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Jornalista, crítico e historiador do teatro, Mestre em História e Doutor em Artes Cênicas.
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Simples assim: porque eu acredito na valorização da Educação e da Cultura. Bora, Lulaaaaaaaaaa!!! by @leidsonferraz
10
5 hours ago
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Avoa, Jomard, avoa! Bem no Dia das Crianças, você parte dessa para melhor. Daí, além de lembrar a todo mundo que o seu velório já começou na capela do Cemitério de Santo Amaro, com despedida marcada para às 16 horas, quero recordar um espetáculo do qual fiz parte como ator e produtor, você amava, nos divulgou tanto e ainda batizou a obra de “musical pansexual”: era “Versos do Nós”, a partir dos seus textos e letras das canções, com direção de Claudio Lira e composições e direção musical de Demétrio Rangel. Estávamos em cena, eu, Sandra Rino, Ivo Barreto e Edgar Gomieiro, e nos divertíamos muito.

A obra apostava na irreverência crítica do ensaísta e cineasta pernambucano Jomard Muniz de Britto, transfigurada no universo do teatro musical (a canção que escutam é do espetáculo) a partir dos escritos desse provocador nato. A encenação, apropriando-se dos toques de humor, quase de galhofa do autor, mas sem esquecer o sentimento trágico da existência também presente em sua obra, trazia como tema central a Poesia, e através dela um ritual alegórico acerca dos abismos e contradições da cultura brasileira. Os textos inflamados e bem-humorados de Jomard, que defendia o pluralismo estético-ideológico, satirizavam a condição da poesia atual, alertando para uma poesia viva e ainda não percebida no nosso cotidiano. Uma poesia primeira pessoa plural do singular (eis o porquê “do Nós” no título, uma brincadeira entre o singular e o plural, o Nós do coletivo visto como um só). Uma poesia que entre no nosso corpo, nos nossos sentidos, que nos emocione e tenha movimento, ação (o poemação).

A montagem propunha ainda uma experiência de confronto e diálogo entre o lirismo, a sátira, o épico-narrativo, o grotesco, o dramático, o cômico e o tragicômico. Eu começava a cena como uma Santa-Puta-Diva, solando, e terminávamos todos exaltando o buraco do cu. Amava fazer; nascemos como leitura dramática no SESC, nos tornamos independentes por estímulo do público, fizemos o Janeiro e viajamos pelo interior do Estado de Pernambuco graças ao Circuito Pernambucano. E Jomard foi nosso parceirão em todos os momentos. Minha homenagem a você, meu iconoclasta artístico preferido! Evoé! by @leidsonferraz
26
3 days ago
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É inadmissível um pai dar uma arma para uma criança festejar uma candidatura. O nosso Brasil não merece esse tipo de aberração. E há um lado do mal que defende isso com naturalidade. Absurdo! by @leidsonferraz
2
6 days ago
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Grande parte da gente do nosso país está adoentada. Tive a certeza disso numa simples postagem que fiz no dia das Eleições, logo após a confirmação triste de que teríamos o 2º turno. Propus uma brincadeira com o “Fudeu a tabaca de Xola” e exaltei o Nordeste pela nossa luta e resistência. Pois bem, eu, que nunca fui um influencer (longe disso, Deus me livre!) e sou um simples formador de opinião nas questões das artes cênicas, vi meu perfil invadido por dezenas de mensagens xenofóbicas, vergonhosas, doentias.

Nunca tive uma postagem tão acessada (ultrapassou 1 milhão de visualizações e mais de mil curtidas) e, claro, o despertar de um ódio a nós, nordestinos. Abrindo alguns dos perfis cheios de violência verbal (e muitos devem ser falsos), percebi postagens que são só rancor, em meio a muitos erros de português – e ainda nos chamam de ignorantes! –, num clima negativo ao extremo. Teve um que até me intitulou de meliante, parasita e câncer. Como alguém pode usar sua rede social só para isso? Como se consegue viver num ambiente assim diariamente? Tenho pena dessa turma doentia, cheia de mágoas, ressentimentos, maldades. Gente ruim!

Eu sou do bloco da alegria. Mesmo contrário a uma série de políticos da extrema direita, nunca fui a perfil algum deles para propagar xingamentos, e muito menos dou atenção a suas figuras no meu ambiente virtual. Sobre o ocorrido, claro que denunciei ao Instagram cada um que veio nos agredir. Xenofobia é crime e rede social não deve servir para despejar a latrina de pensamento de ninguém! Tentem ser um pouco mais felizes, respirem. Melhorem, tadinhos... E vai ser 13 no 2º turno, Lula presidente novamente, para fugirmos à barbárie! by @leidsonferraz
7
8 days ago
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 by @leidsonferraz
91
11 days ago
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Meu voto é 13 pelo respeito à vida e à dignidade humana, pela lembrança em todos que perderam parentes ou amigos durante o descaso da Pandemia, pela atenção às crianças, juventude e idosos, pelos indígenas e quilombolas, pela Ciência, universidades, estudantes e professores, pelos funcionários públicos, médicos, policiais e soberania nacional, pela população LGBTQIAPN+, pelos aposentados e imigrantes, pelos trabalhadores rurais e urbanos, pela liberdade religiosa, imprensa livre e cuidado com a Natureza, pela gente com alguma deficiência e necessidades especiais, pelos mais pobres e em situação de rua, pelos artistas, pesquisadores e povo da Educação e Cultura, pelo bem estar de todo brasileiro e brasileira, pela alegria e amor de ser desse país! E ainda voto com o coração e a crença para a deputada estadual Cida Pedrosa (65113). Os demais vão ajudar a compor a chapa possível para levar esse Brasil e Pernambuco adiante. Afinal, Lula fica, Congresso muda! Vai dar certo! by @leidsonferraz
6
11 days ago
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E haja exuberância visual e sonora para nos aproximar da Tarsila de Claudia Raia!

Depois da profusão de tão belas imagens, melodias e personagens icônicos, confesso que “Tarsila, a Brasileira” é um musical que não se esquece facilmente, pois as referências sonoras e visuais e a própria narrativa histórica em tom tragicômico fazem fervilhar a mente. Fruto de muita pesquisa e uma orquestração magistral pelas mãos do encenador José Possi Neto, que também assina o texto e as letras das canções junto a Anna Toledo, o resultado é um espetáculo que, além de grandioso, é uma aula e uma declaração de amor ao cenário artístico nacional (linda a canção em que grandes nomes das artes plásticas, do teatro, da música, da arquitetura e da literatura, etc., são citados em sequência corrida). Obviamente que seu final tão efusivo fez levantar a plateia e os gritos de “Lula” encheram o Teatro Guararapes às vésperas da eleição (13 neles!).

Eu teria muito mais a dizer, mas só reafirmo que “Tarsila, a Brasileira”, além do texto em robusta pesquisa e com uma direção que conduz geometricamente a cena, traz como maiores destaques, entre tantos, os figurinos de Fábio Namatame, uma trilha sonora variada e calcada também em farto acervo, criação de Guilherme Terra e Tony Lucchesi, sob direção musical do primeiro (senti falta dos músicos serem vistos ao final), e um elenco de 20 artistas – estrelados por Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello – cujo coro dá um show na distribuição de palco, com entradas e saídas dinâmicas que são de uma beleza pouco vistas, inclusive no adentrar e no retirar dos vários elementos cenográficos, mesmo diante do uso de projeções como cenário de fundo.

Tudo de muito bom gosto, exuberantemente bem pensado e bem executado (a maquinaria é um show à parte). Enfim, uma superprodução que merece aplausos ecoando até agora. Tarsila, Oswald, Anita, Mário e Picchia, entre vários outros da nossa arte brasileira, ficariam orgulhosos por tamanha reverência e reverberação de suas figuras, pensamentos e provocações modernistas. Ainda há sessões neste sábado, às 15h e 20h, e domingo, às 18h. A peça também seguirá para Porto Alegre, Curitiba, Salvador e São Paulo. by @leidsonferraz
9
12 days ago
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É muito chique e uma honra ser convidado a palestrar para a Universidade de Sorbonne, na França. Pois foi o que aconteceu comigo por conta do livro “Do Picante à Política: o teatro no Recife dos anos 1960”, que lancei recentemente graças ao incentivo do Funcultura. Num chamado do professor Doutor em História, Alberto da Silva (o meu querido Betho), a tal conversa em videoconferência será no feriado dia 12 de outubro de 2026, a partir das 13 horas, horário no Brasil, e das 18 horas às 19h30, na França. Prometo contextualizar toda aquela obra com imagens raras e de uma forma bem descontraída. Espero que possam participar. Mais perto divulgarei melhor o link de acesso. Très bien! by @leidsonferraz
17
15 days ago
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Importante relembrar para não voltarmos à barbárie. Daí, Lula 13 presidente, claro! Bora, Lulaaaaaaaaa!!! by @leidsonferraz
0
23 days ago
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É muito feio um artista torcer contra colegas de sua própria terra. Ouvindo pessoas de vários estados no 32º Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, percebi o quanto essa cultura da negatividade ainda persiste no meio teatral. Se o seu grupo não foi selecionado, conforme-se, e não precisa emanar vibrações ruins para um possível fracasso do outro. Por isso me afastei de certas pessoas no Recife. Havia um grupinho que adorava ir para o bar fazer “matação” das peças ou criar artimanhas na Internet, sob pseudônimo (claro), para falar mal dos outros. Sempre me posicionei contrário a isso, tanto que eu virava chacota por ser “amiguinho de todo mundo”.

Teve um imbecil – que há tempos já expurguei da minha vida – que até me chamou de “Dom Quixote do Teatro Pernambucano” porque eu transitava pelos mais diversos núcleos (dos periféricos aos produtores consagrados) e parecia, segundo a acidez dele, que eu queria agradar a todos. Não. O que tenho a dizer, sempre disse na cara e continuarei assim. O Bote Teatro sofreu dessa inveja agora no FNT (e eles se deram muito bem, saibam), assim como o Grupo Magiluth (sempre invejado a cada festival) ou o Grupo São Gens de Teatro indo a São Paulo, Maria Alves – de Caruaru – indo ao Piauí ou os coletivos que foram para o Porto Alegre em Cena (a Cênicas Cia. de Repertório e Hblynda e sua turma). Se há restrições aos trabalhos, tudo bem, mas é vergonhoso emanar energias negativas aos colegas do próprio Estado.

Odeio essa cultura do torcer contra e, confesso, me orgulho quando um dos meus acontece para além do nosso lugar. Afinal, a inveja corrói por dentro e faz um artista dessa natureza ser ainda mais medíocre e sozinho. Quero distância de gente assim. by @leidsonferraz
63
24 days ago
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Somos a nova boyband do Teatro Musical Brasileiro: dois pernambucanos, um cearense e um paulista, "Os Me_Nudes". A gente escreve, canta, dança, representa e, se precisar, ainda tira a roupa. Quem topa nos produzir e/ou contratar? by @leidsonferraz
12
a month ago
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Têm sido dias bem corridos no 32° Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (CE). Além da apreciação de tantos espetáculos diariamente, ainda tô compondo a equipe dos debates críticos da Mostra Nordeste, toda manhã, na sede da AGUA. Um espaço de compartilhamento onde o afeto fala mais alto. Adoro ver e discutir teatro. Tô feliz! by @leidsonferraz
7
a month ago
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