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Estamos de volta!!! 🤘🏻🇧🇷🤘🏻

Vocês devem ter percebido que há algum tempo não posto nenhuma resenha aqui na página: nove meses, mais precisamente. Inspirado em uma das minhas bandas favoritas, o Angra, precisei de um curto hiato para perceber que não consigo viver sem isso aqui.

Confesso que esse tempo longe das resenhas me fez entender o quanto esta página faz parte de mim. Escrever sobre música, especialmente sobre o nosso Heavy Metal nacional, não é só um hobby, é uma paixão que mexe comigo de verdade (lembro do jovem Renan sonhando em ser colunista da Rock Brigade e da Roadie Crew).

A @nerd_banger sempre foi um espaço para dar voz a bandas incríveis que muitas vezes são ignoradas ou subestimadas dentro do nosso próprio cenário. E isso sempre me motivou demais. Saber que uma resenha pode ajudar alguém a descobrir uma banda nova, ou até dar um gás a mais para quem está na estrada fazendo música com tanto suor e dedicação.

E, no meio disso tudo, vieram coisas que eu nem esperava quando comecei: fiz amizades com músicos e fãs de música, parcerias com bandas e tive conversas incríveis com pessoas que vivem o metal de verdade.

Isso também me rendeu a convocação para integrar o time do maior podcast de música pesada do Brasil, o @paulerapodcast , onde comecei como colunista, apresentando a Fronteira Metal, e hoje sou co-host ao lado do Erik. Não deixe de conferir!!! 😉

Quero reforçar minha paixão pelo Heavy Metal e a vontade de compartilhar com vocês minhas opiniões, não somente sobre lançamentos, mas também sobre álbuns que me acompanham no dia a dia (sejam nacionais ou não). Não consigo fazer posts diários, mas sempre que possível vou marcar presença.

Deixo a página aberta para indicações: 
Me indiquem bandas nacionais e álbuns para resenhar. Sempre recebo ótimas indicações de vocês.

Bora fortalecer a cena juntos! 👊🏻💪🏻🤘🏻 by @nerd_banger
28
4 months ago
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Bora apoiar o cenário nacional? 🤘🏻🇧🇷🤘🏻

Vamos fazer uma série de posts recomendando álbuns de bandas do Brasil, sem resenha. Estamos abertos para indicações de álbuns para compor os posts.

Que ver algum album por aqui? Deixa sua indicação nos comentários.

🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷

#heavymetal #heavymetalmusic #heavymetalbrasil #powermetal #thrashmetal #deathmetal #doommetal #progmetal #nerd_banger by @nerd_banger
91
3 years ago
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Qual sua banda favorita? Filme? Nerdices em geral? 
Deixe o comentário do que gostaria de ver aqui e vamos bater um papo.
🤟🏻💀🤟🏻💀

#nerd_banger #nerd #nerdices #heavymetal #headbangers #metal by @nerd_banger
9
6 years ago
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Lovebites – “Outstanding Power”(2026)🇯🇵

O Lovebites é uma banda vinda do Japão, e que carrega um som extremamente técnico, rápido e melódico, com claras influências do power metal europeu, aquele estilo que bebe direto da fonte de bandas como Helloween, Stratovarius e até o virtuosismo neoclássico à la Yngwie Malmsteen.

E “Outstanding Power” é mais uma prova de que elas não estão aqui de brincadeira. Desde o início, o álbum já deixa claro o que vem pela frente: velocidade, precisão e melodias gigantes. Nada soa mecânico, é executado com energia e personalidade.

O contexto do momento atual da banda é interessante. Depois de mudanças na formação nos últimos anos, especialmente no baixo, muitas dúvidas surgiram. Mas o Lovebites respondeu da melhor forma possível: com música. E aqui elas entregam um dos trabalhos mais consistentes da carreira.

Sem dúvidas, o destaque vai para o instrumental impecável. As guitarras são simplesmente insanas, com solos rápidos é técnicos, mas sempre musicais. A base rítmica é precisa e poderosa, e tudo conversa perfeitamente.

E o vocal da Asami tem muita presença. Alcance alto, timbre limpo e uma capacidade de segurar melodias complexas com naturalidade. Ela é uma das grandes vozes do power metal atual, sem dúvida. Isso fica evidente em “The Castaway” que abre com os dois pés na porta de forma rápida e direta. “Reaper’s Lullaby” traz uma construção mais forte e intensa, equilibrando peso e melodia através de um um power metal extremo. Colocando o pé no freio, temos “Eternally”, uma balada emocional, onde o vocal ganha ainda mais destaque e mostra toda sua carga sensível em tons altíssimos.

O Lovebites sempre teve uma proposta clara de soar “global”, mesmo sendo uma banda japonesa, e isso fica evidente na forma como elas absorvem influências europeias mantendo identidade própria, mas fazendo aquele heavy metal sem vergonha de ser power metal, bem épico, rápido e cheio de solos. E isso hoje em dia faz muita falta.

“Outstanding Power” mostra que o Lovebites está cada vez mais sólido, e com potencial de crescer ainda mais. Se continuarem nesse nível, o futuro da banda promete ser gigantesco.

Siga: @lovebites_jp

#nerd_banger by @nerd_banger
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4 days ago
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Teramaze – “The Silent Architect” (2026) 🇦🇺 

Umas das bandas mais produtivas do prog metal atual, o Teramaze chega com “The Silent Architect” reafirmando tudo aquilo que vem construindo ao longo dos últimos anos, uma combinação de técnica, melodia e intensidade emocional que conquistou muito público em seus lançamentos anteriores.

Álbuns como “Are We Soldiers” e “Flight of the Wounded” já haviam colocado a banda em evidência, mostrando um prog mais acessível, mas ainda assim cheio de complexidade e identidade. Aqui, eles dão mais um passo nessa evolução, entregando um trabalho coeso, maduro e extremamente envolvente.

O disco segue aquela linha característica do Teramaze, que transita pelo prog metal moderno sempre guiado pela melodia, beirando o pop às vezes. A interpretação vocal, assim como as guitarras, trabalha melodias bem emocionais. A veia prog é sempre muito bem sustentada por uma cozinha bem rítmica com precisão e dinâmica.

O som percorre momentos mais pesados fluindo para passagens mais melódicas com muita naturalidade, e isso pode ser conferido em “The Silent Architect”. Ela traz toda a essência da banda, com mudanças de andamento, clima introspectivo e um refrão marcante. “The Invisible Countdown” aposta em uma construção mais progressiva, com variações rítmicas e arranjos mais trabalhados, figurando entre minhas favoritas. “Dust and Bone” é mais direta, mas carrega um peso emocional, equilibrando bem a melodia e intensidade.

Um ponto curioso do disco é “Mr Crazy”, que foge um pouco do padrão da banda. Mais direta, mais curta e com uma abordagem quase experimental dentro do contexto do álbum, ela destoa do restante, e talvez por isso mesmo acaba sendo uma das faixas mais curtas da discografia recente do Teramaze.

O grande mérito de “The Silent Architect” está na consistência. A banda não tenta reinventar o estilo, mas refina tudo aquilo que já vinha funcionando, entregando um prog acessível, técnico na medida certa e cheio de personalidade.

O Teramaze encontrou seu som e já consolidou seu estilo. Para quem curte prog metal melódico, técnico e emocional, esse aqui é mais um acerto da banda.

Siga: @teramaze

#heavymetal #nerd_banger by @nerd_banger
3
13 days ago
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Five Finger Death Punch – “Legacy” (2026) 🇺🇸

Essa foi a primeira vez que ouvi um álbum completo do Five Finger Death Punch. Nunca tinha dado uma chance real para a banda. Conhecia uma música aqui, outra ali, algumas polêmicas acolá, mas nunca havia sentado para ouvir um disco de ponta a ponta. É preciso admitir: esses 5FDP me surpreenderam com seu som.

Vindo de Las Vegas, nos Estados Unidos, o Five Finger Death Punch construiu sua carreira misturando groove metal, heavy metal moderno, hard rock e refrões extremamente acessíveis. É uma fórmula que poderia facilmente soar genérica, mas em “Legacy” ela funciona muito melhor do que eu imaginava.

O álbum traz riffs pesados, linhas vocais marcantes e uma produção simplesmente impecável. Tudo soa cristalino, cada instrumento encontra seu espaço na mixagem e, ainda assim, o peso permanece intacto.

Outro mérito do disco é o equilíbrio. O Five Finger Death Punch sabe ser pesado quando necessário, mas também entende a importância da melodia. E isso aparece em praticamente todas as faixas.

Entre os destaques, a faixa-título “Legacy” resume muito bem a proposta do álbum. Pesada e direta, ela traz a energia que os fãs da banda aprenderam a esperar.

Já “Nails In The Coffin” é um verdadeiro soco na cara. Os riffs são fortes, a bateria empurra a música para frente e a interpretação vocal entrega exatamente a agressividade que a composição pede.

Por outro lado, “In Time” e “Everybody Lies” mostram um lado mais emocional da banda. São daquelas baladas que conseguem equilibrar sentimento e peso sem cair no exagero, revelando uma maturidade interessante nas composições.

Terminei o álbum me perguntando por que demorei tanto tempo para conferir o som deles. Talvez tenha sido preconceito musical ou só falta de oportunidade/vontade mesmo. O importante é que corrigi esse erro. Sei que tem outras bandas que preciso dar atenção também...

O fato é que “Legacy” mudou minha percepção sobre a banda.

Nem sempre a primeira impressão é a correta. E nesse caso, o Five Finger Death Punch ganhou um novo ouvinte.

Siga: @5fdp

#Heavymetal #Nerd_banger by @nerd_banger
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20 days ago
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Tierramystica – “Trinity” (2025) 🇧🇷

Vindo do Rio Grande do Sul, o Tierramystica encontrou uma fórmula única ao misturar power metal, metal sinfônico e elementos da música andina e latino-americana, criando uma sonoridade imediatamente reconhecível dentro do cenário nacional.

Em um cenário que frequentemente olha para referências europeias, o Tierramystica escolheu valorizar suas próprias raízes culturais. E é justamente isso que faz de “Trinity” um álbum tão especial

As flautas, os instrumentos folclóricos e as melodias inspiradas na cultura dos povos andinos convivem naturalmente com guitarras pesadas, teclados grandiosos e refrões épicos. Tudo soa orgânico.

O conceito lírico do álbum trabalha temas ligados à espiritualidade, à dualidade humana, à busca por equilíbrio e à conexão entre diferentes dimensões da existência.

“Chaski Way” é uma das músicas que melhor representam a essência da banda. A faixa mergulha profundamente nas influências andinas, criando uma atmosfera vibrante e quase cinematográfica. É impossível ouvi-la sem imaginar paisagens montanhosas e antigas trilhas incas.

Já “Bedtime Stories” mostra um lado mais emocional e elaborado do álbum. A construção melódica é excelente, os arranjos são ricos em detalhes e a interpretação vocal conduz a música com muita personalidade.

Outro aspecto interessante é como o grupo continua aperfeiçoando uma proposta iniciada anos atrás. Enquanto muitas bandas perdem parte da identidade ao longo da carreira, o Tierramystica parece cada vez mais confortável explorando suas raízes musicais e culturais.

Sempre admirei bandas que conseguem soar diferentes sem parecer forçadas. E esse sempre foi um dos maiores méritos do Tierramystica. Existe autenticidade em cada música, em cada arranjo e em cada escolha artística.

“Trinity” veio para reforçar que o Tierramystica é uma das joias escondidas do metal brasileiro e que merece muito mais reconhecimento do que recebe. É um álbum rico em identidade, emoção e personalidade, mostrando que o metal brasileiro tem voz própria e muito a dizer ao mundo.

Siga: @tierramysticaofficial

#Heavymetal #heavymetalbrasil #nerd_banger by @nerd_banger
17
a month ago
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Saratoga – “En Estado Puro” (2026) 🇪🇸 

O Saratoga é uma daquelas bandas que carregam a identidade do heavy/power metal com orgulho, e fazem isso há décadas. Vindos da Espanha, eles trazem a sonoridade extremamente característica do metal, só que cantado em espanhol, algo que, infelizmente, ainda limita um pouco o alcance deles aqui no Brasil, mas não diminui em nada a qualidade do som.

E “En Estado Puro” fica claro que estamos diante de uma banda experiente, segura e confortável com sua própria identidade. O álbum entrega aquele heavy metal potente, com bateria acelerada e vocais cheios de intensidade.

O Saratoga faz parte da história do metal espanhol, ajudando a consolidar o estilo no país desde os anos 90. Ao longo dos anos, passaram por mudanças de formação (sempre sentirei a falta do Leo Jimenez nos vocais...), mas mantiveram a essência, e esse disco reforça isso.

E tem um detalhe que sempre me chama atenção: o impacto da língua. O espanhol encaixa muito bem no metal, dando um peso diferente às músicas. Às vezes, sinto que isso deveria ser mais valorizado aqui no Brasil.

O disco é energético e consistente. As guitarras são afiadas, os solos aparecem na medida certa e a base rítmica segura tudo com força. O vocal de Tete Novoa entrega intensidade e emoção, conduzindo muito bem cada faixa.

Com uma abordagem mais moderna, “Inteligencia Artificial (IA)”, abre o disco com peso e traz uma temática bem atual. “A Toda Velocidad” é pura adrenalina, rápida e direta. “Somos Fuego” fecha com muita energia e emoção, com um refrão forte e fácil de cantar.

E não posso deixar de falar das baladas. Sempre gostei muito desse lado do Saratoga, e aqui não é diferente. “Alma De Cristal” é linda, emocional, bem construída e prova como baladas em espanhol têm um charme único. Elas simplesmente soam bem.

O Saratoga é uma daquelas bandas que descobri aos poucos, mas que ganharam meu respeito com o tempo. “En Estado Puro” mostra que a banda continua relevante, fiel ao que sempre fez de melhor e com energia de sobra. Fico na expectativa de ver o Saratoga ganhando ainda mais espaço por aqui, porque som pra isso eles têm de sobra.

Siga: @saratogaoficial

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a month ago
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Seawalker – “Overcome” (2023) 🇧🇷

O Seawalker lançou em 2023 o álbum “Overcome” mostrando que o thrash metal pode, sim, ser agressivo e ao mesmo tempo carregado de melodia e identidade.

“Overcome” é aquele tipo de álbum que mistura velocidade com feeling. O thrash está ali o tempo todo, com riffs cortantes, bateria acelerada e vocais intensos, mas a banda consegue equilibrar isso com linhas melódicas e refrãos que ficam na cabeça. É aquele meio-termo perfeito entre a violência com melodias bem trabalhadas.

Musicalmente, o disco é dinâmico. Tem porrada, tem groove, tem técnica, e tudo isso sem perder o foco. As guitarras mostram muito bem essa dualidade entre peso e melodia, enquanto o vocal segura bem a agressividade sem deixar de lado a clareza. É thrash, mas com cabeça.

Cada uma das faixas se destacam por trazerem um estilo quase próprio, reforçando que a banda pode ao mesmo tempo apresentar um som mais rápido e um som mais melódico. “Words Are Dying” já chega com peso e intensidade, bateria bem marcada e o vocal ora suave, ora mais agressivo do Filipe Duarte, líder da banda. “Evolve and Decay” resume bem essa característica de equilíbrio entre agressividade e melodia. “Post Amazon World” traz peso com uma temática forte e atual. “Breathe and Burn” é simplesmente brutal, contando com a participação do Bruno Paraguay (Eminence) nos vocais. Minha favorita, “Hidden”, é daquelas que ficam ecoando mesmo depois que acabam.

Outro ponto que chama atenção é a bagagem da banda. O Seawalker é uma banda de estrada, que já dividiu palco com grandes nomes, conta com dois álbuns de estúdio, sendo o primeiro, “Earthcode” lançado em 2011. Esse tipo de experiência aparece na segurança das composições e na forma como o álbum flui de ponta a ponta.

“Overcome” é consistente, bem produzido e, acima de tudo, honesto. Não tenta reinventar o thrash, mas traz personalidade suficiente para se destacar dentro do estilo.

A banda se encontra em um hiato no momento, mas tenho certeza que em breve teremos novidades. Sem dúvidas, o Seawalker é uma das bandas mais importantes do cenário musical de Belo Horizonte, MG.

Siga: @seawalkermetal

#heavymetal #heavymetalbrasil #nerd_banger by @nerd_banger
3
a month ago
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Black Label Society – “Engines of Demolition” (2026)🇺🇸

Falar de Black Label Society é, inevitavelmente, falar de Zakk Wylde e da importância absurda que esse cara tem para o metal mundial. Seja como um dos principais responsáveis pela sonoridade da fase solo do Ozzy Osbourne ou como líder da BLS, Zakk construiu uma identidade inconfundível: riffs pesados, solos cheios de feeling e aquele vibrato que é praticamente uma assinatura.

E em “Engines of Demolition”, ele faz exatamente o que esperamos e, ao mesmo tempo, entrega algo com peso emocional ainda mais evidente. O álbum segue a linha clássica da banda, um heavy metal com fortes influências de southern rock e uma pegada quase bluesy em alguns momentos, tudo conduzido por riffs gigantes e uma atmosfera densa. Pode-se dizer que é um refino do que a banda faz de melhor.

O peso continua sendo o motor principal. As guitarras de Zakk são protagonistas absolutas, alternando entre riffs esmagadores e solos melódicos que parecem contar histórias. O BLS sempre foi quase uma extensão da personalidade do Zakk, tanto que a banda mantém uma base fiel de músicos há anos, criando uma química muito forte e consistente nos álbuns.

O disco já abre com o pé na porta e “Name In Blood” é simplesmente viciante, não sai da minha cabeça. Tem riff direto, pesado e com aquele clima sombrio que define o disco. “Broken and Blind” tem cara de clássico instantâneo, com um refrão marcante e uma construção que lembra os melhores momentos da banda. “The Gallows” traz um lado mais arrastado e pesado, reforçando aquela atmosfera densa quase sludge.

Encerrando o disco, vem um dos momentos mais especiais: “Ozzy’s Song”. Aqui, Zakk presta uma homenagem clara ao amigo e mentor. A música carrega uma carga emocional forte, tanto na melodia quanto na letra, é daquelas que você sente mais do que analisa.

O grande mérito de “Engines of Demolition” se dá justamente por entregar exatamente o que se espera de Zakk Wylde. Som feito com a alma, muito peso e emoção na medida certa. Ele não precisa provar mais nada e segue sendo um desses gigantes da música pesada que tanto amamos.

Siga: @zakkwyldebls

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Sacrificed – “Absence”(2026)🇧🇷

Uma das bandas mais interessantes do metal mineiro é o Sacrificed. Formada em Belo Horizonte, a banda passou por diversas transformações ao longo de sua trajetória, mas sempre manteve a capacidade de evoluir sem perder sua identidade. E é exatamente isso que encontramos em “Absence”.

Conheci a banda através do “Enraged”, álbum que me transformou em fã. A combinação entre peso, técnica e agressividade me conquistou logo de cara. Depois veio o excelente EP “Beyond the Gates” (2021), que hoje enxergo como uma ponte entre o som mais tradicional de “Enraged” e aquilo que a banda entrega agora neste novo EP.

Atualmente como um quarteto, o Sacrificed abraça de vez influências do metal moderno, metalcore, alternativo e prog, sem abandonar suas raízes. O resultado é uma sonoridade pesada, dinâmica e atual.

Com 5 faixas distribuídas em 19 minutos, “Absence” vai direto ao ponto. A faixa de abertura “Ascention” deixa clara a nova direção, apostando em riffs modernos e uma abordagem mais técnica. Na sequência, “Agony” explora contrastes entre agressividade e melodia de forma muito natural. Todo o peso é reforçado pelos riffs do Diego Oliveira, também responsável pelos vocais guturais.

“Absence” soa mais reflexiva e tem uma atmosfera mais densa. Já “Anger” apresenta uma das performances mais impactantes do EP, elevando a tensão e o peso a outro nível.

O encerramento com “Absurd” funciona síntese da proposta do EP: moderno, pesado e emocional ao mesmo tempo.

Um destaque impossível de ignorar é a bateria. O trabalho realizado por Tiago Vitek é espetacular. As viradas, as mudanças de dinâmica e a precisão técnica dão uma identidade enorme às músicas. Unida ao baixo de Johnny, eles formam uma cozinha incrível.

Preciso falar também da Kell Reis. A cada lançamento, sua evolução vocal fica mais evidente. Sua interpretação está mais madura, mais segura e mais expressiva.

O Sacrificed demonstra coragem ao explorar novos caminhos sem abandonar sua essência e “Absence” deixa uma sensação muito positiva.

Se este EP representa o futuro da banda, minhas expectativas são altíssimas pelo que vem pela frente.

Siga: @sacrificedofficial

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11
a month ago
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Andria Busic – “Life As It Is” (2026) 🇧🇷

Depois de décadas ajudando a construir a história do rock e do heavy metal nacional com o Dr. Sin, era natural que Andria Busic chegasse ao momento de lançar um trabalho tão pessoal quanto “Life As It Is”. E talvez seja justamente essa a principal característica do álbum: ele soa livre. Não parece existir a preocupação de seguir tendências ou atender expectativas. É simplesmente um músico experiente fazendo exatamente a música que deseja fazer.

O disco transita entre o hard rock, o heavy metal melódico e o rock clássico, carregando influências que acompanharam Andria ao longo de toda a carreira. Mas, ao mesmo tempo, existe uma identidade própria muito clara.

O álbum possui uma sonoridade limpa, equilibrada e muito confortável de ouvir. Os instrumentos respiram, ocupam seus espaços e permitem que cada detalhe apareça naturalmente. E, como não poderia deixar de ser em um trabalho liderado por Andria Busic, o baixo marca presença adicionando groove, peso e personalidade.

As diversas participações especiais também ajudam a enriquecer a experiência. Em nenhum momento elas parecem artificiais ou inseridas apenas para chamar atenção. Só para citar alguns nomes, aparecem por aqui Ivan Busic, Roger Moreira e Marcos Kleine, do Ultraje a Rigor, além de Yohan Kisser.

Entre os destaques, “A.I. Control” abre o disco com muita energia. Os riffs são marcantes, a base é pesada e a música consegue equilibrar modernidade e classicismo com enorme competência. Já “Through Her Eyes” revela um lado mais emocional e pessoal do trabalho. A música carrega uma sensibilidade especial, combinando melodias envolventes com uma interpretação carregada de sentimento.

O álbum impressiona pela maturidade dos arranjos. Não existe exibicionismo. Cada nota parece estar exatamente onde deveria estar. A experiência acumulada por Andria ao longo dos anos aparece em cada detalhe.

“Life As It Is” passa justamente a sensação sugerida pelo título. É um disco honesto, humano e feito sem máscaras. Parece um retrato musical de quem Andria Busic é hoje: experiente, confiante e completamente à vontade com a própria arte.

Siga: @andriabusic

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