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Musician and Songwriter🎧
O RG pode ser gaúcho, mas o coração é paraibano.
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Jazz is cool? Find it on our upcoming EP by @kolcarpeg
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3 days ago
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E é o melhor dia do inverno: o último. Há duas semanas foi meu aniversário,  e eu passei de cama. O antibiótico que curou minhas pernas me derrubou fácil. Eu comemorei do jeito que deu. Quem sabe o próximo inverno eu passe no hemisfério norte do planeta. Até lá, se corre atrás do prejuízo de duas semanas parado. Pra quem me parabenizou, meu muito obrigado atrasado. Uma boa primavera pra nós. by @kolcarpeg
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a month ago
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Na véspera de ficar mais velho, queria compartilhar esse vídeo de uma amanhã fria que fui ao mercado ainda sonolento com a cara inchada. Essa moça veio me pegou de surpresa dizendo "você é a razão de uma mudança recente da minha vida". Eu meio que me assustei de início, mas fiquei bem feliz com o desenrolar da conversa. E como no mercado sempre tem gurizada nova, sempre procuro trocar ideia. Acho que isso retarda meu envelhecimento e faz essas se sentirem queridas num ambiente de trabalho que não costuma ser gentil.
Eu amo compor, e ter esse tipo de resposta de gente que tu não espera é muito bom. 
Também quero agradecer ao @dudu.heberle por ter me convidado pra tocar no St. Patrick. Dudu é um cara que morou na Inglaterra, e com meu som atípico, é muito legal ver um cara que viveu uma realidade diferente te chamando para tocar em eventos. 
Hoje, estou num repouso forçado e tomando remédios que, segundo o médico, vão me fazer mijar verde em breve, e feliz por quase tudo que vivi nesse ciclo. Algumas coisas eu guardo pra mim, e outras eu divido. E assim, vou ficando mais velho (e feliz que a palavra velho deixou de ser pejorativo pra quase virar elogio). by @kolcarpeg
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a month ago
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Ontem, depois de 5 anos de atraso, eu me permiti sofrer o luto por alguém que amei. Eu não imaginava quanta coisa guardada havia por dentro. Então, com o coração leve, pude voltar a pegar sério o aprendizado desse idioma que tentei aprender na época de faculdade. Naquela época eu não tinha grana pra pagar professor, e não havia smartphones, e meu inglês não era bom para ter aulas de alemão em inglês. by @kolcarpeg
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2 months ago
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Esqueci (parte 3/3)
Um conhecido pediu que eu fosse doar sangue. Ele sabe que sou um doador assíduo, e o tio dele precisava. Eu respondi que não doaria, pois em 2014, o tio dele me negou uma vaga de emprego. Esse conhecido achou que era brincadeira, mas eu falava sério. 
Existem poucas coisas que eu odeio mais do que fazer um currículo. Sem exagero, prefiro arrancar os 3 sisos que me restam do que fazer um. Dou aulas de música desde quando não tinha idade pra ser menor aprendiz. Na inocência de menino, achei que isso poderia causar boa impressão em contratantes. "Olha que garoto com iniciativa e coragem" era o que eu imaginei que passaria nas cabeças dos contratantes. No fim, os garotos que passavam a tarde se drogando e assistindo a Champions League enquanto eu passava tardes no Senai, conseguiram as vagas que eu gostaria. 
Mais tarde, já adulto, tive de aguentar muito aluno vadio pra poder pagar a faculdade. Quem já foi professor, sabe como isso é "desmotivante". Ainda bem que tive excelentes alunos. De alguns, sou amigo até hoje, e fico feliz quando vejo que casaram e já tem filhos. Não foi fácil, e mesmo assim, muitas vezes eu tive de ter a paciência de responder educadamente a estúpida pergunta "tu trabalha ou só dá aula?".
Esse na foto, sou eu fazendo meu primeiro disco. Teria sido muito mais rápido fazer tudo se eu tivesse dinheiro pra pagar por um pc melhor e instrução. Eu não toco teclado, mas usei isso pra afinar a voz. Eu criei muitas coisas pra suprir necessidades. Eu aprendi fazer muito com pouco. EU COMETI MUITOS ERROS. Eu não tinha como pagar um estúdio, afinal, tudo ia para a faculdade de Comércio Exterior. Meu tio me levou pra conhecer uma clínica que tratava dependentes químicos. Nunca esqueço que o valor mensal era o mesmo do meu TCC que eu sofri pra pagar em 6 parcelas. Eu fiquei rindo ouvindo um monte de playboy chorando por terem perdido carro, emprego bom (coisas que eu não tive a chance de ter). Quando via as mães velhinhas ao lado de marmanjo bombado de 2 metros de altura, eu ficava com pena delas. Pela primeira vez na vida adulta, me senti orgulhoso por saber que a minha jamais passaria por isso.
Eu tenho muitos parentes, e conto by @kolcarpeg
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2 months ago
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Esqueci (parte 2/3)
Esse foi o último ano do colégio. Eu confesso que fico abismado com o confronto de sentimentos que essa foto me trouxe. Eu me achei lindo, e eu me lembro o quanto me odiava nessa época. Eu tinha uma cabeleira enorme, fazia o coque samurai 10 anos antes de virar moda. Esse foi o último ano do colégio, e eu dei mais risada nesse do que em todos os anos somados. Meu grupinho era um crente, um satanista, um irmão de traficante, e eu (até hoje me pergunto como isso funcionou). Eu passava as aulas da Analu dormindo e era o único que gabaritava as provas. Eu não lembrava muita coisa porque eu tive uma forte depressão aquele ano, e aguentei sozinho tudo isso (não havia muita informação na época pra lidar com isso), então muita coisa foi esquecida. 
E mesmo com tudo isso, ganhei duas estatuetas do Astro por minha atuação. 
Eu não fui pra formatura. Algumas professoras e alguns colegas perguntaram ao longo dos anos o porquê, e eu sempre respondo "é porque eram 2 músicas pra turma, e eu não gostava de ambas". Eles sempre ficam desacreditados por essa resposta, mas ela é toda a verdade.
Minha colega me passou a foto da turma, e eu vi pessoas que eu não lembrava existirem. Perguntei se eu havia brigado com alguém, e nisso ela me disse "Não, todo mundo gostava de ti". Essa frase da colega pesou. Eu tendo pensar em mim como alguém que as pessoas (na sua maioria) não gostam. Foi bom demais ouvir isso 20 anos depois. by @kolcarpeg
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2 months ago
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Esqueci (parte 1/3)
Depois de muitos anos, um amigo começou a contar histórias dessa escola. Entre fatos, ele me contou que costumavam a fazer coisas e botar a culpa em mim. Por anos, eu me questionei se eu tinha mesmo feito tanta coisa ruim. Eu lembrei que um dia percebi que era inútil me explicar, afinal as duas donas dessa escola TINHAM que me culpar (não quero acreditar que elas eram tão burras pra acreditar que eu era sempre o problema). É claro que eu aprontei, não posso negar minha parcela de culpa, mas aparentemente era bem menor do que eu carreguei por anos. Houve uma vez que eu fui acusado de quase matar um colega. Eu lembro que expliquei até não poder mais, apanhei em casa, e 23 anos depois, fui conversar com esse colega sobre esse fato. Para minha surpresa, ele nem lembrava (como tu não te lembra de um fato que tu "quase morreu"?). Eu tinha feito absolutamente nada, como eu havia dito. E esse foi o fato que determinou minha expulsão. Eu fui o primeiro a ser expulso desse colégio. 
Por anos fiquei remoendo mágoas. Mas o tempo passou...e com ele algumas coisas mudaram. Se por um lado, quase sempre houve o instinto primitivo de "espancar com requintes de crueldade" duas das donas desse lugar, há a consciência de que isso não me traria paz, mesmo que não houvesse nenhuma consequência. Eu esqueci o nome de alguns colegas, o que é grande coisa pra alguém que foi conhecido por uma excelente memória e um pesado rancor. Na verdade, eu esqueci muita coisa, e as vezes fico na irrelevante dúvida se parei de me importar com aquele período por ter superado, ou se só esqueci.
O fato de ter sido o primeiro expulso, que por anos foi motivo de orgulho, hoje não importa. Também não importa ter sido o primeiro aluno a fazer a diretora gritar com um aluno, pois essas coisas são passado. 
E apesar de ter sido muito infeliz nesse lugar nos três anos que ali fiquei, reconheço que houve poucos momentos felizes. Foi muito legal ser uma criança de 9 anos e conhecer livros com obras de Salvador Dali, Pablo Picasso, Auguste Rodin. Embora sempre odiei desenhar, esses livros tiveram um enorme impacto em mim. Adoraria conversar com a professora Dalva, com quem briguei muito, e hoje by @kolcarpeg
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2 months ago
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Ah, o tempo...essa foto de 1990 (o último ano da década de 80) mexeu comigo. É bom olhar pra o passado, entender que ele é "só" isso, e entender que certas coisas a gente leva. Na foto, a Bellincanta. Bellincanta eu sou só de sobrenome, afinal nunca gostei de colônia, não suporto uva ou qualquer coisa que venha dela, e não gosto de gente falante. Dito isso, mesmo com o tabu da adoção, eu sei que a nona me aceitou. Tenho saudade dessa doce véia manca. 
E a Carpeggiani...desde pequeno eu ouvia "vá ver sua avó que está velinha, e daqui uns dias não vai estar mais aqui". Ainda bem que me falaram isso por 20 anos. Quieto, não se mete na vida alheia, pensa demais (e isso sim é um defeito, porque quase sempre falha). "Ele é louco, mas é um guri bom" foi a última frase que ela usou pra me definir. 
Eu sou fruto de algumas antíteses (e não existe plural de antítese). Eu aguentei muita coisas que achei que jamais iria superar. E apesar do difícil momento presente, olhar pra trás ajuda a lembrar que muito sofrimento se dissipou em uma rua de João Pessoa no fim da década passada. Olhar pra trás me faz entender tudo o que essas duas mulheres passaram para estar nessa foto comigo. Olhar sabendo que não é no passado que vivo. by @kolcarpeg
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3 months ago
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70 anos de mamãe. Eu lembro de como foi o aniversário dela 30 anos atrás, quando 40 era considerado algo velho. E pensando nisso, impossível não traçar um paralelo que se encontra em nossa jornada conjunta. 
Eu tenho a idade que ela tinha quando ela disse que eu não vim da barriga, e sim do coração. Hoje eu entendo o peso que deve ter sido me contar algo dessa profundidade. Na verdade, hoje eu entendo muito do que passamos juntos, e os porquês de tudo isso. Entendo de muita coisa que tu dizia "um dia tu vai entender".
A gente sempre foi muito oposto, e certamente esse tipo de convivência nos força a criar trejeitos de convivência. 
Chegamos na conclusão de que eu cheguei na vida dela para perguntar o porquê de fazer algo. Como toda pergunta complexa e significativa, ainda estou tentando entender por que algo divino colocou essa mulher em minha vida. Enquanto não descubro, aprecio lhe ter por perto. by @kolcarpeg
13
4 months ago
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Há 7 anos, eu viajava de avião pela primeira vez, conhecia quem me botou no mundo, minha irmã mais velha, e minha tia. Definitivamente, o dia mais marcante em minha vida (até agora). O corpo troca todas as células em 7 anos. Logo, eu não sou mais aquele cara que viajou 3600km pra conhecer a família no outro extremo do país. Mas eu nunca vou esquecer como foi a viagem da capital da PB para Alagoa Grande. Estava eu num carro com o ventre que me abrigou, minha irmã e sua esposa enquanto a cabeça se perguntava como era aquela paisagem de dia. Essas fotos foram tiradas as 4 da manhã, depois de 23 horas acordado e muita escala em aeroporto. No café da manhã, minha tia com a camiseta do Avengers foi outra surpresa inesquecível. Pra quem jamais passou pela cabeça a ideia de pisar na Paraíba, estar na mesma casa onde meus avós criaram tantos filhos era surreal. É claro que eu era O Assunto, afinal, ninguém sabia que eu existia 9 meses antes desse café da manhã. Embora dissessem coisas como "ele é bem alto" (e pros padrões da família, eu sou um dos mais altos), nunca me senti tão pequeno como naquele dia naquela casinha simples. Certa vez, mostrei a foto com a família para a filha de B.B. King (sim, o bluesman). Ela ficou surpresa por elas serem negras e eu não. Ela disse que eu não me parecia com elas. Mas a verdade que todo mundo viu aquela semana foi que ao sermos colocados lado a lado, as semelhanças saltavam aos olhos. Algumas vezes foi dita a frase "nem precisa de DNA". Dizem que sou a cara de Pierre, um dos primos que ainda não conheço. Aliás, primos é o que mais devo ter. Reza a lenda que só por tio Nenê são 38 primos (podendo ser mais).
Foi um momento único, e hoje as células daquele dia se vão. Grato por ter carregado elas por todo esse tempo. by @kolcarpeg
2
4 months ago
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20 anos da minha "primeira compra grande". Eu ainda era menor de idade, e fazia 2 anos que eu já trabalhava nas minhas coisinhas. Nessa época, eu fazia Senai (e sim, só valeu pelos amigos, e por ter sido importante em achar minha família na Paraíba) e recebia meio salário mínimo (na época, menos de R$300,00) que acabaram virando essa guitarra. Eu lembro que tive de pedir autorização da mãe pra tirar a grana do banco. Jamais vou esquecer como fiquei feliz aquele dia. Eu ando evitando olhar o passado, mas hoje é um dia que eu tenho saudade demais. 
Entre as duas fotos, há 10 anos de distância, logo, da pra ver que estamos conservados (se bem que uns knobs tão travando nos dois😅). Bom, vamos ver o que faremos nos próximos 10 anos... by @kolcarpeg
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4 months ago
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Termino Abril assim. Fiquei sabendo que a professora que me alfabetizou estava precisando de doação de sangue. Eu morro de medo de agulhas, mas não poderia ignorar um pedido para tal pessoa. Por causa dela, eu li os gibis na infância, fiquei apto para ler as inúmeras revistas de guitarra que tenho em casa, e hoje, depois de uma vida como autodidata em inglês, sou apto para ver séries sem legendas. Tudo começou com ela. 
E depois, fui visitar meu ex-emprego. Quase 20 anos antes de ser funcionário, fui cliente da @somoshotmusic. Vi meus queridos ex-colegas e amigos, e fui parabenizar meu ex-chefe por seu aniversário (só não há foto porque não deu tempo). Fiquei com vontade (porque não estou podendo gastar) de comprar um Les Paul (essa azul é linda). Vi os instrumentos que eu vendia apenas com olhos de músico. E quero dizer aqui: em todo esse tempo trabalhando nessa loja, sem dúvida, a @tagimaoficial foi a marca que mais me surpreendeu positivamente. 
Abril foi uma montanha russa de sentimentos. Eu senti tristeza, saudades, euforia, felicidade, e lidei com tudo isso melhor do que costumava lidar.
E me despeço desse mês grato, desejando que minha professora melhore. taken in Flores Da Cunha, Rio Grande Do Sul, Brazil by @kolcarpeg
9
6 months ago
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