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4 days ago
A experiência tem valor na vida cristã.

“Eles responderam: Alguns dizem que o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum outro profeta.
E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? ‬‬” (Mateus 16:13-16)
A pergunta de Jesus abre espaço para que seus discípulos expressem quem Ele é a partir de suas próprias experiências.
Ao longo das narrativas bíblicas, encontramos diferentes formas de encontro com o Divino. Moisés diante da sarça, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na fornalha, Enoque e Elias transladados, a mula que falou com Balaão, Pedro andando sobre as águas, Jonas no grande peixe, Zaqueu, a mulher samaritana, o endemoniado e a viúva que teve seu filho ressuscitado.
São experiências únicas, que não se repetem da mesma maneira. Em muitos desses encontros, a revelação não acontece primeiro pela palavra elaborada, pela eloquência ou pela inteligência, mas pela experiência sensorial, pelo milagre, pelo encontro. A Vida na vida.
A experiência desmonopoliza a relação com o Divino. Nela, leigos e cultos, são tocados por Deus. O Eterno não se revela apenas por meio do conhecimento intelectual ou daqueles que ocupam lugares de autoridade religiosa. A experiência também é lugar de revelação.
Quando a fé é reduzida ao intelectualismo e a relação com Deus é submetida a padrões rígidos, corre-se o risco de limitar a revelação a determinadas interpretações, como se o acesso ao Divino dependesse de uma única forma de conhecê-lo.
Mas o EU SOU não está sob o controle humano. Não se limita aos nossos ritos, conceitos ou tentativas de compreensão. Governa sobre tudo e permanece para além daquilo que podemos compreender.
Tirar dos corpos a experiencialidade é tirar dos corpos o valor.
O Evangelho é uma pessoa viva e encarnada. Jesus é a boa nova. Experimentou a vida na Terra e sentiu em seu corpo a tortura e a morte.
Para muitos daqueles que Jesus curou, o Evangelho foi a restauração de seus corpos e de sua dignidade humana. Não foi apenas uma doutrina, um discurso ou uma liturgia. Foi a experimentação do Evangelho em seus corpos.
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Posted On: October 14th 2026, 10:00 pm
A experiência tem valor na vida cristã.

“Eles responderam: Alguns dizem que o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum outro profeta.
E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? ‬‬” (Mateus 16:13-16)
A pergunta de Jesus abre espaço para que seus discípulos expressem quem Ele é a partir de suas próprias experiências.
Ao longo das narrativas bíblicas, encontramos diferentes formas de encontro com o Divino. Moisés diante da sarça, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na fornalha, Enoque e Elias transladados, a mula que falou com Balaão, Pedro andando sobre as águas, Jonas no grande peixe, Zaqueu, a mulher samaritana, o endemoniado e a viúva que teve seu filho ressuscitado.
São experiências únicas, que não se repetem da mesma maneira. Em muitos desses encontros, a revelação não acontece primeiro pela palavra elaborada, pela eloquência ou pela inteligência, mas pela experiência sensorial, pelo milagre, pelo encontro. A Vida na vida.
A experiência desmonopoliza a relação com o Divino. Nela, leigos e cultos, são tocados por Deus. O Eterno não se revela apenas por meio do conhecimento intelectual ou daqueles que ocupam lugares de autoridade religiosa. A experiência também é lugar de revelação.
Quando a fé é reduzida ao intelectualismo e a relação com Deus é submetida a padrões rígidos, corre-se o risco de limitar a revelação a determinadas interpretações, como se o acesso ao Divino dependesse de uma única forma de conhecê-lo.
Mas o EU SOU não está sob o controle humano. Não se limita aos nossos ritos, conceitos ou tentativas de compreensão. Governa sobre tudo e permanece para além daquilo que podemos compreender.
Tirar dos corpos a experiencialidade é tirar dos corpos o valor.
O Evangelho é uma pessoa viva e encarnada. Jesus é a boa nova. Experimentou a vida na Terra e sentiu em seu corpo a tortura e a morte.
Para muitos daqueles que Jesus curou, o Evangelho foi a restauração de seus corpos e de sua dignidade humana. Não foi apenas uma doutrina, um discurso ou uma liturgia. Foi a experimentação do Evangelho em seus corpos.
Comments (3)
camimesq 4 days ago

camimesq

Maravilhoso ler isso

thainasagrado 4 days ago
cafegraffiti 4 days ago

cafegraffiti

Desde o encontro do homem com Deus no jardim, na viração do dia, encontramos a dimensão de uma relação que acontece no particular, no encontro entre o Divino e o terreno. Há espaço para a experiência, para o corpo, para aquilo que não pode ser inteiramente traduzido em palavras. É na multiforma das experiências que se encontra o Eterno. Existem múltiplas formas de se conectar com o Divino. Deus é multiforme. Ainda assim, algumas tradições determinam quais caminhos devem ser percorridos e quais experiências podem ser reconhecidas como legítimas. Quando alguém se coloca como mediador absoluto da verdade, corre o risco de confundir a compreensão que tem de Deus com o próprio Deus. O Eterno deseja se relacionar conosco de maneira integral, tocando nosso corpo, alma e espírito. Não está limitado à nossa maneira de pensar. Está para além da nossa razão e das nossas definições. Ele não está limitado ao que achamos saber sobre Ele. Ele é o que tiver e precisar ser.

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