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Revista de crítica de Cinema baseada em Sergipe
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SE A FRAGILIDADE NOS EXCEDE, ELA TAMBÉM NOS MOVE

Entre turnos, ainda há um país em que acreditar. Em novo ensaio, Lwidge de Oliveira debruça-se sobre os impasses e sentimentos de fragilidade que atravessam a conjuntura política brasileira neste segundo turno. 

Recorrendo às reflexões de Georges Didi-Huberman sobre o potencial político dos afetos e ao conceito de mundo ch’ixi da socióloga boliviana Silvia Rivera Cusicanqui, o autor argumenta que a angústia e a fragilidade não devem ser lidas como fraqueza, mas como aberturas para o movimento e para a reorganização coletiva.

🔗 O texto completo de Lwidge de Oliveira está disponível no Substack da Jovens Persas (link na bio). by @jovens.persas
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4 days ago
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O SEGUNDO TURNO NO BRASIL: Rejeitar uma morte como a "Di Glauber"

Depois da sessão promovida pelo Cineclube Entreato de Terra em Transe (1967), dirigido por Glauber Rocha, Daniel Silva de Souza apresenta uma reflexão sobre de onde veio a derrota que as esquerdas sofreram no primeiro turno das eleições brasileiras.

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11 days ago
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UMA TENTATIVA VÁLIDA

Mesmo sob o resultado desesperador de ontem, precisamos dialogar e pensar juntos formas de olhar o Brasil. Por isso, junto a uma chamada, convidamos todos a sessão de Terra em Transe (1967), dirigido por Glauber Rocha, que será exibido pelo @cineclubeentreato no espaço do Cine Walmir Almeida. É necessário digerirmos e discutirmos o Brasil que poderá se seguir daqui em diante.

🔗 A chamada completa está disponível no Substack da Jovens Persas (link na bio). by @jovens.persas
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13 days ago
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ENTREATOS E AS IMAGENS DE UM TEMPO QUE PASSOU

Lançado em 2004, Entreatos, de João Moreira Salles, acompanha os bastidores da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva e registra momentos de convivência, discussões e articulações entre o candidato, seus companheiros de campanha e familiares. A partir da primeira sessão da Semana Vira-Voto, Eden Nascimento revisita essas imagens duas décadas depois de sua estreia e agora com uma nova eleição em iminência.

Em seu texto, Eden parte da experiência pessoal diante do filme para refletir sobre a passagem do tempo e as transformações percebidas na trajetória de Lula e do Partido dos Trabalhadores. Junto a isso, o autor também reflete sobre sua própria experiência, não só com o filme e a sessão, mas também com a figura candidata a presidência.

P.S.: Dia 04 é 13, viu?

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16 days ago
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UMA "NOVA" ODISSEIA

A nova adaptação de A Odisséia (2026), dirigida por Christopher Nolan, é o ponto de partida para uma análise que coloca cinema e literatura em confronto. Ao retomar a obra de Homero, o filme modifica, reinterpreta e reorganiza elementos centrais do poema, levantando questões sobre o que significa adaptar uma obra tão distante de nosso tempo.

Em seu texto, Caio Amado investiga a relação entre a palavra e a imagem no cinema, a representação dos personagens e dos deuses gregos e as escolhas de Nolan diante do mito homérico. Ao refletir sobre esses aspectos, o texto argumenta como o Nolan, nesse filme, estabelece um confronto com Homero ao inverter e transformar aspectos fundamentais da narrativa original. Apesar dos questionamentos em questões de adaptação, o redator também reconhece os momentos onde o cinema hollywoodiano se destaca, na ação física e sensorial.

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18 days ago
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O MUNDO INVERTIDO DOS ARCOS DOURADOS DE OLINDA

Dirigido pelo realizador estreante Douglas Henrique, Os Arcos Dourados de Olinda (2025) nos mostra o percurso de abertura ao fechamento de uma unidade do McDonald’s que se articula junto à campanha política que marcou a eleição da primeira prefeitura abertamente comunista do país, em Olinda. Partindo da imagem inicial do filme, marcada pela representação do conflito entre o neocolonialismo estadunidense e o comunismo soviético, Wandryu Figuerêdo investiga as relações entre imperialismo, mercado e memória no contexto pernambucano.

Em seu texto, Figuerêdo aproxima o filme da dinâmica entre grandes empresas e mercados regionais, como a Feira da Mangueira, em Jaboatão dos Guararapes, que é um espaço que permanece diante da expansão de grandes negócios, do comércio virtual e das transformações urbanas. A partir da noção de “lugar vivido”, de Milton Santos, o texto reflete sobre como a vivência coletiva e a memória podem resistir às tentativas de ocupação e reorganização dos espaços pela lógica do capital.

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24 days ago
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UMA CONCLAMAÇÃO E UM CONVITE

Diferente do habitual, a Jovens Persas escreve uma chamada ao público para participar da batizada "Semana Vira-Voto". Em decorrência da ameaça à democracia brasileira (e também de nosso cinema, tanto nacional quanto a suas salas de exibição), estaremos promovendo duas sessões na Universidade Federal de Sergipe, sendo a primeira de Entreatos (2003), de João Moreira Salles, dia 28 de setembro, e a última com A Fabulosa Máquina do Tempo (2026) de Eliza Capai, no dia 01 de outubro como uma ação de campanha afirmativa. Façamos o L durante as sessões e, principalmente, dia 04 de Outubro.

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15
a month ago
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TRÊS OLHARES, UM DESEJO

Exibido na sessão de abertura do 5º Sarau Erótico, no Cinema do Centro, em Sergipe, o único filme dirigido pelo escritor francês Jean Genet, Canção de Amor (Un chant d’amour, 1950), constrói um retrato sensorial sobre o desejo enclausurado e a ausência da palavra. Ambientada em uma prisão, a narrativa acompanha dois homens em celas solitárias vizinhas que tentam estabelecer contato através de pequenas abertura, seja trocando a fumaça de um cigarro por um orifício na parede, seja tentando alcançar um buquê de flores suspenso entre as grades.

Em novo texto para seção Diários, Pedro Henrique Oliveira analisa como Genet converte os corpos e os gestos na própria matéria-prima da linguagem amorosa. Recorrendo aos Fragmentos de um Discurso Amoroso, de Roland Barthes, o redator demonstra como a impossibilidade da fala obriga os amantes a emitirem signos múltiplos para burlar a interdição, onde os olhares e os gestos se convertem em cobiça e fascínio pelo que se tenta reprimir. 

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a month ago
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A SALA REABRE, O EDITAL SEGUE PENDENTE
sobre os novos fatos da conjuntura by @jovens.persas
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a month ago
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ÀS RUAS, ÀS RUAS!

Em diálogo com o ensaio paradocumental Fuck the Polis (2025), da cineasta portuguesa Rita Azevedo Gomes, Wesley Pereira de Castro constrói uma convocação urgente sobre a necessidade de defender a cinefilia como uma prática visceral, coletiva e irredutivelmente política. Ao tensionar as inquietações do filme com a iminente interrupção das atividades do 'Cinema do Centro' (Cine Walmir Almeida) em Aracaju, o texto evoca uma posição disposta a reafirmar que o verdadeiro amor ao cinema nasce do encontro e da recusa à mercantilização promovida pelos grandes circuitos de exibição.

Ademais, apesar de compreendermos que hoje as atividades encerram com uma sessão cineclubista, nós, d'Os Jovens Persas, lidamos com situações que requerem a nossa intervenção emergencial, que transcende a mera apreciação de um clássico cinematográfico. Sobretudo porque atividades como essa constituem, também, espaços para semear pensamentos que compreendem ações pelo bem comum: ter acesso ao cinema nas suas mais diversas modalidades e geografias. A cinefilia sergipana está sob ameaça!

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a month ago
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EM APOIO AO CINEMA DO CENTRO

Único espaço em Aracaju a sustentar uma curadoria desviante em relação aos multiplex, o Cine Walmir Almeida — conhecido como 'Cinema do Centro' — terá suas atividades suspensas em decorrência da ausência de renovação do Termo de Cessão por parte da gestão municipal. Reaberto em 2025 com recursos da Lei Paulo Gustavo, o equipamento cultural somou mais de 600 sessões e cerca de 11 mil espectadores ao longo de 16 meses de funcionamento, demonstrando que a formação de público se constrói na rotina e no acesso contínuo à diversidade de linguagens.

Partindo da pergunta da pesquisadora Kênia Freitas (“o que há mais para ver?”), Lwidge de Oliveira analisa como o olhar cinematográfico requer tempo e reincidência para semear repertório. Nesse sentido, a interrupção das atividades é, para Oliveira, uma perda severa que contribui para dispersão do próprio público formado, reforçando que um cinema opera igualmente pelo compromisso de garantir o direito ao encontro e à experiência sensível. 

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a month ago
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O COTIDIANO COMO POSSIBILIDADE ESTÉTICO-POLÍTICA

Consagrado com os prêmios de Melhor Filme Sergipano e Melhor Direção no 5º Festival Internacional de Cinema de Itabaiana, o curta-metragem Ponto de Partida (2026), da realizadora Carol Barros, investiga o cotidiano a partir da jornada da jovem Laís (Mariana Ribeiro) em um ônibus rumo a uma entrevista de emprego. Em meio à incerteza da chegada, o percurso converte-se no cenário para o desabrochar de um afeto inesperado entre a protagonista e Caio (J. Artêmio), passageiro do ônibus.

Em texto assinado em coautoria, Paulo Victor Almeida e Lwidge de Oliveira analisam como a encenação de Barros prioriza as vicissitudes do caminho e a leveza das interações em detrimento do destino final. Para os redatores, a obra recusa a exigência por tramas grandiosas para encontrar nas pequenas situações do dia a dia uma possibilidade estético-política. Ao articular espaço, tempo e sensibilidade, o texto demonstra que a busca por um objetivo nunca se compara às marcas profundas dos trajetos que ficam.

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a month ago
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