ti, com o vinho que gostava de beber.

Nossa, como foi difícil aprender a te amar pai. Como foi difícil passar por cima de todos os valores que sempre me constituíram a despeito de você e enxergar seu amor e sua paternidade dentro dos limites impostos pelos valores que te constituíram e nos quais você me criou. 

Como foi difícil reconhecer o seu legado e aprender a utilizar todos os privilégios que você me deu a serviço de um propósito. O propósito de reconhecer meu destino e minha caminhada neste Ayê. 

Tudo isso não seria possível sem meu sacerdote @hojikala, um homem preto nascido no Morro do Juramento, um homem criado dentro dos marcos bantu congo, um cria de Abdias Nascimento e Carlos Moore. Um ser afrikano em diáspora, cuja vida está agenciada ao sacerdócio como cura espiritual das mazelas que o racismo cria todos os dias. O mesmo racismo que tanto nos separou pai. Que tanto me fez rejeitar você.

Hoje reconheço meu amor incondicional a você e meu agradecimento a tudo que fez por mim. E especialmente, agradeço a meu Baba, como instrumento de Orunmila que me curou e me fez reconectar com esse amor por ti. Agradeço a Ifá e Egunguns por me mostrarem a importância de me conectar com minha ancestralidade e a sua participação fundamental em minha caminhada espiritual. Mó dupeooo! 

Muito amor por você meu pai, muito amor a meu Babalawo @hojikala! Muito amor a Orunmila Ifá! taken in Itaipuaçu, Maricá-Rj by @hojikala
5
a year ago
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