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Danzando a danza da vida 🙃
Aprendiz✨Atriz✨Professora de Teatro✨Encenação✨Direção de Atores
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Sempre quis trazer a poesia para o teatro. Não apenas dizê-la, mas dar-lhe corpo, respiração, silêncio, movimento — fazê-la acontecer em cena.

E a minha querida @___sarambarreira___ , amiga, colega e companheira de palco, criou um lugar onde as palavras podem ganhar essa vida:  @poesia_a_la_carte , um evento lindo, organizado por ela na In Impetus, que abre as portas a novos poetas, músicos e atores, dando-lhes espaço para se expressarem, experimentarem e partilharem a sua arte.

Na próxima edição, decidimos ousar um pouco mais: encenar um poema e trazê-lo verdadeiramente à vida.
E para abrir em grande, não poderia ser apenas um poeta… Teriam de ser vários dentro de um só.

Fernando Pessoa e os seus heterónimos.
Quatro corpos. Quatro vozes. Um poeta. Uma mente habitada por muitos.
A poesia deixa a página, levanta-se… e entra em cena.

Quatro corpos atravessam Lisboa como quem atravessa uma só mente. Quatro vozes habitam o mesmo homem — ou talvez seja ele quem habita nelas. 
Caeiro olha e quer apenas que o mundo seja mundo
Reis contém-se, mede o tempo e aceita a inevitável passagem das coisas
Campos incendeia-se, excessivo, urgente, querendo sentir tudo de todas as maneiras
e Pessoa permanece entre eles, multiplicado, dividido, procurando-se em cada rosto que inventou. 

Nesta encenação, um poeta deixa de caber num único corpo e a identidade fragmenta-se diante de nós: quatro presenças, quatro pulsações, quatro formas de existência — e uma só consciência impossível de silenciar. 

Lá fora, Lisboa: ruas, janelas, memória, regresso. Cá dentro, uma cidade ainda maior, povoada por todos aqueles que somos quando ninguém nos vê. À volta a sociedade, a expectativa falhada. 
Porque talvez Pessoa nunca tenha estado sozinho. Talvez tenha precisado de ser muitos para suportar a vertigem de ser um só.

✨ Próximas apresentações dos meus poetas:

📍 12 de setembro — 20h50
Noite de Poesia do Clube dos Poetas Vivos
Luna Hotel Turismo — Abrantes

📍 24 de setembro — 20h30
Poesia à la Carte
@inimpetus — Campolide

Venham ouvir poesia.
Ou, talvez, vê-la respirar. 

Atores: 
André Leal 
Carolina Barão
Sara Barreira 
Rodrigo Sarmento taken in InImpetus - Escola de Actores by @itsbeatrizitc
8
22 days ago
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Há paixões que não se explicam. Vivem-se.
Ensinar atores nunca foi, para mim, apenas transmitir técnicas ou corrigir marcações. É testemunhar o nascimento de mundos inteiros dentro de cada ser humano. É assistir ao instante em que alguém deixa de repetir palavras para começar a habitá-las.
Todos os anos vejo esse milagre acontecer.
O trabalho, a disciplina, a entrega e a coragem, transformam. Não apenas em melhores atores, mas em pessoas mais conscientes, mais presentes e mais livres.
Cada personagem exige verdade.
Cada emoção pede entrega.
Cada silêncio tem um significado.

Na apropriação de um texto existe uma magia difícil de descrever. Há um momento em que as palavras deixam de pertencer ao autor e começam a respirar dentro do ator. Cada vírgula dita um ritmo. Cada pausa revela um pensamento. Cada respiração sustenta uma intenção. Cada letra guarda uma essência. Cada palavra possui uma personalidade. E cada personagem transporta uma história que espera, pacientemente, por alguém que lhe dê voz.
É um processo de escuta, de descoberta e de profundo respeito. De vulnerabilidade. 

É despirmo-nos das máscaras que usamos todos os dias para vestir, com verdade, a pele de outro ser humano. É emprestar o nosso corpo, a nossa voz e a nossa alma a alguém que nunca existiu ou que talvez tenha existido … ou que sempre existiu dentro de nós.
Cada personagem revela um reflexo da condição humana. Cada história amplia o nosso coração. Cada ensaio ensina-nos a olhar o mundo com mais empatia.
É por isso que continuo apaixonada por ensinar.
Pelo privilégio de acompanhar seres humanos na extraordinária viagem de se encontrarem através da arte.

E não conheço privilégio maior do que ver alguém atravessar o palco pela primeira vez… e perceber, naquele exato instante, que nunca mais voltará a ser a mesma pessoa. taken in InImpetus - Escola de Actores by @itsbeatrizitc
5
2 months ago
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Há personagens que interpretamos. E há personagens que nos atravessam.

A Madame de Tourvel pediu-me muito mais do que me apropriar de um texto. Pediu-me silêncio, escuta, vulnerabilidade e uma entrega quase absoluta. Houve dias em que saía dos ensaios e continuava a procurá-la em casa, na rua, nas leituras, nas perguntas sem resposta, nos pequenos gestos que podiam revelar a sua alma. Foi um processo intenso, exigente e profundamente transformador.

Mas nenhum percurso com este nível de profundidade se faz sozinho.
Tive a felicidade de encontrar no João, o meu Valmont, muito mais do que um parceiro de cena. Desde o primeiro momento criámos um espaço de confiança onde senti que podia experimentar, falhar, recomeçar e, sobretudo, arriscar. Nunca teve medo de me desafiar a ir mais longe, a mergulhar mais fundo, a procurar camadas que talvez, sozinha, nunca tivesse descoberto.
E aquilo que mais admiro nele é a sua humildade. A mesma disponibilidade com que me dirigia, tinha para se deixar dirigir por mim. Nunca existiu ego entre nós, apenas um objetivo comum: servir a história da forma mais verdadeira possível.

Foi nesse diálogo constante, dentro e fora dos ensaios, que construímos a relação entre Tourvel e Valmont. Horas extra de trabalho, conversas, descobertas, tentativas e uma confiança que se foi fortalecendo a cada partilha.

Percebi, mais uma vez, que trabalhar com um colega que se transforma em amigo torna tudo mais leve, mais seguro e infinitamente mais recompensador. Porque quando existe respeito, entrega e generosidade, a cena deixa de ser apenas representação e transforma-se num lugar onde dois atores se permitem verdadeiramente vivenciar.

Levo comigo uma Tourvel diferente daquela que encontrei no primeiro dia. E levo também uma enorme gratidão por ter partilhado esta viagem com alguém que nunca deixou de acreditar que havia sempre mais um passo para dar.

Obrigado, João. Por cada desafio, por cada descoberta e por me lembrares que a melhor interpretação nasce sempre da confiança e entrega total.

📸 @pedrotvm.photography taken in Teatro da Comuna by @itsbeatrizitc
4
2 months ago
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WORKSHOP HABITAR

Imersão de 24 Horas em Apropriação de Texto e Construção de Personagem

O texto não se decora. Habita-se.
A personagem Constrói-se.

É com este princípio que nasce HABITAR, uma imersão intensiva de 24 horas dirigida por @itsbeatrizitc a atores que pretendem aprofundar o seu processo de criação e desenvolver ferramentas sólidas para o trabalho de interpretação.

Ao longo desta formação iremos explorar técnicas que permitirão:

* Apropriar-se verdadeiramente de um texto, indo muito além da memorização racional, procura-se uma memorização de corpo e alma. 
* Descobrir as diferentes camadas, subtexto, intenções e profundidade dramatúrgica;
* Compreender a arquitetura emocional de uma personagem;
* Construir personagens autênticas, coerentes e vivas;
* Desenvolver um processo de trabalho que possa ser aplicado a qualquer texto ou papel.

INFORMAÇÕES 

Datas: 8 de setembro a 1 de outubro

Dias: Terças e Quintas-feiras

Horário: 20h00 às 23h00

Local: In Impetus – Escola de Atores

Carga Horária: 24 horas

- EARLY BIRD -25% até 15/08

Porque um ator não debita apenas as palavras. Habita-as.

#workshop #apropriacaodetexto #inimpetus taken in InImpetus - Escola de Actores by @itsbeatrizitc
4
2 months ago
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A glória.
Aquele instante sagrado em que tudo o que foi dúvida, medo, falhanço, exaustão e insistência ganha sentido. O coração dispara. As luzes apagam-se. O silêncio instala-se.
E durante algumas horas acontece algo irrepetível.

Um encontro entre almas.
Os atores oferecem-se ao público sem armaduras e o público, sem saber, oferece-se também.
E juntos criam um momento que nunca mais voltará a existir exatamente da mesma forma.
É por isso que o teatro é tão belo.
Porque vive apenas no aqui e agora.
Porque nasce e morre na mesma noite.
Porque é efémero como a vida.

Mas talvez a maior dor do teatro não esteja no processo nem na estreia. Mas no fim.
Na última récita.
No último aplauso.
No último abraço no camarim.
Na última vez que vestimos aquele figurino.
Na última vez que ouvimos aquelas deixas.
Na última vez que somos aquela pessoa.

Há um luto silencioso que ninguém ensina a viver.
De repente, o grupo dispersa-se.
A sala fica vazia.
As mensagens acabam.
Os encontros acabam.

E aquilo que durante meses ocupou cada pensamento transforma-se numa memória.
Ficamos órfãos de uma vida que existiu.
Com saudades de um lugar que já não existe.
Com saudades de uma versão de nós que só nasceu porque aquele processo aconteceu.

E, durante muito tempo, continuamos a ouvir ecos.
Uma frase dita em palco.
Um gesto.
Uma música.
Um olhar.
Uma gargalhada nos bastidores.
Como fantasmas bonitos que se recusam a  partir.
Talvez seja por isso que os atores voltam sempre.
Apesar do cansaço.
Apesar da instabilidade.
Apesar das despedidas.
Voltamos porque sabemos que em algum lugar existe outra sala vazia à nossa espera.
Outra família para construir.
Outra história para contar.
Outra personagem para nos partir e reconstruir.

Voltamos porque, no fundo, o teatro não é aquilo que fazemos.
É aquilo que somos.
Uma procura infinita do humano.
Uma tentativa desesperada e maravilhosa de compreender a vida através das vidas dos outros.

E porque uma vez que experimentamos esse fogo, nunca mais conseguimos esquecê-lo.
A saudade de mais e de voltar aquela vivência torna-se eterna. 
Talvez seja esse o destino: aceitar morrer um pouco no final de cada processo para poder renascer inteiro .. by @itsbeatrizitc
12
3 months ago
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Há dores que só no teatro se conhece.
Não são as dores dos músculos cansados, das noites mal dormidas ou das horas intermináveis de ensaio. São dores mais subtis. Mais profundas. Dores que se confundem com amor.
Fazer  teatro é apaixonarmo-nos por algo que sabemos, desde o primeiro dia, que vai acabar.

Entramos numa sala vazia sem imaginar que, semanas ou meses depois, ela será um mundo inteiro. Aos poucos, estranhos tornam-se família. Palavras escritas por alguém, algures no tempo, começam a correr nas nossas veias. Um corpo transforma-se noutro corpo. Uma voz encontra outras vozes. E sem percebermos muito bem como, deixamos de representar uma personagem para começarmos a habitá-la.

Há um momento mágico em cada processo em que já não sabemos exatamente onde termina o ator e começa a personagem.
E é aí que acontece o milagre.

Vivemos vidas que nunca viveríamos.
Amamos quem nunca amaríamos.
Sofremos dores que não são nossas e, ainda assim, rasgam-nos por dentro.
Descobrimos sombras, fragilidades, fúrias, desejos, medos e coragens que estavam adormecidos à espera de serem chamados pelo nome.

Cada personagem é uma porta.
E cada porta abre um quarto secreto da alma.
Por isso o teatro é tão viciante.

Porque não nos permite viver apenas uma vida.
Permite-nos viver cem.
Mil.

Uma infinidade de existências emprestadas que acabam sempre por nos devolver a nós próprios. 
✨

(( continua ))

📸 @pedrotvm.photography taken in Teatro da Comuna by @itsbeatrizitc
31
3 months ago
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Não estou pronta para fechar esta jornada, para fazer o luto.. e muito menos para largar estas almas celestes que me preencheram dias e noites durante uma jornada de quase meio ano. 
Depois de seis meses… já não éramos apenas um elenco.
Éramos casa uns dos outros.
Abrigo. Família improvisada no meio do caos da vida.

Estivemos lá nos dias luminosos e nos dias difíceis.
Nos ensaios onde tudo fluía… e nos dias em que nada parecia funcionar.
Nas crises, no cansaço, nas dúvidas, nos silêncios.
Nos momentos em que a arte nos salvou… e nos momentos em que fomos nós a tentar salvá-la dentro de nós.
Foram seis meses de entrega.
De descoberta.
De desconstrução.
De cair e voltar a levantar.
Uma verdadeira jornada do herói.

Cada personagem obrigou-nos de certa forma a olhar para partes nossas que talvez nunca tivéssemos coragem de visitar sozinhos.
E no fim percebemos que o palco nunca é apenas palco. É espelho. É ferida. É cura. É encontro.

Terminou a temporada de espetáculos.
Termina o ritual.
E há uma dor silenciosa nisto tudo… porque o corpo sabe quando alguma coisa bonita está a acabar.

Fechamos as portas na esperança de que seja apenas um até já. Mas também na maturidade de aceitar que talvez seja mesmo um fim.
E que fim bonito.
Duro. Profundo. Avassalador.

Um ciclo inteiro de crescimento, amor, resistência e serviço à arte.
Levo comigo cada olhar nos bastidores, cada abraço depois das cenas difíceis, cada palavra de conforto e de fé, cada respiração antes de entrar em palco, cada mão estendida nos momentos de fragilidade.

E não há nada mais belo que isso no teatro: as pessoas que lhe dão vida com toda a sua alma. 
Pessoas que se encontram por um breve instante da vida… e que, sem perceberem, mudam umas às outras para sempre. 🤍

Ser-vos-ei eternamente grata a cada um! Que privilégio fazer isto convosco. @joaoromaomoreira @joao_francis_ator @marianabast0s @sonia_lisboa @carlantoniasilva @jebercosta @___sarambarreira___ @asaragalvao @lorenagarrido @beatrizpferreira_ 
Ao @pedro.barao pela confiança em mim, no meu trabalho e a oportunidade de dar vida à Madame de Tourvel. 
 À @andrelisesantorum por tudo mas sobretudo por me devolver a paixão pelo palco ✨ by @itsbeatrizitc
27
4 months ago
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ÚLTIMAS SESSÕES ! 
Não percam este belíssimo romance epistolar que temos para vos dar ✨

📍 14 a 16 de maio
📍 In Impetus @inimpetus 

Garante já o teu lugar:
📩 inimpetuslisboa@gmail.com
📲 WhatsApp: 932 667 852 

INFORMAÇÕES
Espetáculo: As Ligações
Local: In Impetus - Auditorio Miguel Rovisco 
Datas: 14 a 16  de maio de 2026
Horários: Quinta, sexta e sábado às 21h;
Duração: 3h
Classificação Etária: M | 14
Estreia: 14 a 16 DE MAIO - In Impetus : escola de atores

📸 @p__grade taken in InImpetus - Escola de Actores by @itsbeatrizitc
3
5 months ago
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Costumam perguntar-me quanto tempo dura a minha preparação antes de entrar em cena.
A resposta varia entre 2h e 4h mas só o aquecimento… já leva duas.

Há quem ache demais.
Mas eu gosto do mergulho sem pressa.
Da travessia lenta entre quem sou… e quem vou ser.

Porque para mim aquecer nunca foi apenas preparar o corpo.
É ritual.
É oração.
É regresso.
Começa sempre no silêncio.
No relaxamento.
No enraizamento.
Depois o corpo acorda, a voz abre caminho, os centros despertam, as emoções tornam-se disponíveis, a mente despe-se do ruído…
e no fim há sempre um retorno ao sagrado.

Como a Tourvel espalha a palavra de Deus, eu tento espalhar a importância de um verdadeiro aquecimento por onde passo.
Porque acredito profundamente que um ator não entra em palco apenas com técnica. É preciso entrar  inteiro e completamente disponível para enfrentar o turbilhão que é atirar-se para uma arena e ser visto!
Theatron, o lugar onde se vê. 

E este ritual foi fundamental neste processo.

Eu não pisava um palco há dois anos.
Algures no caminho perdi o prazer.
Perdi a paixão.
Ensinar trouxe-me uma entrega diária tão profunda que deixei de ter espaço para subir ao palco.
 Também aumentou o peso da responsabilidade…
o medo de decepcionar,
a necessidade de defender aquilo que apregoamos perante os outros.

Então, sem dar conta, o prazer deu lugar a um género de peso.

E este processo marca precisamente o contrário disso.
O momento de largar.
De recuperar a fé.
O amor.
A coragem de ser.
E de aceitar o que tiver de ser.
Porque no final… somos humanos.
E falhamos sempre.
E talvez a maior dor seja mesmo aprender a aceitar isso.
Que depois de meses de entrega e trabalho, pode haver um ou mais dias que falhamos connosco, com o grupo e com o público. 
Mas quando existe fé, amor e gratidão no coração…
tudo se transforma.
E a mais não seremos cobrados.

Obrigada, Madame de Tourvel,
por me restituíres o prazer, o amor, a confiança e a fé. 🤍

Obrigada @pedrotvm.photography por eternizares este momento tão especial ✨ taken in Teatro da Comuna by @itsbeatrizitc
17
5 months ago
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As Nossas Ligações estão estreadas! 
Primeira semana na Comuna : check! 

Obrigada a todos os que nos vieram ver e contribuíram para plateias cheias e conectadas! Corajosos daqueles que se mantiveram ao nosso lado durante esta viagem longa e profunda ✨

As boas notícias é que voltamos de quinta a sábado na @inimpetus já esta semana! 
Não percam esta despedida belíssima! Não percam esta história maravilhosa e esta aventura que levámos meses a preparar para vos entregar o melhor possível! 

Que jornada ! Que desafios! Não podia estar mais grata a todos pela presença, abraços e palavras! 
É uma responsabilidade imensa dar voz a estas palavras e vida a estas personagens complexas!
Mas tudo se torna mais fácil quando o fazemos juntos!
Não há nada mais belo que estarmos juntos em palco de alma e coração! E nós estamos 🥰🤍

📸 @joao_francis_ator taken in Teatro da Comuna by @itsbeatrizitc
8
5 months ago
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Já estreamos 🌹
Grata por termos tido casa cheia! 

É uma benção contar esta história a cada dia! Ainda restam alguns lugares! Não percam esta oportunidade 🥰🤍

Até Domingo na Comuna ✨

📸 @p__grade by @itsbeatrizitc
3
5 months ago
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Interpretar Madame de Tourvel em As Ligações é uma verdadeira bênção. Um daqueles encontros raros entre atriz e personagem em que sentimos que estamos a atravessar um território interior profundo, delicado e transformador.
É habitar uma mulher que ama com verdade, que resiste, que duvida e que se entrega sem perder a sua consciência.
Ela é consciência, conflito, desejo e fé em simultâneo. É uma mulher que acredita no amor como verdade espiritual, e é precisamente por acreditar que se torna vulnerável. 

Tourvel sou tão grata por me confirmares que a fragilidade pode ser coragem e que o amor, quando é profundo, transforma-nos para sempre.

Sinto que interpretar-te é dar voz a uma forma de amor quase desaparecida do nosso tempo: um amor que não é conquista, nem jogo, nem estratégia, mas entrega profunda e sincera. Transcendência. Um amor que transforma quem ama, mesmo quando não salva.

Talvez por isso seja uma bênção interpretá-la. Porque, ao me encontrar com a Tourvel, também eu me aproximo de uma verdade mais sensível, mais humana e mais luminosa dentro de mim. ✨

Eternamente grata ao @pedro.barao por me escolher para dar corpo e voz a esta alma celeste. 

E a @andrelisesantorum pela sua sensibilidade poética na escrita e no aprofundamento do arco dramaturgico que tornou tudo ainda mais belo e puro 🤍✨

📸 @p__grade obrigada pelas belíssimas fotos ✨ taken in InImpetus - Escola de Actores by @itsbeatrizitc
7
5 months ago
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