Posted On: April 25th 2026, 07:23 pm
Tem uma chave de leitura simples que separa quem faz comunicação digital com método de quem faz no improviso: entender em que estado mental o eleitor está quando recebe a sua mensagem.
A professora Natália Mendonça abre essa porta. Existem dois momentos de consumo no digital, e cada um exige um tipo diferente de comunicação. O eleitor que está rolando o feed depois do almoço, sem buscar nada, é um. O eleitor que digita no Google “como funciona o auxílio X” ou “quem é o candidato Y” é outro. Mesma pessoa, comportamentos opostos.
Para o primeiro, a campanha precisa interromper com algo forte o bastante para parar o dedo no scroll. Para o segundo, precisa estar disponível com a resposta certa no momento em que a pergunta aparece. Tratar os dois com a mesma estratégia é desperdiçar verba, conteúdo e tempo de equipe.
A consequência prática? Cada peça produzida precisa ser desenhada sabendo em qual desses dois momentos ela vai entrar.
Vídeo curto que vive de gancho nos três primeiros segundos opera num cenário. Conteúdo aprofundado que responde dúvida específica opera em outro.
Quem confunde os dois publica muito e converte pouco.
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