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Medicamentos descartados na pia, no vaso sanitário ou no lixo comum podem chegar ao ambiente e contribuir para a contaminação da água e do solo. Em situações de enchente, contaminantes presentes no território podem ser mobilizados e transportados pela água.

Por isso, reduzir fontes evitáveis de contaminação também é uma forma de contribuir para a redução dos impactos associados a desastres. E essa é uma responsabilidade que envolve escolhas individuais, sistemas de coleta e a atuação de diferentes setores.

O Brasil conta com um sistema de logística reversa para medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso. Mas você sabe onde fica o ponto de descarte de medicamentos mais próximo da sua casa?

📍 Procure informações na sua farmácia, nos serviços de saúde ou nos canais da prefeitura. E, se descobrir onde descartar, compartilhe essa informação!

🔬 É nesse contexto que atua o Projeto Contaminantes Pós-Enchentes na Bacia do Rio dos Sinos. Os pesquisadores buscam produzir conhecimento sobre a presença, a distribuição e os possíveis riscos associados a contaminantes em áreas afetadas pelas enchentes de 2024. A pesquisa contribui para compreender como esses contaminantes podem permanecer ou se deslocar no ambiente e para fortalecer o debate sobre monitoramento, prevenção e redução de impactos em futuros eventos extremos.

📚 Divulgar essas informações também faz parte desse trabalho: aproximar a ciência da sociedade e contribuir para que decisões e cuidados cotidianos sejam orientados pelo conhecimento científico. by @ittoceaneon
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7 days ago
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⚙️ Os metais estão entre os contaminantes que mais preocupam a população. Eles podem estar presentes em fumaça, tintas, tubulações, atividades industriais, peixes e também na água. Mas será que isso é sempre motivo de preocupação?

Nem toda presença de metais pesados significa risco à saúde. Tudo depende da quantidade, do tipo de metal e do tempo de exposição. É por isso que os pesquisadores do Projeto Contaminantes Pós-enchentes monitoram continuamente a água, o solo e os sedimentos deixados pelas enchentes de 2024 na Bacia do Rio dos Sinos.

💧Durante uma enchente, a água percorre áreas urbanas, industriais e agrícolas, podendo transportar diferentes contaminantes, incluindo metais. Quando o nível da água baixa, parte desses materiais fica depositada nos sedimentos, como a lama que ficou em ruas, praças e casas.

🔬 Esses sedimentos funcionam como um registro do caminho percorrido pela enchente. Ao analisá-los, os pesquisadores conseguem identificar quais metais estão presentes, em que quantidades e como eles se comportam ao longo do tempo, verificando, por exemplo, se permanecem estáveis ou apresentam tendência de acúmulo. As pesquisas também avaliam se as concentrações encontradas estão dentro dos limites considerados seguros.

‼️ Por isso, a enchente de 2024 não tornou sua água automaticamente imprópria para consumo a longo prazo. O monitoramento serve justamente para identificar situações que merecem atenção, orientar ações de remediação ambiental, apoiar decisões dos órgãos responsáveis e prevenir riscos futuros. Os resultados obtidos até o momento reforçam a importância de acompanhar continuamente essas áreas, mesmo quando as concentrações estão abaixo dos limites legais. by @ittoceaneon
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11 days ago
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🌏Conhecimento que contribui para a compreensão dos impactos dos eventos extremos e para a construção de estratégias de prevenção e de redução de danos.

Os hidrocarbonetos derivados do petróleo e de atividades industriais e agrotóxicos estão entre os contaminantes orgânicos que podem ser mobilizados durante enchentes. Alguns deles apresentam persistência no ambiente, podendo permanecer no solo e na água e se distribuir pelo território.

🔬 No Projeto Contaminantes Pós-enchente na Bacia do Rio dos Sinos, o Laboratório de Genética e Biologia Molecular (LGBM) da Unisinos atua na análise desses contaminantes em amostras ambientais.

Os pesquisadores coletam solo e água em diferentes pontos da bacia. No laboratório, as amostras passam por etapas de preparo e extração para que seja possível investigar a presença e quantificar Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs) e pesticidas.

📍 A comparação entre diferentes pontos permite investigar como esses contaminantes se distribuem e relacionar os resultados às características e ao uso do território.

💡Assim, uma pequena amostra de solo ou sedimento pode ajudar a responder perguntas importantes: quais contaminantes estão presentes, onde eles estão e como podem ter se distribuído pelo território?

#EnchentesRS #RioGrandeDoSul #BaciaDoRioDosSinos #UNISINOS #RioDosSinos by @ittoceaneon
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14 days ago
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Dia 19 de setembro é o Dia Mundial pela Limpeza da Água, que busca mobilizar, no mundo todo, pessoas e comunidades para a preservação dos recursos hídricos. Este dia também nos convida a olhar para além da sujeira que conseguimos ver: a qualidade da água pode ser afetada por contaminantes invisíveis, que circulam pelo ambiente e podem permanecer no solo, na água e nos organismos.

No Rio Grande do Sul, essa reflexão ganhou uma dimensão ainda mais concreta depois das enchentes de 2024. A água transportou resíduos, esgoto e diferentes contaminantes, atingindo ruas, casas, praças. Parte desses impactos era visível. Outra parte precisou (e ainda precisa) ser investigada pela ciência.

O projeto Contaminantes Pós-enchentes encontrou evidências da presença de metais, como arsênio, cobre, chumbo e mercúrio, além de compostos orgânicos e indicadores microbiológicos em áreas da Bacia do Rio dos Sinos. Entre os resultados, também foram observadas a presença de Escherichia coli e coliformes totais no solo, além de alterações nas concentrações de alguns contaminantes entre as campanhas de coleta.

Os resultados mostram que os efeitos de uma enchente não terminam quando a água baixa. Contaminantes podem ser transportados e permanecer no ambiente por longos períodos de tempo, tornando o monitoramento da água e do solo essencial para compreender os riscos e orientar ações de prevenção e recuperação.

E o que podemos fazer? No dia a dia, o descarte correto de resíduos, o uso responsável de produtos químicos e o cuidado para não jogar lixo em ruas, bueiros, arroios e rios ajudam a reduzir a entrada de contaminantes no ambiente. Mas a prevenção também depende de ações coletivas: saneamento básico, gestão adequada de resíduos, fiscalização, planejamento urbano e monitoramento ambiental.

💧 Cuidar da água é uma responsabilidade compartilhada. by @ittoceaneon
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21 days ago
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Até mesmo crustáceos muito pequenos ajudam pesquisadores a entender os efeitos das enchentes. 🔬💧 É o caso dos ostracodes, que constroem sua carapaça retirando elementos químicos da água em que vivem.

🦐Os ostracodes são diversos. Alguns gostam de sedimentos mais finos ou mais grossos, outros de maior ou menor luz solar, águas mais turvas ou menos turvas, com maior ou menor salinidade, e assim por diante. Suas características e preferências ajudam a revelar muito sobre a água do local em que vivem.

Quando uma inundação acontece, esses microcrustáceos podem absorver outros compostos além dos habituais, como metais pesados.

👀 Pode parecer difícil coletar animais assim tão pequenos, mas o processo é simples. Os pesquisadores usam redes de malha bem fina para “peneirar” as raízes de plantas e o sedimento que se acumula nas margens de rios e lagos, colocando tudo que fica na rede em potes de plástico.

🧪 No laboratório, puxam esse material usando pipetas e o depositam em placas de vidro, usando então um microscópio para procurar os ostracodes.

Depois de encontrados e identificados, os ostracodes são submetidos a análises mais complexas para determinar se eles possuem contaminantes em suas carapaças. Combinado a diversas investigações realizadas pelo Projeto Contaminantes Pós-enchentes, os ostracodes ajudam a revelar como as enchentes de 2024 podem ter afetado a água e os solos do RS. by @ittoceaneon
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a month ago
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Um pouco do que rolou no Unisinos Conecta! ✨

Um encontro de ideias, conexões e inovação.

#unisinosconecta taken in Unisinos - Campus São Leopoldo by @ittoceaneon
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a month ago
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O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos. Convivemos com eles no campo, nos alimentos e também na água. ⚠️💧

Há um nível considerado seguro pelo Ministério da Saúde, mas esse limite pode ser ultrapassado durante enchentes.

🌧️ Quando a água invade lavouras, cidades e estradas, ela pode transportar contaminantes para lugares onde eles normalmente não estariam. Alguns agrotóxicos podem alcançar rios, poços, áreas urbanas e permanecer no ambiente por um período que varia conforme o composto e as condições locais.

Sabemos que esses compostos se deslocam e atingem as áreas urbanas, então nos perguntamos:

🌊 Como se deslocam? 
⌛ Quanto tempo ficam no ambiente? 
🧬 Quais riscos podem representar para as pessoas e para os ecossistemas?

No Projeto Contaminantes Pós-enchentes, os pesquisadores investigam exatamente essas questões na Bacia do Rio dos Sinos. O objetivo não é compreender de onde vêm os agrotóxicos, seu comportamento e gerar informações que orientem ações de prevenção, monitoramento e adaptação diante de novos eventos extremos.

🔬 Um ponto importante: muitos contaminantes, incluindo alguns agrotóxicos, não alteram a cor, o cheiro ou o gosto da água. Por isso, só análises laboratoriais podem confirmar se ela está própria para consumo.

🤝 E mais: acompanhar as orientações dos serviços de abastecimento, da vigilância em saúde, da Defesa Civil e os resultados produzidos pela ciência é uma das formas mais importantes de se proteger.

#EnchentesRS #RioGrandeDoSul #BaciaDoRioDosSinos #UNISINOS #RioDosSinos by @ittoceaneon
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a month ago
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Theriosynoecum trigonalis espécie extinta de ostracode do cretáceo  inferior associado a sedimentos do "Pre-Sal", Brasil. ITT OCEANEON.#ostracodes by @ittoceaneon
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a month ago
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 by @ittoceaneon
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2 months ago
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Alguns locais da Bacia do Rio dos Sinos que fazem parte do nosso dia a dia podem revelar muito sobre as chuvas e seus impactos. Onde caminhamos, espaços em que crianças brincam, solos em que animais pastam. Enquanto o cidadão continua aproveitando esses lugares nos dias de sol após as tormentas, pode encontrar neles os pesquisadores do Projeto Contaminantes Pós-enchentes. 🔎

Esses ambientes revelam informações importantes sobre as enchentes que atingiram o RS. 💧 Pesticidas, metais pesados, hidrocarboneto de petróleo são alguns dos elementos que são investigados, buscando entender se esses contaminantes chegaram e se acumularem nas áreas habitadas, como circulam por elas e quais as suas origens.

☀️ É possível continuar aproveitando o passeio e o descanso ao ar livre nesses locais. As concentrações desses contaminantes não serão altas para as pessoas. Mas os pesquisadores do projeto estão atentos para os traços que podem revelar o quanto esses componentes químicos circularam, auxiliando o monitoramento ambiental, apoiando o planejamento urbano e fortalecendo estratégias de adaptação climática.

#EnchentesRS #RioDosSinos #MudançasClimáticas #DivulgaçãoCientífica #AdaptaçãoClimática taken in São Leopoldo by @ittoceaneon
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2 months ago
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Mais uma edição do Café com itts!

Na primeira sexta-feira de agosto, nos reunimos no prédio UNITEC 1, no Tecnosinos, para um momento especial de integração, troca e convivência entre os nossos institutos. 

Dessa vez, fomos provocados a refletir sobre como construímos nossas relações de trabalho. Com a metáfora do ônibus, lembramos que estamos todos na mesma viagem, e que aprender a conviver com intimidade, diálogo e humanidade é o que torna essa jornada verdadeiramente emocionante! 

Agradecemos a presença e as contribuições do Pe. Felipe de Assunção Soriano (Coordenador do Instituto Anchietano de Pesquisa e Memorial Jesuíta) e da nossa Analista de DHO, Ana Paula Costa.

E você, como tem cultivado a convivência e as relações com a sua equipe no dia a dia? Conte para a gente nos comentários! 👇 by @ittoceaneon
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2 months ago
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Já pensou que o solo funciona quase como um arquivo secreto da história da Terra? 🌍🔬

Cada camada guarda pistas sobre o ambiente em que foi formada, só que para "ler" essa história é preciso muita precisão na análise dos elementos químicos presentes nela.

Foi esse desafio que motivou a pesquisa "Estudo de Métodos Analíticos", desenvolvida por Jordana de Souza Xavier no itt Oceaneon. O estudo comparou duas tecnologias, o EDXRF e o ICP OES, na quantificação de elementos traços e majoritários em amostras de solo.

O resultado? Mais confiabilidade nas análises geoquímicas, metodologias com menor impacto ambiental e apoio direto a estudos ambientais e paleoclimáticos. 🧪✨

Ciência se faz em equipe! No itt Oceaneon, infraestrutura, tecnologia e apoio caminham juntos para gerar pesquisas com impacto real.

Bora acompanhar esse e outros projetos? 👇

#PesquisaCientífica #ittOceaneon #Geoquímica #CiênciaDoSolo by @ittoceaneon
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2 months ago
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