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🚀 O maior complexo astronômico do Brasil
⏰ Sábados, domingos e feriados - 15h
📍 Joaquim Egídio - Campinas/SP
⛰ Parte Integrante @picodascabrasoficial
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RECADO DO SACANI PARA OS PROFESSORES! 🔭

Sabia que uma visita ao MAAS pode marcar a vida dos seus alunos para sempre?

Aqui, os estudantes têm a oportunidade de:
✨ Participar de palestras incríveis sobre astronomia;
✨ Aprender na prática sobre o cosmos;
✨ Ver de perto instrumentos históricos, como a nossa impressionante luneta de 107 anos!

👉 Entre em contato com a nossa equipe pelo WhatsApp, conheça todos pacotes disponíveis para escolas e instituições de ensino e venha viver essa experiência! 🚀 taken in MAAs Museu Aberto de Astronomia by @maasoficial
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a month ago
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🌟 Nesta semana, há 422 anos, o brilhante astrônomo e matemático alemão Johannes Kepler iniciava o estudo observacional sistemático de um evento que abalaria as fundações da ciência: o súbito surgimento de um “novo brilho” na constelação de Ofiúco. Hoje conhecida como SN 1604, ou Supernova de Kepler, essa colossal explosão estelar entrou para a história astrofísica como a última supernova inequivocamente registrada e observada a olho nu ocorrendo dentro da nossa própria galáxia, a Via Láctea. 🎇

✨ O fenômeno foi tão absurdamente intenso que, em seu pico de luminosidade, a estrela morta brilhou mais do que qualquer outro astro no firmamento noturno, com exceção da Lua, mas superando facilmente os grandes planetas. Para o espanto da humanidade no século XVII, o clarão incandescente pôde ser visto a olho nu inclusive em plena luz do dia durante cerca de três semanas, e permaneceu rastreável no céu noturno por incríveis 18 meses. Na realidade, SN 1604 não era o nascimento de um novo astro, mas sim um violento cataclismo: a morte de uma anã branca que, inserida em um sistema estelar binário, canibalizou a matéria de sua estrela companheira até colapsar sob a própria gravidade, resultando em uma avassaladora explosão termonuclear hoje classificada como supernova do Tipo Ia. 💥

🔭 O legado da meticulosa documentação de Kepler, eternizada em sua famosa obra “De Stella Nova”, transcendeu a mera observação astrométrica. Em uma época onde o dogma aristotélico ditava que o reino celestial era eterno, perfeito e totalmente imutável, a luz da SN 1604 serviu como a evidência empírica definitiva de que o Universo é um ambiente dinâmico, caótico e em contínua evolução. Hoje, os remanescentes de gás superaquecido dessa explosão espalham-se a milhares de quilômetros por segundo, estudados avidamente por telescópios orbitais. Compreender esse cataclismo nos fornece “velas padrão” essenciais para calcularmos a expansão do próprio cosmos. Nunca deixe de olhar para o céu, pois o firmamento sempre pode nos surpreender com um espetáculo que reescreve a ciência! 🌌 by @maasoficial
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13 hours ago
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🌜 Ao entardecer do dia 12 de outubro, o firmamento nos oferece uma formidável oportunidade de observação. Logo após o pôr do Sol, voltando nossos olhares para o horizonte oeste, seremos testemunhas de um magnífico encontro entre a Lua e o elusivo planeta Mercúrio. Nosso satélite natural exibirá uma delicadíssima foice crescente, com apenas 5,2% de sua superfície iluminada, servindo como um guia celestial infalível. Logo ao seu lado, brilhando com uma magnitude aparente de +0.03, estará Mercúrio. Mas o que torna essa noite verdadeiramente especial é a mecânica orbital: o pequeno planeta rochoso atingirá a sua máxima elongação leste. ✨

💫 Na astrofísica, a elongação máxima ocorre quando um planeta interno (como Mercúrio ou Vênus) atinge a sua maior separação angular aparente em relação ao Sol, do ponto de vista da Terra. Como Mercúrio possui a órbita mais apertada do Sistema Solar, ele costuma viver ofuscado pelo brilho intenso da nossa estrela. É somente durante esses breves dias de máxima elongação que ele consegue se “desgarrar” do clarão solar o suficiente para ser admirado no crepúsculo. Historicamente, a velocidade e a natureza fugaz deste astro fascinaram as civilizações. Os antigos gregos, confusos com suas aparições rápidas e alternadas entre o alvorecer e o entardecer, chegaram a catalogá-lo como duas estrelas distintas: Apolo, quando brilhava de manhã, e Hermes, quando surgia à noite. Esse dinamismo acabou inspirando os romanos a batizá-lo de Mercúrio, o veloz mensageiro dos deuses. 📨

👀 Para observar esse espetáculo, o planejamento é essencial, ainda que extremamente democrático. A olho nu, a janela de observação se abre assim que o Sol se esconde no oeste. A finíssima Lua crescente será a primeira a perfurar a claridade do fim do dia; ao localizá-la, busque um ponto luminoso e fixo logo nas imediações para encontrar Mercúrio. O uso de um simples par de binóculos pode ajudar a isolar os astros do espalhamento atmosférico iluminado. O balé será rasante e fugaz, já que ambos descerão juntos pelo firmamento, pondo-se pouco antes das 20h. Busque um local desobstruído e maravilhe-se com a grandiosa dança orbital da nossa vizinhança cósmica! 🌌 by @maasoficial
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5 days ago
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🌅 Nos próximos dias, o crepúsculo nos reserva um espetáculo celeste de rara beleza e um verdadeiro desafio astrofísico: uma dança orbital entre os dois planetas mais internos do nosso Sistema Solar. Logo após o pôr do Sol, voltando os olhares para o horizonte oeste, seremos testemunhas de uma magnífica conjunção entre Vênus e o elusivo planeta Mercúrio, agora emoldurados pelas estrelas da constelação de Libra. Vênus assumirá o papel de anfitrião cósmico, brilhando com uma formidável magnitude aparente de -4.65. Essa luminosidade extrema, gerada pelo imenso poder reflexivo de suas nuvens de ácido sulfúrico, fará dele o farol indiscutível do início da noite. Logo ao seu lado, revelando-se timidamente em meio à claridade, estará Mercúrio, ostentando a magnitude de -0.03. ✨

🔎 A presença de Mercúrio é sempre um troféu cobiçado pelos observadores. Por ser o planeta mais próximo do Sol, sua órbita veloz faz com que ele nunca se afaste muito do brilho ofuscante da nossa estrela. Historicamente, essa proximidade tornou o pequeno mundo rochoso um alvo tão difícil que reza a lenda que o genial Nicolau Copérnico, o pai do heliocentrismo, lamentou em seu leito de morte jamais tê-lo observado com clareza. Contudo, nesta conjunção privilegiada, o brilho colossal de Vênus servirá como guia celestial. O contraste é fascinante: enquanto Vênus é uma estufa infernal de densa atmosfera, Mercúrio é um mundo desolado, sem ar e escavado por crateras, assemelhando-se à nossa Lua. 🌚

👀 Para contemplar a dupla dinâmica projetada na direção de Libra, o planejamento é fundamental. A observação deve iniciar assim que o Sol desaparecer no oeste. A olho nu, Vênus será o primeiro a perfurar a claridade do fim do dia, visto que é o terceiro objeto mais brilhante em nosso céu. Ao localizá-lo, procure por um ponto luminoso menor nas imediações: este será Mercúrio. O uso de binóculos enriquece imensamente a experiência, ajudando a isolar os planetas e as estrelas da constelação do clarão do crepúsculo. O balé será rasante e breve, pois ambos se porão pouco antes das 20h. Busque um local desobstruído e aproveite essa janela fantástica da mecânica orbital! 🌌 by @maasoficial
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10 days ago
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Uma aula diferente, ao ar livre e de frente para o universo. 🪐

No MAAS, os alunos aprendem Astronomia na prática, explorando o Sistema Solar, a história do nosso planeta e os mistérios do céu por meio de experiências que despertam a curiosidade e aproximam o conhecimento da realidade.

Com atividades pensadas para o público escolar, o passeio ao Museu Aberto de Astronomia transforma a visita em uma jornada de descobertas, aprendizado e encantamento, dentro do Parque Pico das Cabras, a 1.080 metros de altitude.

Traga sua escola para viver essa experiência com a gente. Entre em contato e programe a visita da sua turma ao MAAS!

#passeios #escolas #astronomia taken in Parque Pico das Cabras  Natureza e Ciencia by @maasoficial
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11 days ago
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✨ Hoje, o firmamento nos presenteia com o melhor e mais brilhante momento de 2026 para admirar o “Senhor dos Anéis”. Saturno atinge a sua oposição astronômica, um alinhamento cósmico magistral onde a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e o gigante gasoso. 🪐

💫 Graças a essa geometria orbital precisa, Saturno nascerá no horizonte leste no exato instante em que o Sol se puser no oeste. Isso significa que ele reinará absoluto no céu durante a noite inteira. Além de estar no ponto de sua órbita mais próximo de nós, a sua magnitude aparente brilhará intensamente, atingindo a expressiva marca de +0.33. Localizado contra o pano de fundo estrelado da constelação de Peixes, ele se destacará com enorme facilidade a olho nu por emitir uma luz de tom bege, fixa e serena. 🌟

💍 Uma das características astrofísicas mais fascinantes e exclusivas das oposições saturnianas é um fenômeno óptico chamado “Efeito Seeliger”. Como a luz solar atinge Saturno de forma perfeitamente frontal a partir da nossa linha de visão na Terra, os bilhões de fragmentos de gelo e rocha que compõem os seus anéis ocultam as suas próprias sombras. O resultado é que os anéis passam a brilhar de forma repentina e muito mais intensa do que a própria esfera planetária! Essa colossal estrutura, que inicialmente confundiu a rudimentar luneta de Galileu Galilei em 1610 e foi mais tarde decifrada pela genialidade matemática de Christiaan Huygens, mostrará todo o seu esplendor luminoso máximo. 🔭

👀 Para vivenciar essa efeméride milenar, a observação é extremamente democrática e convidativa. A olho nu, logo após o pôr do Sol, basta olhar um pouco acima do horizonte leste para encontrar o planeta subindo o firmamento como um majestoso farol dourado. Como ele acompanha toda a noite, você pode apreciá-lo em qualquer horário até o alvorecer. A visão natural por si só já garante um espetáculo inesquecível da mecânica celeste, conectando você diretamente à imensidão do espaço. Convide a família, reserve alguns minutos do seu trajeto ou na janela de casa, e reserve um momento para contemplar a precisão gravitacional e a beleza imponente da nossa vizinhança cósmica! 🌌 by @maasoficial
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12 days ago
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O que se esconde na escuridão do espaço? 👀

Neste Halloween, o MAAS convida você a deixar a Terra para trás e embarcar em uma jornada misteriosa pelo Universo! 

No dia 30 de outubro, o Parque Pico das Cabras será palco de uma noite inesquecível, com experiências imersivas sobre as sombras da noite, os mistérios da matéria escura, o destino das estrelas, o reconhecimento do céu e a observação de objetos celestes por telescópios.

Prepare-se para encarar os fantasmas do Cosmos em um verdadeiro feitiço sob as estrelas! ✨🔭

⏰ Das 19h às 23h30
🎟️ Adquira o seu ingresso pelo Sympla no link que está em nossa bio. by @maasoficial
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14 days ago
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💥 Neste dia, há 10 anos, a Agência Espacial Europeia (ESA) protagonizava um dos desfechos mais poéticos e espetaculares da história da exploração espacial: o impacto terminal da sonda Rosetta. Lançada em 2004, ela viajou por uma década inteira, utilizando a gravidade dos planetas como um estilingue cósmico até alcançar seu alvo em 2014: o distante cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. O feito foi inédito, consagrando a Rosetta como a primeira espaçonave a orbitar ativamente o núcleo de um cometa e a enviar um módulo, o pequeno Philae, para pousar em sua superfície. Estudar esses fósseis celestes é vital, pois eles guardam a poeira primordial e os blocos de construção intactos que formaram o nosso Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos. ☄️

🚀 Após mais de dois anos escoltando o 67P em sua jornada ao redor do Sol, a órbita do cometa começou a afastá-los demasiadamente de nossa estrela, esgotando a luz necessária para alimentar os imensos painéis solares da sonda. Em vez de permitirem que ela congelasse silenciosamente no espaço profundo, os cientistas orquestraram uma manobra genial de sacrifício. Em 30 de setembro de 2016, a Rosetta iniciou um mergulho lento e controlado em direção a Ma’at, uma região na “cabeça” do cometa repleta de poços misteriosos que ejetavam jatos de gás e poeira. Durante a descida agoniante e fascinante, os instrumentos da sonda continuaram farejando moléculas exóticas e seus sensores ópticos capturaram fotos de altíssima resolução, revelando texturas milimétricas e pedregulhos até o instante exato em que a nave tocou o solo e o sinal de rádio foi permanentemente interrompido. 📡

O legado desse mergulho suicida revolucionou a astrofísica. As medições finais comprovaram a presença de compostos orgânicos complexos, como o aminoácido glicina, essenciais para as bases químicas da vida, sugerindo que impactos cometários podem ter semeado a Terra primitiva. Hoje, a invicta Rosetta descansa silenciosamente na superfície daquele mundo de gelo e rocha que ela desvendou, orbitando o Sol como um monumento perpétuo à curiosidade e à grandiosa engenhosidade da ciência humana. ✨ by @maasoficial
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16 days ago
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✨ Ao anoitecer de 26 de setembro, os céus nos presentearão com uma formidável conjunção cósmica na constelação de Peixes: a aproximação visual entre a nossa Lua e o “Senhor dos Anéis”, Saturno. Logo após o ocaso do Sol, a partir das 19h, a dupla despontará majestosamente no horizonte leste. Nosso satélite natural estará em sua fase cheia, exibindo impressionantes 99,8% de sua superfície iluminada — um fenômeno historicamente celebrado como a “Lua da Colheita” (Harvest Moon) nas tradições agrícolas. Na antiguidade, a luz extra dessas noites de plenilúnio prolongadas permitia aos trabalhadores estenderem as colheitas noite adentro antes da chegada das estações mais frias. 🌕

🪐 Imediatamente ao lado do intenso e prateado brilho lunar, Saturno marcará sua imponente presença. O gigante gasoso estará brilhando com uma magnitude aparente de +0.37, um índice de luminosidade muito expressivo que garantirá o seu destaque sem ser ofuscado pelo formidável clarão da Lua. Diferente das estrelas distantes ao fundo, que sofrem com a turbulência da nossa atmosfera e cintilam caoticamente, Saturno se revelará com facilidade por emitir uma luz de tom bege, fixa e serena, atestando a sua verdadeira e grandiosa natureza planetária. 💍

🔭 A observação de Saturno é um dos grandes pilares da revolução científica e da evolução óptica. Quando Galileu Galilei o observou no século XVII, seus anéis pareciam “orelhas” inexplicáveis, um mistério desvendado décadas depois pela genialidade matemática do astrônomo Christiaan Huygens. Hoje, sabemos que essa joia cósmica orbita a mais de 1,3 bilhão de quilômetros da Terra, o que torna o encontro celestial desta noite uma deslumbrante ilusão de perspectiva e profundidade sideral. 👀 A observação é extremamente acessível: basta olhar para o leste às 19h e acompanhar os astros cruzarem o firmamento de forma muito próxima durante toda a madrugada. A olho nu já é um espetáculo maravilhoso, mas com o auxílio de binóculos ou de um telescópio, você poderá admirar a geometria dos anéis saturnianos lado a lado com as rústicas crateras lunares. Prepare um agasalho quente e desfrute da beleza inigualável da nossa vizinhança cósmica! 🌌 by @maasoficial
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20 days ago
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Tenha uma viagem intergalática sem sair de Campinas! 🚀✨

A experiência da projeção no planetário do MAAS é de fazer qualquer um se apaixonar por astronomia. by @maasoficial
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20 days ago
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Preparem os seus pequenos astronautas para o Dia das Crianças! 🚀

No dia 12 de Outubro, o MAAS e o Pico das Cabras convidam os pequenos e seus familiares para um dia inesquecível cheio de atividades de astronomia e contato com a natureza.

Garanta já o seu ingresso pelo Sympla e não fique de fora dessa aventura espacial! Link na bio. 🎟️ by @maasoficial
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22 days ago
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✨ A partir desta semana, o céu do entardecer nos presenteia com um verdadeiro espetáculo luminoso: Vênus atinge o seu ponto de brilho máximo em todo o ano de 2026. Ostentando uma formidável magnitude aparente de -4.4, ele se reafirma como o terceiro objeto mais brilhante do nosso firmamento, ofuscado apenas pelo Sol e pela Lua. Sua luminosidade será tão extrema que o planeta já se fará visível no horizonte logo ao pôr do Sol, antes mesmo que o crepúsculo escureça totalmente o céu. 🌅

🔦 O que torna Vênus esse farol tão poderoso é uma combinação de mecânica orbital e óptica atmosférica. Além de ser o vizinho planetário mais próximo da Terra, ele é envelopado por uma espessa camada de nuvens de ácido sulfúrico. Essa atmosfera letal atua como um espelho cósmico colossal, refletindo 70% da luz solar que recebe — fenômeno astrofísico conhecido como albedo. Curiosamente, é quando Vênus se aproxima de nós e exibe uma fase em formato de foice crescente aos telescópios que sua geometria angular maximiza esse brilho aparente. Historicamente, foi a observação minuciosa dessas fases venusianas, realizada pelo pioneiro Galileu Galilei em 1610, que forneceu a evidência empírica definitiva para derrubar o modelo geocêntrico e revolucionar a história da ciência. 🔭

👀 Para contemplar este deslumbramento milenar, a observação é extremamente acessível e convidativa. Basta direcionar o olhar para o horizonte oeste assim que o Sol se esconder. Vênus estará majestosamente posicionado na transição aparente entre as constelações zodiacais de Virgem e Libra. Ele dominará o início da noite como uma joia prateada e fixa, livre da turbulência atmosférica que faz as estrelas cintilarem. O espetáculo se estende confortavelmente ao longo do entardecer, acompanhando a rotação da Terra até o planeta se pôr no oeste pouco antes das 21h. Reserve um momento especial do seu dia, chame a família para o quintal ou janela, e deixe-se cativar pela grandiosa e elegante mecânica da nossa vizinhança planetária! 🌌 by @maasoficial
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23 days ago
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