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gosto de política e tarô, adolescências e guacamole, dançar duvidosamente e ficar deitada, de livros e da casa dos meus gatos - onde vivo de favor
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Oi tias, desculpa, a mamãe leva muito tempo nos vestindo. Aqui, usamos o SUS, embora comemos da melhor comida e caguemos na melhor areia, queremos o mesmo para todes! 
Amor, democracia, justiça social e xameguinho!

Dia 25, é 13! 🇧🇷🇧🇷🇧🇷 by @magdices
9
a day ago
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O Pipi, Pipico, registrado como King, viveu, até hoje, quando se abriram as portas da primavera, 16 anos. Foi o famoso "presente de grego" de um ex namorado, que eu quis muito, mas morava com a minha mãe: a, também, famosa figura que não queria pet e virou uma humana que tinha um dono que não pesava nem 3kg. O King nunca foi meu, na verdade, mas a gente tinha nosso amorzinho. Ele deitava, assim, gostoso; eu lia poesia pra ele e sabia ser um pet de apoio emocional como ninguém. 
Todas as tias do banho o amavam, não tinha por que não. A não ser o vovô da última foto, que era mais conturbado. 
Antes dessa foto era um diálogo exatamente assim (crianças, terminem o texto aqui): king porra você vai me arranhar e eu vou sangrar até morrer viu king, ô Margarida, esse cachorro vai me fudê hein, Margarida (Margarida, sou eu que respondo que ele só quer um colinho); porra king tu é chato late pra caralho vem aqui no meu colo, cachorro safado filha da puta vamo vê novela, margarida liga a novela pra gente vai, por favor, vai começar a novela porra king vamos ver novela. 
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Li hoje cedo que o luto é que nem glitter. hoje, minha casa tá um pouco carnaval. 

Te amo, Pipi. 🤍🌼 by @magdices
17
a month ago
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Tenho tido muitas dores no estômago e também na cabeça. Pra ajudar, tenho passado o café cada vez mais fraco - o que gosto -, não o tomo mais no café da tarde - o que estou aprendendo a gostar - e virei a mesa de costas para a janela onde bate o sol da tarde nas plantas e que, infelizmente, refletia luz demais nos meus olhos - o que odeio (ter virado a mesa, claro). 
Dipirona dentro, alarme às 5:30, entro com ódio e saio com a energia de três vezes meu 1 metro e 71 centímetros - da academia. Corro para a Dutra brincar de Lobo-Guará na rodovia, brincadeira que faço com meu novo trabalho - gosto dele - mas ainda estou assustada com toda a adulteza - estou aprendendo a lidar. Ainda quero olhar o fundo do poço de Drummond e não ter a sensação de que perdi os olhos de criança, embora adulto ele tenha visto um pássaro e um desejo. 
Desejo que o desejo não seja um pássaro que voe rápido demais, porque eu certamente o perderia com minha perna esquerda que me faz correr lento - e sem equilíbrio. 
são estas as minhas medidas possíveis, já que mudar o capitalismo, as horas extensas de trabalho, o salário que não dura, o azeite caríssimo que nem extra-virgem não era, depende um pouco mais do passo que consigo dar com minhas pernas longas, humanamente limitadas, lentas e sem bom equilíbrio. 
longo também este mês que terminou cansado, pensativo, mas num conglomerado de coisas e novidades e muito que aprender, no seu trigésimo - com sensação térmica de centésimo nonagésimo nono -, vivendo horas com a urgência de vida que é a juventude, desci de um ônibus aplaudida por ela, certa de que a vida me tira pra dançar danças esquisitas porque sabe que nelas eu me lanço com maior entusiasmo e menos timidez. 
Enfim, o pássaro do desejo. 
Amar é inadiável é meu livro da vez. ok, mas alguém sabe a medida entre o tempo ético, a pressa e o passo de formiga sem vontade? Ou a gente vai dançando esquisito, também, até ficar legal? (com pernas longas, humanamente limitadas, lentas e sem equilíbrio, mas que dançam esquisito).
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Foto que meu amigo celsy disse que precisava ser postada, poesias de Drummond que me botaram a pensar e a juventude explodindo a urgência de vida dela. by @magdices
2
2 months ago
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Muita coisa ao mesmo tempo: a frase que mais disse enquanto falava com amigos que estariam lá, pinçava programações sem excluir quase nada por pensar que podia algo dar errado - e deu -mesmo sabendo que gosto de andar sem destino mas sempre lembrando de que odeio perder coisas. Linha tênue. 
Não vi a Ângela, mas no momento dos ingressos, estava rindo com Anelis Assumpção de uma história maluca. Nem ousei sentir a perda.
Tênue entre várias contradições que é a beleza da literatura e a arrogância de alguns pseudo-humildes quando lhe dão um pequeno palco. Não é só o fascismo, mas também o desejo por necessidade de ser uma autoritária estrela central de porra nenhuma, é uma cadela que está sempre no cio. 
me boto a pensar demais, embora tente evitar, para que caminhos estamos indo - esquerdamente dizendo- ao ver o ego comendo as posturas de gente que apenas paga para vestir tecidos de algodão da democracia, mas não a coloca onde mais importa: na retina, no suor, na saliva. 
Viro a página e o mar avança aos meus olhos quando vejo pertinho gente que gosto.
Viro a página e uma personagem me lembra algo que não quero repetir. Comento com novas colegas de horas de fila. Amam mulheres como eu, duas gestam uma criança, duas duvidam do amor - duvidam, não desacreditam. 
Viro a página tomando sorvete com meus amigos, meus grandes amores.
Viro outra e vou ao samba, saúdo Exu todos os dias naquelas pedras que preciso caminhar olhando o chão para me proteger da minha miopia e distração e, assim, distraída com o chão - porque não tenho outro modo de ser - encontrar e ser encontrada. 
Penso que tenho em minhas prateleiras livros que serão a herança que eu gostaria de ter tido, autografados, marcados, conversados. 
Não tive e agora a construo com tudo que der, tudo que deu e ainda dará nas páginas que ainda tenho pra virar e das coisas que duvido - mas como minhas novas colegas não desacredito. 
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Completando a frase do último vídeo: procurávamos alguém. Falei pra ela ser poética com a paisagem que estava vendo, a acharíamos, certamente. by @magdices
2
3 months ago
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A Luz do verão passado quebrou o vidro da melancolia e agora ela fica se expandindo pela casa toda.
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Adaptação sobre o que sinto neste trecho de fevereiro, de Matilde Campilho, habitando essa jóia rara que é minha casa. 
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Graças a Exu! by @magdices
6
3 months ago
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Eu era uma quase recém formada, assustada com a pandemia, cheia de sonho e com pouquíssimo recurso quando usei o cheque especial para ir à entrevista do Guri. Olhos de susto, coração acelerado, mas otimismo da vontade que aprendi na longa caminhada que me trouxe ali.
Foram nesses 4 anos e 2 meses que vi a encantaria que é a infância e a adolescência - na vivência com cada cristalzinho que passou por mim-, nas suas dificuldades, durezas, dúvidas, mas, principalmente, nas potências e na fome de vida que moram nesse período cometa da vida. 
7 do 7 é um dia que sempre me guarda surpresas e de uma forma bonita, divertida, emocionante e leve, hoje concluí uma jornada de um período entre-copas no Guri em Taubaté. 
Fui olhar alguns registros e me senti como pendurando na parede um quadro de memórias que vou contar a toda pessoa que me visitar. 
Amanheceu, A dor da saudade, Mulher Rendeira e A Monsther Under my Bed foram músicas dedicadas nessas despedidas, cinco concertos em menos de um mês, em que meu coração foi sendo um oceano de gratidão em cada abraço, sorriso genuíno, lágrima insistente no canto do olho dos meus cristaizinhos, que me fazem ter certeza de que escolhi uma profissão acertada demais.
Quando criança eu queria saber de tudo, do mundo, das histórias e, hoje, ser assistente social, que é o que sou, independente do que faço, me faz cruzar nomes, histórias, sonhos, o mundo inteiro que é cada ser humano, afetando e me sendo afetada, porque não há nada que possa ser bem feito se não for assim. 
E é por essas que agora eu vou abrir outra janela com curiosidade, frio na barriga e fome - de várias coisas, porque, como diz Socorro Acioli: o tempo de sonhar é em cima da terra. E, nela, embora muito sonhadora, é onde tenho fincado, apesar de muito caminhantes - ainda bem - meus pés. 
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Fui promovida, meninasssss 💫💫💛🌻 by @magdices
14
3 months ago
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Estou muito prestes a mudar de roupa. É claro e sintomático quando a vida começa a me apertar nelas e eu preciso, de alguma forma, juntar meus medos e dar um jeito antes que eu me sufoque e sobre pouco tempo para me resgatar. Sempre dá, mas é aquilo, dá pra sofrer menos. 
Acho de uma delicadeza que essa cigana Vida bandida dolorida linda e mágica faça redemoinhos de caos e alegrias para que as coisas sejam suportáveis, que palavras, pessoas, abraços cheguem pra fazer dessa troca menos dolorida; afinal é inverno, e eu quero conforto. Tudo bem querer. 
Nesse juntado de memórias, vejo que faz sentido meu esgotamento social por lindos e sociáveis motivos, porque fui à Paraty ouvir jazz e de repente a lua era linda; bebi muito vinho e comi muita comida boa e acabei experimentando a importância de ter um vonal por perto; vi uma amiga reunir gente muito gostosa e completar meio século, confirmei que o amor são sempre amigos e que eu acho que não ligo pra Copa até o primeiro gol ser do oponente. 
A Lua cheia pega sempre o meu quintal; nele, tenho uma rede, uma manta, essas memórias e o vento que traz  julho: um mês que sempre vem com uma carga emocional, com o sol fazendo conjunção à minha lua em câncer - vocês já devem ter aceitado que eu tenho com o guaxinim uma outra personalidade astrológica - que me mata e me nasce e me lembro da sagitariana que eu nunca discordo: "eu, que simbolicamente morro várias vezes, só pra nascer de novo". 
No mundo há Clarice e há sempre algo novo para descobrir. Que delícia saber disso - que nervoso, que curiosidade, que loucura, também.

(as inscrições para o coral de gatos está encerrada por tempo indeterminado). by @magdices
9
4 months ago
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Tomo uma dipirona e lembro de dançar para além do que meu corpo costuma aguentar na noite anterior. Nem minha perna esquerda, que já teve os ossos estraçalhados e hoje se mantém com parafusos e um longo pino, me incomodou. 
Meu corpo todo era festa. 
Cada onda do meu cabelo um mar em ressaca sem brecha pra ninguém entrar em paz - pura fúria e revolução, determinou que a festa era dele. 
Um incômodo dá a mão pra essa memória enquanto divido a mesa com amigos. 
Lembro dos desvios com samba desse passado que, furtivamente, tenta esbarrar em mim insistentemente, até que num curto metro quadrado não tenho como fugir. ela ainda sabe onde me atingir quando comenta da minha aparência.
Sozinha, minha rota de fuga foi lembrar da sagacidade das lobas que ando: sou debochada ou mostro o dedo do meio como uma adolescente rebeldinha sem noção, porém com toda razão?- acho que fiz ambos. 
Parece que essa simples resposta me vingou de um batalhão. Eu tenho alguns planetas em Escorpião, pensem no sabor agridoce disso. 
Essa e o outro ex de anos atrás que vivem bisbilhotando por aqui, claro, verão meu texto e dirão nos seus meios, sobre a minha sanidade. Saibam que dei uma risada sincera neste momento. 
Bem, como uma resposta Divina, coisa que acredito, retoquei meu batom e ouvi meus amigos chamarem meu nome, me trazendo para a realidade de minutos atrás, lembram? Meu corpo em festa meu cabelo de ressaca e minha perna super disposta? Foi para lá que voltei, com meus 80 dentes sorrindo, de um jeito que só sorri com eles. A melhor coisa dos amigos é como eles tem o dom de nos lembrar.
Com isso, sendo eu sua amiga ou não, lhe digo:
Não ouça suas/seus ex namoradas/os. Há um bom motivo, eu tenho certeza, para que carreguem esse prefixo. :) 
P.s. 2: enquanto escrevo sobre amigos, uma delas, das boas, grita no trânsito da minha janela - enquanto não me responde no WhatsApp - um alto e belo "piranha". 
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Como disse meu amigo, outro desses bons, eu convoco uma mulher grande pra sair comigo, ela fez questão de me acordar quando iam tirar uma foto minha de boca aberta durante uma viagem, quem dirá pra realidade quando o passado tenta me boicotar. Mandinga é pra quem tem. by @magdices
10
4 months ago
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Neste ano, em que tem sido constante a necessidade da quebra da quarta parede pra questionar o roteirista que, certamente, teve um grave problema de saúde no fim do ano passado, dando abertura no cargo para este novo, criativo, irreverente, animado, ousado, porém, completamente sem noção de coisa alguma. Jefferson, peço, carinhosamente, que respeite minha história - porém continue com a parte divertida e espontânea, mistérios e surpresas no caminho para mim que, nem tanto - muito -, esotérica assim, até que gosto - adoro! 
Não acho, apenas, necessário reencontrar uma calcinha perdida há anos no meio de um festival na bolsa emprestada para o amigo do ensino médio de 2007. 
Você foi longe. 
Grande abraço. by @magdices
17
5 months ago
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Acordei de ressaca, meio moral, pelo excesso de sociabilidade dos últimos dias. Dormi tarde - ou quase cedo - acordei à tarde. Álcool, gastos, muita gente. Lembro do último ano, da sociabilidade abaixo de zero. Meu remédio tinha o dobro de miligramas e a autoestima a metade da metade da metade. Não suportava o toque de ninguém; agora, veja bem, consigo adormecer no peito de alguém. 
Vejo resquícios dos olhos policialescos que já passaram sobre mim nessa voz que tem timbre de culpa e ligo o som mais alto para não ouvi-la.
Ontem, quando eu tentava a precisão do meu delineado a menina memória me trouxe uma cena de quando ouvi um desaforo de alguém que, naquela época, eu chamava de amor. Naquele dia, não segui no meu gatinho, apaguei meu olho com um lágrima e meu delineador foi pro lixo. 
Terminando-o ontem, agradeci à teimosia que o devolveu ao meu armário do banheiro com meus blushes batons vermelhos iluminadores e bagaceirinhas que amo, sempre amei, e usei por excesso pra me esconder; ou nada, para agradar. Enfim. 
Acordei mais cedo hoje pensando nesse emaranhado e olhando minha janela com esse céu azul, Gal na Alexa, o vento que vem dela sopra que o tempo é outro e posso, ainda, aproveitar o dia, deitar na rede, dizer não, abrir meu jornalzinho de literatura. O primeiro texto diz sobre academias e o demorado conforto por frequentá-la da autora. Sinto o mesmo. Há dois meses pago e não vou. A vejo aqui da janela. Amanhã irei enfrentar o dragão da porta da entrada pra calar o dragão que mora na minha cabeça e, quem sabe, ficar com aquela bunda que eu quero há verões e deixei de dizer porque aquele amor que odiava delineado, adorava podar minhas pequenas futilidades. 
Minha criança interna adora mostrar a língua pra essa gente hoje, e ela mesma me dá a mão quando saio da rota, mudo de ideia ou choco esses olhares pelo caminho. Nunca tirei tanta selfie como ultimamente. Acho que venho tendo a urgência Clariceana de dizer que existo - a mim mesma -, afinal, eu nunca sei que olhar policialesco pode aparecer no meu caminho. A única coisa que posso fazer é firmar a mão no meu delineado pra acertar o grau exato do gatinho e beijar a boca do mundo em público. by @magdices
8
6 months ago
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Me repreenderam porque eu não marco ninguém, fui atender e apaguei o negócio todo com meus escritos de planetas em áries e etc. Agora, vamos às exposições:

1- 500 dentes à mostra após alguém ter falado alguma coisa inóspita (pode ter sido, tranquilamente, eu mesma);
2 - Odarinha sempre faz sentinela quando acendo vela pra minha Pombogira, respeito;
3 - sou bagaceira mas também sou cult;
4 e 5 - a sexta feira era santa, nós não;
6 - momentos raros com a minha morceguinha;
7 e 8 - saíram as fotos do casamento desses lindos, pelos dentes, fomos engraçadinhos, além de poéticos-romanticos, afinal, amor é dar risada;
9 - abraço das lobas na minha cozinha, amo!
10 - nasceu esses dias agora tá fazendo make artística e me obrigando a fazer junto, adoro;
11- não tem céu mais lindo que o de outono - não quero opiniões;
12 - dois filhos admirando a casa de onde vieram; 
13 - Samuca - sem a selva - não admitiu sair com outro famoso na foto e cobriu com uma bebida duvidosa o nosso cafajeste número 1 o Belchiafter 
14 e 15 - cafajesthalles lançou a seguinte filosofia "algo de Geraldo não está Sérgio" e esse é o motivo do colapso da foto e do sol ter amanhecido mais rápido pra nos expulsar;
16 - susto com gaivota, plâncton que é sombra de poste, casa na beira do mar, programação com enters, de repente o sol nasceu...;
17 - cult, eu disse;
18- admirando meu amor: minha casa;
19 - admirando meu amor: fez 32 anos. 

Obrigada, planetas em áries. Que bom que foi na casa 11. by @magdices
7
6 months ago
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Faz um tempo que eu não escrevo, especificamente, de uma leitura. 
E essa doeu. E vai doer em quem se atrever. Seja na raça, na classe, no gênero. No espírito. 
recorta a gente e provoca fissura em quem tá ligado nos movimentos ao redor. 
Pude, neste, fazer uma coisa que amo: ver de pertinho o autor. 
e dizer que precisei descansar algumas vezes da Rita Preta. 
A dor dela chegou nesse momento que a gente sente a repetição das notícias e desanima quando percebe que não é bem repetição, são somas, nomes e corpos. 
Ele, honesto, simples - daquela simplicidade rebuscada - me disse que também precisou. dentre outras coisas, diante a minha curiosidade faminta, perguntei como é a gestação de um livro.  me contou que as histórias nascem nele, ainda sem palavras, é o tempo que vai fazendo as coisas irem acontecendo até a tempestade jorrar palavra. Achei lindo. 
Tem nele também uma história forte de amizade, o que me lembra as minhas. Graças a Orixá, a vida tem seus modos de nos proteger pela via do amor. Pode reparar, no cantinho de todo horror, ele vai estar lá. 
Tem uma coisa de mãe, também. Coisa mesmo, porque, pra mim, mãe é "impalavrável". 
Lembrei das tardes de estágio no presídio, quando eu ficava ao telefone transcrevendo com todo cuidado o que elas queriam dizer aos filhos, transpondo honestamente em palavras o amor, a saudade, o medo, a tristeza. 
Todo mundo é um filho, mas nem todo mundo é uma mãe. 
Elas me admiram. Quero ser uma e não sei, ainda, se consigo. Mas quero. 
Santa Rita Pescadeira, uma das minhas personagens preferidas de toda a literatura que viajei até aqui, ela volta, ou sempre esteve. Pois tudo é encantaria. 
Amo essa palavra. 
Enfim, sugiro que leiam. Mas saibam: vai doer. 
Mas também, não é pra isso que a arte serve, provocar um ruído em algum lugar na gente? 
Se não, não era arte, não era literatura, era abobrinha. by @magdices
6
7 months ago
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