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o resto #naoenada by @naoenadanada
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pause nos stories #instamoment #moment @guisilvaaa #naoenada by @naoenadanada
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nem de capa #nao by @naoenadanada
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sit and relax #naoenada by @naoenadanada
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keep pushin #naoenada by @naoenadanada
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por isso que está tudo tão bem. #naoenada by @naoenadanada
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9 months ago
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Sei lá, acho que virei o véio das instalações. Ou das videoinstalações, que me parece ser mais adequado nesse caso. No domingo, 4 de janeiro, visitei a 36ª Bienal de São Paulo, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, e as obras que mais me impactaram foram aquelas que contavam com suportes audiovisuais. Salas escuras, lugares para sentar ou deitar, atenção sugada pela tela em movimento, pelo som ao redor... Seria um reflexo da nossa vida atual, absolutamente imersa em telas o tempo todo? Não tenho essa resposta, mas creio que a pergunta é válida.

Camille Turner e sua “instalação sonora imersiva”, DreamSpace, que de fato conduz à meditação (se você se permitir), com a voz suave, as projeções delicadas no céu/parede. A angolana Helena Uambembe e o vídeo Long Long Long Ago, uma espécie de fábula narrada pela própria artista, na qual a briga de dois irmãos gêmeos causa a divisão de um continente em dois. Josèfa Ntjam, com o filme Dislocations, cuja proposta visual me remeteu na hora ao universo estético da Björk (posso estar viajando, claro). O franco-argelino Kader Attia e La Valise oubliée, que mergulha em três malas esquecidas para recontar histórias da Guerra de Independência Argelina. Thania Petersen entregou um vídeo que parecia uma pintura viva, conduzida por uma hipnótica música sufi, uma árvore crescendo, homens montando peixes voadores, dançarinos e dançarinas girando, girando. Pirei na brisa.

Destaco ainda a instalação (sem vídeo) Templo da água: rio Tietê, do colombiano Leonel Vásquez, que captou minha atenção tão logo entrei na sala e me deparei com a plataforma de formato circular.
 
E não poderia deixar de mencionar Myrlande Constant. As obras da artista têxtil haitiana, ricas em cores, lantejoulas, contas e tambores decorativos, são extraordinárias. Drapo, bandeiras de vodu. Belíssimas.
 
(Cinco mulheres, apenas dois homens. Pode ser um dado relevante para constar? Acho que sim.)
 
Por fim, escrevo isso apenas para lembrar do que vi e senti. Um registro compartilhado. (Viegas) taken in Bienal São Paulo by @naoenadanada
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