Ontem a caminho da casa
@escrevagarota relembrei de um trecho de “A viagem inútil” de Camila Sosa Villada:
“Eu digo: primeiro a escrita, depois a tristeza. E é uma vitória sobre esse desígno da minha família que nunca aceitou sua pobreza: primeiro eu soube escrever
e depois aprendi a ficar triste.”
Diante da falta, do luto, da dor, da impossibilidade e do desamparo, em nossas mãos mora um certo triunfo: a possibilidade de tornar isso palavra.
E fazer da palavra outro corpo, para recuperar o nosso.
“Vista pro Mar” é o corpo de meu puerpério.
“Quem eu era antes de ser sua mãe” o corpo da luta contra a infertilidade da
@umpedevento.
“Clearblue Blues” o corpo das perdas gestacionais da
@cristinaparga Tenho pensado nisso e falei disso também ontem: que escrever não é externalizar, é se separar. Provocar distanciamento. Fazer-virar-angústia-coisa-outra.
Inaugurar na Flip na mesa “Escrever o indizível: a palavra que dá corpo a maternidade e seus lutos” me relembra essa dignidade da literatura. A dignidade de inserir nossa história no mundo e colher com alegria o percurso desse novo nascimento.
Vista pro Mar tem me levado viver coisas incríveis, ao lado de pessoas incríveis.
Obrigada @cristinaparga e @umpedevento pela partilha.
Obrigada público querido, pela escuta, participação e carinho.
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Obrigada
@felipefuba_ , meu amor, pelos registros, apoio, parceria e companhia.
Obrigada amigos, pela torcida!
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“Além do mais, a literatura não escreveu nenhuma solução para os danos da minha vida. Só gravou em mim uma virtude, um sentido poético com o qual olho para as coisas.” Camila Sosa Villada.