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6 months ago
Co Creator: oncaroxa_
Photo by Kaetê (Kaê) on April 14, 2026.
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Posted On: April 14th 2026, 11:06 pm
Colagem analógica (com papel e revistas) realizada durante as oficinas de zine que promovi durante o Edital de Aluno Artista da Unicamp 12ª Edição, que rolou de Julho a Dezembro de 2022.

A metodologia da oficina foi proposta com base na linguagem 𝗗𝗜𝗬 (𝘥𝘰 𝘪𝘵 𝘺𝘰𝘶𝘳𝘴𝘦𝘭𝘧 - faça você mesme) de recortes e colagens, que acessibiliza a criação visual para pessoas que possam ter travas com 𝘥𝘦𝘴𝘦𝘯𝘩𝘢𝘳. Uma série de oficinas foram dadas, nas quais nos juntamos coletivamente para aprender dobras de zines e folhear revistas para caçar imagens que nos chamasse a atenção.

Essa arte integra o Zine Disforia Punk, que contém as criações de quem se sentiu à vontade para publicizá-las, e calhou de ser inteiramente feito por pessoas trans. Nesse processo, a fotocolagem é metáfora para nossas subjetividades e identidades de gênero: um perpétuo reorganizar de imposições e referências mil que temos e 𝘴𝘰𝘮𝘰𝘴 ao longo da vida.

Como material, levamos revistas variadas e impressões de letras de músicas e logos de bandas que apareceram na nossa pesquisa do projeto 𝗗𝗶𝘀𝗳𝗼𝗿𝗶𝗮 𝗣𝘂𝗻𝗸. Nosso objetivo foi focar em pesquisar um repertório dentro do punk que não faz parte do eixo “WHITESTRAIGHTBOY” (cunhado pela zineira Mimi Nguyen), buscando os gritos marginalizados dentro da cena, com referências interseccionais. Pessoas pretas e pessoas dissidentes de gênero (mulheres e pessoas LGBTQIA+ no geral) sempre estiveram presentes no punk, só são apagadas pela historiografia hegemônica.

Ainda que bandas com integrantes indígenas possam não estar na história do punk desde seu início, o movimento traz como um dos símbolos principais o 𝗺𝗼𝗶𝗰𝗮𝗻𝗼, que tem origem no povo 𝗠𝗼𝗵𝗮𝘄𝗸, de 𝙏𝙪𝙧𝙩𝙡𝙚 𝙄𝙨𝙡𝙖𝙣𝙙 (𝗜𝗹𝗵𝗮 𝗱𝗮 𝗧𝗮𝗿𝘁𝗮𝗿𝘂𝗴𝗮, nome originário para a América do Norte). E como o punk não é apenas sobre estética, mas sobre luta contra a opressão, a luta dos povos originários tem tudo a ver com o movimento.

A arte foi feita sobre uma página de apostila de história queimada, com intervenções de folhas e recortes diversos. Dentre eles, estão uma arte de Denilson Baniwa e os logos da banda Punho de Mahin e Bioma Queercore.

[+ nos comentários]
Comments (9)
campodecaetes 6 months ago

campodecaetes

Agora que vi o Brasil com z ali na Escola Panapana kkk só lasquei o ctrl c ctrlv no site que peguei

lion.vctr 6 months ago

lion.vctr

Mais uma arte informativa, bom de mais ❤️

lugardoed 6 months ago

lugardoed

😍😍😍

campodecaetes 6 months ago

campodecaetes

𝗕𝗶𝗼𝗺𝗮 𝗤𝘂𝗲𝗲𝗿𝗰𝗼𝗿𝗲 é uma banda punk feminista interseccional, paulista, formada por mulheres. Essa vertente do punk ressalta as vivências LGBTQ+. O clipe “Cidade Perdida”, dirigido por Julia Gimenes, traz imagens do Festival Guarani de 2017 e do primeiro encontro das Mulheres Indígenas em SP (2018). Associadas a esses registros, a diretora traz imagens relacionadas ao crime da Vale em Brumadinho (2019), a crise das queimadas na Amazônia (2019) e o registro do discurso histórico de Ailton Krenak de 1987, ocorrido na Assembleia Nacional Constituinte. @bioma.queercore #colagem #arteindigena #punkbrasileiro #queercore #afropunk

campodecaetes 6 months ago

campodecaetes

𝗣𝘂𝗻𝗵𝗼 𝗱𝗲 𝗠𝗮𝗵𝗶𝗻 é uma banda paulista de afro punk, formada inteiramente por pessoas pretas. Trazem figuras como Madame Satã e Marighella em suas músicas, e carregam a imagem e nome de Luiza Mahin. Luiza foi uma importante liderança nas revoltas e levantes de pessoas escravizadas na então província da Bahia, no século XIX, sendo a mais famosa a Revolta dos Malês. Acabei de descobrir que eles lançaram um novo álbum este ano - Entre a Penitência e a Ruptura. Fica a dica! @punho_de_mahin

campodecaetes 6 months ago

campodecaetes

𝗗𝗲𝗻𝗶𝗹𝘀𝗼𝗻 𝗕𝗮𝗻𝗶𝘄𝗮 é um artista indígena, com alguns prêmios Pipa, que dentre as diversas linguagens de criação, também traz em sua arte intervenções sobre discursos coloniais. Desde o dia 7 de abril, tá rolando a exposição solo do artista 𝙔𝙖𝙬𝙖𝙧𝙖 𝘼𝙠𝙖𝙣𝙜𝙖 - cabeça de cachorro, em tradução livre, em referência à área de mesmo nome, localizada no estado do Amazonas. As obras refletem sobre a presença não-indígena na região do Rio Negro e no território amazônico. A exposição acontece na galeria A Gentil Carioca São Paulo, em Higienópolis, na cidade de São Paulo. @ denilson_baniwa @agentilcarioca

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