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Doutor em Educação (UFC/ULisboa)
Mestre em Literatura (UnB)
"Nada pode superar a cura translúcida e luminosa de uma lágrima verdadeira"
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Então eu me pus em posição
e acionei o botão,
segurando na mão 
minha mochila e um coração.

E nada aconteceu.

Então,
eu apertei o gatilho,
o nó, o estribilho
aprumei-me bem, nos trilhos,
despedi-me dos meus filhos...
...e nada aconteceu.

Conferi a linha de largada,
o relógio pendurado na sala,
o sorriso da minha amada,
larguei vício e má-companhia,
lapidei verso, fiz bruxaria,
só faltava a louça esperando na pia.
Nada aconteceu.

Estudei de mim
Escutei o vento,
olhei o sol e o firmamento,
aprendi prosa e sortimento
e foi assim que aconteceu:

eu nada acontecendo por fora 
foi que vi que eu todo acontecia por dentro .

______________________
Para Ana Argentina e Ronaldo Santiago.

@argentinna.castro
@santiagoronaldo by @mackellene
12
5 months ago
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Desde 2011, mantenho cadernos de rascunhos onde eu estudo de mim mesmo. Escrever não é terapia, mas é terapêutico.

@mconsultoriadetextos by @mackellene
37
2 months ago
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Eis que, na calada da noite, eu recebo a notícia de que a tese já se encontra disponível no repositório institucional da UFC.

Meu Deus!!! Como eu esperei esse momento! Putz!

Foram seis anos de trabalho, de horas e horas e horas de leitura de compêndios cujo volume de páginas eu jamais imaginei que daria conta, váááárias e vááárias versões do texto completo, mudança compulsória de orientação, uma viagem para a Europa, pra pesquisar nos arquivos, uma demissão e uma separação no meio... 

Meu Deeeeus do céu!!! Que alegria eu sinto pela bondade de Deus!

Que esta tese possa contribuir para os estudos da Nova História Indígena, auxiliando a que compreendamos um pouco mais como se deu a colonização para além dos seus aspectos mais gerais já bem conhecidos pela historiografia tradicional, mas que, mergulhando nos documentos históricos, no cotidiano dos aldeamentos jesuíticos, possamos ter uma ideia mais objetiva de como a imposição de certas práticas culturais e mentalidades da empresa colonial impactou os indígenas na constituição de suas subjetividades, seja pela sua subalternização, seja para a sua resistência, e de como tais subjetividades ecoam em nós mesmos.

Muito grato a todos e a todas que puderam contribuir de alguma forma, seja apoiando, seja duvidando.

Um agradecimento especialíssimo à minha querida amiga e mentora Juraci Cavalcante Maia. Sem ela, eu não teria nem posto o pé na jornada! Obrigado, minha amiga! Profundamente, grato. @jura.maia

Um agradecimento ao meu querido orientador, o historiador Gisafaran Nazareno Mota Jucá, historiador e continuador do trabalho do Barão de Studart em reunir toda a documentação manuscrita do Ceará colonial. @gisafranjuca

Amo vocês profundamente!

Viva a ciência brasileira! Viva os povos originários! Viva as epistemologias do sul!

Link na bio. by @mackellene
76
2 months ago
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Já recebi muita porta na cara, muitos nãos da vida, do mundo, das pessoas. Perguntas (muitas) que ficaram sem resposta, mãos que estendi à espera de outras que nunca vieram... e até mãos que eu estendi como quem abre portas pra alguém ficaram no vácuo quando a pessoa passou pela porta e eu fiquei do lado de cá... Respostas que precisaram ser depuradas de silêncios do mais profundamente não-dito...

Nenhuma porta fechada me fere tanto quanto a porta fechada pela incompreensão, principalmente aquela de quando você e o outro querem a mesma coisa, mas algo, um medo, um trauma, uma raiva, uma mágoa, um orgulho, uma vergonha, sei lá... uma qualquer sorte malfazeja que seja impede que haja a entrega verdadeira que só pode existir na compreensão mútua, em duas almas que conseguem se abrir pra receberem uma à outra.

Nestes casos, um muro espesso se ergue mesmo entre duas pessoas que se olham nos olhos. A impossibilidade de dar certo, a impossibilidade de ser, de estar, de amar inteiro... íntegro... de imaginar-se junto, sentir-se perto, de pertencer, de acolher e ser acolhido.

E quando os ferrolhos estão por dentro... é ainda mais pontiagudo. E quando a gente nem sequer tem a oportunidade de entender por quê que a porta não abre? 

De todas as portas fechadas que encontrei na vida, a porta fechada da incompreensão é a porta fechada no dedo que mais dói... by @mackellene
6
3 days ago
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Super banda @trovadoreletronico celebrando os 80 anos do #BELCHIOR no super @pollgreen.pub em #sobral CE.

O super cantor é o @mackellene .

#adorei 
#recomendo by @mackellene
4
4 days ago
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☾☀︎ REGISTROS - ADEUS / OLÁ ☾☀︎
Notas para um Vinil - Leo

04/09 - Noite Um 

"Notas para um vinil" é um conjunto de canções autorais de Léo. De conteúdo mais intimista, as canções retratam o lado mais poético do vocalista da Trovador Eletrônico. "A poesia é minha forma de fazer silêncio", revela.

 
🦜 Projeto realizado com apoio do equipamento cultural Canto da Nambu, como iniciativa para artistas, grupos ou coletivos independentes. by @mackellene
5
4 days ago
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Recadinho básico, galera, pra vocês que foram meus alunos na UVA, na FLF, na UNINTA, no IVA, na UAB. 

PAPO RETO, galera.
O que pode acontecer é muito sério! by @mackellene
227
5 days ago
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Na terça feira tivemos a adição de um participante no nosso encontro sobre "Ideias para adiar o fim do mundo", Léo Mackellene, Vilkiane Natércia e Jadson Alves vão compor nossa discussão. Esperamos que seja um momento proveito para todos :) by @mackellene
2
5 days ago
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Voltando do Crato pra Sobral, paramos pra jantar em algum lugar e iniciou-se um bate-boca entre uma bolsonarista e eu. A dona do estabelecimento dizia que o Lula só prestou nos dois primeiros mandatos. Falei do crescimento da comunidade acadêmica de 3 a 7% da década de 1970 aos anos 2000. Depois da entrada de Lula, chegou a 19%. Mas o bate-boca não foi com ela, foi com uma cliente que estava lá desde cedo.

Perguntei a ela se ela conhecia a 4ª etapa do Conjunto Ceará, em Fortaleza. Expliquei a ela que vim de lá e que foi por conta das políticas sociais do governo Lula, de interiorização do Ensino Superior, por exemplo, e outras mais, que eu consegui chegar nesse lugar social tão comum a tantos, mas tão distante de onde eu vim.

"Tudo a gente que paga, meu filho!", disse a mulher. Eu podia tê-la agradecido. Teria sido uma provocação injusta, porém.

A queixa da mulher pode não ser historicamente justa, mas é legítima, porque é calcada num modelo de compreensão do Estado que não permite que ele seja para todos. A questão está nos impostos que vão para as políticas sociais.

Neste ano, uma pesquisa perguntou aos sulistas e aos nordestinos quem mais ganhou com os governos do PT. Ambos responderam: o Nordeste. E é verdade! Não só com políticas sociais, mas com investimento em infraestrutura também etc. Perguntaram aos sulistas se os nordestinos mereceram. Disseram que não.

Olha, podem ter comprado a casa no "Minha Casa, Minha Vida"; podem ter aberto empresa com empréstimo facilitado em banco público; pode ter comprado o carro pela linha de crédito subsidiado pelo "Move, Brasil"....

Mas 1) ou ele não sabe seu lugar social, não tem consciência de classe, portanto; ou 2) vota por interesse pessoal, não coletivo; isso sem falar no voto dos conservadores, que não votam na esquerda por moralismo.

Diante disso, nada que nós dissermos os convencerá, porque é baseado noutra lógica de relação humana: individualista, meritocrática, sem noção de coletividade, sem noção de unidade nacional, sem percepção histórica. 

Essa é a história do nosso país, minha gente. E nós estamos bem no meio dela!

A luta continua! ✊🏼 by @mackellene
11
9 days ago
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Nós, que viemos do outro lado da fronteira, temos - digamos; para ser polido - certos "filtros" que quem nasce já deste lado não tem.

Os que já nascem deste lado têm um senso de liberdade, espontaneidade e de aventura que, para nós, que nascemos do outro lado, pode soar, inclusive, irresponsável. 

Arriscamos menos, nos atrevemos menos, pelo medo de perder o pouco que conquistamos. Aliás, conquistas duramente alcançadas simplesmente são o básico já estruturado para muitos destes que já nascem bem.

Não há culpados nisso! Não estou em busca de culpados! Eu sei que a abundância quando se avizinha à escassez pode ser constrangedor. Mas não se trata disso! E nem digo com isso que os que nascem deste lado também não tenham suas pelejas cotidianas. A questão é outra!

O que estou querendo dizer é que nós, que viemos do outro lado, temos um tipo de... "medo"? Talvez... que segura pelos calcanhares impulsos que eu sempre vejo  correrem tranquilos entre os que já nascem aqui, deste lado.

É que estes podem se dar ao luxo de se arriscar. Sim, se arriscar é um privilégio! A liberdade, a espontaneidade, o senso de aventura são um privilégio.

Podem cursar uma graduação que não dê grana somente por amor àquilo. Podem pegar parte significativa de suas reservas (ou toda) e fazer se não a viagem dos sonhos, alguma outra sob a justificativa de "cura"; porque têm pra onde voltar (e nem estou falando de casa! É outra coisa!). Podem decidir se pedem sushi ou 200g de blend sem receio de que aqueles 60 reais façam falta. 

Nós, que viemos do outro lado da fronteira, é que sentimos culpa se gastamos dérreais a mais numa marca mais cara; que nos sentimos mal, se naquele final de semana, escolhemos ir à praia ao invés de pagar nossa conta de luz (ainda que ir à praia esteja sendo essencial pra nossa saúde mental); que ficamos nos sentindo o pior ser humano do mundo, se, diante de uma mesa de bar cheia de garrafas, alguém passe nos vendendo trufas e negamos.

Nós, que viemos do outro lado da fronteira, sabemos bem o que é estar do outro lado da fronteira. Os que já nascem aqui ...apenas supõem.

Foto @alexcostafotografia by @mackellene
1
17 days ago
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Saí da UFC em 2003, licenciado em Letras e cheio de sonhos e ideias. Tive o privilégio de realizar tudo o que sonhei naquele momento, em alguma escala, com alguma dimensão.

Receber o convite pra ministrar essa palestra foi um desses privilégios. Imensamente grato, querida Elis.

Foi como voltar pra casa, Fortaleza, essa cidade que me gatilha tanto. Mas eu estava protegido, bem protegido: estava entre amigos e amigas de uma vida. Sabe aquela sensação de estar em paz, no lugar certo, com as pessoas certas, aquelas ao lado de quem o silêncio não incomoda, não é vazio, é pertencimento?! 

Foi um abraço de vida do tempo! E foi lindo!

Na plateia especialíssima estavam meus amigos-irmãos de faculdade, Juliana Zanetti, Daniel Arruda, Camille Baccin, a Elis Teixeira (que aparece ao meu lado à mesa), Karolzinha, Isadora, minha prima-irmã querida, Enzo, amigo de primeira infância de meu pequeno mais velho, Dani, minha terapeutóloga (muito boa, viu? Sessões de tarô terapêutico e boa escuta!!! Recomendo! 😘), Carlos Haroldo, um dos mais valiosos amigos e irmãos que a vida me deu, interlocutor interino desta pesquisa, Letícia, filha dele e amiga-irmã de minha pequena mais nova... Além dos alunos da graduação da Letras, que acabaram por comparecer também. 

Minha amada mãe, que aparece aí numa das fotos me beijando! Muito bom poder tê-la ali, mãe! Te amo!

Muito grato, pessoas! É um fôlego que eu recebo, um presente divino, vcs me abençoando com os seus sorrisos!

Até breve!

🌹 by @mackellene
39
18 days ago
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📍 PALESTRA NA UFC | A MEMÓRIA DO SILÊNCIO

Nesta quinta-feira, 24/09, às 10h, o Auditório José Albano (Centro de Humanidades da UFC - Campus do Benfica) recebe a palestra "A Memória do Silêncio - O impacto da cultura letrada sobre os Tremembé, os Potiguara e os Tabajara", ministrada por Léo Mackellene.

✨ Sobre o encontro:
A atividade é fruto de pesquisa de doutorado realizada na ufcinforma em cotutela com a Universidade de Lisboa (2021–2026). A investigação analisa como a chegada da cultura letrada - especificamente na Serra da Ibiapaba - impactou povos de tradição oral, gerando processos de subjetividade subalternizada e o que debates decoloniais denominam de “ruptura epistemológica”.

🧠 Temáticas centrais:
▪️ A pedagogia colonial como uma pedagogia do silêncio nos espaços letrados.

▪️ A imposição de valores éticos e estéticos eurocristãos sobre o modelo de "pessoa educada".

▪️ Diálogos interdisciplinares entre Linguística, Educação, História, Antropologia, Sociologia e Filosofia, com base em fontes documentais primárias desde o séc. XVI.

🎓 O convite parte do Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFC, por meio da Profa. Dra. Elis Teixeira, e é voltado a estudantes, pesquisadores e a todo o público interessado!

🗓 SERVIÇO:
📌 Palestra: A Memória do Silêncio — com Léo Mackellene

📅 Data: Quinta-feira, 24 de setembro

⏰ Horário: 10h

📍 Local: Auditório José Albano – Centro de Humanidades I da UFC (Campus do Benfica)

🎟 Entrada: Gratuita e aberta ao público em geral

#UFC #LinguisticaUFC #PesquisaAcademica #CulturaLetrada #Decolonialidade #PovosIndigenas #Tremembe #Potiguara #Tabajara #HistoriaDoCeara #Benfica #Fortaleza #Educacao #Antropologia #Sociologia #PPGLinguistica taken in Fortaleza - Ceará - Brasil by @mackellene
33
20 days ago
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