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de axé 🪞
historiadora pela UNIFESP
pesquisadora das religiões de matriz africana e indígena
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Feliz em dizer que o meu trabalho de conclusão de curso, intitulado Na encruzilhada dos Pimentas floresce a Umbanda Nagô: as religiosidades afro-indígenas entre o Nordeste Brasileiro e a periferia de Guarulhos - SP (1970-), agora está disponível para leitura no Repositório Institucional da Universidade Federal de São Paulo. A quem interessar, é só acessar o link: https://hdl.handle.net/11600/78186

Em tempo: viva a universidade pública! Viva o REUNI! Viva o bairro dos Pimentas! Viva as religiosidades afro-indígenas!!!!

E axé para todes nós ⭐️🤍 by @laurafchalegre
15
11 hours ago
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No dia 18/09 eu defendi o meu TCC, resultado de quase três anos de pesquisa e vivência dentro de um terreiro da região. Ao longo desse tempo, quase desisti inúmeras vezes, mas a ancestralidade me fortaleceu e não me deixou abandonar algo que ainda me traria muitos frutos e contribuiria muito com a historiografia do axé em Guarulhos. Apesar de todas as barreiras que encontrei, de um breve período de afastamento da religião e do próprio dia a dia sendo uma mulher negra de periferia e trabalhadora, eu permiti essa pesquisa florescer e crescer – e junto dela eu cresci.
 O dia da defesa foi a melhor parte de todo esse trajeto. Ali eu vi amigos de infância, minha família de sangue e de santo, amigos que fiz na graduação e no trabalho... Ver aquela sala cheia de pessoas que torciam por mim me fez entender o quanto eu sou sortuda, e como eu não seria nada sem o amor dos que caminham comigo.
 Portanto, quero agradecer a todos que fizeram parte desse momento único da minha trajetória acadêmica e que separaram um tempo de sua sexta-feira para estarem presentes.
 Agradeço, especialmente, ao meu orientador @cahjr1990 , que ao longo desse último ano esteve comigo como amigo também, e me fez dar um salto qualitativo na pesquisa com suas indicações – além de me aguentar hahahah
 Para meu babalorixá @professor.sidnei que integrou a banca, toda gratidão é pouca – para além de me acolher em um dos momentos mais decisivos que passei nesse ano, o senhor seguiu me mostrando que “quem tem cabeça, não carrega coroa na bunda”! Sua generosidade e grandiosidade me inspiram. Adupé 12x.
 Ao outro componente da banca, meu padrinho de Umbanda, @marcos_p_as . Que acompanhou essa pesquisa desde quando era apenas uma ideia, que se tornou indispensável na minha vida – e não só no âmbito acadêmico. Obrigada por ser essa pessoa maravilhosa, única e benevolente.
 Obrigada a todos que estiveram presentes, e também aqueles que enviaram seus votos de boa sorte. Como minha amiga de infância Bia bem me lembrou naquele dia, há uma filosofia que me acompanha desde que entrei na graduação: Ubuntu, “Eu sou porque nós somos”. E eu, de fato, só sou porque vocês são por mim.
📷 @maslinfotos taken in EFLCH Unifesp Guarulhos by @laurafchalegre
48
17 days ago
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Algumas pesquisas nascem de lugares que atravessamos, histórias que escutamos e vivências que, de certa forma, passam a fazer parte da nossa trajetória - não só a acadêmica. Como toda encruzilhada, nos vemos então em um lugar de mudança de perspectivas, encontros, possibilidades e encantamentos; escrever sobre isso é não só uma forma de preservar as memórias, mas de produzir novos caminhos para compreendê-las.
 Ontem foi publicado o livro "As Encruzilhadas do Mundo Atlântico: África, Islã e Territórios Afro-diaspóricos", fruto do evento homônimo realizado pelo Grupo de pesquisas Oniruuru (UFES), organizado por Leonor Franco de Araujo e Pietro di Chiara.
 Tenho a alegria de contribuir com o capitulo "Quando eu cheguei da Bahia, estrada eu não via": Umbanda Nagô e migrações nordestinas nas encruzilhadas guarulhenses (1970-), onde através da metodologia de História Oral, busco refletir sobre a genealogia de uma diferente tradição presente nos Pimentas e o papel da linhagem de santo nessa constituição. É o fruto da minha pesquisa de Iniciação Científica que se estendeu por mais de um ano, da qual sou muito orgulhosa e que significou muito para mim, pois me mostrou como a ciência encantada das macumbas é única e transformadora - e principalmente, que o fazer historiográfico está intrinsecamente ligado ao território, ancestralidade e lugar de fala. 
 Publicar este texto agora, quase um ano após finalizar a IC, é também uma oportunidade de olhar para essa pesquisa com novos olhos e reconhecer o seu lugar especial em minha trajetória. E igualmente, seguindo o fundamento primeiro de minha mãe Oxum (auto-valor), é uma forma de reconhecer com respeito e afeição o meu próprio trabalho - eu, uma mulher negra que habita este território e que, apesar de todos os desafios que passei no decorrer dessa pesquisa, levantei a cabeça e persisti. Essa é mais uma coisa que a rainha das águas doces me ensinou.
 Meu agradecimento profundo aos organizadores da obra e à comunidade tradicional de terreiro que me acolheu no decorrer dessa pesquisa. Que as encruzilhas atlânticas sempre nos conduzam ao saber ancestral.
Axé! by @laurafchalegre
58
2 months ago
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nunca temer os (re)começos
nunca temer as encruzilhadas

foi exu quem me ensinou a sair de onde a minha pequeneza e submissão cega interessava. foi ele quem me levou para lugares em que eu me reORIentei e aprendi que, em solo negro sagrado, as violências e intolerâncias não representam a potência de orixá em nossas vidas. e há muito chão fértil, negro e ancestral para acolher mentes férteis, negras e que honram a sua ancestralidade.

que exu sempre me conduza pelos bons caminhos. que exu nunca me deixe acomodar. que as encruzilhadas sejam sempre frutíferas, e seus desafios me engrandeçam. by @laurafchalegre
8
3 months ago
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uma das lembranças mais vividas que tenho do meu primeiro dia de faculdade, em idos de 2022, foi de uma moça que se apresentou para a sala falando que era mãe do Apollo, moradora do Pimentas e sonhava em ser professora de História. logo me afeiçoei daquela mulher que muito tinha em comum comigo, mas foi só no ano seguinte que nos aproximamos de vez - e junto de nossa galega @lara_cairo formamos um trio imbatível que se apoiou nos melhores e piores dias, seja da universidade, seja na vida.
quando Stephany me chamou para ser madrinha do Apollo na umbanda, mal pude me conter de felicidade. foi um daqueles momentos que senti que estava indo pelo caminho certo, visto que uma das mães mais fodas que conheço me confiou o apoio na caminhada espiritual de seu bem mais precioso.

27 de junho ficará para sempre marcado positivamente em meu coração como o dia em que a nossa amizade transcendeu para um laço familiar ancestral poderoso, com a benção do baiano Seu Gentilero. agora nosso povo anda junto nessas encruzilhadas da vida, e que bom!

serei para sempre grata pelo convite e confiança, minha nega. fico feliz que a nossa ancestralidade nos juntou! e mais alegre ainda em poder dizer que sou madrinha do negão mais doce e esperto do Pimentas!

e muita gratidão à Tenda de Umbanda Caboclo 7 Flechas e Vô Firmino D'angola pela acolhida nesse dia maravilhoso.

axé 💛 by @laurafchalegre
12
4 months ago
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se a reza é forte você vai ver
que amanhã um lindo dia vai nascer. by @laurafchalegre
22
5 months ago
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meu amor,
honrar Òrìṣà com você tem sido o maior desafio e a melhor caminhada que já tive o prazer de percorrer. você é o meu maior exemplo de postura, dedicação e respeito - dentro e fora do chão de terreiro. sou orgulhosa de dizer que chegamos onde sonhamos desde o início de nossa relação.
suas conquistas me fazem feliz, enchem o meu coração desse sentimento estranho que é a certeza de que estamos indo na direção certa, e que Òrìṣà nos abençoou com uma prosperidade que não fala sobre dinheiro e bens materiais; e sim, sabedoria, bem-viver e equilíbrio espiritual. e, claro, com esse amor tranquilo que vivemos.

se há alguém que merece coisas boas nesse mundo, essa pessoa é você. cada passo incerto, noites sem dormir e preocupações infindas valeram a pena.

que ìyá mi Òṣun esteja contigo nesse lindo renascimento, e que nosso pai Odé faça com que a sua nova vida seja apenas abundância.

eu te amo, abíyàn Hichiem. e te amarei ainda mais, (futuro) Ìyàwó Hichiem de Òṣàlá.

📷: @maslinfotos by @laurafchalegre
35
6 months ago
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andar com fé eu vou by @laurafchalegre
6
6 months ago
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A palavra "ofó", de origem yorubá, tem como um dos significados o encantamento através da oralidade, o poder da fala. Desde que entrei na Umbanda e passei a estudar as religiões de matriz africana e indígenas, percebi que um dos meus destinos nessa eterna encruzilhada que é a vida, seria usar minha palavra para contar as histórias das religiões afro-indígenas. A espiritualidade me trouxe a importância de rememorar as raízes negras e indígenas da nossa cultura, e nunca deixar de falar que o axé é sabedoria e tecnologia ancestral.

Nunca deixo de encantar as minhas palavras, e fruto disso foi a apresentação de uma das pesquisas que conduzo no seminário "Guarulhos: Novos olhares sobre a história e a memória da cidade", organizado pela @aapahguarulhos em novembro de 2025. A pesquisa é intitulada "E toda cidade é d’Oxum”: levantamento e mapeamento das comunidades tradicionais de terreiro através da coluna Voz de Obatalá na Folha Metropolitana (1979-1980). Nessa pesquisa, eu me aprofundei em uma coluna sobre religiões de matriz africana publicada no jornal Folha Metropolitana no final da década de 1970, intitulada "Voz de Obatalá" e escrita pelo pseudônimo "Eu de Xangô".

Hoje, o ebook com os registros textuais dessa pesquisa foi publicado - organizado pelos incríveis Peterson Mendes Paulino (@petersonpaulino_ ), Vanessa Freitas Vicente e Larissa Lucindo Fernandes. Convido todos a lerem a totalidade do livro, que reúne pesquisas fundamentais para pensar Guarulhos!

Que nunca deixemos de encantar nossas palavras, dentro e fora da academia, e principalmente falar sobre as ciências ancestrais que são as religiões afro-indígenas.

Axé para nós! by @laurafchalegre
42
7 months ago
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Eu sou uma mulher sonhadora. Desde criança fui assim, com muitas esperanças de mudar o mundo, fazer a diferença e essas coisas piegas. Ao crescer, fui me deparando com as barreiras impostas para mulheres, pretas e pardas, de periferia. Mesmo com muitas vantagens e uma base sólida, a muralha imposta pelo sistema vigente sempre foi maior.
 Mas, de tijolo em tijolo, fui desconstruindo e encontrando outros caminhos. O primeiro passo foi entrar em uma universidade federal, a dos meus sonhos, que pelas políticas públicas do PT, está na quebrada que cresci. A segunda foi adentrar o Núcleo Negro da Unifesp Guarulhos, que me permitiu aquilombar e ser acolhida nas nuances que só nós entendemos.
 Contudo, um desses passos virou minha vida de cabeça para baixo: tornar-me estagiária do Centro de Documentação e Memória Política Sérgio Buarque de Holanda, da Fundação Perseu Abramo. Já são dois anos integrando essa equipe, e foi por meio dela que fui convidada para participar da Marcha Nacional das Mulheres Negras em Brasília.
 Foi um sonho conhecer Brasília, e um sonho maior ainda poder fazer isso na companhia de 300 mil mulheres em marcha por reparação e bem viver.
 Apenas hoje consigo escrever e dimensionar essa experiência: foi linda, cheia de axé, esperança e potência. Saí engrandecida de lá.
 Muito obrigada para todas que fizeram minha presença lá possível: @bamartinx , @elenqueridacoutinho e @vanessanadotti 🌼
 Seguimos marchando!
 Axé! taken in Brasília, District Federal, Brazil by @laurafchalegre
21
a year ago
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Axé pra quem é de axé! by @laurafchalegre
2
a year ago
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agora vou por onde o teu sorriso me guiar. taken in Cantinho Dos Orixás Nazaré Paulista by @laurafchalegre
21
a year ago
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