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• Músico que é publicitário e um publicitário que faz músicas. Link do meu disco na Bio! 👇🏽
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Sabia que no Piauí tem artista que saiu na Europa com os maiores nomes da música brasileira ?

O problema do Piauí não é falta de artista ou de talento. Na verdade é falta de conhecimento, apoio, tratamento igualitário e secretaria de cultura que pare de fazer política de “mãe que divide refrigerante”

Espero que mude de verdade

#piaui #cultura #musica #arte #teresina #artepiauiense #nordeste taken in Bairro Ininga by @mirton
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9 months ago
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Eu sou apaixonado pela Björk a ponto de ter tatuagens dela e uma pug com o nome dela. Então não me peçam imparcialidade sobre o Homogenic 😅 Mas os fatos se sustentam sozinhos.

Lançado em setembro de 1997, é o disco em que ela decidiu voltar pra casa. Depois de Debut e Post, que ela comparava a viagens, quis um som de um só sabor: a Islândia. Beats eletrônicos como batimento cardíaco, cordas como memória. O produtor Markus Dravs lembra que o pedido era algo como vulcões ásperos cobertos de musgo macio.

E o Brasil está nessa história. As cordas têm a mão do Eumir Deodato: Björk escrevia os arranjos no teclado, ele transcrevia e orquestrava, e assina os arranjos de Hunter e Pluto. Foi ele quem apresentou a MPB pra ela: Milton, Elis, Jobim. Björk conheceu “Travessia” numa fita da Elis e gravou a música em português, em 1996, com o mesmo arranjador da versão original do Milton.

Em 1998, no Rio, ela encontrou o Milton horas antes do show e admitiu ser “ignorante” em música brasileira. Uma das artistas mais influentes do planeta dizendo isso na cara da imprensa é raro.

O disco chegou ao 4º lugar no Reino Unido, ganhou 10/10 do Pitchfork e foi eleito o melhor álbum dos anos 90 pela Slant. O Thom Yorke chamou “Unravel” de uma das músicas mais bonitas que já ouviu. O clipe de “All Is Full of Love” foi parar no MoMA.

Qual é a sua faixa favorita? Conta aqui 👇 E salva o post pra ouvir o disco inteiro, na ordem.

#Björk #Homogenic#EumirDeodato #MúsicaBrasileira #Discos90s taken in Teresina by @mirton
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9 days ago
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Virginiana, do dia 17 de setembro, ela é uma artista muito à frente do seu tempo. Cantora e compositora de vários hits na música brasileira, Marina Lima completa 71 anos cheia de gás (fullgás)

Nascida no Rio, filha de pais piauienses, passou parte da infância nos Estados Unidos. Foi lá que pegou no violão e absorveu o pop e o soul que, anos depois, iam bagunçar as fronteiras da MPB. Quando estreou, no fim dos anos 70, o Brasil não estava acostumado a ver uma mulher que tocava, compunha, arranjava e dizia exatamente o que queria dizer.

Ao lado do irmão, o poeta e filósofo Antonio Cicero, criou canções que viraram trilha de uma geração inteira. “Fullgás”, de 1984, virou quase um manifesto dos anos 80. Vieram ainda “À Francesa”, “Pra Começar”, “Virgem” e “Uma Noite e Meia”, sempre com uma voz grave, sensual e sem pedir licença.

E quando todo mundo esperava mais do mesmo, ela lançou “O Chamado” (1993), um disco mais íntimo e maduro, que muita gente só foi entender direito anos depois.

Marina nunca correu atrás do tempo. O tempo é que vive correndo atrás dela.

Qual música da Marina marcou a sua vida? Conta aqui 👇

#MarinaLima #MPB #MusicaBrasileira #Fullgas #AntonioCicero by @mirton
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12 days ago
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13 de setembro, Itamar Assumpção faria 77 anos. Nasceu em Tietê, interior de São Paulo, e passou a vida inteira provando que dava pra fazer música brasileira sem pedir licença.

Acompanhado pela banda Isca de Polícia, cujo nome não era uma piada, ele descrevia o que acontecia quando um homem negro, alto, de roupa colorida, andava por São Paulo.

Foi parceiro de Alice Ruiz e Paulo Leminski e, com Alice, construiu mais de 20 canções ao longo de cerca de duas décadas — “Milágrimas”, “Sei dos Caminhos”, “Navalha na Liga”. Somam-se Arrigo Barnabé, Alzira e Tetê Espíndola, Ná Ozzetti, Suzana Salles — e as vozes femininas que faziam o coro virar naipe de sopro.

Nos anos 1990, Itamar formou as Orquídeas do Brasil, banda feminina que marcou profundamente a sonoridade da trilogia “Bicho de 7 Cabeças”. As vozes das Orquídeas entravam nos arranjos quase como instrumentos, dialogando, respondendo e se entrelaçando à voz de Itamar. A formação mais conhecida reuniu Tata Fernandes, Miriam Maria, Nina Blauth, Simone Julian, Simone Sou, Lelena Anhaia, Clara Bastos, Geórgia Branco e Adriana Sanches.

Itamar apareceu na minha carreira de compositor e me influenciou. Eu, como um homem negro, nordestino e “piaulistano”, vejo na obra de Itamar muita representatividade e uma assinatura inconfundível.

Fontes de pesquisa e imagens:

MU.ITA, o Museu Virtual Itamar Assumpção.
Itaú Cultural

#RevistaForum #ItamarAssumpcao #VanguardaPaulista #MusicaBrasileira #Mirton by @mirton
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16 days ago
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Tem novidade no ar: na estreia da nossa collab com o músico Mirton (@mirton) aqui nos canais da Fórum,  acompanhe a história da "nova bossa nova" — o momento em que, no fim dos anos 1990, DJs ingleses redescobriram Marcos Valle e a música brasileira se misturou ao drum'n'bass e à eletrônica, passando por Bossacucanova, Suba, Bebel Gilberto e Fernanda Porto. Uma história que ele conta de dentro: foi nessa cena que gravou "Toda Batida" com a cantora mineira Ceumar, faixa que rodou coletâneas na Europa. Como ele resume, a música brasileira nunca precisou abandonar o passado para inventar o futuro. Assista e vem com a gente nesta nova série!

#RevistaFórum #Cultura #BossaNova #MúsicaBrasileira by @mirton
73
a month ago
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Feliz em compartilhar com vocês que começo hoje como colaborador de conteúdo na revista @revistaforum . Recebi esse convite com maior alegria e vou buscar sempre um assunto da nossa riquíssima música brasileira. 

Fiquem ligados. Espero que vocês gostem ❤️

#cultura #revistaforum #musica #mirton taken in Bairro Ininga by @mirton
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a month ago
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Teu preconceito te impede de ampliar teu conhecimento musical?

Se a resposta for não, esse vídeo é pra você.

O artista que eu falo hoje é o @josielkonrad — trombonista, cantor e compositor, nascido em 1986 e criado em Austin, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Estudou música na Universidade Metropolitana de Santos e começou a carreira solo em 2015. Antes disso, apareceu com o Gafieira Jazz, projeto que já fazia a ponte suingada entre dois mundos: Chico Buarque e John Coltrane, Cartola e Miles Davis, na mesma frase.

De lá pra cá lançou “Timeline”, “+ Amor” e o EP “Quando Menino”. Já tocou do Circo Voador ao Ronnie Scott’s, em Londres — um dos templos do jazz mundial.

Mas o que interessa aqui é o terceiro disco autoral: BOCA NO TROMBONE (2023, com vinil pela Made in Quebrada Discos em 2024). São 13 faixas:

Repara no detalhe: o disco abre e fecha com a mesma música. “Boca Nº 0” em versão funk carioca na faixa 2, e a mesma “Boca Nº 0” em versão jazz na 13. É a tese do disco inteiro dita sem palavra nenhuma — é o mesmo corpo, é a mesma boca, é o mesmo sopro. Só muda a roupa que a elite aceita.

E a letra é uma ordem: “mexe a boca, usa essa boca, não procrastina, coloca a boca no trombone.”

Por isso “Boca no Trombone” não é fusão de laboratório. É reencontro. É o jazz voltando pra casa pela porta do funk.

E se pra você isso “não é música séria”, talvez o problema não seja o disco.

Escuta “Boca Nº 0” nas duas versões. Uma seguida da outra. Depois me diz se o preconceito era da música ou era teu. 👇

Créditos das imagens: perfil @jazzproibidao @josielkonrad e Sem Censura fotos: arquivos da internet. Em caso de uso sem créditos, entre em contato que anexo ao texto. Obrigado. 

🎧 @josielkonrad taken in Teresina by @mirton
57
a month ago
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Pra mim, Edu Lobo é uma das vozes mais bonitas da música brasileira e um dos maiores compositores que esse país já teve. E olha que é difícil dizer isso sem soar exagero — mas quem conhece a obra dele sabe que não é.

Nasceu no Rio em 1943, filho do compositor Fernando Lobo — que ele só foi conhecer de verdade na adolescência. Aprendeu acordeon antes do violão, e foi nas férias em Pernambuco que o frevo, o maracatu e os pregões de rua entraram pra sempre nas melodias que ele viria a compor.

Em 1962, numa roda de violão, Vinicius de Moraes perguntou se ele tinha “um sambinha sem letra”. Edu tocou a melodia ali, Vinicius escreveu a letra na hora. Nascia “Só Me Fez Bem” — e com ela, a porta pra Tom Jobim e Baden Powell.

Aí vieram os festivais. Em 1965, “Arrastão” (com Vinicius), na voz de Elis Regina, vence o 1º Festival da TV Excelsior. Em 1967, o feito histórico: “Ponteio” (com Capinam) bate Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso no festival da TV Record. Edu virou o único bicampeão da história do Festival da Canção.

No meio de tudo isso, ele também musicou o teatro engajado que resistia à ditadura — “Arena Conta Zumbi” nasceu assim, ao lado de Vinicius, Ruy Guerra e Augusto Boal.

E no auge do sucesso, ele fez o que ninguém esperava: foi embora. Mudou-se pros Estados Unidos em 1969, estudou harmonia e trilha de cinema, sumiu do centro do palco por dois anos. A frase dele antes de viajar resume tudo: “Vou viajar cantor e voltar compositor.”

Voltou, e nos anos 80 formou uma das parcerias mais bonitas da MPB: Edu Lobo e Chico Buarque. Do balé “O Grande Circo Místico” nasceram “Beatriz” e “A História de Lily Braun” — clássicos que a gente canta até hoje sem nem lembrar quem escreveu.

Aos 82 anos, Edu Lobo continua em cena.

Compartilha esse vídeo com quem merece ouvir essa história e redescobrir Edu Lobo. 🎶

#EduLobo #MPB #MúsicaBrasileira #ChicoBuarque #ViniciusDeMoraes taken in Bairro Ininga by @mirton
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a month ago
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2006. Um palco, uma dívida antiga comigo mesmo.

Tinha uma promessa guardada desde a primeira vez que assisti a um show no Bourbon Street: um dia eu subo nesse palco. Anos depois, o convite veio da Tita Lima — e a promessa virou realidade.

Não é qualquer palco. O Bourbon Street Music Club abriu as portas em dezembro de 1993 com um show de B.B. King, e desde então já recebeu quase 800 atrações — Ray Charles, Nina Simone, Diana Krall, Jorge Ben Jor, entre tantos outros nomes que moldaram a música que a gente ama. A revista americana Downbeat colocou a casa entre as 100 melhores do mundo. Pisar naquele chão com meu disco “Toda Batida”, recém-lançado pela Trama, foi emocionante de um jeito que palavras mal alcançam.

E tem mais uma camada nessa história: Tita Lima — filha do Liminha, um dos maiores produtores musicais do Brasil — regravou minha música “Maremorso” no álbum de estreia dela, o 11:11. Hoje ela é a 3ª mais tocada no Spotify da Tita. Confesso sem vergonha: a versão dela ficou melhor que a minha. Tita nasceu com o dom de olhar pra uma música e reorganizar seu potencial, e isso é raro.

Ouvir minha própria letra na voz dela, tocando nos alto-falantes do Pão de Açúcar Brasil afora, e depois subir naquele palco sagrado ao lado de gente talentosa pra car**lho — Zé Aurélio, Guilherme Held e a própria Tita — foi a confirmação de que minha arte não deve satisfação a ninguém.

No fim, o que fica é o que se cria e se desbrava. A arte é o encontro e a reinvenção constante. Hoje eu vivo esse momento reconhecendo meu lugar, sem pedir desculpas.

Produzindo a coisa mais cara de se produzir: arte. 🎸✨

#tbt #BourbonStreet #TitaLima #Maremorso #MPB by @mirton
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2 months ago
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Hoje, 3 de julho, é o aniversário de Wilson Baptista  e esse vídeo é uma homenagem ao homem que o próprio Paulinho da Viola chamou de “o maior sambista de todos os tempos.”

Nascido em Campos dos Goytacazes em 1913, Wilson chegou ao Rio aos 16 anos sonhando ser sapateador. Virou cronista musical de uma cidade inteira. Semiletrado, escrevia letras que citavam Balzac e Rousseau. Travou com Noel Rosa a briga mais famosa da história do samba, uma guerra de músicas-resposta sobre malandragem, raça e identidade. Compôs clássicos como “Lenço no Pescoço”, “Acertei no Milhar” e o existencialista “Meu Mundo é Hoje”. Morreu em 1968, praticamente esquecido, com um caderno cheio de inéditas na gaveta.

Em 2023, sua voz foi restaurada digitalmente pelo Selo SESC com João Bosco, Ney Matogrosso, Joyce Moreno e Nei Lopes ao lado dele, finalmente onde sempre deveria ter estado.

O samba foi, de fato, a sua glória.

Fonte: Wilson Baptista, O Samba Foi Sua Glória - de Rodrigo Alzuguir. @rodrigoalzuguir 

E você? qual artista brasileiro você quer ver aqui na próxima história? Comenta o nome 

#músicabrasileira #samba #historiadaMPB taken in Teresina by @mirton
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3 months ago
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Quando Alfagamabetizado, de Carlinhos Brown, chegou ao mundo, a crítica europeia não hesitou em chamá-lo de o Prince brasileiro. 

Essa ousadia musical não passou despercebida e logo rendeu a ele estatuetas no Prêmio Multishow de Música Brasileira, como “Melhor Cantor” em 1997 e “Melhor Instrumentista” em 1998, além de garantir seu lugar no prestigiado livro 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer.

Lançado em 1996, o disco vai além de um simples álbum de estreia solo; é um manifesto rítmico que redefiniu a música pop brasileira. O título é um neologismo brilhante criado por Brown, misturando “alfabetizado” com as primeiras letras do alfabeto grego.

Com gravações que passaram por Salvador, Rio de Janeiro e Paris, a produção contou com a genialidade de Arto Lindsay e Wally Badarou. O projeto gráfico, sob o olhar de Gringo Cardia, entrelaçou fotos de Mario Cravo Neto com ícones como Pierre Verger.

A faixa “Quixabeira” foi um evento histórico, marcando o reencontro dos Doces Bárbaros, enquanto “Seo Zé”, em parceria com Marisa Monte, influenciou até o título de um disco dela. A explosão de “A Namorada” levou Brown a Hollywood, onde participou de Velocidade Máxima 2

Uma verdadeira obra-prima do final da música brasileira. O que torna esse disco tão especial para você? taken in Teresina by @mirton
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3 months ago
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Ser músico e depois DJ. No meio disso tudo, publicitário. Como esses universos se misturam? 

Se você tem preconceito com a música, você nunca vai ser um bom DJ, se você acha que ser DJ é só tocar um “puts puts”, soltar sem sentir a música realmente pulsando, está completamente enganado… É mixar Arrigo com Itamar Assumpção e ainda fazer as pessoas mergulharem na música brasileira numa pista, é pesquisar, criar conteúdo, buscar a informação pra saber o que está tocando

A música se manifesta de várias maneiras e eu quero todas! 

Foto: @lucasmelol by @mirton
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5 months ago
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