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& meus escritos autorais 👇🏻
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aconteceu tanto e ainda assim parece pouco quando tento dizer em voz alta

houveram sorrisos
rasteiras
adeus e chegadas

mas acima de tudo, houve eu me escolhendo

sem querer romantizar mas algumas dores são poéticas
e quem saiu intacto, não viveu
só atravessou

valeu 2025! 🩵 by @palommamerces
11
10 months ago
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pisei tão forte, achei a lua no meio do mar by @palommamerces
16
2 months ago
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existe um momento da vida em que a gente entende que crescer não é deixar de sentir. é aprender a conviver com tudo o que sente sem permitir que isso nos leve para longe de quem somos.

talvez seja por isso que eu escreva. porque escrever é uma forma de voltar. enquanto as palavras existem, eu também existo um pouco mais inteira.

que eu me lembre de mim.

eu quero continuar acreditando nas pessoas, mas sem entregar a elas a responsabilidade de me manter acesa. gosto da ideia de que existem encontros capazes de mudar uma vida, mas gosto ainda mais da ideia de que a minha não precise parar enquanto eles não acontecem.

que eu nunca mais transforme amor em abandono de mim mesma.

ainda acredito no amor, mas quando ele chegar outra vez, espero que me encontre vivendo. quero que encontre uma mulher que tenha amigos, planos, livros pela metade, músicas favoritas, dias bons e dias insuportáveis. alguém que já tenha construído uma casa dentro de si.

e, se não vier, que a minha vida continue sendo bonita mesmo assim.

por muito tempo eu achei que as grandes histórias da vida eram sempre românticas. hoje penso diferente. algumas das pessoas que mais transformaram quem eu sou nunca seguraram a minha mão com a intenção romântica.

há amizades que me lembram quem eu sou quando eu esqueço. pessoas das quais não preciso parecer mais forte, mais interessante ou mais feliz do que realmente estou. pessoas que conhecem versões minhas que ninguém mais conhecerá. pessoas que guardam pedaços da minha história que nem eu conseguiria contar sozinha. 

gosto das amizades que não exigem espetáculo. das que sobrevivem ao silêncio, aos dias corridos, às fases em que cada um está tentando organizar a própria vida. acho que esse também é um jeito de amar. 

que eu saiba cuidar das pessoas que escolhem caminhar ao meu lado. lembrar dos aniversários, mandar mensagens sem motivo, ouvir com atenção, celebrar as pequenas conquistas como se fossem minhas também.

e, se um dia eu tiver a sorte de envelhecer cercada de bons amigos, acho que já terei vivido uma vida muito bonita.

(continua nos comentários) by @palommamerces
21
4 months ago
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jogada pelo mundo, como diria Gal Costa by @palommamerces
15
9 months ago
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a vida está na água by @palommamerces
21
10 months ago
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eu não aprendi a gostar devagar.
ninguém me ensinou a medir o impacto das coisas antes de me jogar. quando eu entro, entro inteira e isso nunca foi uma escolha consciente, é só o jeito que meu corpo responde ao mundo.

eu gosto do instante em que algo começa a acontecer dentro de mim. aquele deslocamento interno, quase físico. gosto de quando o desejo me acorda antes do despertador. gosto de sentir vontade antes de sentir certeza.

e talvez esse seja meu erro: eu não espero garantias.
eu sinto primeiro.

já me disseram que eu confundo intensidade com amor.
mas desde quando sentir virou pecado?
existe mesmo uma virtude em caber?
em aceitar menos só porque dura mais?
ou isso é só medo travestido de maturidade?

se isso é imaturidade, então talvez eu ainda não queira crescer.
porque crescer, do jeito que me ensinaram, parece significar aprender a sentir menos.

e eu não sei.
eu realmente não sei fazer isso.

em mim, sentir nunca veio com botão de volume.
é sempre alto.
sempre demais.

eu gosto quando o corpo avisa antes da cabeça. quando o coração tropeça no próprio ritmo. quando o prazer não pede licença e a vontade chega sem saber se vai ficar. gosto da tensão no ar, do quase, do agora.
quero lembrar de momentos em que meu corpo disse “sim” antes da razão pedir calma.

você já sentiu isso?
essa necessidade quase física de estar vivo dentro da própria vida?

já tentei ficar onde não havia vertigem. onde tudo era certo, estável, organizado. mas eu não sabia onde colocar o excesso que sou.

me pergunto se querer mais é egoísmo
ou se aceitar menos é um tipo de desistência.
me pergunto se buscar novas sensações é fuga
ou se é só a recusa em viver anestesiada.

quem foi que decidiu que sentir muito é exagero
e não, simplesmente, coragem?

talvez eu não consiga evitar esse frio na barriga que me lembra que estou aqui. que sou carne, pulso, fome, escolha.
talvez eu não saiba amar com moderação.
talvez eu não queira.

e se for errado querer mais, então que seja.
prefiro ser a pessoa que sente o gosto de cada cena
àquela que apenas cumpre um roteiro.

texto autoral ✨
@entremergulhos by @palommamerces
27
7 months ago
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há dias em que o tempo desacelera e a gente se lembra que existe poesia no modo como o vento encosta na pele. dias em que a vida se distrai de ser adulta e tudo vira uma nova descoberta, cada som vira um convite para escutar o mundo de outro jeito.

há um tipo de presença que pergunta tudo com os olhos e responde tudo com abraço, que inventa nomes pras coisas e ensina que um chão de terra pode virar castelo.

gente tipo passarinho que pousa no ombro da gente e, quando a gente vê, já tá cantando dentro do peito, sabe? feito riso de criança no meio da sala que bagunça tudo e, ao mesmo tempo, arruma o mundo da gente.

de repente, o olhar muda.
a gente começa a aprender que o amor pode morar no jeito de segurar uma mão e que a vida, por mais que pareça grande demais, também cabe dentro de um abraço miúdo.

amar também é sentar no chão, dividir a mesma pipoca e assistir, de novo, aquele filme que já sabemos de cor.

é lindo ver o infinito começando a habitar um coração tão pequeno, a gente aprende um tipo de sabedoria que não se aprende com os livros, mas com água, terra e o toque de um olhar limpo.

a vida com essas presenças miúdas fica cheia de histórias que escorrem pelos cantos da boca, costurados com gargalhadas sinceras e sorrisos tão grandes que mal cabem no rosto.

sou louca por você, carinha. by @palommamerces
9
a year ago
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eu sinto a liberdade by @palommamerces
20
5 years ago
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aprendendo a fazer nada
entendendo que nem tudo é questão 
de vida ou sorte
aprendendo a ser errada
e que nem toda direção requer um norte
reaprendendo a ser leve
solta
ventania louca by @palommamerces
0
4 years ago
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faz tempo que não escrevo sobre você.
não por falta de vontade, mas porque há dores que não cabem em palavra alguma, e silêncios que, de tão altos, ensurdecem qualquer frase.

no dia em que você se foi, alguma coisa em mim também desapareceu. algo que nem sei nomear, mas que fazia parte do meu jeito de existir no mundo.

dizem que o tempo cura, mas o que ele faz, na verdade, é ensinar a conviver com o vazio. a gente aprende a se sentar ao lado da ausência como quem divide a mesa com um velho amigo. não se fala dela o tempo todo, mas ela está ali.

a saudade, no começo, me mordia.
agora, ela só encosta devagar.
ainda dói, mas não sangra como antes.

o que ninguém diz é que o amor continua.
mesmo sem abraço, sem voz, sem presença.
ele se transforma em outra coisa: memória, vista, cheiro, som, sensações.

você não está mais aqui, eu sei. mas tem dias em que eu sinto sua companhia com mais nitidez do que sinto a de qualquer pessoa.

e talvez seja isso que me mantenha de pé: saber que o amor não parte. não como as pessoas partem. ele arruma um jeito de ficar, e ficar é verbo que só o amor entende.

então eu escrevo, mesmo que ainda doa. porque é aqui que te encontro. nas palavras que me lembram de quem fui com você e de tudo o que você deixou em mim.

no fim, você não se foi.
você só mudou de forma.

é por isso que, mesmo com os olhos marejados, eu continuo dizendo o seu nome baixinho,
como quem reza.
como quem ama.
como quem, apesar de tudo, ainda acredita que ficar também é uma forma de eternidade.

@entremergulhos by @palommamerces
11
a year ago
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quero viver no fundo do mar
só subir pra respirar
eu amo o silêncio que habita no meio do mar
do alto mar a praia fica tão bonita
de lá do céu eu acho a cidade tão linda
aprecio o caos e prefiro manter distância
tô dando valor pro jeito que eu enxergo o mundo
me distanciando by @palommamerces
0
4 years ago
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Mount Everest ain't got shit on me by @palommamerces
21
5 years ago
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