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o sagrado risco do acaso ⠀
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produção, comunicação e cultura
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tem muito bituca nas minhas memórias: no som que meus amigos fazem, na boemia que herdei da minha cidade e nos bares dela, no carro a caminho de aventuras, na vista da janela do sítio, nas declarações de amor que fiz e nos corações partidos que chorei. nunca vou esquecer a sensação de ouvir clube da esquina pela primeira vez e ver materializado esse sentimento indizível de ter sido cultivada nessas montanhas. trabalho com o que eu trabalho porque fui guiada pelas coisas que penso, sinto e me transformo em contato com a arte. a música é o fio que me puxou pra essa loucura, mas me abri pra todas as outras formas de arte e fui retribuída com coisas maravilhosas — pensar que algo em que coloquei muita dedicação pode dar pro @miltonbitucanascimento pelo menos uma parcela ínfima das sensações que ele me deu a vida toda me traz uma alegria que exaustão nenhuma é páreo.

antes da tinta tocar a parede acontece coisa demais. passei boa parte do meu ano conduzindo essa sob a liderança entregue da @paulamesquitalage, parceria que agradeço muito. a realização só deu pé pela paciência do @danilogfraga, capanga amado. vocês ouvem falar porque a @mcarmennnn comanda a comunicação contando com o olhar do @victorabaurre no audiovisual e da @marifnavila na entrega de conteúdo em tempo real. nos jornais e TVs e bancas tudo ganha eco porque @maya.pr anda com a gente na assessoria de imprensa. quem fez essa maravilha foi @kaka.chazz com assistência de @barkngs e @marcosasher. a preparação do prédio ficou por conta da @rjreformaeacabamento, parceiro de anos. quem montou a estrutura foi @hoistservicos @rapidoandaimes e todo mundo subiu e desceu seguro com a supervisão do @jsbduraes

muito obrigada a @fundacaoarcelormittal que se não tivesse comprado a ideia, nada feito; a @lusotero que habilitou o projeto lá no inicinho; a @casadojornalistabh que topou nos receber tão bem durante dois meses entre preparação e pintura; ao @feijaorestaurante que deixou a gente forte pros dias; a @augustoknascimento @cafidigital @nascimentomusica @iulle por nos ouvirem e pelos sins! <3

vida longa ao @fabricadegraffiti que completa 20 edições! 🌟 by @ninanevesr
30
10 days ago
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🌀 by @ninanevesr
5
a month ago
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quando eu vou ao supermercado que meu pai frequenta com ele, ele chama e é chamado por todo mundo pelo nome com alegria. vivi a vida vendo essa cena se repetir no açougue, na padaria, no clube. toda vez que menciono um artista pra ele, na semana seguinte ele tá ouvindo a discografia. é curioso e toma interesse genuíno por tudo que eu faço, consumo, vivo, nunca fica por fora de nada. com isso criamos nossos rituais compartilhados — às quintas o vinho (que ele criou gosto por mim), às sextas as flores (que passei a olhar com mais atenção por ele) e em qualquer domingo de bobeira, os discos (cuja coleção construimos juntos). as pessoas que eu amo também tem espaço garantido no interesse e afeto dele, cuja extensão do amor ainda não vi o fim. é recíproco, todo mundo tem alguma coisa boa pra falar do meu pai. 

tenho uma cena muito clara na cabeça de ser acordada pra ir pra escola aos pouquinhos: uma frestinha na janela pra luz entrar, porta aberta pra sentir o cheiro do café e, por fim, beijinho na testa. foi nesses e outros pequenos detalhes cotidianos que revelam esse grande companheiro que meu pai é que entendi tudo sobre cuidado, atenciosidade, carinho e doçura. pretendo passar a vida carregando orgulhosa o título de filhinha de papai. 

hoje meu pai faz anos e olho pra ele e vejo cada vez mais amor, bom humor e uma vida de detalhes. feliz aniversário, meu papito. eu amo tanto você! by @ninanevesr
40
a month ago
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outro dia, enquanto gargalhava com uma amiga por estar numa pista que jurei jamais pisar, me dei conta do quanto as contradições são uma boa forma de medir idade. nesses 29 anos, carrego orgulhosa uma extensa lista de línguas pagas: análise, São Paulo, falar no telefone, musculação, o disco A Via Láctea do Lô. também detestei a primeira e a segunda vez que ouvi minha banda preferida, fui muito feliz fazendo o que condenei no outro e quase nenhum nunca que já disse vingou. por outro lado, faço o mesmo narizinho que fazia criança sorrindo, jamais deixei de ser mulher de clima tropical, amei Caetano e Beatles da primeira a última nota que ouvi e sigo tendo muitos amigos porque continuo leal e atenciosa. 

prolonguei muito sofrimento até me dar conta de que as durezas não vão parar, o que cabe a mim é atravessar elas com mais ternura. faço isso rindo de mim, pedindo colo, deixando passar mais batido os meus erros e os dos outros e dançando muito no caminho. vendo os roxos nas pernas e os vincos no rosto penso que quero muito envelhecer bancando as marcas que me expressar, tomar sol, tentar um novo esporte, beber um pouquinho a mais, me arriscar, sentir raiva e sentir amor fazem; na pele, no corpo, no outro, no tempo. só me proponho a fazer o que posso pra ser forte e aguentar o tranco e, no mais, aguento. 

a cada dia caio mais nas graças da vida e ela nas minhas, experimento uma felicidade inédita — não porque a vida ficou mais fácil, pelo contrário, mas porque firmei os pés em fazer tudo o que posso pra viver a vida que eu quero pra mim; até o que faço com o coração doendo, um bico enorme ou correndo o risco de alguém que eu gosto gostar menos de mim. quero fazer do tempo a cada dia menos útil e mais meu, me dar um beliscão sempre que me ensimesmar demais e falar em amor pelo menos três vezes mais do que das minhas antipatias. 

gostar muito de aniversário não entrou no hall das mudanças de ideia e todo ano faço questão de guardar as evidências de pessoas e lugares que amo profundamente. celebro muito tudo que sinto e sou, onde estive, por quem sou amada e até por onde sou meio persona non grata. rumo aos trinta me sentindo corajosa e bem humorada 🪩 by @ninanevesr
48
a month ago
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vida bela&boa!!!! 💘 🌟💘 by @ninanevesr
24
3 months ago
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circulando 🔃 by @ninanevesr
10
4 months ago
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esse final de semana passeamos pro aniversário da jojo, grande amor. me senti emocionada vendo as fotinhas que o pedro tirou desses deliciosos dias. ando especialmente verborrágica, coisa que acontece sempre que to muito perto de mim já que, como o gregório, moro em cima da ilha do verbal (céu da língua, que vi faz um par de semanas, piorou muito a situação).

venho pensando muito sobre como conheci cedo na vida amigos com quem experimentei exatamente o mundo que quis e que, em partes, ainda quero pra mim. com alguns já tenho mais tempo de vida junto do que separado. a cada novo lugar que piso, entendo o quanto essa sorte não é banal. foi com eles que aprendi sobre amor & outras drogas e na conta dessa companhia tão suficiente que não caio em qualquer conto do vigário. compartilhamos a empolgação das experimentações, vencemos a fase onde nada fica três minutos no lugar, vivemos aquele frenesi de ter muito o que dizer pra depois descobrir também espaço de fazer silêncio juntos. tratamos com minúcia a busca da medida de alargar e estreitar distâncias sem romper fio, amizade é coisa muito séria. 

vendo essas fotos, acho gostoso reparar que criamos uma virtude que me é muito cara: a da boa convivência. juntos funcionamos numa coreografia ensaiadíssima, fato testado e retestado em uma diversidade de aventuras e perrengues. e isso não é na conta de uma homogeneidade tediosa; somos muito diferentes em expressões, caminhos, profissões, ansiedades, filosofias de vida e restrições alimentares — o bonito é justamente como tudo isso deságua na curiosidade, não no conflito. seguimos, e espero que eternamente, desvendando, desbravando, colecionando e fazendo mais. 

eu amo ter amigos que fazem muitas perguntas e também nenhuma, o bálsamo existencial que é esse espaço de ser eu sem maiores condições (exceto a de às vezes explicar uma coisinha ou outra da internet). como é gostoso passear muito, sim, sempre; mas ter pra onde voltar <3 by @ninanevesr
8
5 months ago
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quando cheguei em são paulo falei com a lili que ia juntar umas coisas pra fazer um pedaço scrapbook no meu diário, um hábito que fui perdendo junto com o de brincar, que é o que tenho buscado nas minhas melhores modas inventadas. óbvio que não lembrei de nada disso, até porque não parei por um segundo, graças a deus precisando de muita coisa mas um amigo não é uma delas, nina sena. daí fiz um scrapbook digital meio mal enjabrado (claramente aproveitei minha assinatura do canva pro, que como quase toda compra impulsiva uso bem menos do que queria) (post-it: comprar um mouse urgente)
declaro aqui o fim desse mês maluco e sem respiro igualzinho ta ai, porque não tenho mais energia, carisma nem dinheiro, nadica de nada mais, pra nem mais um dia. cumprindo minha única meta do ano que é me divertir no caminho haja o que houver, aprendi a amar são paulo como aprendi a amar todos os outros caos em que já me meti na vida (não foram poucos, garanto).
tá meio semicronológico e, no fim, que na verdade foi comecinho, tem um pouco de paz também. voltei a sentir gosto de registrar a passagem do tempo por aqui do jeito que dá, porque sempre que revisito me dá uma certa orientação. escrevo umas coisas embaixo pra ver o quanto tudo fica alinhado ou só entorta com o tempo.
surreal pensar que a gente já tá mais perto do meio do ano do que do começo by @ninanevesr
21
6 months ago
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é hoje! neste dia da mentira, o @festivaldurante reúne artistas em ações simultâneas, lá no mama cadela, com o público em circulação numa experiência coletiva-individual 🌪️ chega mais+++

coordenação geral e curadoria: @napolicesco
produção: @mxmxdzz e @ninanevesr
design: @mcarmennnn 
artistas: @paulonazareth_, @efegodoy, @desali_xo, @ed_marte, @camilabuzelin, @vendepeixe_se
apoio: @mama_cadela e @universobh

🪄 taken in Mama / Cadela by @ninanevesr
15
6 months ago
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3/5 ✅ by @ninanevesr
8
6 months ago
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a rota do meu caminho profissional foi parte acaso, parte escolha, mas principalmente uma busca guiada pelo desejo, uma aproximação com o que me brilha os olhos: a expressão, a arte e tudo que é gerado a partir daí.

sempre achei difícil mostrar por aqui o que faço ou explicar pra quem não é familiarizado. pra além de ser um trabalho muito polivalente, estar por trás do planejamento e da idealização é sempre um pouco invisível, embora eu acredite que seja a espinha dorsal de todo projeto.

tendo o privilégio de não precisar definir tudo pra já, experimentei e circulei bastante entre áreas, tanto na comunicação, onde exploro minha relação de fascínio com a linguagem, quanto na produção, onde coloco pra funcionar uma parte de mim que gosta de planejar milimetricamente — só pra descobrir que nem todo o planejamento do mundo é barreira pro acaso. gosto igualmente de estar no meio da coisa, de ser o maestro que conduz o caos.
moro aqui, no encontro entre o subjetivo e o prático.

fiz um site-currículo-portfólio como pontapé pra trazer pra perto pessoas e iniciativas e, claro, dizer que estou aberta a integrar projetos, ideias e movimentos.

vambora :)
✷ marinaneves.cc ✷ by @ninanevesr
37
7 months ago
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minha mãe é a mulher com mais amor que eu já conheci: da forma como mexe as mãos ao cuidado que ela tem com todo ser que calha de cair debaixo das suas asas. ela me ensinou que, no começo da vida, a mãe da gente é início, meio e fim. psicanalista, bordou para mim como de Freud a Lacan existe todo o fio do que faz e desfaz a gente nesse lugar. eu acho que, acredite no que quiser, fato é que relacionamento com mãe é coisa doida e intensa — não importa quantos dos mesmos livros vocês gostem de ler, nem o quanto vocês se falem e se entendam. 

posso dizer que na minha equação da vida com a minha mãe ganhei na loteria. não só porque ela é sensível, brilhante, amorosa e linda, isso também, mas principalmente porque tenho uma mãe que me olha e busca realmente me ver. deve ser uma loucura acompanhar a formação de um ser que em três tempos afirma mais ou menos umas cem coisas completamente diferentes umas das outras, todas com muita convicção. mas ela tira de letra. ela não é imune às lentes que toda mãe tem ao olhar para os filhos, mas é incansável na tentativa de desembaçar os óculos e me ver por detrás de toda a frustração que — inevitável, naturalmente, a gente sabe — causo a ela. e isso é a coisa mais bonita do mundo.

passei e sigo passando pelo processo eterno de tirar minha mãe da posição de detentora dos meus anseios e causa para toda consequência; eu e ela merecemos a liberdade desse lugar e estamos aprendendo juntinhas a desemaranhar esses fios. ainda assim, de tudo que minha mãe me diz, sempre fica algo. é comum, quase todos os dias, eu lembrar de uma frase dela para tomar uma decisão ou acalmar o coração. basta papear um pouquinho comigo para que eu eventualmente solte um dizer dela, que repasso sem titubear. porque minha mãe não sabe de tudo, mas presta atenção como ninguém, e tudo que fala, fala vindo do amor. acredito piamente nela, mesmo que, em um pouquinho mais da metade das vezes, eu vá ter que fazer diferente mesmo assim, porque, embora nossas caras sejam bem parecidas, a minha é toda minha para se quebrar. mas tá aqui, admito: a opinião dela segue sendo a que mais me importa na vida. 

feliz aniversário @rosea7neves, amo você demais! by @ninanevesr
16
8 months ago
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