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Psicanalista Clínica
Especialista em Infância e Adolescência, terapia de casais e suporte familiar.
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​A gente sonha com o futuro dos nossos filhos, planeja passeios e imagina as comemorações de cada fase da vida. Mas, na maternidade autista, o nosso planejamento é completamente diferente.Ser mãe de autista é ter que pesquisar como é a ação da polícia local antes de planejar uma viagem, prevendo o que pode acontecer em caso de crise. É sentir vontade de fazer uma festa de aniversário e perceber que não há quem convidar. É ver o final do ensino fundamental chegar e entender que, para nós, não haverá uma festa de formatura tradicional para comemorar.​ESSA É A REALIDADE. NÃO É DRAMA, NÃO É QUEIXA, É A REALIDADE QUE NOS É IMPOSTA. Vivemos com um diagnóstico que muda drasticamente a dinâmica de toda a família, especialmente quando a infância acaba e a invisibilidade aumenta, enquanto o mundo atual se diz mais inclusivo, celebram-se cotas e vagas no mercado de trabalho. Mas precisamos ser honestas, para quem é essa inclusão? Na maioria das vezes as vagas aceitam os autistas que receberam seus diagnósticos na fase adulta. Mas e os nossos filhos? Aqueles que dependem de suporte para quase tudo? Eles parecem ter sido deixados de fora dessa equação social.​Olhar para essa realidade dói, cansa e, às vezes, assusta. Mas se o mundo insiste em não enxergar os nossos filhos, nós nos tornamos os olhos, a voz e o norte deles.​Essa jornada exige uma força que a gente nem sabia que tinha, mas que se renova todos os dias no detalhe, no cuidado e no amor que supera qualquer barreira. Se você também segura esse rojão e, às vezes se sente sozinha nessa transição, saiba que a sua realidade é vista, validada e compreendida.​Nossos filhos podem até não estar na equação do mundo, mas eles são o nosso mundo inteiro.EU NÃO VOU DESISTIR DE TENTAR DAR AUTONOMIA PARA O MEU FILHO. O MAIOR PRESENTE QUE POSSO DAR A ELE É A LIBERDADE DE UM DIA NÃO TER QUE DEPENDER DE MIM.E NÓS VAMOS CONSEGUIR 💪👊🔥 Kenya Diehl Psicanalista Clínica by @kenyadiehlpsi
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10 days ago
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​É uma mistura de sentimentos difíceis de explicar. Ao passo que filhos neurotípicos passam a descobrir o mundo exterior, os nossos filhos autistas sentem o vazio da solidão.​Eu tenho um filho autista que progrediu muito — muito mesmo! Mas, infelizmente, não o suficiente para levar uma vida "normal". O sistema educacional não foi capaz de mantê-lo na escola, os grupos de amigos não se sustentaram e hoje ele vive basicamente conosco, seus pais.​Quando ele era menor, nós o levávamos para onde achávamos que seria bom para ele e para nós. Agora, na adolescência, tudo mudou completamente. ​Não basta dizer que ele tem que ir à academia, ele precisa querer ir.​ E esse "querer" não acontece de forma simples. As coisas precisam fazer sentido na cabeça dele.​O grande desafio é que o mundo anda em um ritmo completamente diferente daquele que o cérebro dele entende como funcional.​Hoje, temos um adolescente que sabe muito bem o que NÃO QUER, mas que dificilmente consegue identificar o que realmente QUER . Não podemos obrigá-lo, mas também não podemos deixá-lo parado simplesmente porque não quer fazer nada. É uma luta diária onde o sentimento de impotência e a frustração batem forte.E o que fazer diante disso? ​O mais importante é ter noção da realidade. Não negar as dificuldades, sentir a dor e seguir em frente. Para nós, não há outra opção: não temos rede de apoio. Não saímos sozinhos há anos. O tempo que ele passa conosco é de 24 horas por dia, 7 dias por semana. Muitas vezes temos que escolher "quem vai" simplemente porque é impossível levá-lo junto. ​Eu lutei desde que ele era pequeno para criar um menino feliz, bem-resolvido e grato pela vida — e eu consegui! Mas as limitações que o autismo traz são reais. E a verdade mais dolorosa que enfrentamos é saber que o mundo, infelizmente, não irá amá-lo como nós amamos. Agora, a vida dele segue um ritmo que precisamos acompanhar, mas que dói porque sabemos que sem o autismo tudo seria diferente, seria mais leve, seria menos doloroso.Se você não concorda, tudo bem, essa é apenas a MINHA visão do que o autismo na adolescência está me mostrando e não é nem de longe o que sonhei para ele. by @kenyadiehlpsi
33
15 days ago
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Tem quem diga que não consegue imaginar seu filho sem o autismo porque acha que ele não seria ele ou não teria a mesma essência e a mesma personalidade.​Já eu, fico pensando, meu Deus do céu, meu filho sem o autismo seria incrível. Ele é doce, educado, de bem com a vida, inteligente... Sem o autismo, ele iria brilhar. Já estaria quase se formando no ensino médio, provavelmente praticando algum esporte com muita responsabilidade, namorando, saindo com os amigos e mais uma porção de coisas que fariam parte da vida dele. Talvez fosse modelo, já foi convidado diversas vezes para fotografar, mas nunca foi possível devido às limitações que o autismo traz.​Então, sim! Eu imagino meu filho sem o autismo e sei que seria uma jornada de vida incrível. Mas sei que não adianta reclamar e não estou reclamando. Apenas trago para reflexão uma dor que precisa ser sentida para que possa ser superada. Afinal, como vamos vencer algo que nem sabemos que está nos machucando por dentro?​Reconhecer a dor é o primeiro passo para a cura emocional. Sei que essa dor irá voltar em cada etapa que trouxer mudança de fase, e está tudo bem. Sei que não podemos nos entregar, mas ativar o modo luta envolve reconhecer que não somos fortes o tempo inteiro. Precisamos ser humildes e aceitar que a vida é essa escola difícil de ser vivida, mas que a recompensa de ter um filho com a gente, em segurança e sendo amado a cada segundo, supera qualquer dor que venha junto do transtorno.Kenya DiehlPsicanalista Clínica by @kenyadiehlpsi
31
a month ago
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Meu filho foi criado por Deus. Você já parou para pensar na grandiosidade da vida? Muitas vezes aquele que parece não ter nada a oferecer é justamente quem tem mais a contribuir. Guilherme já é foi vencedor entre milhares de espermatozoides, a vida dele é importante e eu acredito cegamente que existe uma missão e sei que ele veio para cumpri-la. Todo mundo tem uma missão, todo ser humano tem o poder de te ensinar uma lição que pode mudar o seu destino, basta que você consiga ter a sensibilidade de olhar com cuidado e estar aberto para o desconhecido. Sei que muitas pessoas enxergam apenas a limitação, mas eu enxergo além, eu vejo um amor absurdo, que transcende a compreensão humana, porque...É MUITO FÁCIL AMAR AQUELES QUE NOS TRAZEM ALEGRIAS, QUE COLABORAM E QUE SÃO FÁCEIS DE LIDAR. JÁ AMAR UMA PESSOA QUE TEM DESAFIOS, LIMITAÇÕES E NECESSIDADES ESPECIAIS É PARA POUCOS...É preciso muito mais do que querer, mas sim um desejo verdadeiro de compreender e aprender a grande lição que vem junto com os desafios que o autismo nos traz. Não subestime o poder da missão de um autista. Você pode se surpreender.Kenya DiehlPsicanalista ClínicaMãe atípica by @kenyadiehlpsi
12
a day ago
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Educar um jovem autista sobre sexualidade exige o abandono de fórmulas prontas. O que funciona para jovens neurotípicos nem sempre se aplica aqui, pois o ponto de partida é a percepção de mundo que cada autista tem. ​Os sentidos no autismo são percebidos de forma única. O que para uns é prazer, para o jovem autista pode ser interpretado como dor ou invasão e a dificuldade de identificar sinais internos (interocepção) faz com que a excitação possa ser confundida com ansiedade ou até mesmo como um mal-estar difícil de identificar. É preciso ensinar sobre o toque consentido e o toque privado, respeitando a hipersensibilidade de cada um.​Vale lembrar que a subjetividade e as metáforas prejudicam esse processo, portanto, para evitar mais confusão seja literal, use nomes reais para as partes do corpo e funções biológicas. Apelidos fofos para as partes íntimas criam dificuldades de compreensão e coloca nossos filhos em vulnerabilidade. Também vale lembrar que ​a tempestade hormonal pode intensificar as crises de irritabilidade porque o jovem sente mudanças no corpo que não consegue controlar e isso acaba gerando insegurança. O segredo é não esperar a crise chegar. Explicar as mudanças (voz, pelos, ciclo menstrual) antes que elas ocorram ajuda a diminuir a ansiedade do desconhecido. O tempo de processamento é diferente, então respostas curtas, diretas e repetidas conforme a necessidade são melhores do que grandes conversas de uma vez só. ​Mais do que ensinar sobre "sexo", a educação sexual para jovens autistas é sobre autonomia e segurança. É de extrema importância ensinar a distinguir entre espaços públicos e privados, ensinar o jovem a dizer "não" e identificar toques inadequados. ​A educação sexual aqui não é um momento único, é um processo contínuo de conversas curtas, calmas e construídss com confiança. Quando falamos sobre a adolescência de jovens autistas, precisamos esquecer muito do que sabemos sobre educação sexual. Se para qualquer jovem essa fase já é um turbilhão, para quem está no espectro, o desafio ganha muita intensidade.​​Educar sexualmente um jovem autista é um ato de amor, de proteção e autonomia.Kenya DiehlPsicanalista Clínica by @kenyadiehlpsi
4
a month ago
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Estávamos em uma lanchonete depois de um dia de muito trabalho. Ele quis um sorvete depois do lanche e eu disse que ele poderia ir pegar no balcão. Ele foi, voltou, comeu calado e, quando estava quase terminando me disse: "Mãe, nunca mais quero ir no balcão sozinho." imediatamente perguntei o motivo e ele me respondeu: "A atendente estava muito mal humorada e mal olhou para mim".Perguntei se ela falou algo que ele não gostou e ele disse que não, que apenas se incomodou com a maneira fria com que ela o atendeu e aí me virou uma chave:Eu disse: FILHO, VOCÊ CRESCEU, VOCÊ NÃO É MAIS AQUELE ALEMAOZINHO PEQUENINO QUE AS PESSOAS SE DERRETIAM QUANDO VOCÊ CHEGAVA.Ele ficou um tempo pensando e me disse que não tinha percebido por este lado e aí que veio a minha fala de incentivo. Eu lhe disse que isso era muito bom e que este é o sinal que faltava para que ele pudesse sair sozinho sem o olhar maldoso de pessoas mal intensionadas. Expliquei que não ser criança representa liberdade, autonomia e que a infância é um lugar que sempre iremos visitar porque ela caminha conosco até o fim de nossas vidas.Depois disso começamos a pensar em algo que ele pudesse fazer que fosse de sua vontade, um curso, uma aula e ele me disse assim: JÁ SEI, QUERO TRABALHAR!É isso, eu sempre estarei aqui para te apoiar, seja no que for, nós vamos descobrir algo que você goste e queira se dedicar. Já sei que gosta de música, de cozinha e de bicicleta. Quem sabe vem aí um cantor, um chef ou um ciclista? Não sei, hoje eu só quero sonhar ❤️Kenya DiehlPsicanalista ClínicaMãe atípica by @kenyadiehlpsi
32
8 days ago
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Eu sempre digo que os pais não podem ser amigos dos filhos por uma simples razão:AMIGOS, OS FILHOS PODERÃO TER VÁRIOS E A VIDA TODA , MAS PAI E MÃE SÓ TEM UM! E essa função de pais precisa existir para dar direção, para ser EXEMPLO, SEGURANÇA, COLO E CONFORTO.O filho precisa de amigos para desabafar e para cometer os próprios erros, criar as próprias experiências, conhecer as frustrações da vida e consequentemente ficar forte para não repetir os mesmos erros, sabendo que sempre terá o pai e a mãe como um local seguro, um refúgio no meio do caos. E educar exige limite. Exige o papel de norte, de porto seguro. Se somos amigos demais dos nossos filhos, deixamos de ser essa referência tão importante para o desenvolvimento deles.Mas... e quando a teoria bate de frente com a realidade?O que acontece quando o seu filho é AUTISTAe a dinâmica do mundo faz com que ele não tenha amigos? Quando o isolamento social não é uma escolha dele, mas uma barreira que o mundo impôs?Como manter o distanciamento da "autoridade" quando o que ele mais precisa é de alguém igual a ele para brincar, para conversar, para apenas... ser?​Há quem diga que educar dá trabalho.E dá. Muito trabalho. Mas a verdade é que educar dá trabalho agora. Não educar... dá trabalho a vida toda. E, no autismo, esse "trabalho" se transforma em uma missão diária de decodificar o mundo para eles.​Talvez a resposta não seja virar "amigo" no sentido comum da palavra. Mas sim, ser a PONTE. Ser o primeiro vínculo seguro para que ele entenda o que é afeto, o que é respeito e o que é PARCERIA. Nós continuamos sendo pais. Mas, se o mundo fechar as portas para o seu filho... seja você o abraço que acolhe e o guia que ensina a caminhar.Kenya DiehlPsicanalista ClínicaMãe atípica by @kenyadiehlpsi
8
2 days ago
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​A verdade? É que NINGUÉM sonha com um filho autista...​Na gravidez, tudo o que pedimos é que, seja como for, que venha com SAÚDE! E quando a saúde não vem, a gente desmorona.​Ninguém prepara a mãe para uma possível deficiência, transtorno ou má formação. E quando a notícia vem cedo, ainda no ultrassom, de que algo não vai bem ou de que a gestação é de risco, na maioria das vezes, vem carregada de uma frieza assustadora por parte daquele que está ali fazendo o exame, mas, infelizmente, não entende muito sobre amor e acolhimento.​É duro pensar que não gostamos do autismo, mas é uma verdade que precisa ser dita.​Quantos sonhos são desviados?​Quantas portas são fechadas?​Quanta dor precisa ser tratada?​E quanto de nós precisa morrer para que finalmente possa nascer a tal "mãe especial"?​Antes de mais nada, precisamos sentir a dor que vem com a notícia do diagnóstico, porque só podemos curar aquilo que reconhecemos. Passar por todos os processos do luto faz parte do processamento da dor e da libertação da mesma, ​ou seja, precisamos sentir para poder libertar e renascer com a força que só as mães conseguem ter.Não se sinta culpada por sentir, já carregamos culpa demais para ainda nos sentirmos culpadas por sentimentos que vêm e que não são escolhas, eles apenas existem.Não somos escolhidas por Deus e nem abençoadas por ter um filho com transtorno, somos a melhor mãe que poderíamos ser e essa mudança de perspectiva muda tudo, porque isso nos torna MULHERES POSSÍVEIS, MULHERES REAIS!Estamos juntas 👊❤️ by @kenyadiehlpsi
14
a month ago
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Enquanto o luto da maternidade típica é sobre a autonomia e a separação, o luto da maternidade atípica na adolescência é, muitas vezes, sobre a permanência da dependência.​​Na maternidade comum, a adolescência é a preparação para o adeus. A mãe se prepara para o ninho vazio do filho que vira adulto e ganha o mundo. Há um medo da desconexão, sim, mas é o medo de ser "deixada para trás" pela independência do outro.​Mas, na maternidade atípica, a dor muda de direção. Quando o corpo do filho cresce, mas a necessidade de cuidado permanece, o luto não é pela separação, é luto pela liberdade que não chega nem para o filho, nem para a mãe. A sensação de desconexão não vem da distância física, mas do abismo entre o que a sociedade espera de um jovem de 16 ou 18 anos e a realidade que acontece dentro de casa. Não é o medo de ele não precisar mais de mim, mas o medo de quem cuidará dele quando eu não puder mais cuidar. É o vazio da rede de apoio que vai sumindo à medida que a criança fofa vira um adulto que o mundo insiste em não enxergar. ​Dói ver os meninos da mesma idad do seu filho partindo para faculdades, namoros e viagens, enquanto o seu dia a dia continua exigindo a mesma vigilância e o mesmo suporte de anos atrás. É uma exaustão que não se renova com o tempo, ela se acumula. ​Precisamos falar sobre essa solidão. Sobre o peso de ser o porto seguro eterno e sobre como o amor, mesmo sendo infinito, também se cansa sob o peso de uma responsabilidade que não tem data para terminar. ​Se você sente esse vazio e esse medo hoje, saiba que sua dor não é falta de amor, mas sim o reflexo de uma entrega que ultrapassa qualquer manual de maternidade. Estamos juntas! Kenya Diehl Psicanalista Clínica Mãe atípica by @kenyadiehlpsi
103
a month ago
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​Menino de 12 anos foi deixado pela mãe na calçada, apenas com um lençol para se cobrir. Essa notícia dói na alma. O nosso primeiro instinto é apontar o dedo, mas essa cena trágica é uma história de abandono que começou muito antes... ​A verdade é que o abandono adoece. Ninguém chega a esse nível de desespero por maldade pura. Chega-se aí por exaustão. Quando uma mãe é deixada sozinha, sem rede de apoio, sem descanso e sem ajuda do mundo ao redor, a mente dela pode simplesmente desligar. É o que acontece quando o peso de cuidar se torna maior do que a capacidade de suportar. ​A calçada fria onde aquela criança foi deixada é o retrato do nosso isolamento social. Enquanto sociedade, muitas vezes fechamos os olhos para o cansaço extremo de quem cuida de uma pessoa com deficiência. ​Onde não existe amparo, a loucura encontra espaço. Veja bem, NÃO SE TRATA DE JUSTIFICAR O ERRO, mas de entender que uma mãe abandonada pela família e pelo Estado acaba, NO LIMITE DO SEU JUÍZO, abandonando também. Aquela calçada é um pedido de socorro que todos nós, de alguma forma, deixamos de ouvir. ​Que a nossa indignação não sirva apenas para julgar, mas para nos fazer perguntar: quem está cuidando de quem cuida perto de nós? ​O cuidado não pode ser uma jornada solitária, porque no fim das contas, quando uma mãe perde a esperança, todas nós perdemos um pouco da nossa humanidade também. Kenya DiehlPsicanalista ClínicaMãe atípica by @kenyadiehlpsi
148
a month ago
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Mais uma produção que leva meu nome no legado de fazer inclusão no Brasil e no mundo.Amigos não irão divulgar seu trabalho, mas pessoas desconhecidas irão te valorizar.Só tenho a agradecer ❤️Obrigada @netflixbrasil e @audio.corp foi lindo estar com vocês mais uma vez 🎥 🎬Assista à temporada 4 de Amor no Espectro USA e se apaixone por histórias reais de pessoas autistas em busca do amor ❤️ by @kenyadiehlpsi
14
a month ago
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Atualmente a validação emocional das pessoas parece estar totalmente ligada à super exposição nas redes sociais. É como se todos tivessem a necessidade de serem famosos, caso contrário, toda a sabedoria, a luz e o amor não valessem de nada. ​Parece que não basta ter sucesso profissional, uma família linda, saúde e sonhos conquistados. Se não estamos em evidência para o público, logo surge uma sensação de vazio, como se nada disso tivesse valor. Mas a verdade é que não é que você não seja validado; é que você não se SENTE validado.​Você já sentiu que uma conquista só "vale" se for postada? ​Muitas pessoas têm realizado coisas incríveis, mas o vazio aparece assim que ficam fora dos holofotes digitais. Parece que, se o público não vê, a conquista perde o brilho. Mas existe uma diferença enorme entre o reconhecimento real e a vitrine digital.​Quando você depende de curtidas para sentir que sua vida é boa, você entrega seu bem-estar na mão dos outros. Suas vitórias continuam sendo reais e importantes, mesmo que ninguém dê um "like".​Aprenda a validar a sua própria história no "off". O que é real não precisa de exposição o tempo todo para existir. Até porque os likes geralmente são uma manobra de massa e não um reconhecimento real. O que você vai levar dessa vida quando for embora? Quantas vidas, de fato, você tocou com seu amor genuíno?Kenya DiehlPsicanalista ClínicaMãe atípica#saudemental #coragem #terapizou #maternidadeatipica #psicanálise by @kenyadiehlpsi
11
15 hours ago
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