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Antropóloga
Doutoranda em Antropologia no @ppgaaufpr
[Consultoria & Produção Cultural]
📍Vale do Ribeira|SP
🔺Portfólio:
🔻Baixe "Do Quilombo à Floresta"
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Oi, Bilinho, escrevo para falar de lembrança & infância. Lembra quando o Tancredinho invadia os quintais dos vizinhos e pegava as galinhas, até ser morto? Você tinha a idade dessa foto e morava em Palmital. Foi em Palmital também que Lula fez um comício. Seu pai, bancário do Banespa, na época, estava nele e você tem uma breve memória de uma praça cheia de gente com aquele barbudo no microfone. Nessa época você dizia que queria ser professora e colocava todas as primas para estudar. Juntou moedinhas até comprar uma lousa com giz branco e colorido. Nela, você dava aula até para as bonecas, ah, e corrigia a lição. Sim, você sempre foi uma menina responsável, curiosa e amante dos livros e estudos. Questionadora, não se conformava no catecismo com a estória bíblica de que Deus fez o mundo em sete dias! Deus? Qual Deus? Azucrinou seus pais até eles deixarem você não ir mais e fazer aulas de Xadrez, que hoje você só lembra que o cavalo anda em L. Nessa fase, o Pintinho, um vizinho nosso, disse que cada estrela no céu era um planeta. Fecho os olhos e lembro dele falando isso enquanto a gente olhava a noite andando de carro. Tem certas coisas que nos falam quando somos criança que ficam com a gente a vida toda. Você foi crescendo e a educação sempre foi sua meta. Uma meta de liberdade, não de censura. Aos 18 anos foi aprovada em dois vestibulares, em duas universidades públicas, cujo resultado ouviu pelo telefone na sala de casa. Foi embora, de um interior para outro, estudar nas terras roxas do Paraná, mas quando se formou, aos 21 anos, foi mãe. Mesmo assim, no outro ano fez uma especialização com um bebê, enquanto lia sobre como a Sociologia poderia ser ensinada nas escolas. Foi professora no cursinho popular da terrinha e educadora num assentamento rural do MST, onde aprendeu sobre educação popular. Quando chegou em Cananéia, lecionou numa escola estadual e conheceu um sistema opressor e entristecido, e mesmo aprovada num concurso público, foi atuar em projetos com editais culturais e como arte-educadora. Depois de 20 anos graduada, voltou à pós-graduação no mestrado e, hoje, como doutoranda de uma universidade federal, sonha com um Brasil onde a educação seja a arma! taken in Palmital by @jaciatelie
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7 hours ago
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A ditadura militar, ocorrida no Brasil de 1964 a 1985, é um fato da nossa História que, desde criança, me intriga. Recordo de perguntar para minha mãe como tinha sido a época do AI-5, e ao passo que fui crescendo, a temática caminhou ao meu lado em leituras, mas, também, em documentários e filmes nacionais.

Essa seleção abrange aqueles filmes que vi, ainda adolescente, e os que foram lançados pelo cinema nos últimos anos. Uma forma de conhecer esse período através destas cinco obras cinematográficas, que abordam diferentes dimensões desse passado e suas marcas no presente.

🎥 O que é isso, companheiro? (1997), de Bruno Barreto
Inspirado no livro de Fernando Gabeira, retrata o sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em 1969, por organizações de resistência à ditadura.

🎥 Batismo de sangue (2006), de Helvécio Ratton
Baseado no livro de Frei Betto, acompanha a participação de frades dominicanos na resistência à ditadura e as consequências da repressão, incluindo a perseguição e a t0rtura.

🎥 Zuzu Angel (2006), de Sérgio Rezende
Conta a história da estilista Zuzu Angel e da busca pelo filho Stuart Angel Jones, militante político m0rto pela repressão. Sua trajetória evidencia a luta de uma mãe contra o silêncio imposto pelo regime ditatorial.

🎥 Marighella (2019), de Wagner Moura
Retrata os últimos anos de Carlos Marighella, político e militante que se opôs à ditadura e defendeu a luta armada. O filme aborda a resistência, a clandestinidade e a vi0lência política.

🎥 Ainda estou aqui (2024), de Walter Salles
A partir do livro de Marcelo Rubens Paiva, acompanha a história de Eunice Paiva após o desaparecimento forçado de seu marido, o ex-deputado Rubens Paiva. O filme destaca a busca por respostas, a reconstrução da vida familiar e a luta pela memória.

Assistir a esses filmes é refletir sobre as consequências da violência de Estado, o direito à memória e a importância de conhecer essas histórias para compreender a atualidade. Memória não é apenas lembrança, mas reconhecimento, justiça e compromisso com a democracia.

Pela defesa dos nossos direitos constitucionais, dia 25 voto 13. Ditadura nunca mais! by @jaciatelie
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3 days ago
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"Como todos os historiadores sabem, o passado é uma enorme escuridão, e repleto de ecos. Vozes podem nos alcançar a partir de lá; mas o que dizem é imbuído da obscuridade da matriz da qual elas vêm; e, por mais que tentemos, nem sempre podemos decifrá-las precisamente à luz mais clara de nosso próprio tempo".

📕Margaret Atwood, em "The Handmaid's Tale (1985), traduzido por Ana Deiró como "O Conto da Aia" (2017), pela Editora Rocco.

📍"Noite" - Capítulo 1, p. 11 -12.

#thehandmaidstale #ocontodaaia #literaturacanadense #romance taken in Gilead by @jaciatelie
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9 days ago
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Cortando quadradinhos em Setembro para colorir um coração despedaçado pela crise estética, climática e ambiental.

Apesar dos pesares, teve mamografia com resultado positivo, aquela revista que desde Julho queria, morango cravejado, céu alaranjado, Ribeira cheia da ilha a Registro, encontros que nutrem o coração e mais quadradinhos hipocondríacos 🟥 

Viu uma embalagem bonita? Guarda para mim 📍

Ass.: Acumuladora de papel não anônima taken in Cananéia by @jaciatelie
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15 days ago
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No próximo domingo, dia 04 de Outubro, vamos às urnas, democraticamente, votar em um candidato à presidência, além de governadores, senadores, deputados/as e vices. Quando nasci, ainda vivíamos em uma ditad4ra com cens4ra, e foi somente com as Diretas Já, em 1985, e, em 1988, com a Constituição cidadã que muitos direitos foram garantidos, especialmente para os povos indígenas e as comunidades tradicionais quilombolas.

Nos últimos anos vivemos uma distopia, com golpe, impeachment de uma presidenta, desgoverno e pandemia, em uma polarização política partidária que levou até uma entidade religiosa ser atacada pela extrema direita nessa semana eleitoral. Uma santa preta, a padroeira do Brasil para os católicos, Nossa Senhora Aparecida, que esperamos que rogai por nós, brasileiras e brasileiros.

Eu votarei pelas mulheres, pelas aldeias, pelos quilombos, pelas florestas e por comida no prato de cada um de nós, povo brasileiro. E, são nas terras quilombolas, nas áreas ocupadas por trabalhadores rurais acampados e assentados, nas pequenas propriedades e nos sítios agroecológicos que nascem as sementes que nos alimentam.

Nosso voto é coletivo e nossa nação é soberana 🌟

📷: Feira de Troca de Sementes e Mudas Tradicionais das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira, em Eldorado/SP, em Agosto de 2026. taken in Eldorado, São Paulo by @jaciatelie
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18 days ago
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Há 20 anos, conheci o Movimento dos Ameaçados por Barragens (MOAB), tendo registrado essas fotografias quando caminhamos pela BR 116, ocupando a Rodovia Régis Bittencourt e bradando: Terra sim! Barragens não! 

Recordo do sentimento de pertencimento ao lutar por um rio, tendo as comunidades tradicionais quilombolas, caboclas, caiçaras e ribeirinhas, além do povo indígena Guarani, como protagonistas dessa luta.

Neste mês de Setembro, o Vale do Ribeira foi acometido por chuvas intensas e o rio Ribeira de Iguape alcançou mais de 12 metros, com a abertura da comporta da Represa Capivari, em Campina Grande do Sul/PR. A enchente atingiu o perímetro urbano de cidades como Eldorado/SP e Iporanga/SP, além de quilombos que foram afetados, com áreas de plantio assoladas, sem contar outros municípios, como Registro/SP e Iguape/SP.

Órgãos municipais e oficiais do Estado prestaram assistência, mas é preciso pensar como situações como essas devem ser tratadas em tempos de crise e emergência climática, onde o racismo ambiental explicita como populações racializadas são as primeiras a sofrerem danos e prejuízos, sem contar a insegurança e vulnerabilidade somadas ao risco eminente.

Assim, movimentos sociais como o @moabvaledoribeira são formas de organização populares onde direitos e garantias constitucionais são cobradas, em uníssono. Conheça sua atuação e colabore com a @eaacone através de doações para os quilombos atingidos pela enchente.

Águas para vida! taken in Vale do Ribeira by @jaciatelie
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24 days ago
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O Vale do Ribeira foi acometido por fortes chuvas nos últimos dias e o rio Ribeira de Iguape alcançou mais de 12 metros no nível de suas águas, ocasionando enchentes em várias cidades. Além do quadro meteorológico, a abertura das comportas da Represa do Capivari, em Campina Grande do Sul, no Paraná, contribuiu para o aumento do volume fluvial no rio Ribeira.

Os municípios de Eldorado e Iporanga foram fortemente atingidos, incluindo territórios quilombolas, deixando os quilombos sem acesso em suas vias, sem energia elétrica e, em alguns, sem água.

O governo do Estado, as prefeituras e a @defesacivilsp estão em atuação, mas a sociedade civil também pode contribuir. Saiba nos cards como ajudar os municípios e os quilombos com doações de alimentos não perecíveis, produtos de higiene e limpeza, vestuário, cobertores, entre outros. A contribuição pode ser feita, ainda, por transferências bancárias.

📍Em Cananéia, o Fundo Social da @prefeituradecananeia está arrecadando doações. Para saber mais, ligue (13) 3851-3797. Outros pontos de coleta estão disponíveis, informe-se.

Todos juntos somos fortes! taken in Vale do Ribeira by @jaciatelie
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a month ago
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Estarei mais um ano apresentando minhas reflexões das pesquisas etnográficas no Vale do Ribeira, com comunidades quilombolas, sobre Conhecimento Tradicional Associado, na @jornadasdeantropologia, no GT 02 - Abordagens Multiespécies: práticas ecológicas emergentes, com a @humanimalia.ufscar.

Na oportunidade irei debater sobre a agência das sementes florestais e sua relação multiespécies, no manejo da paisagem, através do saber-fazer de agricultores e agricultoras quilombolas, coletores da Rede de Sementes do Vale do Ribeira, que em 2023 tornou-se uma cooperativa e que, desde 2017, realiza a coleta, o beneficiamento, o armazenamento e a comercialização de sementes para restauração ecológica de ecossistemas, na Mata Atlântica.

Através do pensamento de Beatriz Nascimento, sobre a insurgência dos quilombos, a contracolonialidade de Pierre Clastres, os apontamentos sobre plantation de @guilherme_moura_fagundes, bem como a concepção de @malcomsun em sua ecologia decolonial e a dupla fratura colonial, o trabalho busca pensar sobre as tecnologias sociais rurais e o Sistema Agrícola Tradicional Quilombola a partir da organização comunitária e o enfrentamento aos conflitos socioambientais, tendo as sementes como protagonistas.

A Jornadas de Antropologia acontece de 17 a 19 de Novembro, de forma remota e presencial, organizada pelos discentes do @ppgas.unicamp, com debates antropológicos em grupos de trabalho, mesas redondas, minicursos e oficinas, além do Prêmio Mariza Corrêa de Antropologia Visual. 

📍Acesse e saiba mais: https://jornadasantropologia.wpcomstaging.com/ taken in IFCH - Unicamp by @jaciatelie
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a month ago
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Agosto de 2026, como todo Agosto em nossas vidas, é mês de celebrações, mas, também, aquele mês que te desafia a equilibrar mil pratinhos and bôlos!

Recortes, colagens, feira de sementes, niver na praia, namorada, quadradinhos e mais quadradinhos para dar conta da vida adulta, sendo mãe de um garoto de 17 anos!

Uau, aquele bebê que chegou no chalezin numa madrugada chuvosa, que íamos no quarto ver se estava respirando, a um jovem do futuro que estuda e trabalha!

Eu vi o menino correndo, eu vi o tempo 🌟 by @jaciatelie
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a month ago
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Celebramos em 14 de Agosto, em Eldorado/SP, mais uma edição da Feira de Troca de Sementes e Mudas Tradicionais das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira, em seu 17o. encontro.

Reunindo diversos quilombos e seus agricultores/as, além de lideranças e a juventude quilombola, com estudantes da rede municipal de ensino, contou com o seminário “A Embrapa e a democratização de sementes: O resgate e o acesso às sementes crioulas”, cuja programação discutiu o papel protagonista das sementes, dos conhecimentos tradicionais associados e da conservação da agrobiodiversidade, bem como dá importância dos territórios titulados para a manutenção do modo de vida quilombola.

A palestra “Ciência e saberes ancestrais: A Embrapa e a democratização de sementes”, ministrada pela pesquisadora Marília Lobo Burle, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, abordou os bancos ativos de germoplasma da instituição e sua contribuição para a conservação da diversidade agrícola brasileira e para a ampliação do acesso das comunidades às sementes crioulas. Letícia Esther, do quilombo São Pedro, integrante da EAACONE, como mediadora da mesa, destacou o vocabulário quilombola com o exemplo do “paiol de sementes”, colocando-o em diálogo com a noção de banco de germoplasma, defendendo a linguagem presente nos quilombos e o conhecimento existente ao nomear práticas do cotidiano rural.

Urias Morato, do quilombo São Pedro, compartilhou conhecimentos aprendidos com sua mãe, seu pai e seus tios, relacionados ao cultivo, à partilha dos alimentos e ao trabalho coletivo, como os mutirões, ou “puxirão”, e a “reunida”, práticas relacionadas ao trabalho na roça e à transmissão de conhecimentos entre gerações. Sua fala também trouxe as transformações das práticas agrícolas diante das normativas ambientais e os efeitos dos processos de perseguição e racismo enfrentados pelas comunidades quilombolas, reforçando: “Eles têm dinheiro, mas não plantam.”

A discussão colocou em relação conhecimento científico e conhecimento tradicional, destacando o papel das mulheres na salvaguarda da terra, das sementes e dos territórios, assim como a presença das crianças e da juventude nos espaços de luta. taken in Eldorado, São Paulo by @jaciatelie
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2 months ago
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No dia 9 de Agosto, no @sescregistro, mais uma vivência do Projeto “Café com Prosa, e o Rio se Mostra”, celebrou a culinária, com Valni de França Dias, do quilombo São Pedro, em Eldorado/SP, com a receita do bolo de mandioca, que foi o fio condutor para ouvirmos sobre a terra, a roça, os conhecimentos ancestrais e o modo de vida quilombola.

A mandioca, tão presente na alimentação, é protagonista em vários preparos, salgados e doces, e revela a diversidade de usos e saberes construídos no cotidiano. Junto dela, ovos das galinhas do terreiro, açúcar e óleo se transformaram, no passado, em alimento, memória e partilha.

Aurico Dias, liderança nacional, contou sobre o sistema agrícola quilombola como um modo de vida, um “monte de coisas” que reúne técnicas, conhecimentos, relações sociais e uma maneira própria de cuidar da terra. A coivara, com o ciclo de derrubada, queimada, plantio, colheita e pousio, é parte desse conhecimento tradicional transmitido entre gerações. Sua fala: "viver a terra, cuidar da terra, que é nossa mãe", traz as plantas medicinais e seus usos, a "mandiquera" utilizada para combater formigas, a criação de animais, as casas de pau a pique, o artesanato, a relação com a Lua e até o uso da pena da galinha como espanador. São conhecimentos que mostram que, na vida quilombola, o broto significa sobrevivência, e essa relação com a terra é uma história de luta.

A proibição das roças e a criação de áreas de preservação ambiental foram vividas como formas de intimidação e restrição de um modo de vida ancestral, tornando-se parte importante da luta fundiária no Vale do Ribeira. A partir dos anos de 1990, a organização das comunidades ganhou força na busca pelo reconhecimento e pela garantia dos territórios quilombolas, amparada pela Constituição Federal de 1988 e pela atuação de movimentos e organizações, como EAACONE, MOAB, GT da Roça e ISA.

No Quilombo São Pedro, essa trajetória inclui o reconhecimento territorial em 1998, a titulação em 2001 e o registro em 2021. A organização comunitária também se expressa na criação de iniciativas como a Feira de Troca de Sementes e Mudas, aproximando quilombos e fortalecendo a circulação dos conhecimentos. taken in Sesc Registro by @jaciatelie
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2 months ago
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Nos dias 14 e 15 de Agosto, a Praça Nossa Senhora da Guia, em Eldorado/SP, recebe mais uma edição da Feira de Troca de Sementes e Mudas Tradicionais das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira, reunindo agricultores/as de quilombos paulistas.

Do plantio à colheita, da semente ao fruto, a feira em sua 17a. celebração une conhecimentos tradicionais, organização social e defesa do território, com quilombolas de diversas comunidades e suas lideranças, que ao lado de instituições e parceiros, organizaram mais um encontro, através do Grupo de Trabalho da Roça (GT da Roça).

Nesses dois dias, uma programação voltada às pautas quilombolas, com seminário, apresentações culturais, troca e venda de produtos da roça e um delicioso almoço tradicional, com alimentos dos quilombos feitos pelas mulheres detentoras dos saberes e sabores da terra.

O Sistema Agrícola Tradicional Quilombola, com sua gama de manifestações culturais e tecnologias sociais, que mantém o modo de vida dessas comunidades tradicionais, garante a conservação das espécies vegetais e do Conhecimento Tradicional Associado às plantas da Mata Atlântica.

Acompanhe a @cooperquivale para saber mais 📍 taken in Eldorado, São Paulo by @jaciatelie
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2 months ago
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