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Bem-vindos ao mundo de Kizard! 🌎
Mundos fictícios, sonhos lúcidos, realidade vs ilusão. 💭
Conheça "Vida Própria" 📖, o livro que inspirou o perfil
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Muitas vezes achamos que os sonhos são capazes de proporcionar experiências extraordinárias e impossíveis que nunca poderíamos viver na realidade.

Talvez isto esteja correto... até certo ponto. 
Mas os sonhos são superestimados em relação à realidade.

A realidade pode proporcionar coisas que nunca poderíamos imaginar, e mais, na maioria das vezes é do mundo exterior que vem a nossa inspiração para sonhar. 

E quanto mais vivemos, mais aprendemos que os sonhos não são para serem vividos. O universo infinito está à nossa disposição para viver. Os sonhos são nosso lugar de descanso, nosso campo doméstico para pensar, refletir e se autoconhecer.

Os dois universos se completam ao passo que a felicidade mora no coração daqueles que sonham... acordados. by @kizardsworld
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4 days ago
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Muitos sonhos se passam dessa forma: sabemos exatamente o que aconteceu, o que sentimos, talvez até o que ouvimos. Mas quando nos pedem para recordar o que vimos, as coisas ficam desta maneira: turvas e entorpecidas.

Talvez porque muitos sonhos não são para serem lembrados. Porque se lembrássemos dos sonhos como lembramos da realidade, talvez não fizesse sentido buscar realizar no mundo real.

E se essas memórias fossem assim tão intensas, talvez confundiríamos sonhos e realidade, assim como acontece com Pietro, na história do livro Vida Própria. 📖 by @kizardsworld
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4 days ago
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Super Quem? parece, à primeira vista, apenas uma paródia de filmes de super-heróis. Mas existe uma ideia no centro da história que conversa diretamente com Vida Própria: o que acontece quando a pessoa já não consegue separar aquilo que é daquilo que acredita ser?

Cédric é um ator que recebe o papel de um super-herói chamado Badman. Depois de um acidente e de perder a memória, ele acorda acreditando que realmente é o personagem. A identidade que antes era apenas uma interpretação passa a funcionar, para ele, como realidade.

E é justamente aí que o filme fica interessante para quem conhece o livroVida Própria.

Porque a identidade não aparece apenas como um nome, um corpo ou uma história pessoal. Ela pode ser construída por memórias, percepções, experiências e pela maneira como interpretamos aquilo que está acontecendo ao nosso redor.

Em Vida Própria, essa fronteira fica ainda mais instável: realidade, sonho, memória, imaginação e identidade começam a se misturar até o ponto em que a pergunta deixa de ser simplesmente “o que está acontecendo?”

E passa a ser:

“Quem está decidindo o que está acontecendo?”

Super Quem? transforma essa ideia em comédia.

Vida Própria transforma essa mesma inquietação em um labirinto psicológico.

E talvez seja justamente por isso que um filme tão absurdo consiga conversar tão bem com um livro tão obcecado pela identidade, pela percepção e pela dificuldade de distinguir aquilo que vivemos daquilo que construímos dentro da própria cabeça.

🎬 Super Quem? (Superwho?, 2021/2022) — direção de Philippe Lacheau. Com Philippe Lacheau, Élodie Fontan e Tarek Boudali. by @kizardsworld
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8 days ago
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Legion é uma daquelas obras em que o verdadeiro conflito não acontece exatamente no mundo ao redor do personagem, mas dentro da própria percepção.

A série transforma a mente em um território instável: memórias podem ser reconstruídas, identidades podem se fragmentar, pensamentos podem assumir formas concretas e a realidade deixa de ser uma referência confiável. O espectador passa a experimentar a mesma dúvida que o personagem: aquilo está acontecendo ou está sendo criado pela própria mente?

É justamente nesse ponto que Legion encontra Vida Própria.

No livro, a dimensão psíquica também não funciona apenas como pano de fundo. Ela interfere diretamente na identidade, na memória, nos sonhos e na maneira como a realidade é interpretada. O que parece externo pode nascer de dentro. O que parece lembrança pode ser uma construção. E aquilo que você acredita ser "você" talvez seja apenas uma versão que sua própria mente conseguiu sustentar.

A questão deixa de ser simplesmente "o que é real?"

E passa a ser:

"quanto da realidade que eu conheço existe fora da minha própria cabeça?"

É aí que a história começa a ficar realmente perigosa. by @kizardsworld
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11 days ago
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Kamehameha contra Galick Ho.

Duas pessoas olhando uma para a outra e tentando impor a própria realidade sobre a realidade do outro.

Goku acredita que consegue superar Vegeta. Vegeta acredita que não pode ser superado.

E, naquele instante, a batalha deixa de ser apenas física.

Cada um está sustentando uma ideia sobre quem é, sobre quem deveria vencer e sobre aquilo que acredita ser possível.

Talvez seja por isso que Dragon Ball funcione tão bem quando vai além da luta.

Porque, no fundo, quase toda batalha começa antes do primeiro golpe: começa naquilo que alguém acredita ser.

Em Vida Própria, essa fronteira fica ainda mais perigosa.

Porque quando a percepção começa a construir a realidade, surge uma pergunta que parece simples, mas não é:

se aquilo que você acredita determina a realidade que você enxerga, até onde essa realidade ainda pertence a você?

Talvez o verdadeiro poder nunca tenha sido o Kamehameha.

Nem o Galick Ho.

Talvez seja acreditar que você ainda sabe quem está segurando o controle.

Vida Própria — um livro sobre identidade, percepção, memória e a realidade que pode existir apenas porque você acredita nela.

Conheça Vida Própria: o mundo de Kizard. Link na bio. by @kizardsworld
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11 days ago
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Pietro criou Jay.

No começo, era apenas um amigo imaginário. Alguém com quem conversar quando a realidade parecia insuficiente.

Só que existe um problema em criar algo dentro da própria mente:

você pode não ser a única pessoa capaz de decidir o que ele é.

Em Vida Própria, sonhos podem funcionar como mundos. Memórias podem sustentar realidades. Desejos podem ganhar forma. E personagens podem começar a questionar o lugar que deveriam ocupar dentro da história.

Até que uma pergunta deixa de ser apenas parte do livro:

se Pietro criou Jay, quem criou Pietro?

E, quando você chega a esse ponto, talvez a questão já não seja descobrir qual realidade é verdadeira.

Talvez seja descobrir quem está contando essa história.

Porque existe uma diferença entre ler um livro e entrar nele.

E Vida Própria foi escrito para fazer você perceber essa diferença tarde demais.

Não procure uma história para entender.
Procure uma história que faça você desconfiar de quem está entendendo.

📕 Vida Própria — O mundo de Kizard
Kennedy Cruz

Se você acha que consegue controlar a história enquanto lê, abra o livro.
Depois me diga quem estava no controle.

Link na bio. by @kizardsworld
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12 days ago
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Quando Transformers chegou aos cinemas, o CGI ainda tinha aquela capacidade rara de fazer você esquecer que estava olhando para efeitos visuais.

Robôs gigantes, metal se transformando em carros, explosões, cidades sendo destruídas. Tudo parecia impossível — e, ao mesmo tempo, estranhamente real.

Talvez seja justamente aí que Transformers e Vida Própria se encontrem.

Porque uma das coisas mais fascinantes da realidade não é apenas aquilo que existe, mas aquilo que conseguimos fazer parecer que existe.

O CGI constrói uma realidade que nunca esteve ali.

A mente faz algo parecido.

Ela cria memórias, interpretações, imagens, desejos, versões de pessoas e até versões de nós mesmos. E, quando essa construção é convincente o suficiente, a pergunta deixa de ser simplesmente “isso é real?”

Passa a ser:

“E se aquilo que eu considero real também for uma construção?”

Talvez o verdadeiro efeito especial de Vida Própria não esteja naquilo que aparece diante dos olhos.

Esteja naquilo que acontece dentro deles. by @kizardsworld
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12 days ago
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Uma das cenas mais bonitas de Dragon Ball acontece justamente quando a história parece estar dizendo adeus.

No final de Dragon Ball GT, depois de derrotar Omega Shenron, o Shenron aparece sem sequer ser invocado. Goku faz seu último pedido: restaurar a Terra e trazer de volta aqueles que morreram. Depois, Shenron o chama para partir com ele.

Goku então se deita sobre o dragão e começa a voar pelos céus. As sete Esferas do Dragão, uma por uma, entram em seu corpo — e a de quatro estrelas, justamente aquela que sempre esteve ligada à memória do avô Gohan, entra em seu coração.

E é aí que a cena ganha outro significado.
As Esferas que acompanharam Goku durante toda a sua vida deixam de ser simplesmente objetos que realizam desejos. Elas passam a fazer parte dele.

Goku não está simplesmente indo embora.
Ele está levando consigo aquilo que definiu toda a sua jornada.

Aquele garoto que um dia saiu procurando as sete esferas termina sua história literalmente unido a elas, voando ao lado do mesmo dragão que tantas vezes apareceu quando alguém precisava de um milagre.

É quase como se Dragon Ball fechasse um círculo:
Goku começou a história procurando as Esferas do Dragão.

E terminou a história tornando-se parte delas.

E talvez seja por isso que aquela imagem de Goku voando com Shenron seja tão bonita. Não parece uma despedida convencional. Parece uma lenda terminando diante dos nossos olhos.

E, enquanto o dragão desaparece no céu, fica aquela sensação estranha de que Goku não morreu exatamente.

Ele simplesmente deixou de pertencer àquele mundo da mesma maneira que antes.

Um século depois, Pan ainda vê Goku por um instante no torneio, antes que ele desapareça novamente. E, no encerramento, Goku parte pela última vez sobre a Nuvem Voadora, com seu bastão, enquanto sua história passa diante dos olhos.

É um daqueles finais que não precisam explicar tudo.

Só precisam fazer você olhar para a tela e pensar:

“Então era isso… acabou.” by @kizardsworld
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12 days ago
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É como descobrir que a realidade tem uma porta escondida — e que, por alguns instantes, eu sei exatamente onde ela está.

No sonho, as regras deixam de ser regras. Posso atravessar paredes, mudar de lugar, criar caminhos e experimentar uma realidade que parece tão concreta quanto esta. E talvez seja justamente aí que esteja a parte mais perturbadora: quando você percebe que não precisa acordar para questionar aquilo que está vivendo.

No livro Vida Própria, o sonho não é apenas um lugar para escapar da realidade. Ele também é um lugar onde a própria identidade começa a perder seus limites. Pietro descobre que aquilo que imaginava controlar pode ganhar autonomia, que personagens podem adquirir consciência e que a fronteira entre quem cria, quem é criado e quem está observando pode simplesmente desaparecer.

Talvez o mais estranho em um sonho lúcido não seja poder fazer qualquer coisa.

Seja perceber que, enquanto você está consciente dentro do sonho, a pergunta deixa de ser “o que eu posso fazer?” e passa a ser “o que exatamente me faz acreditar que estou acordado?”

E é aí que começa a história do livro Vida Própria. by @kizardsworld
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12 days ago
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O que é realidade?

Por que você acredita naquilo que lembra?

Quem é você quando ninguém está olhando?

Quanto da sua identidade realmente pertence a você?

São perguntas simples. Talvez por isso sejam tão perigosas.

A internet está cheia de pessoas procurando respostas: o que é isso?, por que isso acontece?, quem é essa pessoa?, como funciona?.

Mas existem perguntas que nenhum mecanismo de busca consegue responder por você.

O que é real quando suas próprias memórias podem ser questionadas?

Quem você seria se descobrisse que uma parte daquilo que chama de “eu” foi construída para que você pudesse continuar existindo?

Por que algumas lembranças parecem mais reais do que o presente?

E, talvez a pergunta mais incômoda:

quanto da sua vida você realmente conhece?

Vida Própria parte dessas perguntas e transforma identidade, memória, sonhos, percepção e realidade em um labirinto.

Você começa tentando entender a história.

Depois começa a tentar entender Pietro.

Em algum momento, começa a tentar entender Jay.

E, quando percebe, a pergunta já mudou.

Não é mais “o que está acontecendo?”

É:

“quem está me fazendo acreditar que isso está acontecendo?”

Talvez seja por isso que algumas histórias terminem quando o livro acaba.

Vida Própria não. by @kizardsworld
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13 days ago
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"Sou fruto da minha própria imaginação."

Talvez essa seja uma das coisas mais difíceis de admitir sobre nós mesmos.

Porque imaginar não significa simplesmente inventar. A imaginação também constrói versões da realidade, cria memórias, distorce acontecimentos, preenche ausências e dá forma àquilo que, de alguma maneira, precisamos que exista.

E em algum momento surge uma pergunta incômoda:

se aquilo que eu penso, lembro, desejo e acredito participa daquilo que chamo de realidade… quanto de mim existe fora da minha própria cabeça?

É nesse lugar que Vida Própria começa a se tornar mais do que uma história.

Pietro cria Jay. Mas, conforme a história avança, a fronteira entre quem cria, quem existe e quem está sendo imaginado começa a perder a nitidez. Sonhos, memórias, identidade e percepção deixam de funcionar como coisas separadas.

O leitor também entra nesse mecanismo.
Porque talvez a imaginação não seja apenas o lugar onde inventamos mundos.
Talvez seja o lugar onde descobrimos que passamos a vida inteira tentando decidir qual deles é o verdadeiro.

Vida Própria é um convite para entrar nesse labirinto.

E, quando você encontrar a saída, talvez descubra que ela sempre esteve dentro de você.

•••

📖 Vida Própria — Kennedy Cruz.
Um livro sobre identidade, percepção, memória, sonhos e a estranha possibilidade de que aquilo que você chama de realidade também tenha sido construído por você. by @kizardsworld
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13 days ago
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Um dos maiores ruídos na percepção de uma pessoa é a distorção da personalidade. Mas calma, eu não estou falando do transtorno dissociativo de personalidade.

Na verdade, a distorção da percepção da personalidade de alguém ocorre porque, quando estamos conhecendo alguém pela primeira vez, fazemos uma espécie de reconhecimento, identificando padrões e estruturas lógicas e coerentes, que possam formar a ideia de quem aquela pessoa é.

Esse padrão de reconhecimento se fixa e com o tempo, passamos a ver com maus olhos qualquer mudança de comportamento ou simplesmente fechar os olhos. Por isso, conforme esse alguém muda ao longo do tempo, quase não identificamos as diferenças. 

Essas pequenas mudanças vão sendo ignoradas. Então, de repente, um choque de realidade: finalmente percebemos que aquela pessoa não parece a mesma que conhecíamos.

Isso tende a acontecer diferente quando passamos muito tempo sem falar com alguém: porque marcamos a última versão desse alguém e quando nos vemos de novo, percebemos de cara as diferenças. Mesmo que tenhamos apego pela versão que foi deixada no tempo.

Portanto, caros seguidores, leitores e não-leitores de Vida Própria… 

a pergunta é a seguinte:

se eu mudar, vocês continuarão aqui?

#mudanca #personalidade #identidade #percepção #memoria by @kizardsworld
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13 days ago
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