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🍃🏳️‍🌈
• Antropóloga Social pelo @ifch.unicamp
• Editora e revisora @revistamaloca_
• Comunicadora e Mediadora de Leituras
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A frase da Giselle Beiguelman não está mais lá, no final da Avenida Nove de Julho, em um canteiro que é o centro de uma disputa entre os pixadores, os verdadeiros donos da rua e os donos das placas, a prefeitura. 

Mas ainda hoje me pego pensando sobre ela e sobre as pessoas que me ensinaram alguns de seus significados. Outros, eu mesma preenchi. 

Aprendi com ela (a artista e com a frase) que existem formas silenciosas e imperiosas de ser. E que resistir não significa apenas vestir uma armadura em estado de guerra, mas crescer como ervas daninhas em estado de vida, buscando luz, terra e água pelas frestas do caminho.

Sustentar ser é também sustentar os nãos. Repelir a ideia tentadora de caber no certo e no errado, no destino inescapável que o outro quis pra nós, recursar-se a ser pedra na cidade de espinhos. Recursar-se a ser um.

Uma erva daninha não pode ser domesticada. Ou até pode, provisoriamente. Mas enquanto houver raízes, seu destino é ser rebeldia. 

Um ser rebelde é um ser que sonha. 
Um ser que é. by @keyty.medeiros
18
2 years ago
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E se precisasse, eu faria tudo de novo. Finalmente cientista social. Antropóloga. by @keyty.medeiros
24
a year ago
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Eu vi o Penta, eu vi a primeira presidente mulher do Brasil, eu lutei pela democratização dos meios de comunicação, fiz greve pra que as universidades públicas de São Paulo implementassem as cotas raciais em 2014. Dei aula de história do Brasil em cursinho popular e aprendi a lutar e celebrar com o movimento Hip Hop.

Eu vi o Golpe de 2016 e fui pra rua. Estive nas ocupações das Fábricas de Cultura do Capão Redondo quando o Temer fechou o MinC. Perdi tio e primo na pandemia, entreguei marmitas nas quebradas de São Paulo enquanto uma parte da esquerda progressista acha que a única esquerda que existe é a do escritório e a dos relatórios. Eu financiei uma casa pelo Minha Casa Minha Vida no bairro que eu sempre quis morar. 

Eu nasci em Pernambuco, sou uma da Silva e bisneta de cangaceiro do sertão do Ceará. Sobrinha de professora e, em breve, também serei educadora. Filha de serralheiro e uma Maria Aparecida da Silva visionária. 

E eu vou ver o barbudinho se reeleger de novo. 

Porque aqui não é quintal de império decadente. Aqui tem um povo que luta porque sabe o preço e a beleza da vida. 

O Brasil é SOBERANO. 

Vamos virar!!! ⭐️ 

#verdeeamarelo #verdeeamareloecomLula13 #brasilinteiro #ditaduranuncamais by @keyty.medeiros
21
a day ago
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amor é fim e recomeço 🌻 by @keyty.medeiros
4
18 days ago
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a vida é curta pra viver depois. obrigada por escolherem permanecer e (re)encantar a vida ♡ by @keyty.medeiros
13
2 months ago
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não-urgência, a urgência que sempre esteve aqui. taken in Poços de Caldas - MG by @keyty.medeiros
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2 months ago
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Dump de um junho cheio de encontros, amigos, novos projetos, sol e muito amor. 

E teve até o resgate de uma entrevista que dei como antropóloga há alguns meses, o que faz todo sentido para além do título, porque de uma forma ou de outra, essa sempre foi a caminhada: agir para fazer histórias importarem e ganharem corpo no mundo.

"It matters what stories make worlds, what worlds make stories", como bem escreveu a bruxona Haraway.

Não vou fingir que não vejo a ironia de ser uma jornalista sendo entrevistada como antropóloga - e já faço a errata de ter feito esse percurso no IFCH/Unicamp, e não pela USP, que vem sendo uma aventura também, mas de outra ordem.

Vejo essas imagens e penso que mudar, agir, fazer o desejo valer num mundo tão hostil é o pano de fundo de tudo até aqui. Escrever por fim, amor e ofício, afinal. É o norte que avisto e o presente que tento fazer jus, por mim e pelas nossas. 

Existir só faz sentido se for junto. by @keyty.medeiros
17
4 months ago
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Mayo y tudo o que eu esqueci de fotografar. no dia 25 fiz 33 anos. sem alarde, em silêncio, comemorando em partes, com pessoas queridas. gente que me escolhe quando eu as escolho de volta e nada é mais importante que isso. 

tem sido uma viagem foda, a todo vapor, como diria o último bom malandro. e se eu não consegui me derrubar, foi pra voltar a ver cores em toda parte e, meu deus, como senti falta disso! 

é bom estar de volta. 
melhor ainda aprender calmaria 🍃 by @keyty.medeiros
9
5 months ago
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vida nunca perde a graça ✨️ by @keyty.medeiros
10
5 months ago
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"Caminhar não é um esporte. Pôr o pé na frente do outro é uma brincadeira infantil. Quando caminhantes se encontram, não se fala de resultado, não se fala de números: um diz ao outro que caminho tomou, que trilha oferece a paisagem mais bonita, que vista se contempla de determinado promontório [elevação]", escreveu Frédéric Gros em um dos meus livros favoritos, Caminhar, uma filosofia. 

Neste último mês participei de duas caminhadas, que além de prazerosas, se mostraram boas para pensar. O encontro com o coletivo @estacaosaracuravaivai me mostrou um Bixiga muito mais interessante e em disputa do que eu, como moradora do bairro, costumo ver. 

Encontrar a nascente do rio que dá nome ao bairro e corta a cidade até o Tietê, ouvir suas águas, visitar a nascente da escola de samba Vai Vai e encerrar no sítio arqueológico onde mais de 110 mil peças guardam a história do primeiro quilombo da região, me lembrou como o trabalho de pesquisa e ação coletiva pode ser rico e aberto, cercado de vida e de chão. 

Algo muito parecido aconteceu na Caminhada Crítica pelo centro. No encontro, @alex_o_sartori destacou partes da história da nossa cidade que por vezes passam esquecidas. Em especial, todo o trabalho envolvido na construção de ruas e calçadas, empenhados na atualização de infraestruturas necessárias à vida urbana, mas nem por isso, valorizados ou visto. 

Outro ponto foi a memória das ações de resistência para ocupar a cidade com corpos, arte, esporte e tantas outras formas de vida. Mesmo com tantas transformações e disputas, a vida permanece ocupando cada brecha dss ruínas do capitalismo e, de certa forma, é essa resistência de erva daninha que faz das cidades um campo tão interessante de estudo. E, como esses encontros tão gentilmente me lembraram, esse é um campo que deve ser corporificado em cada dimensão. Um corpo que se coloca pra jogo, em disputa, como parte integrante de todos os outros corpos em jogo.

Foi inevitável lembrar do roteiro das Igrejas e templos que fiz em 2022 com o grupo Passagens no Rio. Esse jeito de caminhar e viver a cidade me lembra: uma outra ciência e cidade são possíveis. Ainda bem! by @keyty.medeiros
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7 months ago
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Não ganhei na mega, esqueci a meta de fazer mais fotos (eita como vive), mas foi massa. Valeu, Janeiro! by @keyty.medeiros
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9 months ago
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Amara Moira (@amoiramara), Isabella Miranda (@isabellamir__) e Keyty Medeiros (@keyty.medeiros) participaram do painel “Erotismo em Foco”, refletindo sobre como a literatura contemporânea tem reescrito o erotismo a partir do corpo, do desejo e da imaginação.

O encontro propôs uma conversa aberta sobre sexualidade, liberdade criativa e o poder subversivo da escrita, provocando reflexões sobre os limites e as possibilidades da imaginação literária.

📸: @gimeleroart

Apoio: Governo Federal · Governo do Estado de São Paulo · Política Nacional Aldir Blanc · Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas · Fomento CULTSP · CULT PRO (@cultsppro . @culturasp) taken in Brasil by @keyty.medeiros
17
9 months ago
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