Lydia Pape cochicha com Picasso. Não baixo a voz para ouvir, invento.
Ge Viana aparece ao lado de Silvana Mendes, sob o olhar de Thiago Martins de Melo. São as obras que conversam. Compartilhando origem e pulso do Maranhão.
@limagaleriaNa Lume, paro diante de A ilha das palavras esquecidas, de Hal Wildson. Nascido no Vale do Araguaia, entre Cerrado e Amazônia, ele trabalha com fragmentos de linguagem: palavras deslocadas e arquivos reaproveitados, datilografia e nanquim sobre xerografia. Reescrever a partir do que foi apagado. Um tipo de reflorestamento, só que de sentido.
Me encanto com o equilíbrio em tensão da obra de Frida Baranek na Raquel Arnaud e o silêncio que emana luz de Sérgio Lucena na Simões de Assis.
A feira é um mapa que não se fixa, cada passo muda o desenho.
Cláudio Edinger passeia seu talento e bom humor enquanto Pedro Corrêa do Lago coleciona instantes como quem guarda tempo em caixas invisíveis. E olha que ele coleciona muitos!
Meus queridos maranhenses, Fátima e Marco Lima, sempre a postos. Presença pra lá de especial.
E, no meio disso tudo, meus papos com Luiz Vieira, que fazem a feira desacelerar e se enriquecem com os livros maravilhosos que ele produz e leva à editora Ikrek e à Nara Roesler.
Bom demais respirar arte.
E, ainda assim, a imagem que fica não está nas paredes:
Meu filho, Antônio.
Trabalhando na SP_Art