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3 months ago
“Tanto bate até que não restará nem pensamento”, 2026
Impressão na técnica de litografia
A2

A obra investiga as dinâmicas de invisibilidade social, esgotamento e exaustão ambiental a partir da própria materialidade da litografia. A escolha da pedra como suporte estabelece um diálogo direto com o tema, onde a fricção física necessária para gravar a imagem reflete o desgaste mecânico imposto tanto aos corpos quanto ao território na mineração.
Através da convivência de diferentes técnicas na mesma matriz, a transferência com thinner traz o semi-apagamento dos mineradores como uma despersonalização intencional, traduzindo a invisibilidade histórica de sujeitos cujas identidades são diluídas pela lógica produtiva. Em contraste, a textura granulada do crayon e o peso fluido do tusche registram a persistência ruidosa e repetitiva das ferramentas sobre a matéria.
O título, emprestado da canção Tempo Rei, de Gilberto Gil, é deslocado do seu contexto filosófico para encarar a crueza do extrativismo. Recontextualizada, a frase denuncia duas dimensões de finitude: o esvaziamento cognitivo do trabalhador pela exaustão e o esgotamento dos próprios recursos da terra, ambos consumidos por uma insistência sistemática
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Posted On: July 21st 2026, 09:11 pm
“Tanto bate até que não restará nem pensamento”, 2026
Impressão na técnica de litografia
A2

A obra investiga as dinâmicas de invisibilidade social, esgotamento e exaustão ambiental a partir da própria materialidade da litografia. A escolha da pedra como suporte estabelece um diálogo direto com o tema, onde a fricção física necessária para gravar a imagem reflete o desgaste mecânico imposto tanto aos corpos quanto ao território na mineração.
Através da convivência de diferentes técnicas na mesma matriz, a transferência com thinner traz o semi-apagamento dos mineradores como uma despersonalização intencional, traduzindo a invisibilidade histórica de sujeitos cujas identidades são diluídas pela lógica produtiva. Em contraste, a textura granulada do crayon e o peso fluido do tusche registram a persistência ruidosa e repetitiva das ferramentas sobre a matéria.
O título, emprestado da canção Tempo Rei, de Gilberto Gil, é deslocado do seu contexto filosófico para encarar a crueza do extrativismo. Recontextualizada, a frase denuncia duas dimensões de finitude: o esvaziamento cognitivo do trabalhador pela exaustão e o esgotamento dos próprios recursos da terra, ambos consumidos por uma insistência sistemática
Comments (15)
aliesky_art 3 months ago

aliesky_art

👏👏

davidbekin_ 3 months ago

davidbekin_

🔥🔥🔥

ippilopito 3 months ago

ippilopito

que trampo insano!!

hebertsmith16 3 months ago

hebertsmith16

❤️❤️❤️🔥🔥manoooo 😍😍

kallo.art 3 months ago

kallo.art

Q obra mais perfeita!

kallo.art 3 months ago

kallo.art

ARTE PURA

vintetresporextenso 3 months ago

vintetresporextenso

jogadora cara

felipeflip 3 months ago

felipeflip

Tempo rei ❤️ 🧞 congrats

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