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▪︎ psicoterapia psicanalítica
▪︎ atendimento online e presencial
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Oi! Eu sou a Marília e te dou boas vindas a esse espaço que se inicia agora. 

Sou psicóloga formada pela Universidade de Marília e especialista em Psicoterapias de Orientação Psicanalítica pela FAMEMA.
Também sou musicista, entusiasta das artes e das vivências humanas.

Que esse seja um lugar para encontros e trocas sobre o que nos compõe. by @mariliapilon.psi
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3 years ago
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A psicoterapia é um processo onde duas pessoas se encontram para buscar o alívio ou a compreensão de um sofrimento psíquico, ou ainda, uma busca por desenvolvimento pessoal em diferentes aspectos. 
Este encontro acontece entre o paciente, que leva sua bagagem de experiências emocionais, e o terapeuta, com a sua escuta e saberes, que podem dar contorno à angústia do outro que escolhe trilhar este caminho.

Na psicoterapia de orientação psicanalítica, para guiar este processo, utiliza-se como base a teoria pensada por Sigmund Freud e outros autores que continuaram desenvolvendo o método psicanalítico ao longo das décadas. by @mariliapilon.psi
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3 years ago
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A psicoterapia em formato online tem demonstrado ser uma forma válida e eficaz de cuidado, de acordo com a preferência de cada pessoa.

📝 A agenda para atendimentos online está aberta e, se você tem interesse, me chama no WhatsApp através do link da bio ou envie uma mensagem aqui no direct!

(Atendimentos presenciais em Marilia 📍) by @mariliapilon.psi
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3 years ago
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✨️ 

#psicanálise #terapiaonline #psicoterapia taken in Marilia -SP by @mariliapilon.psi
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4 months ago
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Entre excesso de demandas, cobranças, produtividade constante e a necessidade de dar conta de tudo, nem sempre sobra espaço para perceber o que se sente e elaborar experiências. Aos poucos, algumas formas de sofrimento acabam sendo incorporadas à rotina de um jeito tão silencioso que passam a parecer apenas características de cada um, como responsabilidade ou eficiência.

O cansaço vira comprometimento. A dificuldade de parar vira disciplina. O excesso de adaptação vira maturidade. Existe algo nisso que é valorizado, reconhecido e até esperado socialmente.
E talvez, justamente por isso, certas formas de sofrimento se tornem tão difíceis de identificar, inclusive para quem as vive. by @mariliapilon.psi
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5 months ago
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Muitas vezes existe um cálculo (nem sempre consciente) sobre o efeito que uma fala pode produzir na relação. Ainda que exista clareza sobre o que se sente, esbarramos na dúvida de como o outro vai reagir, o que pode mudar depois disso ou que imagem de si pode aparecer ali. 

Diante da incerteza, a fala é adiada, reorganizada, suavizada, ou fica circulando internamente, tentando encontrar um jeito de existir sem ameaçar o vínculo. Mas expressar o próprio incômodo implica também em suportar não controlar a forma como será visto, entendido ou recebido pela outra pessoa.

Ainda assim, aquilo que é silenciado não deixa de produzir seus efeitos; o que não pôde ser dito também precisa encontrar escuta. by @mariliapilon.psi
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5 months ago
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Às vezes, o que faz diferença na forma como lidamos com o que vivemos é ter onde se aproximar disso sem precisar definir, explicar ou concluir.
Ter um espaço em que algo possa ser escutado com mais cuidado abre outras possibilidades de relação com a própria experiência.

#terapiaonline #psicoterapia #psicanálise taken in Marilia -SP by @mariliapilon.psi
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5 months ago
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O silêncio, em sessão, costuma ser associado a uma falha: “não estou conseguindo falar”, “não tenho nada importante” ou até mesmo que “a terapia não está funcionando”. Mas, do ponto de vista clínico, ele pode ser compreendido de outras formas.

Nem sempre há acesso direto ao que se sente ou se pensa. Em alguns casos, o silêncio marca exatamente esse limite. Ele pode indicar um tempo necessário para que algo se organize. Ou ainda, uma forma de evitar determinados conteúdos que ainda não podem ser colocados em palavras.

Isso não significa que todo silêncio tenha o mesmo sentido, mas também não significa que ele seja ausência de material. 
Sustentar esses momentos faz parte do processo. by @mariliapilon.psi
1
6 months ago
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A compreensão pode produzir alívio, sensação de domínio, até uma certa organização da experiência.
Mas ela nem sempre é suficiente para produzir mudança.

Existe uma diferença importante entre conseguir falar sobre algo e ser afetado por isso de uma forma que permita algum deslocamento. 

A elaboração não é linear.
Ela não acontece apenas no nível do entendimento.
Ela envolve tempo, repetição, resistência, e um certo grau de implicação que nem sempre está disponível de imediato.

Por isso, em muitos processos, surge a sensação de: “eu já entendi isso… mas continuo fazendo igual.”
Talvez porque entender tenha sido possível. Mas elaborar ainda esteja em curso.

Você reconhece essa diferença na sua experiência? by @mariliapilon.psi
0
6 months ago
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Na clínica, o que aparece não é ausência de desejo por vínculo.
É dificuldade de ficar com o que o vínculo mobiliza em cada um. 

Você já sentiu isso? by @mariliapilon.psi
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6 months ago
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Algumas impressões sobre Frankenstein (2025).

Assim como na obra original, o filme gira em torno da criação ambiciosa de Victor Frankenstein: um corpo, feito de partes de outros corpos, que é trazido de volta a vida e forjado através da ciência e do implacável desejo de Victor de superar seu próprio criador, seu pai. 

Na dinâmica do filme, passado e presente se alternam mostrando a trajetória das personagens centrais e, de certa forma, a repetição de algumas experiências humanas que se perpetuam na dor. 

À imagem e semelhança de sua própria experiência infantil, Victor idealiza sua criatura e, no exato momento em que se depara com a concretude assimétrica da realidade, faz com ela o que seu próprio pai fazia com suas expressões de vida: rejeita, não contém, exige e pune enquanto resposta àquilo que escapa do ideal imposto.

A criatura aparece como o objeto que revela o que Victor não suportaria ver em si mesmo: fragilidade, dependência, falhas, imperfeição ou, até mesmo, humanidade. Ao rejeitar a criatura, portanto, rejeita a parte viva, não idealizada, do que ele mesmo é. 

A criatura, por sua vez, nasce sem nome, sem lugar, sem pertencimento. A partir do seu estado desintegrado, primitivo, ela busca no ambiente referências mínimas para se localizar em sua existência e acaba repetidamente esbarrando na violência e em um tipo cruel de solidão. Nas ruínas da onipotência de seu criador, a criatura se envereda por caminhos pavimentados pela rejeição e encontra na raiva uma legítima expressão de suas próprias feridas e afetos. Ela busca amor, exige reconhecimento do outro e não encontra; na ausência de um olhar humano e impossibilitado de ocupar um lugar no desejo do outro, o "monstro" se constitui, não enquanto origem, mas como herança do trauma e desumanização. by @mariliapilon.psi
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a year ago
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Sim, mais alguém falando sobre Pobres Criaturas. Mas penso que é difícil passar ilesa às palavras quando algo nos atravessa. Entretanto, a ideia aqui é ir direto ao ponto e trazer alguns pensamentos sobre a personagem Bella Baxter, figura central conduzida magistralmente pela atriz Emma Stone.

Bella me evoca, em um primeiro momento, o estranhamento. A referência Frankensteiniana é obvia no cenário onde criador e criatura estão envoltos em sua própria dinâmica um tanto incomum e nos pegamos tentando entender quais as qualidades de afeto estão presentes nessa relação. 
Bella é um experimento? Somente um corpo trazido de volta a vida através da vontade de "God"? Mergulhando um pouco mais na história, fica fácil perceber que não. 

A curiosidade aliada à vontade de tatear o mundo com as próprias mãos é o ponto de partida pra perceber que este corpo invulgar pode muito mais e se torna cada vez mais desejante, na medida em que seu discurso se amplia. 

Nasce então, em seguida, o deslumbramento por Bella e por aquilo que de mais forte em si vai tomando forma: suas vontades, que são inegociáveis. Mesmo que talvez não as entenda em alguns momentos, as percebe e, pelo sabor da experiência, caminha a passos firmes em direção aos seus desejos.

Sua forma de experimentar o mundo, com o aspecto sexual bastante presente, pode trazer de volta para os mais sensíveis a sensação de estranhamento em alguns momentos ao esbarrar em moralidades bem estabelecidas de uma vida quase inerte. 

O percurso por paisagens que carregam certa dose de surrealismo é imaculosamente construído sob a condição da imperfeição humana e Bella se torna capaz, portanto, de agregar nesse ser em descobrinento tanto o doce quanto o amargo da vida.

Arte: marianetarantes by @mariliapilon.psi
15
3 years ago
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