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Professora informal de assuntos essenciais. Co-autora dos livros De Eva à Ester e De Maria até Nós. Artista Plástica. Graduanda em Psicologia.
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" A GENTE TEM QUE SAIR DO ARMÁRIO..."
Foi a conversa entre duas mulheres incríveis que conheci ano passado mais ou menos nessa época. Uma disse: "mas eu não sou assim... estilista e costureira como elas que estudaram". Então a outra: "É sim! Claro que é. A gente tem que se assumir, tem que sair do armário! Isso não é só para gay não. Temos que sair do armário e ser quem a gente é, mas esconde por medo. Você faz isso há anos e é boa, não é um diploma que diz quem você é, é você. Se assume garota".

O conselho foi dado em tom de voz firme e cheio de amor nessa  conversa que "não era comigo", mas toda para mim. Então, fui em busca de saber de quais ármarios eu precisava sair, confesso que foi/é difícil. 

Tenho refletido no último ano sobre o que preciso deixar e o que preciso assumir para construir um lugar saudável e de paz pra mim.  Isso exige coragem para reposicionar a rota, falhei em ser corajosa muitas vezes, afinal é tanto pra lidar: dúvida, medo, desapegos, dor, receio da desaprovação alheia, pressão das pessoas, minha e do sistema, acolher vulnerabilidades e ansiedade. Mas sempre ouvi que quando chega a hora, a gente sente. Pois bem: A hora é essa! Eu sei, eu sinto.

Ontem decidi que hoje faria um video pra contar aqui o meu "assumir e sair do armário", tanto pela partilha quanto pra ser um marco para mim.

Porém, hoje fui convidada a visitar o apartamento onde vivi de bêbe  aos 18 anos. Vi esse armário e lembrei do tal "se assumir", vi e lembrei que certa vez, quando criança, me escondi dentro dele para ser encontrada, dormi e eu mesma sai dele no outro dia. 

Que metáfora! Captei os sinais: abrir a porta e sair é você quem faz, e assim, se encontra. 

Vale dizer que meu "sair do armário" não tem a ver com a minha sexualidade. Meu processo, mesmo difícil, não se compara. Ainda assim, me é impossivel não doer pelos que sofrem porque os violentamos até desejem morrer, quando não os matamos. Precisamos melhorar urgente! Respeito está acima de qualquer opinião e religião.

À você que se assumiu em qualquer área: Obrigada pela inspiração e por me abrir caminho!

Ah, o video virá, como porta que abro pra mim e como convite pra que você venha junto, se quiser. by @leane.abarros
60
5 years ago
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TODO DIA É ISSO!

Não recordo dos nomes, mas lembro até hoje a sensação. Era minha primeira vez em uma escola como professora e tentando me adaptar a realidade: rede pública, 37 alunos entre 7 e 9 anos, escassez de material escolar e pedagógico.

Na hora do recreio eu estava na sala de professores, estampando na cara o quão novata era em tudo aquilo. Uma professora apontou pros pratos e tirou a tampa da panela, disse seu nome e me falou pra ficar à vontade.

Era minguau de fubá com coco, não lembrava de ter comido desse mingau antes, mas lembro de não gostar tanto de mingais. Bateram na porta, e mesmo com o barulho intenso do pátio, consegui ouvir. Ninguém se mexeu. Bateram de novo, alguns professores se entreolharam, porém continuaram sem se mexer. 
Me senti incomodada, mas por nada saber dos costumes do lugar, fiquei quieta. Bateram de novo um pouco mais forte. Levantei sem dar tempo de respeitar o comando de outra professora ao dizer "não abre, todo dia é isso".

Era um aluno, cara de "atentado", sorriso tímido, sem uniforme, gola da blusa esgarçada. Disse num volume que quase não ouvi: "ô tia eu tô com fome". Instruí que entrasse na fila pois serviam na cantina. Ele não saiu da minha frente e disse "é que já peguei, e eles só servem uma vez, mas eu ainda tô com fome".

Entrei na sala, peguei meu prato, enchi de mingau e disse que ele poderia sentar ali pra comer. Quando terminou, partiu. Mas não sem ouvir "não acostuma não, hein", e após a saída dele recebi repreensões e instruções de que deveria ignorar. 

Foi assim, que 21 anos atrás, aprendi a gostar de mingau de fubá com coco, e que ser professora é mais do que cumprir grade curricular. 

Hoje faz frio e chove por aqui. Era 22h, quando me deu vontade de comer mingau de fubá com coco, fui pro fogão. Cozinhando lembrei desse dia que relatei. 

"Todo dia é isso"

E como não, se a fome e a injustiça são reais, mesmo "nesta Terra, em se plantando, tudo dá"?

"Todo dia é isso", porque todo dia é preciso comer.

Desejo que aquele aluno, que na verdade foi meu professor, esteja vivo e bem alimentado. E que eu não seja surda ou insensível com as batidas na porta durante o recreio. by @leane.abarros
39
3 years ago
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"NÃO TÔ MATANDO E NEM TÔ ROUBANDO" 

Eu só quero mesmo é falar do meu projeto em Psicologia por aí!

Eu e minha dupla @carvfabielle, fomos selecionadas pra participar de uma conferência na Colômbia, que acontece dos dias 22 a 24 de julho apresentando nosso projeto de extensão 🇨🇴✨.

É meu aniversário (29/05)  e essa é a tradicional lista mais capitalista desses mais de 20 anos criando ela, mas JURO que é por uma boa causa :)

Manda um pixzin de qualquer valor possível para você. 

Não precisa achar que só ajuda quem manda muito dinheiro. Como diria minha vó "é de grão em grão que a galinha enche o papo". E ó: sei que é fim de mês, mas ainda dá tempo de esperar o salário cair na conta. Vem que vem!

Bora mandar a gente pra Colômbiaaaaa!!!

E espalhe minha lista de aniversário pra tudo que é canto. 

(E se tiver amizade na Colômbia pra indicar hospedagem/barateza/dicas, tá valendo MUITO também kkkkk)

Pix: leane.abarros@gmail.com

Edição de vídeo (aguentando todos meus pitacos de roteirista e diretora): @moulin.renato by @leane.abarros
92
5 months ago
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TEM PAVOR QUE SÓ A GENTE SABE

Quando era pequena, achava legal ver PMs na rua. Fui a alguns desfiles cívicos e, de algum jeito, aquilo me dava sensação de segurança.

Até que, na adolescência, vi dois PMs pegarem um rapaz negro na rua e espancá-lo. Ele andava poucos passos à minha frente, vestido de forma “aceitável” e, enquanto apanhava, perguntava o porquê, dizendo que nada tinha feito.

Fiquei em choque. Corpo tremeu, a bexiga quase soltou, quis gritar, mas a paralisia foi maior.

Bateram e foram embora.

A cena me acompanhou por muito tempo. Quando via PMs, atravessava a rua e sentia o coração acelerar.

Anos depois, durante uma manifestação contra o aumento das passagens, tivemos um embate. Os PMs vieram a cavalo, avançando sobre nós, estudantes. Foi meu primeiro contato com spray de pimenta — na cara.

Na vida até aqui, precisei equilibrar muitas emoções. A cena que vi adolescente se repetiu em jornais, na vida de amigos e em vídeos nas redes sociais — que evito assistir, mas dos quais nunca consegui escapar totalmente.

Cresci convivendo com policiais civis — meu pai é um deles. Hoje, convivo também com delegadas exemplares. Já andei em viatura da PM enquanto tentavam recuperar meu celular roubado. Não conseguiram naquele dia, mas, na manhã depois, apareceram na porta da minha casa com ele nas mãos.

Este texto não é para falar mal da PM, mas sobre o que o racismo fez com ela. E conosco, pessoas não-brancas.

Hoje, fui esperar o ônibus e encontrei quatro carros do BME e cerca de vinte PMs no ponto. Passei dando bom dia, como quem tenta provar que não é uma ameaça. Estava sozinha ali. Respirei fundo e senti saudade da época em que ver fardados me fazia sentir segura.

Depois de um tempo, um senhor negro retinto surgiu na calçada. Assustou-se com os PMs, atravessou a rua, apertou o passo e fez o sinal da cruz. 

Reconheci meu pavor nele.

Na escola ensinaram que 13 de maio era o Dia da Abolição da Escravatura e que Isabel era uma heroína.

Mentira.

Ainda nos devem muita liberdade.

Enquanto isso, como diria Evaristo: “Eles combinaram de nos matar, a gente combinamos de não morrer.”

Em honra aos que vieram antes, aos que estão agora e aos que virão. by @leane.abarros
14
5 months ago
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Uma vez por mês, eu tenho o privilégio de pegar o ônibus da linha 202 no final da minha rua, a caminho da Assembleia Legislativa. Julgo ser meu dia mais agradável do mês em relação ao transporte público.

É uma rota que passa por uma comunidade intitulada como "a mais querida", vulgo Piedade, rs.

Os usuários, assim como eu, são pessoas negras. Pode parecer um adendo irrelevante, mas não, é um destaque importante para explanar a experiência que vivo no 202.

Ao adentrar, as pessoas estão com trajes de trabalho ou estudo, conversando amigavelmente. Cada pessoa que entra, cumprimenta os demais, e é bem comum perguntarem sobre atualizações da vida:
 
"E aí, saiu o resultado do exame?"
"Como tá sua tia? Manda um abraço".

O motorista está com a caixa de som ligada e, por vezes, as pessoas cantam junto. Ao passar pelos pontos, quem não entra na lotação acena para quem está dentro; o motorista cumprimenta as pessoas passantes.

Há um clima de quilombo
De respeito,
De pertencimento adorável.

Faço boa parte do percurso sorrindo e, mesmo sem morar na Piedade e não conhecer as pessoas, me sinto conectada a tudo e todos.

Esse ambiente muda quando chegamos à rota da "cidade baixa", nas regiões com maior possibilidade de "mistura populacional".

O som é desligado.
As pessoas, ao entrarem, não cumprimentam o motorista.

As conversas sobre a vida cessam.

Tal fato passaria despercebido para a maioria, porém quem vive na pele os impactos de classe e raça sabe o quanto é preciso desenvolver mecanismos de sobrevivência desde que chega ao mundo.

Eu poderia puxar ganchos diversos para reflexões e até expor as tantas que tenho a cada mês nesse percurso.

Por ora, quero honrar a alegria, amabilidade, a beleza, o senso coletivo e as tecnologias ancestrais do meu povo.

Deus me livre de não ser brasileira, capixaba e, sobretudo, preta. taken in Unidos da Piedade by @leane.abarros
6
a year ago
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TRADIÇÃO É TRADIÇÃO 
E essa aqui já tem mais de vinte anos. Bora para lista de aniversário:

*Me chama pra tomar um café e me conta como você tá. (É sério, pode ser em casa, numa cafeteria, segurar uma xícara e  sentar na calçada, se você tiver longe pode ser virtual. Juro que eu vou AMAR ganhar isso aqui, juro)

*Camisa Acima de tudo Anticolonial da @ododua.aum - Tam GG

*Camisa Jovens Senhoras Club da @usebemtevi - Tam G (branca ou off white)

*Livro O Cortiço com a capa feita pela @kikacarvalhokika (só se for com essa capa, hein rs)

*Livro Sonho Manifesto - Sidarta Ribeiro

*LPs de MPB, Jazz, Samba, Blues 

*Me manda sua playlist favorita

*Me leva para ver o mar

*Me ensina a soltar pipa

*Jibóia (to falando da planta, pode ser outra planta pendente tbm)

*Me envia sua receita de família (vou amar demais)

*Manda Pix: leane.abarros@gmail.com by @leane.abarros
6
a year ago
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MELHOR O TRABALHADOR QUE O TRABALHO

Mesmo não tendo um horário firmado, tava me sentindo atrasada. Após esperar no ponto o aplicativo do ônibus mudar o horário que ele passaria algumas vezes, percebi que uma leve chateação começou a me fazer companhia. 

Uma senhora se aproximou, perguntou se já havia passado ônibus que ia na rodoviária. Como era o mesmo que pegaria, disse qual era a previsão de chegada e conversamos um pouco.

O ônibus veio, entrei. Dois pontos depois, o motorista abre as portas e sai afobado. Quando ele voltou, aconteceu o seguinte informe a quem me esperava pelo WhatsApp:

 "Essa é a cena. O motorista para na frente do Trancedão. Deixa as portas do ônibus abertas e sai correndo sem falar nada. Daí passam uns minutos, ele volta calmamente, andando tranquilo com uma garrafa de café numa mão e um copinho de café na outra. 

Eu não sei nem se fico p* por ele deixar todo mundo vulnerável com as portas abertas, por não dar o mínimo de satisfação sobre nada e ainda usou o tempo que quis. Ou se fico feliz por ele criar um espaço de ter o mínimo de pausa e conforto no meio do trampo e beber seu cafezinho calmamente enquanto volta pro ofício. 

Afinal, a vida de CLT não é fácil, inda mais conduzindo todo tipo de gente em qualquer hora que for.

Talvez eu escolha a segunda opção quando minha momentânea indignação passar, pq sou mais a favor do povo e da resistência do que do capital." 

Respirei fundo, lembrei da morte do @sebastiaosalgadooficial, lembrei das fotos de Serra Pelada. 

A indignação passou, sorri achando o motorista um herói. 

Me deu até vontade de tomar café. by @leane.abarros
7
a year ago
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CHEIRO DE ÉTER ABRE CAMINHOS

Peguei o ônibus de sempre nas costumeiras manhãs de "dias úteis". Mesmo horário, mesma rota, mesmo motorista. Após girar a roleta senti um cheiro característico de consultório dentário.

Automaticamente deu um frio na espinha. Para quem não sabe, eu tenho pavor de dentista desde pequena, me dá pesadelo e calafrios, porém, o frio na espinha foi se dissipando ao passo que uma memória da última consulta foi permeando minha mente. 

Eu estava nervosa, claro, mas fui bem cuidada pela dentista atenciosa (beijo Denise) e acolhida pela assistente que de tempos em tempos falava palavras de incentivo como "você está indo muito bem", "já foi feito 40%, logo termina", "você é corajosa em ter vindo". 

Parece algo bobo dito assim, ainda mais quando se trata de uma adulta, mas a verdade é, que todo medo/trauma contém em si necessidades a serem atendidas, precisam de cuidado e apoio para serem ultrapassadas e criar novas possibilidades de bem viver. 

Às vezes vem numa profissional dedicada ao que faz, às vezes nas escolhas de encontrar novos caminhos e não ser dominada pelo que assola a alma, às vezes do sorriso simpático do motorista e na previsibilidade da rotina, às vezes de um amor tranquilo e atento.

Não há muito como prever como virá, mas sempre haverá possibilidades.

Meu desejo para hoje é que nossos frios na espinha virem lembranças do que já não assusta mais. 

Bom dia comum de abrir caminhos para nós! by @leane.abarros
12
2 years ago
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"EU PRECISO ME LEMBRAR QUE SOU MUITO MELHOR EM MOVIMENTO"
Ouvi essa frase de uma amiga querida enquanto modelávamos cerâmica fria conversando sobre coisas da vida.

"Eu vou ficar pensando nessa frase um bom tempo". Foi o que respondi, e tô aqui quase um mês depois ainda reverberando.

Esse ano foi bastante exigente, desde períodos puxados na faculdade, troca de setor no trabalho e anemia severa com a ferritina marcando apenas 2.

Agora estamos na fase de retrospectivas do ano e ao olhar pra trás percebo que coube três vidas nele e o sentimento é de: vencemos! No plural mesmo, impossível chegar até aqui sozinha, lutamos, aprendemos, sobrevivemos desafios dificílimos, celebramos conquistas, coletivamente. Seja pelos que caminham com a gente agora, seja pelos que vieram antes de nós.

Confesso que em vários momentos pensei o porquê de tudo isso, o tal "um dia após o outro" e tive que vasculhar os porões mais profundos da minha existência para encontrar motivos para prosseguir. 

Muitos deles tinham a ver justamente com me colocar em movimento, sair pra ver o mar, a expo do artista plástico preferido, ouvir com atenção um amigo, dançar embaixo do chuveiro, deixar sair o que tava preso na garganta.

Me permitir sonhar!

Sonho é um negócio que empurra a gente pra frente e nesse pra frente acabamos descobrindo fascínios jamais imaginados e reencontramos o melhor de nós que tava esquecido.

Aprendi mais um bando de coisas sobre sonhar esse ano. Agora tá na hora de colocar o aprendizado em movimento. 

Se você topar, vou ficar feliz de te contar amanhã (17) de 19:30 às 21h. Lá no @atelierjulliathedesco.
Nos dois posts anteriores tem explicando como. Bora?

No mais, obrigada pela noite incrível @mira_ortega, ainda tá aqui em mim. taken in Sonhos Não Envelhecem by @leane.abarros
3
2 years ago
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"PARA DE FALAR ISSO"

Tava a menina sinalizando para o irmão que interrompia sua fala afirmando que não era importante o que ela dizia e que, além disso, era "chata e esquisita". A menina estava explicando sobre algo que não gostava, e interpelou: "não sou chata, apenas não gosto. Não preciso gostar e aceitar tudo. Para de falar isso, Guilherme".

Amanda, me parecia ter uns 9 anos. Guilherme 12.

Lembrei de mim aos 9. Diferente de Amanda, aceitei tanta coisa, ademais, não sabia nem que podia ou como expressar certas coisas. 

Dia desses estava conversando com uma amiga na sala de aula sobre nossas infâncias e como, agora adultas, conseguimos perceber certos impactos e necessidades de desconstrução.

Hoje de tarde ouvi minha chefe contar que foi em uma palestra e ouviu a frase "para alguns falta repertório comportamental" (ou algo do tipo). Estou até agora pensando sobre isso.

Ando pensando também sobre o tanto de "quase" que tem permeado minha existência ultimamente. Ontem mesmo teve mais um episódio no consultório médico quando ao final ouvi "acho melhor repetir uns exames e pedir outros, os resultados QUASE fecham um diagnóstico, mas ainda não". Tive que rir lembrando de certos momentos na terapia.

A vida humana é tão cheia de complexidades, né?!

É preciso paciência com os processos. E acolher cada etapa com coragem e amor.

Respire fundo e releia as frases acima. 

A gente tende a passar batido pelas coisas que são importantes, e usar a mesma pressa em sentenciar a nós mesmos e as pessoas que nos cercam, sem dar espaço para elas serem o que são. (Tipo Guilherme com Amanda)

Hoje é o dia do Psicólogo, eu sou QUASE nisso também rs.

Estou cercada de professoras admiráveis, amigas e amigos psis inspiradores que amo. Mas hoje, quero agradecer, em especial, cada Psi que esteve comigo em terapia, por me ajudarem a chegar mais perto de ter a saúde da menina conversando com o irmão, em reconhecer e comunicar limites, valores e direitos.

Obrigada @thalyse.santana, @psiyasmindias e Ana Clara. Muito obrigada e parabéns!

No mais, abre teu olho Guilherme, a base vem forte!!

Obs.: Guilherme que precisa abrir o olho é toda pessoa que se comporte como o tal. taken in Aonde Vacilão Nao Se Cria by @leane.abarros
18
2 years ago
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No hoje, Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, e Teresa de Benguela.

Reafirmo o acolhimento da pele que tenho, honro as lutas, resistências, tecnologias de sobre-as-vivências construídas em mim coletivamente por tantas do meu povo.

Dedico, honro, me alegro e agradeço as muitas Teresa's de Benguela que me compõe, ensinam, cuidam, nutrem.

Obrigada por todo levante
Levantemos sempre queridas minhas!
.
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*Menção especial pras minhas anciãs e guias de força e fé: vó Alice (in memoriam) e vó Valdete by @leane.abarros
6
2 years ago
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Amém!
.
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Obrigada @omarcosalmeida, obrigada @debora.otoni, obrigada Jesus bonito. by @leane.abarros
0
2 years ago
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