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Em novembro do ano passado resolvi fazer uma loucura pra minha vida: viajar pra São Paulo sozinho, organizando tudo de última hora, sem conhecer nada, sem saber o que faria ou onde ficaria, de ônibus.

Tudo se organizou em duas semanas, e tudo porque tive a maldita ideia de participar de um evento de Psicologia Social como Monitor e apresentar uma pesquisa sobre a @naomiluuuuuuu. O evento iria acontecer em outra cidade, em Rio Claro. Mais um problema ai: outra hospedagem e viajar pra outra cidade em SP. Primeiro recebi a confirmação que meu trabalho foi aceito, depois que foi aceito a monitoria e, por fim, faltando umas 2 semanas pro evento, que eu consegui alojamento. A ideia então foi passar dois dias na grande SP e outros três em Rio Claro, mais dois de ida e volta.

Fui pra escola de samba, bares e mais bares, museus, festival de cinema Mosfilm, livrarias, parques, mini-cursos, almocei numa igreja, dormi num colchonete, auxiliei um professor grego a chegar ao evento, conheci gente legal, fiquei sem bateria há KMs do Airbnb, andei de metrô, quase perdi o ônibus no trânsito infernal da Tietê, fui zoado pelo meu sotaque e outras coisas mais. De fato, paulista gosta de pimenta.

Talvez foi a melhor escolha que fiz. Bem aleatória também. Tremendamente vejo uma alternativa outra de vida que surgiu depois disso. Uma nova forma de estar, amar e me relacionar com as pessoas. Ainda tô descobrindo o que me representa tudo isso, mas é aquilo que em Boogarins - Doce diz, “Pois meu voo eu voo sem aterrissar”.

Obrigado seu Carlos Henrique pelo lar temporário.
Obrigado ABRAPSO pela oportunidade.
Obrigado, também, pra um amigo que faleceu enquanto eu voltava de viagem. Aquilo assustou, mas a memória dele fica aqui.

Que a vida de todos nós sejam mais cartografias do existir. taken in São Paulo, Brazil by @pablo.bardo
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a year ago
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