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Tive a honra de contribuir com dois capítulos do Guia de Cuidado Integral à Saúde Bucal da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, agora em consulta pública. 💙 Participe até 11/05/2026 e ajude a fortalecer um SUS mais inclusivo e acessível. Link na Bio. by @loivos
5
6 months ago
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Atenção, Cirurgiões LAOC💀🖤🤍
 
Está chegando!!!

Dia 10 de outubro, às 8:30h, teremos um encontro imperdível com o @loivosperiodontia , nos trazendo mais sobre o Tratamento de crianças com fissura lábio palatina.

Local: Faculdade Aria📌

Chance única para o conhecimento, vem aprender com quem sabe do assunto!

💀EXCLUSIVO PARA LIGANTES LAOC💀 by @loivos
29
a year ago
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Gosto de dizer que o tempo é composto por uma pilha de lâminas de vidro, finas, idênticas. Dias que vão se sobrepondo e, salvo quando há marcas, como um pé quebrado, uma despedida, uma viagem, parecem iguais. 

Macular essas transparência é criar memórias. 

No dia a dia, isso não é simples. Aliás, é  difícil praca. Trabalhamos sem parar, acumulando lâminas, sem cravar um detalhe sequer sobre elas. 

Hoje, dia 02 de setembro, vejo, feliz, que conseguimos, apesar de não termos fugido tanto à regra, lambuzar nossas pilhas de vidro. 

Completamos vinte e cinco anos de casados, trinta e quatro anos juntos, com muito para comemorar e o principal: a vontade de continuar sujando, a quatro mãos, o tempo que virá. 

Você é a melhor companhia desse trem.

Obrigado por tornar tudo tão especial. 

Te amo. by @loivos
41
a year ago
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essa cor não sai de mim 🩵

o dia 3 foi em Zakynthos e esse dia foi tão perfeito que tinha que vir para o feed

não tenho palavras para descrever… estou vivendo um sonho 🥹 taken in Zakyntos, Greece by @loivos
45
a year ago
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Lançamento [in]verdades em Brasília
* Texto longo - abrevie indo para depois de "Enfim...' *

Durante três anos fui corredor de rua. Parei de correr em 2013, meses depois de ter concluído uma maratona. Drauzio Varella, na época com 70 anos, chegou 30 minutos na minha frente. Registrei esse período da minha vida em um Blog. Quem me conhecia, dizia que eu corria para escrever. Não estavam errados. Escrever, hábito que nasceu aos 17 anos, é uma necessidade minha para ordenar as ideias. Sem escrever, elas me escapam. Não somem, vem e vão, como peças vivas de Lego. É na escrita que eu construo. 

Não sou escritor, portanto. Sou um pensador desorganizado, hiperativo, que achou na escrita sua Ritalina.

Um dia reparei numa mulher em situação de rua. Circulava próximo à escola onde eu dava aula. Meia idade, cabelos curtos. Vestia-se com um cobertor que lhe cobria parcialmente, como um poncho. A imagem dela povoou minha cabeça, quem era, tinha filhos, qual seria sua história? Pensando nela, nasceu Iara, personagem que rendeu um conto, publicado pela editora Outra Margem. Aquela foi minha primeira publicação não acadêmica. 

Mas a escrita de ficção se achegou antes, só não teve brecha. O pouco que eu escrevia, ia para a gaveta e esperava o dia em que eu teria tempo. Talvez depois da especialização; mas, foram 5 - a ficção quieta, sepultada, anos a fio, morta, feito Lázaro. Findado o mestrado, ressuscitei aquele trem.
Enfim

No dia 11 de abril, foi lançado em BsB um livro com 16 contos. Todos feitos a partir de histórias reais. Quando recebi o convite para integrar o projeto, gelei: faço poucos contos e pouquíssimos verídicos. Havia, entretanto, um texto na gaveta, nascido na ocasião da perda da Lu (minha irmã). Um texto ácido, que nunca viria à tona. Outro Lázaro. Resolvi fazer uns ajustes e apresentá-lo ao grupo. Ele foi acolhido. Não festei. Até a véspera da impressão do livro, considerei desfalcar o projeto. Parecia errado usar a dor para algo além do ‘revivê-la’.

Mostrei então o conto (que escondia) para Karine, Júlia e contei sobre o texto para a família. Mesmo ganhando a benção deles, o nó na garganta persistiu e só foi desfeito no dia 11.

*continua no comentário* by @loivos
32
a year ago
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Uma grande conquista em 2024! O livro foi consequência de grandes amizades que se formaram! 🎄🤶🏻🎅🏻🌲 taken in Livraria Argumento - Rua Dias Ferreira by @loivos
7
2 years ago
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[in]verdades está no prelo (sempre quis dizer algo assim), finalizando o processo de impressão.
[in]verdades é livro. Objeto que nem todo mundo consome. Reels e Tik Tok são o entretenimento da vez, com seus algoritmos infalíveis. Rápidos, como tudo que nos cerca e fugazes como o éter. 
Aliás, sempre gostei do cheiro do éter. Mas ele logo evapora. Minha vontade é cheirar novamente, mas não é saudável respirar éter continuamente.
Pois vou repetir
[in]verdades, o livro, está no prelo e logo sua capa e o texto das orelhas seduzirão as pessoas e seus exemplares deixarão as livrarias para servir ao deleite dos excêntricos que gastam seu tempo com literatura.
Será visto no metrô ou deitado na mesa da cafeteria, semicerrado, engolindo o indicador de uma mãe que interrompeu sua leitura, emocionada com algum de seus contos.
Ah… [in]verdades é livro de contos. Grosseiramente falando, contos são histórias contadas em poucas páginas.
Se eu dissesse que são histórias curtas, você poderia entender errado.
Em [in]verdades, por exemplo, “Menina de tranças” narra toda a existência de uma mulher.
Talvez tenha sido esse o conto que fez a mulher da cafeteria chorar. Se a mulher estivesse gargalhando, café quase derramando pelo sacolejar da mão, poderia supor ser o texto de @sabrinadalbelo ou de @re_ferman .
[in]verdades é uma montanha russa de experiências. Não há a previsibilidade do algorítimo. A surpresa vai te fazer sorrir, chorar, parar para respirar. Estou certo que cada texto fará você esquecer que deixou o celular de bruços. 
Te convido a fazer uma prova. Deixe [in]verdades ser seu livro de cabeceira. Lendo um conto por noite, essas 16 histórias  povoarão os 365 dias do seu ano.
Por isso, tenha um [in]verdades só seu. 
Se achar que a amiga irá gostar, dê de presente.
Está em pré-venda no site da @editora7letras .
Se você mora em Niterói, Porto Alegre ou Rio de Janeiro, vá ao lançamento, converse com alguns dos autores, arranque autógrafos e tome conosco um espumante ou um bom vinho - somos divertidíssimos. 
Se você mora em Brasília, São Paulo ou Belo Horizonte, em 2025 o lançamento de [in]verdades chegará à sua cidade e vc vai adorar. by @loivos
7
2 years ago
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“Nossas mentiras revelam tanto de nós quanto nossas verdades”

Frase de Coetzee, em Homem Lento, já esteve por aqui noutra postagem e volta para pôr luz sobre o projeto literário [In]Verdades, organizado por @anapaula.brandao.rocha , prestes a ser lançado pelo selo 7Letras.

O livro que já está em pré-venda, conta com dezesseis contos, oito autores, oito autoras. O pré-requisito para participar foi: as histórias precisam ser reais. É claro, houve a permissão para algumas inverdades que, como sugere Coetzee, diz tanto sobre as narrativas, quanto o restante.

Foi um processo de trabalho coletivo em que participamos da revisão de todos os textos. Estivemos juntos durante boa parte desse ano, criando, além de laços pessoais preciosos, um orgulho imenso pelo produto ao qual gestávamos.

Nasce em novembro de 2024, um livro belíssimo. Uma antologia para ser sorvida com colher pequena. Para ficar na mesa de cabeceira, ser lida e relida. 

Obviamente, você poderá pensar, há aqui um conflito de interesses, já que sou um dos participantes. Mas quem me conhece sabe que não sou desses. Esse é um livro da porra! Participar dele me enche de alegria.

Importante: alem da beleza das histórias e da qualidade literária, tenho a obrigação de exaltar o privilégio de termos sido brindados com um prefácio de @cassio_zanatta .

Para ficar completo, só precisávamos da capa perfeita. E ela veio. Inclusive, na democracia maluca que nós dezesseis formamos, a arte construída por @eu.danielafantin (uma das autoras do livro) foi a única unanimidade.

Taí nosso filho.

Enjoy.

P.S. Ana Paula Brandão (a chefa) é a pessoa para ser estudada: além de escrever, trabalhar, administrar quatro contas de instagram (...), preenchendo seus dias de 36 h, teve feeling para garimpar, entre conhecidos e desconhecidos, todos que formariam nosso time de autores. Salve! by @loivos
11
2 years ago
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*Crônica de um velho*
Há quem goste. Eu odeio academia. Tenho horror. Minha frequência nesses ambientes, ao longo dos anos, foi sazonal, embora eu tenha consciência de que, para o bem da lombar e dos ombros que tanto me doem, tenha que ser pra vida toda. Faço os exercícios com raiva, com vontade de ir embora, mas seguindo à risca as prescrições do treino. Aliás, tenho uma resistência a me referir às atividades da academia como um treino. ‘Vou treinar’, não me pertence. Sou antigo. “Na minha época” diria o velho (hoje, eu!), treinar tinha outro contexto. Enfim. Não treino. Apenas odeio, sofro, levanto peso, faço afundo (o maior dos desafetos, talvez supere coentro). Dizem que faz bem para os glúteos. Danem-se os glúteos. Esse sou eu, o cara que só quer se livrar das dores e não vai à academia para fazer amigos ou gastar sorrisos. Recuso desperdiçar qualquer aceno para o careca que vive a circular fazendo network. Uma vez fizemos contato visual, ele fez que ia me cumprimentar, mas eu, fiel ao meu azedume, desviei o olhar. Se pudesse, andava de olhos fechados. Aliás, e é em parte por isso que estou aqui: hoje, no intervalo entre uma série e outra, viajando no swing do Tim Bowman Jr. (I’m Good), olhos fechados, fones nos ouvidos, longe de qualquer suplício, contaminado com a ideia de que ‘Eu estou bem’, me arrancaram do meu cantinho mágico. Alguém tateou meu braço. Aff...Não quero revezar, falta apenas uma série (pensei, enquanto decidia se me manteria de olhos fechados ou não). O toque continuou. Abreviei meu instante, e lá estava o homem, um instrutor, de cócoras em minha frente. Não o conhecia. Falou alguma coisa. Não entendi. Ele repetiu. Tirei o fone do ouvido. Que foi? Ele então estendeu a mão para um cumprimento. Pra que? Estendi a minha. Apertamos ambas, amigavelmente. Ele deu boa noite e perguntou se estava tudo bem. Pior agora, não respondi. Ainda gastei um sorriso. Depois ele se levantou e desapareceu. Pra que aquilo??
*** continua nos comentários *** by @loivos
71
2 years ago
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Minha pequena, que nem é tão miúda, nem tão nova, se formou. Não graduou. Apenas terminou o ensino médio. Sinceramente, ela sabe que eu penso assim, embora não seja uma conquista irrelevante, dentro das oportunidades que pudemos oferecer, não acho que seja um feito merecedor de tanta celebração. Na minha ranhetice gosto de dizer: não fez mais que a  obrigação. Mas, passados os festejos, devo reconhecer: ela fez mais. Júlia está formada. Não me refiro ao ensino médio e claro, ainda há uma enormidade de vida pela frente. Mas, a primeira forja está pronta e, olhando de longe, é fundamental sempre olhar de longe, gosto do ser humano que se tornou. É, no mínimo, um rascunho promissor de gente. Não… não me entendam errado. Quando uso promissor, não estou dizendo que será uma profissional bem sucedida e rica. Quero dizer que ela já é um ser humano maneiríssimo. Gostaria dela, mesmo que não fosse um pedaço de mim. Gostaria de ouvi-la, de rir com ela ou rir dela (coisa que faço com maestria e que a irrita profundamente). Por felicidade minha, ela aprendeu com a mãe a habilidade de ser empática, de se importar com o amigo ou mesmo com o colega de sala. No seu discurso de oradora (vige, que discurso!), desfiou as qualidades de todos os companheiros do terceiro B do colégio. Homenageou o mais inteligente, a mais simpática, aquele com o qual todos sempre podem contar. Cada um teve os lábios adoçados pelas palavras dela. A molecada ouvia e se emocionava, adolescentes ainda inseguros, surpreendidos por verem um pouco de si ventilados nas caixas de som do auditório para toda a platéia, para o pais, avós, tios, irmãos. Nada atrapalhou a minha nega: nem o microfone que acabou a pilha. Ou o reserva que despencou do pedestal. Eu teria me tremido inteiro. Ela não. Seguiu firme e terminou sua fala, despedindo-se daquele ciclo, com a voz embargada e sem falar nada sobre ela própria. E nem precisava - ao observador mais sensível, ela foi vista por inteiro. Amo esse trem. by @loivos
42
3 years ago
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Nem gosto de dente, disse um colega. Eu ri. Pensando depois, concluí que, de dente, também não morro de amores. Já ganhei canecas de molares, chaveiros. Pois eu nunca amei esses apetrechos e, confesso, também não me importo com dentes. O que me encanta, é 'gente' - aquela criatura ao redor da cárie e da doença periodontal. Meus cuidados são para a pessoa, para o sorriso. 
Gosto tanto de servir, que me constrange colocar preço na necessidade, no alívio da dor ou naquilo que, depois de pronto, me dá contentamento. Sou desapegado, feliz por atender quem carece do que disponho. Por isso me realizo como servidor. Por mim, simplesmente entrego: tome! Pegue pra você e siga. Agora é seu. 
Nunca tratei só o dente. Como disse, ofereço cuidados e uma oportunidade. Esse é o meu deleite. Durante as consultas trato e tento prevenir, crio exemplos para facilitar a comunicação, associo cárie à coriza, o sovaco com o fio dental, conto o causo da 'roupa' suja. E aí? Você quer cheirar o meu sovaco? Pacientes riem. Dentre os pais das crianças que atendo, alguns se incomodam, pois há horas em que preciso ser menos lúdico. A verdade é que uns ouvem o que digo, mudam, enquanto outros seguem, tomando o mesmo trem e surpresos por chegarem ao mesmo destino. 
Pois dia desses recebi uma ligação do Conselho Regional de Odontologia do DF. A pessoa do outro lado da linha com uma conversa longa, polida, deu volta, eu parando de prestar atenção, ela falava de um convite para uma cerimônia de comemoração ao dia do Dentista, na Câmara Legislativa do DF, onde eu seria um dos homenageados. Oi?? O senhor foi indicado para receber uma Moção de Louvor, pelos serviços prestados. Eu e muitos outros dentistas, gente de referência, que admiro. 
Resolvi ir. Aceitar o carinho e que, de alguma maneira, alguém enxergou a essência da relação entre mim e meus pacientes. Taí o registro. 
Antes de finalizar, preciso agradecer às minhas colegas do Serviço de fissuras lábio palatais do HRAN (também homenageadas), pois sem elas, meu nome não viria à baila. @djanebrasil , @cyntiacmaraujo e toda equipe sou muito orgulhoso do trabalho que desenvolvemos e, sinceramente, sem modéstia, merecemos todas as honras. by @loivos
72
3 years ago
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Hoje, dia 15 de setembro de 2023, encerro um ciclo; meu último dia na Escola Técnica de Saúde de Brasília (ETESB ), lugar onde vivi por mais de 15 anos. Saio para trabalhar exclusivamente na assistência em saúde. 
Quando cheguei à ETESB, apesar de carregar mais de 10 anos de experiência com docência, passando por ensino médio, graduação e especialização, conheci um ambiente acadêmico completamente novo. Tudo era muito distinto do que eu conhecia. Não havia as tais disciplinas, tinha lá uma tal de metodologia ativa, projetos extra-muros. Foi nessa escola incrível que descobri que promover a aprendizagem é totalmente diferente de ensinar, que um bom professor precisa ser meio e nunca o fim; ser coadjuvante; se despir de qualquer luxo ou vaidade, para pavimentar o caminho dos estudantes. 
A ETESB foi um pedaço importante da minha vida e fundamental na composição de quem sou. Saio muito melhor do que entrei, embora ainda seja infinitamente menor do que os colegas que participaram da minha ambientação e formação - aqui faço uma homenagem a Luiz Henrique, Cristina, Fernanda, Benhur, Ana Maria, Ligia. 
Nesses 15 anos, fui aluno, amigo, docente e ainda me desafiaram a coordenar a formação de 3 turmas. No saldo final, catando na memória, arranquei pouco os cabelos e minha trajetória se deu em meio a muita alegria e criação.Vivíamos aprendendo e planejando diferentes maneiras de promover aprendizado; tivemos experiências acadêmicas ricas e, cá entre nós, sei que nosso empenho foi importante na transformação da vida de muita gente. Saio feliz. Um beijo enorme a todos que participaram dessa farra. by @loivos
94
3 years ago
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